Páginas

sábado, 18 de outubro de 2008

Meu mundinho interno

Mais uma vez me vejo precisando desse espaço aqui. Tinha escrito um post inteiro e não sei ao certo que tecla apertei, tudo sumiu e o que ficou salvo no rascunho automático não passou de uma página inteira em branco. Vou tentar recuperar o que havia escrito com base na minha memória.

Estou vivendo uma fase de extrema incompreensão do que se passa comigo. Não entendo minhas emoções nem consigo me definir. Só agora me dei conta que, se nem eu mesma me compreendo, imagine a percepção que estão tendo de mim? Não consigo me comunicar com o mundo externo.
As palavras não saem, parece que meu cérebro não consegue fazer uma conexão da minha mente com o meu corpo. Fora do meu organismo o silêncio predomina, mas na minha cabeça um turbilhão de palavras me consomem numa velocidade e compreensão jamais entendida por quem observa o meu semblante sem expressão.
No meio de tantas palavras em minha mente, não consigo ouvir aquela voz que me define: "Você é Sara, estudante de administração", "você gosta de praia" ou "você gosta de frio", ao invés disso o que ouço é "você realmente gosta de praia?", "você está fazendo a coisa certa?", "é isso que você quer pra sua vida?". Nada me responde, tudo me deixa na dúvida, insegura.
Eu me vejo cada vez mais fechada em meu mundo e distante do mundo externo e costumava culpar a todos que me cercam pela minha inibição, quando na verdade, só eu sou responsável pelo que se passa em mim. Por que não falo mais do que fico calada, se ao falar me sinto aliviada em expressar o que se passa dentro de mim? Por que não rio mais do que choro, se a sensação de alegria é tão mais gostosa e apreciada. Por que não danço, se a música provoca uma sensação de libertação e expressão das minhas emoções?

Queria tanto conversar e compartilhar o que penso com alguém, mas nada sai, nem linguagem corporal.

Preciso silenciar e ouvir o que se passa dentro de mim. Preciso de um tempo só pra mim, mas queria tanto um abraço.

sábado, 6 de setembro de 2008

Mais uma pros amigos

Eita...foram tantas emoções vividas ultimamente, vou procurar descrevê-las aqui.
Embora seja tão difícil descrever a amizade e sua forte influência em nossas vidas, vou tentar...
Talvez a expressão que melhor descreva, em minha opinião, seja a de "almas afins". Há tanta afinidade, identidade, igualdade, que muitos chegam a pensar que de tanto andar com um amigo você fica parecido com ele, o que na verdade, já era uma característica intrínseca nos dois, não foi algo adquirido pela convivência.
Eu não diria que amigos são a família que você pode escolher, porque não acredito que seja uma questão de escolha, mas sim de identificação imediata, de energias positivas cruzadas, ou porque não, de algo predestinado a acontecer. Por que eu digo isso? Se não o fosse, por que os amigos estariam presentes em todos os momentos? Nos tristes e nos alegres? E por que quando a gente está mais desacreditado, pensando nas piores besteiras, eis que surge um amigo no momento exato, com as palavras que você precisava ouvir naquele momento?
Às vezes a gente não se dá conta do quanto nossas ações refletem nas pessoas. Se pararmos pra pensar, por mais que não haja intenção predestinada, ou nada planejado, ou não haja palavras a serem ditas, ou não se encontre palavras adequadas para o momento, o simples fato de você saber que existe, que é alguém que te considera e que te tem carinho e amor, já te conforta tanto! Um olhar mais atento que perceba suas emoções, uma pergunta sobre como você está, uma demonstração de interesse em seus assuntos e uma preocupação com sua felicidade é tão importante e isto está presente no nosso dia-a-dia sem percebemos o quanto é valioso.
Sendo um pouco mais íntima no comentário...(eita que bateu uma emoção agora...kkkk...pausa pro choro e riso)
Enfrentei um dos piores anos de minha vida, pior eu digo por não saber realmente que significado ele teve, mas digo de sofrimento, de insegurança, de medo...medo de perder o que eu tinha, medo de nada ser mais o mesmo, medo de tanta coisa. Nesse momento senti tanto a necessidade de ter um amigo por perto, porque em casa eu tinha que ser forte, em casa não podia chorar pra não fraquejar quem precisava tanto de mim. Pra onde mais eu poderia recorrer se não aos amigos? Esperei tanto mensagens de conforto, perguntas sobre como eu estava, visitas reconfortantes, embora poucas tenham vindo até mim. No entanto, hoje, posso enxergar que, mesmo que não fosse da forma que eu esperava, eles estavam ali. Tentando me distrair, tentando me ver feliz, talvez não falando sobre o assunto pra que eu não ficasse triste. E hoje, mais do que nunca, sinto suas presenças reconfortantes. Sinto suas alegrias e tristezas compartilhadas. Hoje, me sinto útil em aconselhar, em ser solicitada quando preciso, nem que seja pra ouvir. Hoje mais próxima de uns menos de outros, mas ainda sim considerando os meus amigos pessoas importantíssimas no meu crescimento, no meu desenvolvimento. Há tanto o que ser vivido, há tanto a ser compartilhado. Um dia, amigos, sei que vou precisar de vocês de novo e sei que vocês vão precisar de mim, quero estar disposta a ajudar sempre, a ouvir sempre, a aconselhar sempre, não me deixem de lado que eu não pretendo deixar vocês nem tão cedo.
Para as amigas da época da lourdinas:
Que bom poder estar com vocês e compartilhar momentos únicos, que só a gente entende, que só a gente sabe o significado... a música "Amiga" de Xuxa, descreve os nossos melhores momentos. Obrigada pela presença constante de vocês, depois de tantos anos que nos conhecemos, quero que saibam que é muito importante tê-las presentes em minha vida, mais do que nunca. Amo todas!
Para os amigos da universidade:
Estamos partindo para uma etapa de definição: Quais caminhos vamos seguir daqui pra frente? Quem vai estar presente em nossas vidas futuras? Está por encerrar uma das etapas mais felizes da minha vida, talvez a que eu tenha mais crescido, em que a amizade se mostrou tão firme e forte que me manteve no curso, me guiou nos momentos mais indecisos e me acolheu todos os dias, com presenças incansáveis, durante 3 anos, quase 4. Foi tudo tão rápido e tão intenso. Só depende de nós mantermos isso pra sempre. Se há algo que aprendi com o tempo é que os caminhos que a gente toma, por serem díspares nos levam a lados diferentes e, a vida nos impõe um ritmo acelerado que naturalmente tenta nos afastar das coisas e das pessoas, mas não deixemos que isto nos afaste. Não nos esqueçamos do quanto é importante a presença de cada um.
Para os amigos que estão fora e os que vão:
A distância não é fator relevante numa amizade. Embora a presença não seja física, eu não deixo de sentir suas emoções, suas angústias, nem suas felicidades. Mesmo que por momentos, bata a vontade de voltar pra casa, pra família e pros amigos que aqui ficaram, sejam fortes. Nas nossas escolhas há sempre um peso ao qual precisamos arcar com nosso arbítrio, o que importa é tirarmos aprendizado em cada coisa e só crescer com o que está sendo ofertado. Toda experiência é uma oportunidade de crescimento, de melhorar aquilo que precisa ser melhorado, de retirar significado nas pequenas coisas. Nada é por acaso e as oportunidades e as pessoas não passam em nossas vidas sem terem sua importância.
Hoje mais do que nunca...agradeço a existência dos meus amigos e agradeço suas fiéis participações em minha vida e no meu crescimento como pessoa!!!
Videozinho especial:
video

