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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Histórias de verão...

Nada como esta época do ano para vivermos momentos marcantes que irão render histórias por muito tempo. Capítulo de hoje: Acaú
Um final de semana numa casa de praia, com a companhia dos amigos, sombra e água fresca...o sol, a praia, a redinha na volta da praia depois do almoço, jogos e conversas jogadas fora...cenário perfeito!
Claro, que a realidade não foi tão perfeita assim, com algumas distorções, embora não tenha significado tanto, a ponto de ter posto o final de semana por água abaixo, pelo contrário, fizeram a diferença e tornaram a viagem mais divertida.
Primeiro que, a ideia de estarmos reunidos, só os amigos, sem os pais por perto é bastante atrativa, no entanto, o que acarreta são certas responsabilidades de cuidar de uma casa, ou seja, cozinhar, ajeitar a casa, entre outros fatores. Nós, jovens espertos, levamos a invenção mais engenhosa do homem: a comida congelada. Claro que calculamos de maneira equivocada a quantidade de comida e achamos que duas tortas de frango seriam suficientes pra 2 dias de almoço.
Na hora de gastar, estudantes semi-remunerados procuram sempre o mais barato..."pra quê comprar suco pronto se a gente pode comprar umas laranjas e fazer um?"
Teria dado certo se houvesse um Philips Juicer Walita (Valita?)...ou um espremedor de laranja...se não for desejar demais, as laranjas poderiam ter suco ao menos...
Nada como a engenhosidade da mente humana e alguns dispostos a não se render às tentações do refrigerante e, obviamente, com a ajuda de pessoas que raciocinam melhor do que a gente, ao sugerir um liquidificador ao invés de ficarmos espremendo com a mão laranjas sem suco e alguns limões pra render mais um pouquinho o suco e...voilá...temos um SUCO! (vale salientar que ficou uma delícia mesmo com alguns protestos de uns e outros com nojo do suco ter sido espremido, boa parte, com a mão e, alguns bagaços terem caído no lixo...mas não foi usado...)
Segundo que, graças a Deus e ao tio de Georgina que decidiu ir também, o nosso cálculo de comida para o almoço não rendeu um final de semana passando fome, com mais três casais à nossa disposição, a comida foi bastante farta. Obviamente que esta ideia atrativa de ter alguém cozinhando lasanha no primeiro dia e arrumadinho no segundo dia, sem contar com o churrasco, teve seu lado negativo. Não contavam com a astúcia de Chapolin Colorado e muito menos de duas "adoráveis" garotinhas, filhas de um dos casais, para salvar o nosso final de semana (no caso de Chapolin) ou aterrorizar (garotinhas)...com a sorte que a gente tem, não foi dessa vez que Chapolin Colorado esteve presente, mais precisamente, uma garotinha sim...uma garotinha chorona...chorona é pouco pra quem não podia perder a mãe de vista e abria um berreiro...berreiro? Pff...berreiro é pouco...aquela gargante pequena, embora poderosa, produzia sons agudos e estridentes, nunca antes ouvidos. Muito parecido com o zunido que fica no nosso ouvido após termos ficado perto das caixas de som num show, ou quando pegamos o interfone no momento em que o porteiro apita chamando, ou quando tentávamos conectar a internet após a meia noite com a internet discada, ou quando os golfinhos tentam se comunicar com outros golfinhos, ou quando Mariah Carey canta dando seus gritinhos...enfim, nada se compara àquele choro desesperado que nos envolveu durante todo o final de semana.
Obviamente que, a comida farta gera sujeira farta..pratos sujos e talheres sujos...tentei fugir dessa responsabilidade, mas no último almoço recebi uma forte indireta e tive que lavar os pratos também...kkkkkkkkk...sem problemas!!!
Terceiro que, as minhas companhias, com exceção de uma, incrivelmente haviam ido para uma casa de praia mas tinham nojo da praia...COMO É QUE PODE? Eu acostumada a passar o dia de biquini, ir à praia de manhã e depois das 3h, me deparei com uma galera que ao tomar banho de mar tinha que correr pra tirar o sal imediatamente...aff!
Só restava passar a tarde jogando. Perfil e Uno fizeram a alegria da molecada.
Com algumas pérolas no perfil:
- Diga aos jogadores que eu sou a Tatuagem! ¬¬
- Você disse a resposta, a gente vai adivinhar o quê?
ou no uno:
- Quem sou eu?
Ao ficar com uma carta, durante 3 rodadas seguidas, ao invés do uno ouvimos:
- Toma Georgina, puxa duas!
Regadas a algumas crises de riso...enfim...foi divertido!
Que pena que foi só um final de semana, com algumas brigas pela música a ser ouvida no percurso, com alguns fedores não identificados na areia da praia, com esquecimento de comida e uma parada pra tomar sorvete na volta, mas que valeu muito à pena!
Quando será a próxima? Depois de Julho quando a ponta do triângulo voltar de viagem...
Bjin