sábado, 30 de agosto de 2008

Minha consciência complexa

Mais algumas reflexões sobre dois assuntos abordados ultimamente, que na verdade, remetem à uma única variável: a consciência.
Já mostrei em alguns posts anteriores a minha visão de mundo, mas quero promover uma reflexão, a quem quer que seja, ou a mim mesma que sou a visitante de maior freqüência daqui.
Há bilhões ou trilhões de anos, nem ao certo sei mensurar, a terra e o universo existem. Ele é tão imenso (o universo), que existem galáxias sequer conhecidas, com uma infinidade de planetas e, nós, meros mortais imperfeitos, habitamos uma molécula de átomo, que é a Terra. Temos uma vida, que dura em média 65 ou 70 anos e, ao que parece acreditar a maioria, uma única vida, equivalente a um nano segundo, ou qualquer que seja a menor escala referente ao tempo. Dentro dessa breve passagem, encontramos seres de diferentes espécies e diferentes formas de viver. Uns são perfeitos, uns andam, uns escutam, uns vêem, uns falam, enquanto outros não.
Guardemos essa discussão e levanto, portanto, outro ponto a ser discutido. Levando em consideração todos que acreditam na presença de um ser superior e uma força maior que move as nossas vidas, Deus.
Deus castiga? Deus o ser de infinita bondade, a quem recorremos na necessidade e, embora, não possamos vê-lo guardamos dentro de nós a certeza de sua existência, este mesmo Deus seria capaz de castigar alguém? De dar as costas? De se vingar? De ser amor pra um e rancor pra outro?
Por que então, na nossa brevíssima existência, deu a oportunidade de uns nascerem perfeitos e outros não? Que castigo aquele ser, deficiente, que não fala e não anda, merece por ter nascido? Por que alguém que fala e anda, de uma hora pra outra se vê em cima de uma cama, por um acidente, por exemplo? Que mal esta pessoa fez? Que merecimento é este? Por que uma mãe morre ao levar um tiro na cabeça ao sair da casa dos avós? Por que uma grávida morre ao ir numa lan house enviar e-mails convidando pro seu chá de bebê?
Será que ninguém pensa nessas coisas? Será que ninguém busca respostas pra isso? Simplesmente, limitam-se a um "porque Deus quis". Por que Deus quis isso? Por que ele quereria isso?
Será que nossas atitudes hoje, não refletirão em nenhum momento? O que eu faço de errado hoje que ninguém vê, passará por todos como se eu não tivesse feito? O inferno seria o meu destino a ser pago, pela eternidade e, se caso eu me arrependesse? Quem reconheceria isso em mim? O cão? Ele aceitaria que eu mudasse de endereço pro céu caso eu me mostrasse realmente arrependido?
Eu não entendo como certas coisas são limitadas na cabeça dos seres humanos. Porque é tão difícil crer que minha atitudes refletem em algo e, o que eu sou hoje, são reflexos do que eu fui um dia e aprendi a ser, com meus erros e acertos. Que direito eu tenho de negar a alguém que este possa aprender com seus erros também? Que direito eu tenho de impor limitações para que este livre-se dos seus encargos? Quem sou eu pra questionar os desígnios divinos se eu sequer entendo-os? Eu sequer tenho capacidade de compreensão para entender a magnitude das coisas e de sua significância?
Essa discussão reflete minha opinião sobre o aborto, eutanásia...e algumas outras reflexões sobre vícios e atitudes impensadas.
Não sejamos burros com cabrestos. Possamos enxergar as coisas que existem além da nossa capacidade intelectual, que mesmo não entendendo-as, possamos saber da sua existência.

sábado, 2 de agosto de 2008

Vídeo caseiro

Olá,
Vou voltar a interagir com alguns poucos leitores que ainda devem ler o meu blog.
Hoje tive um momento de reflexão que me fez enxergar o quanto sou agradecida pela minha família, pelo momento que estamos passando agora, em que a felicidade e a harmonia voltou a fazer parte da nossa casa. Decidi então, compartilhar com vocês, um vídeo que fiz pra minha avó, essa pessoa maravilhosa que vive conosco. Me sinto tão orgulhosa em tê-la tão perto de mim e, muitas vezes, me arrependo por não ter tanta paciência quanto deveria. Um exemplo de amor e dedicação à sua família:


video

Boa semana e boa sorte pra mim!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Mais reflexões

Pudera o homem, enquanto o ser livre que é, ter a habilidade de resolver seus problemas sozinhos, independente do que esperam que seja feito, independente de opiniões contrárias...simplesmente ter um problema e ter a liberdade de resolvê-lo imediatamente. Infelizmente, ou felizmente, vivemos em sociedade, em que nossas atitudes refletem nas outras pessoas, em que nossas ações provocam efeitos na vida do outro e, muitas vezes, o nosso desejo e vontade de solucionar o que nos incomoda só é concretizado com a participação direta de mais alguém envolvido.
Enquanto isso, há sempre um que tem certeza do que quer, embora dependa da resolução das dúvidas dos outros...
O tempo passa e acalma os corações e com ele traz a serenidade que nos ajuda a agir de forma racional, mas será que a razão nesse caso caberia? Talvez ela traga à tona uma realidade que ninguém sabia que existia e está tomando cada vez mais espaço. Eu nunca prefiro a razão porque ela age de forma fria, embora ela tome cada vez mais espaço dentro de mim!

domingo, 27 de julho de 2008

Sem título

"Sorte de hoje: Você tem um coração generoso e é bem-amado"
Pff...pura balela. Bonzinho só se lasca. É sempre o que sofre mais, porque é o mais sensível. É o lado que a corda pende, porque é o mais fraco. É o menos esperto, porque não consegue ser tão racional. É o besta da história!

Se eu recebesse uma proposta de emprego no Acre e tivesse que escolher entre ir ou ficar com quem amo...preferia abrir mão de uma vida confortável a perder a pessoa que amo. Se o amor valesse à pena!

sábado, 26 de julho de 2008

Porta 1.999

...e tudo não passa de um corredor enorme. Algumas áreas iluminadas, outras mais escuras. O corredor tem 22 portas, porém uma ainda trancada, ao que me parece, dentro dela algo ainda está sendo construído. Cada porta tem sua numeração, começando por 1.986. As do fim do corredor parecem as menos iluminadas, só um feixe de luz. Procuro, então, uma mais iluminada. Eis que vejo uma, que me atrai por sua luz e o cheiro que exala...um cheiro de praia, de verão. Ao me aproximar escuto vozes, risadas, sons emitidos por alegria. Não me contenho em curiosidade e abro a porta pra saber o que tem ali dentro.

Descrição do que encontrei ao abrir a porta:

Havia um apartamento, recém comprado. Ainda com as paredes limpas e o chão brilhando. Uma família habitava o lugar, mas ainda tentava dar a sua cara ao ambiente. Tudo era tão claro, não havia cortinas, apenas uma na sala para evitar olhares de vizinhos curiosos.
A casa era pouco mobiliada, com poucos móveis novos, ao que me parece, todas as economias tinham sido usadas na compra do apartamento. Notei que não havia tapetes, acho que pela existência de um cachorro na família, mais precisamente uma cadela.
Ah, é verdade, não havia descrito as pessoas que ali moravam. Havia um casal e duas filhas, ainda uma "filha" caçula, a cadelinha.
Todos acordavam cedo, 5h mais ou menos, e tomavam café reunidos na mesa. A cadela ficava nos pés. Típica cena de família reunida, conversando ou brigando por algum motivo besta. O pai e a mãe, deixavam as meninas na escola e seguiam pro trabalho.
Depois da escola e do trabalho, a família voltava a se reunir para o almoço. Ao chegar em casa se deparavam com a presença de uma moça que trabalhava pra família, e da vizinha intrusa que já estava jogando come-come no computador. Era a vizinha-amiga da filha mais nova.
Como toda criança pré-adolescente de 6ª série, as duas não tinham muitos afazeres, passavam a tarde, praticamente, atualizando seus diários, recortando figuras de revistas, frases pra serem coladas e segredos a serem revelados apenas para as páginas do diário. A tarde passava num piscar de olhos.
De repente são 4h da tarde, um carro buzina lá embaixo. O coração da pirralha mais nova acelera, chegava a sua carona pra levar as duas irmãs pra natação. Ocupando o banco passageiro, junto ao seu pai, estava ali o seu primeiro amor. Óbvio que ele não sabia da existência do amor platônico alimentado apenas por ela, mas de nada adiantava, bastava os poucos momentos ali tão próximo.
O treino começava às 6h e só acabava às 8h. A natação era o esporte das meninas, embora nenhuma carreira aspirante fizesse parte do futuro delas.
A rotina de um dia se completava. Nos finais de semana, a piscina do apartamento era a atração durante o dia. De tardezinha, a calçadinha do bairro servia como lazer...a brisa do mar, a tranqüilidade do bairro e da praia, eram alimento para disposição e paz de espírito da família.
Tudo parecia tão em paz, a família tão feliz.
Não me arrependi nenhum minuto de ter escolhido aquela porta, ela era o que eu precisava ver e sentir. No entanto, tive que me desvencilhar daquela realidade e fechar a porta. A porta 1.999.
Esperar uma nova oportunidade de estar nesse corredor e entrar numa nova porta como esta.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vazio do âmago

Pensei: de que vale ter isso aqui se não há quem olhe e comente?
Cheguei à conclusão de que sinto falta daqui...de escrever pra mim, sem esperar olhares atentos ou demais avaliações. Nesse contexto, então, eis um novo post.
Estou vivendo um daqueles momentos de palavras soltas sem o menor contexto e sentido de continuidade, embora evidenciem sentimentos vivenciados ultimamente.
Está tudo tão preenchido e ao mesmo tempo vazio. As coisas se encaminham pra onde eu queria que fosse, mas não da maneira que eu gostaria.
Quando minha mente viaja e transcende os limites do físico até o meu mundo imaginário, tudo parece estar mais claro quanto à necessidade de algo que eu não consigo definir bem o que é. Sinto como se estivesse vendo um filme da minha vida e não participando dela. Não há vida naquilo que faço, cumpro apenas a minha agenda.
Antes fosse uma rotina movida à paixão, cumpriria minhas obrigações sem reclamar, mas falta tanta coisa...
Falta mais sentido pra vida...

domingo, 8 de junho de 2008

Reflexões de uma mente pouco perigosa

Agora o esquema vai ser esse, nem eu tenho tempo pra escrever freqüentemente aqui, nem vocês têm tempo para ficar comentando, resultado: poucos posts.
Desde o último post, vivi um mix de emoções. Quanto às questões e dúvidas especificadas no post anterior, algumas foram resolvidas, outras permanecem, no entanto, não vou me ater a nenhuma delas.
Tive momentos de reflexão profunda, principalmente, em decorrência de 3 assuntos importantes: amizade, morte e crença (no sentido amplo).
Tive uma pequena, quase inperceptível, decepção com a amizade, no entanto, são pequenas coisas que definem a consideração e importância que as pessoas têm em relação aos seus supostos amigos. Eu sou daquelas que não exigem presença física constante, nem horas de ligações por telefone, muito menos recadinhos de "txi dolu" no orkut ou qualquer outro lugar. Não exijo que me contem todos os segredos, que me chamem pra sair todos os finais de semana, nem que chore suas lamúrias no meu ombro. Sou uma daquelas pessoas, que exigem confiança e pequenas ações que signifiquem muito mais do que essas besteiras de "best". Como posso confiar em alguém que eu possa falar e somente ser escutada, mesmo que não queira ouvir nenhum conselho nem palavras de afago, se enquanto eu confio inteiramente só recebo meias verdades? É duro saber por outras pessoas histórias que seu amigo "esqueceu" de te contar.
Por conta disso, comecei a pensar incansavelmente em quantas pessoas tinham essas características que descrevi como essenciais, quantas sentiram minha falta quando não estive presente, quantas souberam de momentos difíceis, mesmo que não por minha boca e me deram palavras de conforto, quantas viram algo ou alguém que as fizeram lembrar de mim, quantas me disseram "você é importante pra mim". Não vou responder quantas conseguiram esses pré-requisitos, nem quantas eu descobri que não eram minhas amigas por não atingirem minhas exigências, na verdade, não quis nem concluir meu pensamento. Pra quê? Cada um age da sua maneira e de acordo com a sua consciência, meu sentimento não muda e, vai saber se eu preencho todos os pré-requisitos dos meus amigos.
Ainda no âmbito da consideração, lidei com a reação das pessoas pela ausência de um colega no plano terrestre. Como as pessoas lidam de forma diferente num assunto tão em comum a todos, como a morte. Quantos não se aproveitam desse momento pra dizer "eu conhecia". Conhecia nada, no máximo passou por ele e disse "com licença", ou "onde fica o banheiro?". Outros refletem sobre o que fizeram por ele enquanto este esteve no plano terrestre, digo logo, que ir ao velório não conta eim?! Dar abraço na mãe e na mulher, enquanto em convivío nada fez, não garante vaga no céu. Mostrar-se arrependido por não ter sido o que poderia ser enquanto pôde, já é um caminho e, quem disse que você ainda não pode fazer mais? Por essas e outras as pessoas julgam minha crença, mas o mundo fica tão mais injusto quando uma pessoa de 26 anos, casada, deixa duas filhas pra serem criadas apenas pela mãe. Por que tantas crianças no mundo tiveram direito a ter pai e mãe e essas duas só vão ter uma mãe? Por que Deus tão justo e bondoso deixa uma "injustiça" dessa ser cometida? Mais vale eu estar em instituições que preguem o cabresto e me impeçam de raciocinar o que me cerca, ou ser livre pra ter meu próprio discernimento das coisas da vida e, por que não, sobre o amor?
Todos sabem aquilo que os confortam e aquilo que os deixam mais felizes. Se há quem não saiba, caso solicite, talvez você possa aconselhá-lo, talvez você possa tentar orientá-lo, mas não impor. A sua verdade, não é a verdade absoluta, nem tampouco a minha verdade. Embora, nada me impede de tentar conhecê-la e, quem sabe, acrescentá-la à minha verdade.
Sem mais firulas, fica um post grande pra ser lido em pedaços, já que vou demorar a postar de novo.
Beijos

domingo, 18 de maio de 2008

Pane no meu sistema

Ocupações, dias atarefados, indisposição, cansaço... fatores desmotivadores que provocaram a ausência de posts mais freqüentes e mais criativos aqui. As atividades físicas, acabam por desgastar a mente também, o que resulta nessa falta de coisas interessantes e abandono desse meu espacinho desestressante.


Alguns pensamentos vagos, assuntos complexos e ao mesmo tempo sem nexo:

SENSAÇÕES: quantas novas sensações. Sentimentos de responsabilidade recuperados. Independência re-conquistada (em termos). Novos relacionamentos. Mais observações...e quantas observações...ouvidos atentos e olhos concentrados. Reconhecimento do ambiente.
Carinhos e abraços, choros e lamentos.
PREOCUPAÇÕES: a definição do meu futuro acadêmico. O que fazer? Como fazer? Quem deve me orientar? Dúvida se vou ou não comemorar o final do curso. O que irá me acontecer depois?
CONFUSÕES: basicamente mentais. Dúvidas...quantas dúvidas.
ESPERANÇAS: De me tornar vencedora. De realizar meus desejos. De ter maior credibilidade.

Sem mais delongas e devaneios.

Boa semana!!!

sábado, 10 de maio de 2008

Ainda tem gente que lê isso aqui?

Oláá!!!

Voltei pra tirar a poeira que tomou conta disto aqui. Só pra não descumprir o que havia prometido, faltou comentar sobre os dois últimos tópicos do texto. Mas antes de mais nada, gostaria de retificar um erro, não cometido por mim, mas indiretamente, acabei repassando. O texto não é de Arnaldo Jabor, é veiculado usando o nome dele, no entanto, não foi escrito por ele. Peço até desculpas por ter chamado ele de idiota por conta de um texto que não lhe pertence, no entanto, só modifico que ele é idiota quase sempre no que fala, independente do texto ser dele ou não.

Quanto aos tópicos do texto 4 e 5 do autor desconhecido, devo concordar em parte. A desonestidade existe sim, porém não é característica de todos os brasileiros, nem tampouco, apenas dos brasileiros. Vivemos numa sociedade em transição, em que se pesa mais a realidade imposta pelo padrão de vida de poucos, do que o caráter e a dignidade. Essas duas características não matam a fome de ninguém, nem paga as viagens de luxo nem as casas de praia. O fato de nos revoltarmos é que estão fazendo isso às nossas custas...aí não dá, né?
E 90% dos que vivem na favela serem honestos, também não acredito que seja verdade. Não vou negar que existam pessoas honestas, claro, não posso ser generalista, mas acredito que 90% seja um número muito alto de honestidade.
E Deus é brasileiro, africano, E.T....Mas se as pessoas querem acreditar que ele seja brasileiro, quem sou eu pra negar? Por mais que critiquem a situação do nosso país, não trocaria por Iraque, Mianmar, Índia, Rússia, por canto nenhum.


Feliz Dia das Mães!!!!

Hoje foi um dia de fotos antigas e recordações!!!
"Mããeee, é o amoooor mais puro e verdadeirooo...
Mãeee...não sei que lá...
Por isso nas minhas preces...não sei mais a letra"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Quantas e quantas vezes não fazíamos danças ridículas no colégio e cantávamos músicas de Roberto Carlos "como é grande, o meu amor, por voooocêêêê". Me lembro da minha mãe se desmanchando em lágrimas na capela da Lourdinas. Dos presentes e cartões dados de presente.
Das apresentações com velas acesas e das meninas queimando os cabelos das outras. Dos gritos no meio da apresentação, pois os pingos das velas insistiam em nos queimar.
Bons tempos!

Aproveito, no dia mais comercial do que significativo, pra reconhecer o significado das mães em nossas vidas. Agradecer a oportunidade de convívio diário, repleta de ensinamentos e momentos de amor. Agradecer pela presença de minha mãe, por mais um ano em minha vida, depois das muitas dificuldades, depois do medo de não tê-la mais perto. Enfim, por tudo que a mãe representa.

Boa semana pra tds!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sobre aquele assunto divergente...

Nesses últimos dias recebi um e-mail de Arnaldo Jabor. Como todos conhecem, não preciso ficar aqui dizendo tudo o que ele é e representa como crítico do cenário político e da realidade brasileira como um todo. No entanto, não posso deixar de expressar a minha opinião, talvez contrária à maioria das pessoas que lêem suas críticas e dão tanta importância ao que ele fala, a verdade é que acho ele um tremendo idiota na maioria das vezes, com todo respeito.
Vou tentar passar pra cá pedaços enumerados do e-mail e espero que não fique um post grande:
"1-Brasileiro é um povo solidário. Mentira. -Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
2-Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
3-Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. - O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
4-Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
5-90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...

Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: água doce! "
Diminuí a letra pra criar uma ilusão de que o post vai ficar menor. Vamos às minhas críticas:
1- Dizer que brasileiro é babaca me faz crer que ele estivesse se incluíndo no contexto. O povo não é babaca, infelizmente boa parte da população brasileira é ignorante, por 'n' fatores desde o histórico vivenciado pela história brasileira até a realidade imposta por governos até então. O que o torna mais babaca que os outros povos? O fato de querer mudar a realidade imunda que já existia? Dominada por pessoas que tiveram oportunidades na vida de estudar e serem bem informados, no entanto o que fizeram pelo país? Valorizaram estas riquezas citadas no fim de que maneira? Privatizando-as. E o engraçado é a economia crescer no governo atual com alguém que seria rejeitado pela sociedade politizada, pra sequer conseguir emprego de gari. Devolvo a pergunta pra Jabor, nós somos babacas ou quem faz guerras sem sentido pra garantir a supremacia econômica mundial? Quem é babaca é o povo que elege o rejeitado à gari ou o que elege um presidente anti-terrorista que tem seus negócios financiados pela família Bin Laden?
2 e 3- Eu daria uma sugestão ao ilustríssimo senhor, que tal ir pra uma região esquecida, no interior da Paraíba, chamada Montadas? Onde a sua maior parte é área rural e as pessoas esperam a boa vontade dos céus de enviar chuva para garantir a plantação e o seu sustento o resto do ano. A energia chegou um dias desses e ainda há quem espere por ela. Essa população acompanha a imundice da rica sociedade? Ou após trabalhar o dia inteiro na lavoura seca e enterrar o seu último boi que morreu de fome, ela tem fôlego pra assistir uma TV senado e saber quem são os políticos decentes (se é que eles existem)? O que fazer com eles? Deixá-los cientes da sua condição tornando-os pessoas depressivas com a sua realidade? Quando um governo prestou atenção neles? E será que eles são minoria na grande população brasileira? Quem o senhor acha que elege os governantes e por que será que o rejeitado à gari foi eleito pela população?Eu te respondo que, apesar de todas as críticas que tenho sobre o Faustão, ontem ele mostrou um caso interessante, uma família que tem renda de R$150,00, com ajuda do governo, do plantio e das vendas da Avon da mãe (se fosse Natura ela ganharia mais..kkk) e um dos filhos passou pra Medicina, em 1º lugar, na UEPE, aos 16 anos. Eu te respondo que, os filhos do cara do sítio lá em Montadas só tem direito a se manterem informados numa escola, com o auxílio do governo. Isso acaba com a pobreza? Não a atual, mas ta plantando árvores pra colher os frutos no futuro. Esses cidadãos tem discernimento de que devem pintar as caras e ir às ruas reclamar do governo? Ou o senhor compreende porque eles riem? Talvez por enxergarem em seus filhos um futuro melhor e ver que existem pessoas que não julgam as pessoas pela sua história sofrida e sim dão oportunidades de serem alguém na vida. E estas pessoas ainda são chamadas de vagabundas? Quantos e quantos posts vocês viram aqui nesse blog, de uma pessoa reclamando que não são oferecidas oportunidades à uma estudante de administração de uma universidade federal, imagina um cidadão do sítio? Você pode até me responder que a maioria da população é urbana, eu concordo, mas elas saíram do sítio e hoje vivem bem de vida?

Como o post ficou grande, discutirei o restante no próximo post.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nada pra fazer...só filosofar

Eita danado. As férias chegaram e eu só faço dormir. Mais uma vez as combinações não saem do papel e eu fico em casa sem nada pra fazer.
Aahhh...mas eu tenho novidades!!!!! Consegui um estágio!!!!! Uhuuuuuu...ebaaaaaaa...issaaaaaa! Ô coisa boa vai ser, ter um dinheirinho na conta mais uma vez. A má notícia é que eu não vou dormir mais a tarde toda. Mas isso aí não tem problema não, a gente acaba se acostumando.

Mais umas firulas enquanto tomamos cafézinho na varanda, com cobertores nos pés, sentados nas cadeiras de balanço feitas com mangueiras:
"A pessoa é pra o que nasce". Alguém lembra desse documentário? Das ceguinhas de Campina Grande? Assisti essa semana e achei muito bom. Fiquei pensando desde então na condição daquelas três e na mensagem que o filme quis passar com a trajetória delas e com a escolha desse título. A pessoa é pra o que nasce, pronto, isso resume tudo.
Mas as pessoas ainda querem te mudar. Homi, me deixa aqui quieta do jeito que eu sou. Eu sou romântica. Eu acredito nas pessoas e no que elas me dizem, sem desconfiar. Eu acredito no amor de verdade e nas palavras bonitas que devem ser ditas. Eu meço o que eu falo pra não ter grandes conseqüências (na maioria das vezes). Por que as pessoas têm que se magoar tanto? Desde quando a presença de quem se ama não é suficiente? Nem sempre algo de extraordinário tem que acontecer todos os dias pras pessoas se manterem atraídas pelas outras. Quando a rotina é estar o tempo todo com quem se ama, eu quero mais é ficar na rotina!

Desabafos e desabafos!

Minhas feridas da última queda de patins já estão cicatrizando. Alguém se habilita a andar comigo? Eu, às vezes, não caio. kkkkkkkkkkkkkk

domingo, 20 de abril de 2008

Saudades...

Hoje eu tenho saudades...
Da casa cheia... de mainha e painho discutindo o jantar do domigo, enquanto eu assistia TV na sala com minhas irmãs (uma, na verdade, ficava no chão dormindo sufocando todos com seu cheirinho de rabujo)...
Eu tenho saudades...
Da casa da vovó...do doce e bolo de banana que só existiam lá. Dos estrogonofes feitos especialmente pra ocasião de irmos almoçar lá. Das misturebas que só vovó sabe deixá-las gostosas. Das scrush's, dos biscoitos waffles cobertos com chocolate, que a embbalagem era vermelha com um ursinho branco.

Eu tenho saudades dos lanches...
Dos chocolates da turma da Mônica que sempre tinham na minha casa, que eu costumava deixar em casa para não levar pra escola e alguém me pedir. Quem não comia a parte preta primeiro pra depois comer a branca?
E quem não lembra das balinhas kleps? Vocês podem não lembrar do nome, mas das balinhas vocês lembram. Ela era vendida em tirinhas e klep era o barulho que fazia ao destacarmos uma balinha da tira.
Tenho saudades de ir pra casa da minha outra avó e dizer: "Pai, me dá um real!" e comprar tudo de bala, geralmente aqueles chicletes duros que vinham com figurinha eram os meus prediletos.



Sinto tanta falta das férias...
Das férias do meio do ano em que viajávamos para Caicó na festa de Santana. Vovó nos dava 5 reais para gastarmos nos parques, mas preferíamos gastar em kinder ovo. Quem não lembra das estátuas de bronze? E dos bichinhos do zoológico que vinham de brinde.
Que saudades de usá-los nas maquetes do colégio.





E por falar em colégio...
Quantas saudades dessa época boa, dos amigos, das brincadeiras, das tarefas que julgávamos tão difíceis e nem eram.
Das aulas de massinha de modelar, dos dedinhos pintados,
do papel picado enrolado pra fazer os cachinhos dos desenhos que tínhamos que colorir. Do algodão na barba do Papai Noel e no rabinho do Coelho da Páscoa.
Que saudades das nossas coleções de adesivos e figurinhas do "Amar é...". Das nossas maçãs cheias de clips, que não serviam pra nada mesmo, só pra fazer tiras e mais tiras de clips.
E quem não lembra da caneta com 20 cores diferentes? Muitas vezes nem todas as cores prestavam, mas você não fazia questão por uma ou outra. E quando o encaixe não prestava mais, você empurrava e segurava com a mão até a caneta aparecer e você conseguir escrever (na verdade era muito difícil escrever com uma mão segurando o encaixe e a outra tentando escrever), quando você não conseguia, abria e tirava a cor que você queria e escrevia usando só o carrego da caneta.

Hoje eu sou só saudades...Saudades de tudo que eu já tive, de tudo o que eu já fui... das minhas ações, das minhas manias, das minhas brincadeiras, da minha vida...

Saudades dos meus sonhos de princesa...de sonhar com castelos e príncipes encantados...de sonhar com histórias de amor eterno. Saudades dos meus sonhos menos fantasiosos, mas tanto quanto improváveis...de ser cantora, de tocar bateria, de ser dançarina de backstreet boys ou Britney Spears, de ser atriz...

São saudades que descrevem a minha vida de criança e adolescente, são saudades que me descrevem...que revelam o que sou hoje e de onde veio meus hábitos e princípios. Hoje sou só saudades e reflexões do que terei saudades daqui pra frente.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Histórias de verão: Parte 1

Opa!

Povo, graças a Deus, mais um período está chegando ao fim. Se tudo der certo, que é o mais provável, ficarei de férias essa semana. Tá certo que não serão bem umas férias, não vai chegar nem a 1 mês, mas com certeza é um descanso, ainda mais depois desse período meio conturbado.
Aproveitei a proximidade das férias para ir dar uma olhada nos meus arquivos antigos, no caso, nas minhas agendas antigas e, trouxe pra vocês um dia de férias de uma garota vivendo seus 14, 15 anos (vou escrever o texto na íntegra, portanto ignorem os erros):

"Hoje o dia foi alegre que só, por isso o adesivo alegre.
De manhã eu acordei e fui arrumar minhas coisas para ir pra vovó Germana. Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só. Ayrton é bem legalzinho mas ele ontem tava super convencido só porque "Filet mignon" tava aqui (ele chegou hoje, mas parece que não vai passar muito tempo aqui). O China ainda continua safado e olhe que ele tem namorada. Sim, ontem Aninha chegou aqui em cambô, de tarde quando a gente foi andar aí passou por lá e tava cheio de menino em frente a casa de Aninha e "Maria Cecília lesa" não queria sair de dentro da casa. Vizinho a casa dela tinha um prédio onde "Jurema" ficava olhando pra ela.
De noite a gente desceu e não fomos no Mister Pizza, aí ficamos lá embaixo conversando com Rodrigo e os meninos (Ayrton, filet mignon, China, etc) ficaram lá bebendo.
Não sei porque eles não falam mais comigo. Eu! Azar o deles! Sim! Eu nem contei! Cover ainda se lembra da gente e daquele dia da banana. E ontem ele estava dançando e eu vi! Só isso! Tchau!"