- Quem sou eu?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz 2009

Nooossa...quanto tempo sem visitar esse espacinho aqui!
Voltando com todo gás nesse ano que se inicia. Só peço a Deus e desejo que seja um ano bem melhor que o 2008, mais proveitoso em todos os sentidos.
Que eu saiba o que fazer depois de março, quando o curso acabar.
Que a saúde volte a reinar na minha casa.
Que o cruzeiro seja ótimo.
Que eu continue com minhas antigas amizades e faça novas.
Que eu emagreça só na barriga.
Que eu volte pra aula de dança de salão.
Que eu volte pro inglês.
Que eu finalmente aprenda a andar feito gente, de patins.
Por que não que, eu, finalmente, aprenda a andar de bicicleta?
Que eu passe no mestrado.
Que eu ganhe um dinheirinho, não precisa ser muito, só o suficiente pra eu juntar na minha humilde continha bancária.
Que o flamengo seja campeão brasileiro.
Que o vasco perca do campinense.
Que eu volte para a academia.
Que eu passe mais um ano, muito feliz, ao lado de Longuinho.
Que eu seja útil pra alguma coisa.
Que mainha não compre mais pão no pão de açúcar.
Que painho me deixe pegar mais no carro...e eu não bata nunca.
Que o meu celular não quebre.
Que eu tenha crédito pra falar a hora que eu quiser.
Que eu compre um travesseiro melhor.

Enfim, um 2009 com pelo menos um terço disso aí!

Bjin

sábado, 18 de outubro de 2008

Meu mundinho interno

Mais uma vez me vejo precisando desse espaço aqui. Tinha escrito um post inteiro e não sei ao certo que tecla apertei, tudo sumiu e o que ficou salvo no rascunho automático não passou de uma página inteira em branco. Vou tentar recuperar o que havia escrito com base na minha memória.

Estou vivendo uma fase de extrema incompreensão do que se passa comigo. Não entendo minhas emoções nem consigo me definir. Só agora me dei conta que, se nem eu mesma me compreendo, imagine a percepção que estão tendo de mim? Não consigo me comunicar com o mundo externo.
As palavras não saem, parece que meu cérebro não consegue fazer uma conexão da minha mente com o meu corpo. Fora do meu organismo o silêncio predomina, mas na minha cabeça um turbilhão de palavras me consomem numa velocidade e compreensão jamais entendida por quem observa o meu semblante sem expressão.
No meio de tantas palavras em minha mente, não consigo ouvir aquela voz que me define: "Você é Sara, estudante de administração", "você gosta de praia" ou "você gosta de frio", ao invés disso o que ouço é "você realmente gosta de praia?", "você está fazendo a coisa certa?", "é isso que você quer pra sua vida?". Nada me responde, tudo me deixa na dúvida, insegura.
Eu me vejo cada vez mais fechada em meu mundo e distante do mundo externo e costumava culpar a todos que me cercam pela minha inibição, quando na verdade, só eu sou responsável pelo que se passa em mim. Por que não falo mais do que fico calada, se ao falar me sinto aliviada em expressar o que se passa dentro de mim? Por que não rio mais do que choro, se a sensação de alegria é tão mais gostosa e apreciada. Por que não danço, se a música provoca uma sensação de libertação e expressão das minhas emoções?