Sara (02/01/01)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Essa até eu ri lembrando dos apelidos dos meninos. Só algumas explicações:

1º) "ir pra vovó Germana": era o apartamento dela em camboinha.
2º) "China" era um menino que a gente não sabia o nome, que tinha algumas características orientais, como os olhos puxados, por exemplo.
3º) "Filet Mignon" era um menino chamado Fenelon (não sei nem como se escreve). Dá pra perceber o porque da gente chamar ele assim né? Demoramos alguns dias pra aprender o nome dele de fato.
4º) China era safado porque dava em cima da minha prima.
5º) Aninha era amiga da minha outra prima.
6º) "Maria Cecília lesa" era amiga da minha prima e de Aninha, ela não queria sair de casa pra ir passear com a gente porque estava com "vergonha" dos meninos, mas hoje eu acredito que era porque ela queria ficar lá paquerando os meninos.
7º) "Jurema" era um menino que a gente acreditava ser filho de um colunista famoso de João Pessoa.
8º) "Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só." "Não sei porque eles não falam mais comigo." - Essa até eu não sei explicar, não entendi como eu tinha feito amizade e os meninos não queriam falar comigo... (???)
9º) "Cover" era um menino que a gente dizia que parecia com Thiago Lacerda, mas ele não parecia nem um pouco, não sei porque a gente dizia isso, coisa de menina abestalhada, aí ficou "Cover de Thiago Lacerda", abreviado para Cover.
10º) A história da banana..."prefiro não comentar" para não gerar interpretações de caráter dúbio. Mas era uma história bem inocente sobre lanche, que eu não me recordo muito bem agora.
11º) Por que eu dava tanta importância por ter visto Cover dançando?

As nossas férias de final/começo de ano eram passadas em camboinha. Basicamente a nossa rotina era essa: ir à praia, almoçar, ir ao shopping (dependendo da época) ou ir dormir durante a tarde, de tardezinha ia pra praia de novo ou ficava andando pelas ruas de lá e à noite, tentávamos convencer nossas mães a nos deixar ir pra o point da galera, mas foram raras as vezes que conseguimos essa façanha. Sempre tinha uma notícia de jornal sobre drogas, ou suspostos estupros que eram empecilhos pra gente. Mas era bom!

Que venham as minhas férias!

sábado, 12 de abril de 2008

Eu quero é ser criança

Oie!


Vocês já tiveram a sensação de que quanto mais você cresce, menos você quer crescer? É exatamente assim que eu estou me sentindo ultimamente. Com o passar dos anos eu fico com menos vontade de crescer e viver nesse mundo dos adultos. Eu sempre fui chamada de menina boba, aquela que emprestava as melhores bonecas, que dava os adesivos e papéis de carta quando a menina mais popular da sala pedia, a que emprestava os lápis e nunca devolviam, a quietinha e caladinha, a que as meninas mais velhas destruíam o castelo de areia e a que doava o lanche para as meninas mais velhas também.
Hoje, acredito que essas pessoas "espertas" daquela época, tornaram-se adultos seguros e fortes, convictos da sua superioridade, mesmo que esta seja construída em cima dos "fracos". São as mesmas pessoas que sempre tiveram tudo, foram mimadas, filhinhas de papai e agora estão trilhando os passos para tomar conta dos impérios dos seus papais. São as mesmas pessoas que copiavam os trabalhos prontos de alguém na escola, pagava para alguém fazer na universidade e hoje, ainda paga para alguém trabalhar por elas. Essas pessoas, que cresceram sem precisar pedir oportunidade pra ninguém, porque tudo já era seu desde que nasceu, essas pessoas que papai pagou pra estudar no exterior, passaram um ano aprendendo e experimentando tudo o que uma pessoa decente não deve fazer, mas consta no seu memorável currículo como um ótimo aprendizado, são essas mesmas pessoas que você se depara lá na frente, ocupando o lugar que deveria ser seu. Porque você ajudou essa pessoa a manter sua auto-estima tão elevada, você as alimentou quando os seus lanchinhos acabaram, você fez os trabalhos delas da universidade e hoje você aceita o emprego submisso ao dela.
Eu não quero crescer, eu não quero viver no mundo que todos são julgados e os espertos se dão bem. Eu nunca fui boba, eu só não era muito apegada àquilo que não me faria falta e eu não tinha caráter de pessoa ruim, a ponto de destruir um castelo de areia só pelo prazer de ver outra criança chorando. Nunca fui uma criança que se aproveitou da suposta fraqueza de ninguém. A minha estupidez era a bondade, a inocência de não perceber em nada, atos de extrema maldade. É errado ter sido correta? É errado ter dado crédito às pessoas e ter confiado nelas? No mundo dos adultos, é.
É por isso que essa semana eu comprei, finalmente, os meus patins. Andei na praia como uma doida, desenfreada, a toda velocidade, com adrenalina à flor da pele. Levei uma queda, que me rendeu um joelho roxo e outro inchado e outras duas quase-quedas, que me renderam alguns tropicões e a ajuda de desconhecidos.
Também é por conta disso, que essa semana eu tirei uma tarde pra jogar video game. Lutas, corridas e partidas de futebol... todas perdidas, é verdade, mas o que valeu foi o divertimento.
Tão bom ter momentos de felicidade encontrados em coisas tão simples. Criança se diverte com folha, areia, copo plástico, coisas tão sem importância. Tão bom ser feliz sem ser às custas dos outros.
Eu quero é ser criança enquanto eu puder.
E as férias estão vindo aí pra isso.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Realidade indefinida

Ultimamente tenho sentido uma certa dificuldade em me definir, o que não deixa de ser normal pelo desespero em que me encontro com a proximidade de conclusão do meu curso e ainda, como agravante da situação, não sei nem qual será o meu tema da monografia. De fato, acredito que a única característica que me define com exatidão é a de observadora. Outras como timidez, pouco falante e crítica, chegam a ser apenas derivadas da observação. Em muitas ocasiões, estas chegam a ser mais percebidas pelas pessoas do que a que eu considero como principal.
A verdade é que a observação me fascina, simplesmente, em todos os sentidos. Tudo que se move, tudo que é estático, tudo que é mistério, tudo o que aparenta ser simples, o ambiente em que estou inserida, o ambiente em que não estou, as pessoas que me cercam, os seus comportamentos, os fatos, os objetos, as ações, tudo, com todo gigantismo que essa palavra transmite, mas é exatamente tudo, o que move o meu cérebro a trabalhar incansavelmente na interpretação das coisas e na busca constante por respostas.
O que se espera de uma pessoa com esta característica é que ela não seja inconstante e não aja nunca pelo impulso. Assim eu me defino: não me deixo levar por quase nenhuma situação, não faço nada sem antes pensar nas conseqüências. Você deve pensar que isso é uma qualidade, né? Muitas vezes não. Já deixei de fazer muita coisa e deixei passar muitas oportunidades por pensar demais, pensar tanto que pensei em coisas que nem existiam. Porém, na minha cabeça, há uma explicação para isto. Tenho dificuldade em mensurar a realidade, ou o que realmente existe. Para definir realidade, vou pedir a ajuda do meu fiel companheiro, Aurélio:
Substantivo feminino.
1.Qualidade de real3.
2.Aquilo que existe efetivamente; real. [Sin. (p. us.): realeza.]
3.Filos. V. juízo de realidade.
"Aquilo que existe efetivamente". O que existe efetivamente? Eu sempre me pergunto isso. Vejamos uma situação: A sua existência na Terra é uma realidade? Certamente, a resposta de todos seriam sim. Mas se isto é real, a morte também é real, não é? Sim, todos respondem. Se isto também é real, a nossa existência, na melhor das hipóteses, chega a durar em média 80 anos. O que são 80 anos comparado à idade da Terra? Do universo? Numa comparação, a nossa existência real duraria milésimos de segundos com relação à eternidade do universo. Pensando nisso, eu chego ao ponto de questionar a realidade descrita e entendida por todos, de maneira que ela existe, porém se baseia em algo intangível, ou subjetivo. Ou a realidade é insignificante, ou o que se entende pela realidade é desconhecido por nós. Nesse momento surge a crença. As pessoas costumam ser céticas ou crentes. No entanto eu não entendo como a realidade pode ser separada da crença. Viajei demais ou alguém conseguiu acompanhar meu raciocínio?
Eu posso ter viajado para vocês, mas para mim isso faz muito sentido. Aliás, faz todo o sentido. O homem é exatamente o sentido que ele dá pra sua vida. E se ele não se questiona e não busca por respostas, de que vale a sua existência? Pra quê ele existe? Pra nascer, crescer e morrer, simplesmente pelo fato de que respira? Como observadora, chego à conclusão que tenho um propósito e se me deixo levar pela realidade aparente, como posso ser útil ou coveniente para àquilo que pretendo ou espero alcançar?
Sem esperanças de que seja entendida, finalizo minhas palavras e presenteio vocês, ou não, com mais um dos meus devaneios. E continuo com minhas observações....

domingo, 6 de abril de 2008

Crianças divergentes porém contentes





Olá!