Queria tanto conversar e compartilhar o que penso com alguém, mas nada sai, nem linguagem corporal.

Preciso silenciar e ouvir o que se passa dentro de mim. Preciso de um tempo só pra mim, mas queria tanto um abraço.

sábado, 6 de setembro de 2008

Mais uma pros amigos

Eita...foram tantas emoções vividas ultimamente, vou procurar descrevê-las aqui.
Embora seja tão difícil descrever a amizade e sua forte influência em nossas vidas, vou tentar...
Talvez a expressão que melhor descreva, em minha opinião, seja a de "almas afins". Há tanta afinidade, identidade, igualdade, que muitos chegam a pensar que de tanto andar com um amigo você fica parecido com ele, o que na verdade, já era uma característica intrínseca nos dois, não foi algo adquirido pela convivência.
Eu não diria que amigos são a família que você pode escolher, porque não acredito que seja uma questão de escolha, mas sim de identificação imediata, de energias positivas cruzadas, ou porque não, de algo predestinado a acontecer. Por que eu digo isso? Se não o fosse, por que os amigos estariam presentes em todos os momentos? Nos tristes e nos alegres? E por que quando a gente está mais desacreditado, pensando nas piores besteiras, eis que surge um amigo no momento exato, com as palavras que você precisava ouvir naquele momento?
Às vezes a gente não se dá conta do quanto nossas ações refletem nas pessoas. Se pararmos pra pensar, por mais que não haja intenção predestinada, ou nada planejado, ou não haja palavras a serem ditas, ou não se encontre palavras adequadas para o momento, o simples fato de você saber que existe, que é alguém que te considera e que te tem carinho e amor, já te conforta tanto! Um olhar mais atento que perceba suas emoções, uma pergunta sobre como você está, uma demonstração de interesse em seus assuntos e uma preocupação com sua felicidade é tão importante e isto está presente no nosso dia-a-dia sem percebemos o quanto é valioso.
Sendo um pouco mais íntima no comentário...(eita que bateu uma emoção agora...kkkk...pausa pro choro e riso)
Enfrentei um dos piores anos de minha vida, pior eu digo por não saber realmente que significado ele teve, mas digo de sofrimento, de insegurança, de medo...medo de perder o que eu tinha, medo de nada ser mais o mesmo, medo de tanta coisa. Nesse momento senti tanto a necessidade de ter um amigo por perto, porque em casa eu tinha que ser forte, em casa não podia chorar pra não fraquejar quem precisava tanto de mim. Pra onde mais eu poderia recorrer se não aos amigos? Esperei tanto mensagens de conforto, perguntas sobre como eu estava, visitas reconfortantes, embora poucas tenham vindo até mim. No entanto, hoje, posso enxergar que, mesmo que não fosse da forma que eu esperava, eles estavam ali. Tentando me distrair, tentando me ver feliz, talvez não falando sobre o assunto pra que eu não ficasse triste. E hoje, mais do que nunca, sinto suas presenças reconfortantes. Sinto suas alegrias e tristezas compartilhadas. Hoje, me sinto útil em aconselhar, em ser solicitada quando preciso, nem que seja pra ouvir. Hoje mais próxima de uns menos de outros, mas ainda sim considerando os meus amigos pessoas importantíssimas no meu crescimento, no meu desenvolvimento. Há tanto o que ser vivido, há tanto a ser compartilhado. Um dia, amigos, sei que vou precisar de vocês de novo e sei que vocês vão precisar de mim, quero estar disposta a ajudar sempre, a ouvir sempre, a aconselhar sempre, não me deixem de lado que eu não pretendo deixar vocês nem tão cedo.
Para as amigas da época da lourdinas:
Que bom poder estar com vocês e compartilhar momentos únicos, que só a gente entende, que só a gente sabe o significado... a música "Amiga" de Xuxa, descreve os nossos melhores momentos. Obrigada pela presença constante de vocês, depois de tantos anos que nos conhecemos, quero que saibam que é muito importante tê-las presentes em minha vida, mais do que nunca. Amo todas!
Para os amigos da universidade:
Estamos partindo para uma etapa de definição: Quais caminhos vamos seguir daqui pra frente? Quem vai estar presente em nossas vidas futuras? Está por encerrar uma das etapas mais felizes da minha vida, talvez a que eu tenha mais crescido, em que a amizade se mostrou tão firme e forte que me manteve no curso, me guiou nos momentos mais indecisos e me acolheu todos os dias, com presenças incansáveis, durante 3 anos, quase 4. Foi tudo tão rápido e tão intenso. Só depende de nós mantermos isso pra sempre. Se há algo que aprendi com o tempo é que os caminhos que a gente toma, por serem díspares nos levam a lados diferentes e, a vida nos impõe um ritmo acelerado que naturalmente tenta nos afastar das coisas e das pessoas, mas não deixemos que isto nos afaste. Não nos esqueçamos do quanto é importante a presença de cada um.
Para os amigos que estão fora e os que vão:
A distância não é fator relevante numa amizade. Embora a presença não seja física, eu não deixo de sentir suas emoções, suas angústias, nem suas felicidades. Mesmo que por momentos, bata a vontade de voltar pra casa, pra família e pros amigos que aqui ficaram, sejam fortes. Nas nossas escolhas há sempre um peso ao qual precisamos arcar com nosso arbítrio, o que importa é tirarmos aprendizado em cada coisa e só crescer com o que está sendo ofertado. Toda experiência é uma oportunidade de crescimento, de melhorar aquilo que precisa ser melhorado, de retirar significado nas pequenas coisas. Nada é por acaso e as oportunidades e as pessoas não passam em nossas vidas sem terem sua importância.
Hoje mais do que nunca...agradeço a existência dos meus amigos e agradeço suas fiéis participações em minha vida e no meu crescimento como pessoa!!!
Videozinho especial:

sábado, 30 de agosto de 2008

Minha consciência complexa

Mais algumas reflexões sobre dois assuntos abordados ultimamente, que na verdade, remetem à uma única variável: a consciência.
Já mostrei em alguns posts anteriores a minha visão de mundo, mas quero promover uma reflexão, a quem quer que seja, ou a mim mesma que sou a visitante de maior freqüência daqui.
Há bilhões ou trilhões de anos, nem ao certo sei mensurar, a terra e o universo existem. Ele é tão imenso (o universo), que existem galáxias sequer conhecidas, com uma infinidade de planetas e, nós, meros mortais imperfeitos, habitamos uma molécula de átomo, que é a Terra. Temos uma vida, que dura em média 65 ou 70 anos e, ao que parece acreditar a maioria, uma única vida, equivalente a um nano segundo, ou qualquer que seja a menor escala referente ao tempo. Dentro dessa breve passagem, encontramos seres de diferentes espécies e diferentes formas de viver. Uns são perfeitos, uns andam, uns escutam, uns vêem, uns falam, enquanto outros não.
Guardemos essa discussão e levanto, portanto, outro ponto a ser discutido. Levando em consideração todos que acreditam na presença de um ser superior e uma força maior que move as nossas vidas, Deus.
Deus castiga? Deus o ser de infinita bondade, a quem recorremos na necessidade e, embora, não possamos vê-lo guardamos dentro de nós a certeza de sua existência, este mesmo Deus seria capaz de castigar alguém? De dar as costas? De se vingar? De ser amor pra um e rancor pra outro?
Por que então, na nossa brevíssima existência, deu a oportunidade de uns nascerem perfeitos e outros não? Que castigo aquele ser, deficiente, que não fala e não anda, merece por ter nascido? Por que alguém que fala e anda, de uma hora pra outra se vê em cima de uma cama, por um acidente, por exemplo? Que mal esta pessoa fez? Que merecimento é este? Por que uma mãe morre ao levar um tiro na cabeça ao sair da casa dos avós? Por que uma grávida morre ao ir numa lan house enviar e-mails convidando pro seu chá de bebê?
Será que ninguém pensa nessas coisas? Será que ninguém busca respostas pra isso? Simplesmente, limitam-se a um "porque Deus quis". Por que Deus quis isso? Por que ele quereria isso?
Será que nossas atitudes hoje, não refletirão em nenhum momento? O que eu faço de errado hoje que ninguém vê, passará por todos como se eu não tivesse feito? O inferno seria o meu destino a ser pago, pela eternidade e, se caso eu me arrependesse? Quem reconheceria isso em mim? O cão? Ele aceitaria que eu mudasse de endereço pro céu caso eu me mostrasse realmente arrependido?
Eu não entendo como certas coisas são limitadas na cabeça dos seres humanos. Porque é tão difícil crer que minha atitudes refletem em algo e, o que eu sou hoje, são reflexos do que eu fui um dia e aprendi a ser, com meus erros e acertos. Que direito eu tenho de negar a alguém que este possa aprender com seus erros também? Que direito eu tenho de impor limitações para que este livre-se dos seus encargos? Quem sou eu pra questionar os desígnios divinos se eu sequer entendo-os? Eu sequer tenho capacidade de compreensão para entender a magnitude das coisas e de sua significância?
Essa discussão reflete minha opinião sobre o aborto, eutanásia...e algumas outras reflexões sobre vícios e atitudes impensadas.
Não sejamos burros com cabrestos. Possamos enxergar as coisas que existem além da nossa capacidade intelectual, que mesmo não entendendo-as, possamos saber da sua existência.