Primeiramente, quero avisar que a minha mente sã está de volta. Talvez o blog tenha me ajudado a descarregar meu mau humor, misturado com minhas revoltas momentâneas e o resultado foram esses últimos posts.


Enfim, como já é de praxe, misturado com meus posts criticando a sociedade, eu tenho que ter posts nostálgicos. E pra não sair dessa linha que vem dando certo, por que não voltar ao passado, na época que eu era criança, criança mesmo, sem meus paqueras que gostavam de outras meninas? Voltar à época em que nenhum primo era universitário ainda e a nossa preocupação era apenas brincar.


Alguns já devem saber que eu tenho duas primas da mesma idade que eu. Acredito que pela afinidade desde a barriga, decidimos nascer uma atrás da outra, uma em outubro, outra em novembro e a última em dezembro. A outra opção é que as nossas mães combinaram, não sei. Desde pequenas fazíamos tudo juntas, mas vou separar a minha relação com as duas aqui pra facilitar.

A prima que nasceu em outubro, sempre morou na cidade e estudou no mesmo colégio que eu, fator este que me deixaria bem mais próxima dela, né? Errado. Mesmo a diferença sendo mínima entre a gente, quase uma semana, acho que por ela ser mais velha, ela cresceu muito mais rápido que eu e subiu na cabeça dela um certo ar de autoritarismo, semelhante ao de um ditador. Maran Russein, esse era o seu apelido.

(Pausa para visualizar uma cena do nosso colégio: O toque de saída era às 5h. Todas as crianças se dirigiam para o pátio e, no máximo, podiam ficar até uma grade que separava a área interna com a área de estacionamento. Durante meia hora, revezava duas coordenadoras na área com microfone, para chamar os nomes das crianças que os pais estavam esperando. Às 5:30, as coordenadoras Iulvanda ou Luzinete - detalhe para os nomes - dizia no microfone "O portão de trás vai fechar, todas as crianças façam uma fila para ir para o portão da frente". Pra uma criança que adorasse brincar e correr, essa meia hora de brincadeira era ótima, mas pra mim não, era um pânico, eu tinha vontade de chorar todos os dias. Assim que tocava, eu corria para a quina da grade, única brecha que proporcionava visão para o portão e, ficava lá olhando fixamente para o portão esperando mainha chegar. Maran Russein ia de ônibus nessa época, sempre quem ia de ônibus eram os primeiros a irem embora, então ela passava por mim com um olhar de pena e dava um tchauzinho. Ela nunca entendeu o porque de eu não ir aproveitar pra brincar, já que era isso o que ela mais queria. 1º: O fato é que eu não podia brincar, porque se eu fosse brincar, mainha quando chegasse não ia me encontrar; 2º: Eu não ia ouvir o microfone; 3º: Eu sempre tive esperanças que mainha chegasse cedo pra me buscar - nessa época ela trabalhava até às 5h e painho também - mas não tinha jeito, eu sempre ia pro "portão dos esquecidos". Lá era escuro, tinha só um porteiro com apelido de Pissit e as alunas da noite começavam a chegar.)

Voltando, Maran passava por mim no colégio, com uma legião de fãs (geralmente raquíticas como eu), segurando uma bola de baleado, como líder do grupo, provavelmente indo determinar o território onde elas iriam jogar e NÃO FALAVA COMIGO. A gente era prima nas reuniões familiares e nas férias, no colégio, ela estudava numa turma e eu em outra. É aquela velha história, "amigos amigos, negócios à parte".


A prima que nasceu em dezembro, não morava aqui e, mesmo sendo mais nova, era uma série adiantada. Ela vinha sempre nas férias do final do ano e nas férias do meio do ano, a gente ia pra lá. Era manhooosa, conseguia ser mais que eu. Por isso os pais dela sempre a chamavam carinhosamente de Lóólinha.

(Mais uma cena: Eu morava numa casa, que havia sido do meu tio. A casa vizinha era da minha avó, o que proporcionou a abertura do muro atrás da casa, que dava livre acesso às duas casas. Minha tia quando vinha de viagem, ficava na casa da minha avó e eu e Lóólinha passávamos o dia brincando, quando era de noite, na hora de dormir, queríamos sempre dormir juntas. Aí começava o pesadelo. Num belo dia, aliás, numa bela noite, esta minha prima estava dormindo lá em casa e, milagrosamente, viu o E.T. do filme. Desde então virou um pesadelo essa menina lá em casa, chorava porque queria dormir lá, mas minha tia não ia dormir com ela, então ela chorava pra minha tia dormir lá também - atentem para o fato de que minha tia estava apenas na casa vizinha - então mainha a convencia a dormir na cama dos meus pais, mas ela chorava porque tinha que tomar o gagau e eu não podia ver pra não achar que ela ainda era bebê, então ela finalmente dormia depois do gagau. Enfim silêncio na casa...

Até as próximas 2h, quando ela acordava mais uma vez e chorava pra ir dormir com minha tia na casa vizinha. Aí definitivamente ela ia. Enquanto acontecia tudo isso na minha casa, eu já estava dormindo há séculos no meu quartinho e, quando acordava, eu sempre achava que ela tinha levantado primeiro que eu e já tinha ido pra casa da minha avó.)


O fato é que quando era nesses períodos de férias, nós éramos inseparáveis. Tomávamos banho juntas, nos vestíamos do mesmo jeito, ou pelo menos eu e a mais nova, porque ela sempre me imitava. As divergências apareciam quando eu queria brincar de boneca e Maran Russein queria desenhar, mas aí eu negociava o boneco do Príncipe mais bonito pra ela e deixava o que sobrava se apaixonar por ela também, mas tudo pra eu ter o prazer de brincar de boneca.

Fora os banhos de chuveiro embaixo do prédio da minha avó, a carreira que levamos dos pivetes em Caicó, o menino que "passou a mão na minha bunda", as brigas de quem seria amassada no Scrambler, dormir nos colchões mais finos e nos buracos das emendas de dois colchões, ir pra o shopping durante todos os dias das nossas férias pq Lóólinha queria, enfim, tantas coisas que fizeram nossa infância tão especial.


Hoje não temos mais os mesmos interesses, nem o mesmo tempo livre, mas ainda nos divertimos quando estamos as três juntas.

Dizem que amigos são a família que escolhemos, mas eu acredito que a família somos nós que escolhemos também, ou pelo menos alguém enxerga afinidades na gente, antes mesmo de nascermos. Nascemos juntos para aprendermos com as diferenças e crescermos com as afinidades, nunca passando por cima do outro. Família se apóia, família se ama. Se eu estiver errada, então escolheram perfeitamente as pessoas que precisávamos em nossas vidas.




sábado, 5 de abril de 2008

Crise de identidade

Meu primeiro conto! Na verdade, só uma apresentação de alguns personagens:

Olá criançada,

- Hoje tem marmelada?
- Tem sim, senhor.
- Bem-vindos ao circo dos enigmáticos. Aqui tudo é metáforaaa, quem não entende, fica de foraaa.

1ª Fonte de inspiração:
E ele começa o seu discurso: Tropo que consiste na transferência de uma palavra para um âmbito semântico que não é o do objeto que ela designa, e que se fundamenta numa relação de semelhança subentendida entre o sentido próprio e o figurado; translação.
(Este é o pai daqueles menos favorecidos e empobrecidos de massa corpórea localizada no topo da área vertical. Ele nos mostrou o significado do post.)
2ª Fonte de inspiração:
Futura mãe de emo e cantora nas horas vagas. Costumava ser bastante crítica, talvez hoje esteja mais romântica do que polêmica. Ela inspira a nossa artista principal do espetáculo, ao descrevê-la em uma de suas músicas.
3ª Fonte de inspiração:
Aquele que comeu a vovózinha, querendo na verdade, a criança que usava uma roupa com chapéu e de uma cor característica da sua personalidade.
Enquanto isso, o lobo mau com a pele da vovózinha, consegue o seu objeto de maior desejo: a Chapeuzinho Vermelho. Devora-a de forma fervorosa e utiliza sua carcaça como veste.
(Breve pausa para resgatar o histórico do lobo mau. Ser, mal interpretado pela sociedade, que achou um jeito de ser aceito por todos, usando a pele de outras pessoas para ser bem visto em qualquer lugar que entre. No entanto, possui um defeito, não consegue disfarçar a sua voz e seu olhar reflete sua personalidade cruel) Continuando...
Ele invade mais um lugar, o País das Maravilhas, será que a Alice será a sua próxima carcaça? Será que mais uma vez ele vai passar desapercebido sem que ninguém enxergue a sua personalidade?
Se ele conseguir passar por lá, vai estar mais perto do caminho do nosso circo, mas ele se engana ao pensar que aqui há lobos em pele de cordeiros. Vamos ver o que acontecerá.
Na estrada dos que persistem no caminho da luz, isso mesmo, aquela mesma estrada dos tijolos amarelos que leva ao grande Mágico de Oz, ou mais conhecido como o Cara lá de Cima, está o nosso circo. Demos as boas-vindas ao nosso novo integrante: Patinho Feio.
(Breve histórico do Patinho Feio. Aquele que foi rejeitado pela mãe e pelos irmãos por ser diferente dos outros. Bateu na porta do nosso circo e foi logo aceito, viu-se que pra ser feio daquele jeito não poderia estar usando a carcaça de ninguém. E seus olhos mostraram sinceridade)
O que irá acontecer? Aguardem o meu próximo devaneio!
Boa semana!
Beijos

quarta-feira, 2 de abril de 2008

As maravilhas da nossa sociedade

Olá!

Antes de mais nada quero, mais uma vez, expressar a minha indignação tão comentada já nesse blog, acho que o assunto mais polêmico e perturbador do momento, mas que merece ser tratado mais uma vez, este bendito/maldito estágio. Ontem tive a comprovação de tudo que eu falei já aqui, sobre a situação do mercado de trabalho de João Pessoa e algumas partes do Nordeste, da falta de pessoas qualificadas ocupando cargos altos, enquanto nós jovens, cheio de idéias inovadoras, loucos para dar todo gás e trazendo mudanças e crescimento pra esse mercado medíocre em que se encontra João Pessoa, onde a incopetência reina diante dos nossos olhos, não temos a mínima oportunidade de mostrar o quanto somos capazes para assumir cargos de responsabilidade.
Os especialistas em auto-ajuda e motivadores de plantão diriam: Você não tem que esperar que a oportunidade chegue até você, você tem que ir atrás e lutar por ela.

Ta certo, tudo bem, mas aí eu pergunto pra vocês, de que adianta a gente tanto se esforçar, tanto querer e mostrar que tem competência e qualidade, pra chegar lá na frente, os grandões-incompetentes-falsos-gerentes, com toda a sua pose de maioral, dizer que você não está apto para o cargo? Aquele cargo que você lutou tanto e tinha qualidades suficientes para conseguir, não é seu porque alguém fez vista grossa e não quis ver o que você podia acrescentar para a organização?

Isso me fez lembrar até a discussão da Xuxa "tudo que eu quiser, o cara lá de cima vai me dar". Acho que eu interpretei o cara lá de cima errado, não era nada ligado à religião, era o cara lá de cima que manda e desmanda sobre o seu destino profissional, o cara lá de cima do emprego que você tanto sonha. Realmente Xuxa, você não me iludiu por completo.

Enquanto isso, ainda me oferecem salários de R$ 200,00 para trabalhar das 14h às 20h como atendente, e ainda numa academia famosa de João Pessoa pra não ser paga e exercer função de secretária.



Saindo dessa discussão, que não era a que eu pretendia ter para hoje, mas fui me empolgando com a minha revolta, a minha intenção hoje era mostrar mais uma produção, feita para a universidade, que foi sucesso totaaaalll numa apresentação da cadeira da universidade. Só para explicar a situação, o trabalho era idealizar um produto, que não existisse no mercado e definir todas as suas características e funcionalidades. Segundo ponto a observar, é com relação às interpretações que poderão ser dadas ao vídeo, quero deixar bem claro que a nossa professora, tinha um certo ar de foguenta e o que fazia sucesso com ela eram duplas interpretações para as coisas.

Enjoy:


video

Por que não valorizar quem tem criatividade e humor? Por que ainda exigimos, como fazendo parte do mercado, profissionais enlatados que dizem num textinho decorado tudo aquilo que uma empresa quer ouvir de um profissional "preparado" para o cargo? Por que vestir a camisa de uma empresa que você nunca trabalhou nem conhece a história de vida, ao invés de vestir a camisa por você, pelo seu trabalho? Até que ponto vale à pena mostrar todas essas características pré-moldadas e perder a sua identidade?

Fica aí pra discussão!

Beijos!!!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Humor x Mau humor; Humor = Mau humor

Oi gente.

Hoje vou tentar fazer um post bem curto porque estou aproveitando o tempo de almoço de Adriana, já que ela vai ficar ocupando o computador durante várias horas e por vários dias devido à sua monografia. Inclusive, um dos fatores que provocam as maiores brigas na minha casa é esse bendito/maldito computador. Como eu relatei no post anterior, a minha semana foi altamente conturbada, cheia de coisas pra fazer e Adriana tinha que fazer o seu projeto final, aí já viu o estresse que isto gerou. Quando foi essa semana, ela já determinou "vou precisar do computador durante essas duas semanas", em outras palavras, "se vire". Está certo, tudo bem, ela tem direito a usar o computador tanto quanto eu e, quem sou eu para dizer que ela dê prioridade aos meus trabalhos da universidade, se ela já atrasou o curso em um período justamente para que ela pudesse terminar o seu projeto final? Eu sou só a irmã mais nova.

O que acontece é que eu estou vivenciando algo de extraordinário em minha vida, que me move em todos os aspectos desde a área pessoal até a área profissional, o meu tão querido "mau humor". O bichinho chegou, como quem não quer nada e não saiu mais. Eu estou a própria SARAiva, personagem do Zorra Total, tolerância 0, -1,-2, e por aí vai. Acho que isso afetou até a minha imaginação na hora de fazer um post divertido aqui, tanto que o último foi só um relato de fatos. Segundo o aurélio, humor é:
"Disposição de espírito:
Dependendo de seu humor, irá ou não conosco ao passeio;
Está de mau humor. "
Ou seja, o meu humor define que eu estou indisposta a fazer muita coisa e com a mínima paciência para tudo que precise de muito nhénhénhém. Quando você está nesse estado de espírito, as risadas são sempre exageradas, as pessoas são felizes demais a tal ponto que você não consegue entender o motivo de tanta felicidade, aaaahhh, ninguém é feliz demais, em que mundo você vive? Por que você ri tanto? Eu tô me sentindo Marcelo do Big Brother com abuso das risadas e gritarias da outra lá. Sem falar da vontade intrínseca de desmascarar pessoas falsas, de testar as boazinhas, em outras palavras, de destilar o veneno...hehHEHhehHEHehheHEHhehHEHHeh (risada maquiavélica).

O meu mau humor traz à tona um outro significado dado à palavra humor, segundo o aurélio:
"Veia cômica; graça, espírito:
Todos riem de suas histórias: conta-as sempre com muito humor.
Capacidade de perceber, apreciar ou expressar o que é cômico ou divertido."

É isso mesmo, o meu mau humor apura o meu humor e o meu senso crítico de provocar nas pessoas até que ponto vai a sua paciência e a sua "felicidade eterna". Um certo ar de loucura toma conta de mim e misteriosamente o meu cabelo fica sempre assanhado, de tal forma que parece que eu incorporo um personagem. Eu viro uma pessoa extremamente crítica com piadas complexas acerca do comportamento das pessoas. E eu confesso para vocês, eu me sinto muito mais divertida fazendo isso, é uma sensação prazerosa dizer o que me incomodou por muito tempo diretamente a uma pessoa, de tal maneira, que ela não entenda bem o que eu estou dizendo por ser um humor elaborado e, com isso, eu fique dando gargalhadas internas enquanto ela se pergunta: "Por que o cabelo dela está tão assanhado?"
É loucura beeeimmm, respondendo à sua pergunta, pura loucura da minha cabecinha doentia. Porém não uma loucura insana, uma loucura reflexo de um estado de humor. O que acontece é que nem sempre isso rende bons frutos, como é de se esperar, aí vem a parte chata que eu tenho que pedir desculpas e num sei o quê e num sei quê lá, aquelas baboseiras de "eu não fiz por mal", "eu estou de mau humor" e quando a graça acaba, só resta o próprio mau humor, no sentido do humor como disposição de espírito.
Aí eu fico chata pra caramba, saia de baixo porque eu vou dar foras impensados, eu vou dizer besteira mesmo e não vou ter arrependimentos e você vai acabar se juntando a uma legião de pessoas que já passaram pela mesma situação. Não desanime, não se acanhe, existe um lugar reservado para vocês: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8759498
Essa é a minha comunidade do orkut.

Para aqueles que lêem isto aqui, aproveitem o meu mau humor da melhor forma possível, acreditem, a minha criatividade para dar respostas criativas está muito mais apurada. Me deixem testá-los, agredi-los de forma agradável que você possa rir daquilo que você tem como característica e me incomoda tanto, ou vão acabar se deixando levar pelo meu "mau" mau humor.