sábado, 2 de agosto de 2008

Vídeo caseiro

Olá,
Vou voltar a interagir com alguns poucos leitores que ainda devem ler o meu blog.
Hoje tive um momento de reflexão que me fez enxergar o quanto sou agradecida pela minha família, pelo momento que estamos passando agora, em que a felicidade e a harmonia voltou a fazer parte da nossa casa. Decidi então, compartilhar com vocês, um vídeo que fiz pra minha avó, essa pessoa maravilhosa que vive conosco. Me sinto tão orgulhosa em tê-la tão perto de mim e, muitas vezes, me arrependo por não ter tanta paciência quanto deveria. Um exemplo de amor e dedicação à sua família:


Boa semana e boa sorte pra mim!

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Mais reflexões

Pudera o homem, enquanto o ser livre que é, ter a habilidade de resolver seus problemas sozinhos, independente do que esperam que seja feito, independente de opiniões contrárias...simplesmente ter um problema e ter a liberdade de resolvê-lo imediatamente. Infelizmente, ou felizmente, vivemos em sociedade, em que nossas atitudes refletem nas outras pessoas, em que nossas ações provocam efeitos na vida do outro e, muitas vezes, o nosso desejo e vontade de solucionar o que nos incomoda só é concretizado com a participação direta de mais alguém envolvido.
Enquanto isso, há sempre um que tem certeza do que quer, embora dependa da resolução das dúvidas dos outros...
O tempo passa e acalma os corações e com ele traz a serenidade que nos ajuda a agir de forma racional, mas será que a razão nesse caso caberia? Talvez ela traga à tona uma realidade que ninguém sabia que existia e está tomando cada vez mais espaço. Eu nunca prefiro a razão porque ela age de forma fria, embora ela tome cada vez mais espaço dentro de mim!

domingo, 27 de julho de 2008

Sem título

"Sorte de hoje: Você tem um coração generoso e é bem-amado"
Pff...pura balela. Bonzinho só se lasca. É sempre o que sofre mais, porque é o mais sensível. É o lado que a corda pende, porque é o mais fraco. É o menos esperto, porque não consegue ser tão racional. É o besta da história!

Se eu recebesse uma proposta de emprego no Acre e tivesse que escolher entre ir ou ficar com quem amo...preferia abrir mão de uma vida confortável a perder a pessoa que amo. Se o amor valesse à pena!

sábado, 26 de julho de 2008

Porta 1.999

...e tudo não passa de um corredor enorme. Algumas áreas iluminadas, outras mais escuras. O corredor tem 22 portas, porém uma ainda trancada, ao que me parece, dentro dela algo ainda está sendo construído. Cada porta tem sua numeração, começando por 1.986. As do fim do corredor parecem as menos iluminadas, só um feixe de luz. Procuro, então, uma mais iluminada. Eis que vejo uma, que me atrai por sua luz e o cheiro que exala...um cheiro de praia, de verão. Ao me aproximar escuto vozes, risadas, sons emitidos por alegria. Não me contenho em curiosidade e abro a porta pra saber o que tem ali dentro.

Descrição do que encontrei ao abrir a porta:

Havia um apartamento, recém comprado. Ainda com as paredes limpas e o chão brilhando. Uma família habitava o lugar, mas ainda tentava dar a sua cara ao ambiente. Tudo era tão claro, não havia cortinas, apenas uma na sala para evitar olhares de vizinhos curiosos.
A casa era pouco mobiliada, com poucos móveis novos, ao que me parece, todas as economias tinham sido usadas na compra do apartamento. Notei que não havia tapetes, acho que pela existência de um cachorro na família, mais precisamente uma cadela.
Ah, é verdade, não havia descrito as pessoas que ali moravam. Havia um casal e duas filhas, ainda uma "filha" caçula, a cadelinha.
Todos acordavam cedo, 5h mais ou menos, e tomavam café reunidos na mesa. A cadela ficava nos pés. Típica cena de família reunida, conversando ou brigando por algum motivo besta. O pai e a mãe, deixavam as meninas na escola e seguiam pro trabalho.
Depois da escola e do trabalho, a família voltava a se reunir para o almoço. Ao chegar em casa se deparavam com a presença de uma moça que trabalhava pra família, e da vizinha intrusa que já estava jogando come-come no computador. Era a vizinha-amiga da filha mais nova.
Como toda criança pré-adolescente de 6ª série, as duas não tinham muitos afazeres, passavam a tarde, praticamente, atualizando seus diários, recortando figuras de revistas, frases pra serem coladas e segredos a serem revelados apenas para as páginas do diário. A tarde passava num piscar de olhos.
De repente são 4h da tarde, um carro buzina lá embaixo. O coração da pirralha mais nova acelera, chegava a sua carona pra levar as duas irmãs pra natação. Ocupando o banco passageiro, junto ao seu pai, estava ali o seu primeiro amor. Óbvio que ele não sabia da existência do amor platônico alimentado apenas por ela, mas de nada adiantava, bastava os poucos momentos ali tão próximo.
O treino começava às 6h e só acabava às 8h. A natação era o esporte das meninas, embora nenhuma carreira aspirante fizesse parte do futuro delas.
A rotina de um dia se completava. Nos finais de semana, a piscina do apartamento era a atração durante o dia. De tardezinha, a calçadinha do bairro servia como lazer...a brisa do mar, a tranqüilidade do bairro e da praia, eram alimento para disposição e paz de espírito da família.
Tudo parecia tão em paz, a família tão feliz.
Não me arrependi nenhum minuto de ter escolhido aquela porta, ela era o que eu precisava ver e sentir. No entanto, tive que me desvencilhar daquela realidade e fechar a porta. A porta 1.999.
Esperar uma nova oportunidade de estar nesse corredor e entrar numa nova porta como esta.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Vazio do âmago

Pensei: de que vale ter isso aqui se não há quem olhe e comente?
Cheguei à conclusão de que sinto falta daqui...de escrever pra mim, sem esperar olhares atentos ou demais avaliações. Nesse contexto, então, eis um novo post.
Estou vivendo um daqueles momentos de palavras soltas sem o menor contexto e sentido de continuidade, embora evidenciem sentimentos vivenciados ultimamente.
Está tudo tão preenchido e ao mesmo tempo vazio. As coisas se encaminham pra onde eu queria que fosse, mas não da maneira que eu gostaria.
Quando minha mente viaja e transcende os limites do físico até o meu mundo imaginário, tudo parece estar mais claro quanto à necessidade de algo que eu não consigo definir bem o que é. Sinto como se estivesse vendo um filme da minha vida e não participando dela. Não há vida naquilo que faço, cumpro apenas a minha agenda.
Antes fosse uma rotina movida à paixão, cumpriria minhas obrigações sem reclamar, mas falta tanta coisa...
Falta mais sentido pra vida...