Boa semana e bom mau humor pra vocês!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Reflexões da minha mente perturbada

Crianças...
Estou de volta depois de muito tempo, peço desculpas pela ausência, mas essa semana na universidade foi caótica. Vou tentar resumir os fatos principais aqui pra vocês.
1. Terça tive outra entrevista de estágio. Mais uma para a minha coleção!!!! Eis o resultado:
"Apesar de termos identificado vários talentos, infelizmente, possuíamos apenas uma vaga em aberto para o estágio, que já foi preenchida por um dos candidatos."
(Nada a declarar ¬¬)
2. Apresentação de um seminário de Administração da Produção II, em formato de Jornal Nacional, em que eu interpretei uma repórter externa, no lugar errado e que, com uma seqüência de imagens bem mal feita, fui parar no estúdio de gravações ao lado de Filipe Bonner e Lamara Bernardes (aquela que já foi Mirna, Lamara Mirna). Infelizmente esse não teve gravação porque eu não estava nas minhas melhores performances.
3. Aniversário de Camila e, conseqüentemente, encontro das Mofudas. Não me pergunte a origem do nome, acredito que tenha vindo de uma certa pessoa que resolveu me chamar de Pimenta.
Em suma esses foram os fatos principais da semana. Quero aproveitar o momento para expressar a minha felicidade pelo sucesso que o meu blog está fazendo entre os amigos e agradecer os elogios feitos. Isso me motiva a continuar escrevendo sobre minhas nostalgias, amizades e as leseiras de sempre.
Para começar minha nostalgia costumeira, essa semana refleti um pouco sobre como era a minha vida antes de entrar na universidade, o que me estressava, como eu aliviava as minhas raivas e decepções, como eu me divertia, esse tipo de coisa. Percebi que os estresses que eu tinha na época, hoje seriam insignificantes diante dos que tenho hoje, engraçado era como eu encarava as situações adversas, de certa forma, sempre com humor ou eu tirava de letra dando um "fora" em alguém.
Só para vocês terem idéia, visualizem a cena comigo:
  • Um show de forró;
  • Não havia nenhuma motivação;
  • Fui na companhia de duas primas;
  • Havia mais de uma banda no dia;
  • Primeiro show em João Pessoa da inédita ,até então, Cia do Calypso;
  • Show lotaaaaaado;
  • Medo;
  • Desespero;
  • Três primas agarradas sendo levadas em variadas direções;
  • Percebi que não tinha passado desodorante;
  • O show começou;
  • Só conhecia uma música da banda;
  • Ataque de Marina com medo da multidão e com raiva pq eu estava cantando a única música que eu sabia do show;
  • A primeira prima ficou com um menino;
  • O show morgou, ninguém pra dançar;
  • A segunda prima ficou com um menino.

Só uma parada na história por aqui. O que vocês fariam nessa situação? Provavelmente o que eu fiz, mesmo com o show lotado, sem desodorante, sem saber das músicas, eu soube enfrentar essa situação adversa, não foi da melhor maneira, com certeza não foi, mas foi a primeira que me apareceu na hora. Sem mais detalhes pra não deixar uma pessoinha chateada com minhas revelações do passado. O foco da discussão é que eu nem ligava pra nada, nem estudava, comia e dormia e não engordava, se eu me estressasse, dava uns forinhas e pronto, recuperava o humor.

Aí hoje eu vejo que nem todo mundo tem humor, que as pessoas não entendem as minhas piadas, que todo mundo leva a vida com muita seriedade e eu acho que eu não me encaixo nesse mundo não. Conseqüentemente, que qualificações eu deveria ter para me encaixar nessa realidade? Com certeza alguma que eu não tenho, senão me sentiria mais realizada do que estou agora.

Saindo da minha realidade paralela sem muito sentido para a maioria de vocês, retorno ao meu blog, espaço onde eu me sinto à vontade. Nada melhor do que mangar da sua própria vida e ter a ajuda de pessoas no coro das risadas da platéia. "Respeitável público", despeço-me desse post, mais de desabafo do que para entretenimento, fazendo-me uso de mais um versinho escrito por mim:

"PARE de pensar

PENSE antes de seguir

SIGA o caminho com o "semáforo" da vida."

(Sara, 1999)

Bom final de semana!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Quando eu crescer quero ser...

Administradora? Não...nem de longe eu pensava nisso. Provavelmente eu nem sabia da existência dessa profissão e, para minha tristeza, na realidade paraibana, ela ainda não existe. Se existe, alguém me mostre alguma grande administradora de empresa, que eu faço publicamente a retificação.
Atriz seria a resposta certa. Quem não queria ser? Ganhar milhões, aparecer na TV, beijar galãs e ter uma sandália com o meu próprio nome. "Com quem você vai sair hoje?" "Vou sair com Sara, a melhor companhia", seria o comercial. Se eu estivesse dançando no comercial, poderia ser "Sara, o seu pé de valsa" (ou pelo menos, eu vestiria o seu pé de valsa). De fato a minha imaginação fluía e esse era um ramo em que eu poderia mostrar meu talento, quando eu ficasse velha, ia usar toda a minha criatividade fazendo propaganda dos meus produtos.
O que acontece é que, eu não virei atriz, como é de se notar. Pra falar a verdade eu nem cresci, acho que por isso os meus planos não deram muito certo. Quando fui ficando mais velha fui vendo que não tinha curso de atriz ou teatro aqui (na época que eu fiz vestibular) e vi que seria muito caro eu ir morar no Rio de Janeiro. Nesse momento comecei a refletir: Será que a Xuxa estava errada em me encorajar, dizendo que tudo que eu quisesse O Cara lá de cima iria me dar? Maldita Xuxa! Me iludiu com seus sonhos e seus banhos de leite. Não tem cara nenhum que vai me dar o que eu quero, nem lá em cima nem lá embaixo, por que ela não me falou que ia dar trabalho? Por que ela não me disse que crianças nordestinas quase nunca viram atriz e muito menos, beijam galãs? No máximo são empregadas no horário nobre. O fato é que me desencantei pela profissão, não me restaram esperanças, coragem, motivação, nada, que me fizesse ir além nessa luta em vão. Só uma coisa sobrou nisso tudo....
O meu TALENTO! Já que na minha vida frustrante como ex-estagiária-nunca-contratada-pelas-empresas-nem-para-ser-atendente-entrando-em-desespero-por-estar-quase-me-formando existe uma falta de definição do que pretendo ser ou do que quero para o meu futuro, por que não juntar as duas realidades até então existentes na minha presente vida, diante daquilo que eu ainda quero ser na minha futura vida? Atriz x Administradora!
Aqui vai um vídeo para vocês conferirem que eu não estou mentindo:

video

Ainda bem que existe o Desafio Sebrae para que eu possa liberar a minha criatividade.

Boa Páscoa pra todos vocês! E me aguardem no desafio desse ano!

Beijos!

domingo, 16 de março de 2008

Amigos pra quê os quero?!

Para uns o que significa estudar uma vida inteira num mesmo colégio? Chato? Na verdade não me interessa a opinião de alguns, pra mim, significou amizade. Nesse final de semana eu tive a alegria de reencontrar pessoas muito queridas, que há tempos não encontrava. E pra minha felicidade, não importa que rumo a gente tome, é sempre a mesma coisa quando a gente se encontra.
Fazendo um paralelo, no mesmo dia, amigos não tão antigos, fizeram a minha alegria também. Churrasco ou a falta dele, música ou a falta dela, bebida ou a falta dela, pra quê tudo isso? A gente faz a festa de todo jeito, mas não vou negar que ela ficou bem melhor quando teve música e churrasco, a bebida não faz falta não.


Como de costume, tenho que ser nostálgica nos meus posts, não tem jeito, volta e meia reviro o passado e relato alguma coisa, acho que é porque ele define o que sou hoje, sei lá. Certa vez recebi um bonequinho, simples, feito de lã com uma forma rechonchuda que não dava pra identificar o que era corpo e membros, dentro de uma caixinha transparente. O presente não parece ter sido especial, nem tinha grande utilidade, só tinha uma ventosa (não sei se é essa a palavra), aqueles negocinhos que pregam no vidro. O fato é que a pessoa que me deu esse presente disse, ao me entregar "eu sempre quis ser sua amiga" e depois me revelou que queria ser como eu. O peso dessas palavras me marcou e até hoje não esqueci o que ela me disse. Ela não era uma pessoa que eu considerava amiga de verdade, mas eu não fazia idéia de que significava tanto pra ela, na verdade eu sequer sabia que eu significava tanto assim pra alguém.
A gente se envolve com as pessoas, mesmo que, muitas vezes, de forma passageira e acaba não se dando conta que um simples ato provoca uma reação em outra pessoa e, mesmo que não seja intencional as pessoas se envolvem com a gente. A própria física nos explica que existe a troca de energia quando dois corpos estão em contato, então imagine que um abraço não pode ter significado nada pra você, mas significou tudo pra outra pessoa.
Anos depois numa dinâmica no último ano de colégio, essa pessoa me entregou uma rosa e me disse tudo de novo. Me disse, depois de anos estudando juntas, o quanto ela ainda me admirava. Caramba, se tem uma coisa que eu me arrependo é de ter perdido completamente o contato com essa pessoa, eu não dei o devido valor que essa amizade tinha e hoje eu vejo o quanto é importante isso. Em finais de semana como esse é que a gente vê os nossos atos e nossos esforços refletidos nos nossos amigos, eles são o reflexo do que a gente representa e do significado que a gente dá à nossa vida.
Tenham amigos,
Honrem seus amigos,
Respeitem seus amigos,
Vivam com seus amigos,
Nunca deixem de ter amigos.
Boa semana!