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segunda-feira, 22 de julho de 2013

Em outras terras

Olá,

Depois de um longo recesso, estou de volta para dar uma atualizada na página. 
Como é sabido por muitos, agora em novo endereço físico (o virtual continua o mesmo): Natal.
Como me sinto? Agradecida!
Sentimentos difusos me permeiam em meio à minha rotina. Às vezes triste, às vezes alegre, mas na maior parte do tempo, me policiando para me manter sempre agradecida. Finalmente consegui o meu tão sonhado emprego e, graças a Deus, vem me proporcionando uma satisfação imensa, sem falar na realização pessoal de estar trabalhando numa instituição de renome, em que muitos tentaram e não conseguiram conquistar o espaço que conquistei.  
Agora, não vou ser hipócrita em não admitir que, no meu cantinho solitário, a saudade aperta e eu sofro por estar "longe" de casa. Dá aquela dorzinha pensar que todos que eu amo não estão ao meu alcance imediato. E ontem foi um dia desses, em que o velho "banzo" decidiu aparecer. Imersa em lágrimas de desânimo, escuto minha consciência que me aconselha ligar a TV. Tudo bem, vou ligar depois de quase 1 mês sem ligá-la, me bateu essa vontade troncha de assistir alguma coisa, que eu nem sabia o quê. Passando os canais decidi parar no canal da Canção Nova (?). Não sou católica, nunca assisti nenhum programa e certamente, alguma série que já estou habituada a assistir estaria passando no canal Warner. Mas, parei ali. Estava sendo transmitido um show de uma banda católica (não sei o nome), cantando músicas que desconheço, mas fiquei assistindo. Quando, então, uma das cantoras começa a cantar uma música de sua autoria e no decorrer dela, emocionada, envia uma mensagem para aqueles que a escutavam: "tudo passa, a dor passa, os problemas passam, e o Senhor permanece". Aquilo foi como um "clic". Como eu podia estar minutos atrás, chorando, resmungando, lamentando estar aqui em Natal sozinha, ganhando pouco, longe de todos, quando tenho a certeza que tudo isso é passageiro? "Deixa de ser mal agradecida, Sara". Alô, criatura? Nenhum aprendizado vem sem esforço e todo esforço é recompensado. Portanto, aguenta firme, mulher e deixa de chorar!
A dor é bendita. Feliz daquele que sofre e sabe tirar proveito. Portanto, obrigada pela minha dor, Senhor!
Prometo ser mais quietinha, pois sei que algo de bom me espera e minhas aspirações um dia serão alcançadas. Vou me manter firme e forte aqui. E João Pessoa que me aguarde (no tempo certo).

Boa semana a todos!

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Santa Maria, rogai por nós...

Em meio a essa onda de tristeza que veio à tona nesses últimos dias, em decorrência do incêndio em Santa Maria/RS, em que muito se tem perguntado e muito se tem julgado acerca dos prováveis responsáveis pela tragédia, uma frase dita por um padre que celebrou uma missa em homenagem aos mortos, resumiu meu pensamento: "é hora de oração, não de buscar culpados".
Entendo que o luto muitas vezes nos leva a buscar responsáveis pela nossa tristeza e dor, mas numa situação como essa, em que não houve a intenção de ferir ou prejudicar ninguém, um pouco mais de calma na hora de apontar os culpados é o mais sensato, tendo em vista que a necessidade maior é dar conforto aos familiares das vítimas, aos que desencarnaram em desespero e aos que ainda convalescem nos hospitais.
Diante disto, posso até ser mal interpretada por assim dizer, mas consegui tirar algo de bom de toda essa história e até posso dizer que me sinto alegre pelo que vi em termos de solidariedade. Tanto se fala do Brasil e dos brasileiros, que é um país de corruptos, que a violência cresce desenfreadamente, que as pessoas estão perdendo seus valores, entre tantos outros aspectos negativos da sociedade, no entanto, o Brasil mostra que seu coração é grande e, em meio a tanta coisa ruim, a solidariedade está presente em nosso íntimo. 
Existem dois caminhos na escola da vida: o amor e a dor. Infelizmente, estamos habituados a abrir mão do amor para só aprendermos com a dor. E essa dor, vivida por algumas centenas de pessoas no Rio Grande do Sul, se tornou a dor de centenas de milhares pelo resto do país. Através dela, muitas medidas de segurança serão tomadas, a displicência com as normas de segurança dará lugar ao cuidado com a vida alheia, entre tantas outras formas de se evitar tragédias como essa. Mas eu tiro como a melhor lição aprendida, o sentimento de compaixão. Muito mais do que se sentirem penalizadas com os arrebatados pela dor do incêndio, as pessoas transformaram sua tristeza em ação. Daí a presença de tantos voluntários de diferentes meios profissionais, de lugares distantes, até de outros países, se deslocando para Santa Maria, simplesmente com o intuito de ajudar. Quantas correntes de oração foram disseminadas pelas redes sociais, quantas missas foram realizadas ao redor do país pelos envolvidos no incêndio, quantas orações individuais foram feitas por pessoas que sequer tinham ligação com os jovens de Santa Maria. Onde quer que se olhasse, tinha alguém tocado pela dor, sensibilizado com os envolvidos, consternados com a situação dos familiares, de certa forma, todos unidos por uma dor.
Casos isolados de ignorantes separatistas com seus comentários discriminatórios surgiram, mas para quê dar tanta atenção a algum comentário isolado, quando a maioria se encontra ligada ao amor fraternal? Prefiro não dar mais cartaz ao que se propaga em termos de preconceito regional, ocupando minha mente com o que realmente importa. 
Por isso venho reconhecer o engrandecimento moral que ganhamos com essa experiência dolorosa. Embora as famílias não desfrutarão mais do convívio diário com os jovens arrebatados na tragédia, tenho certeza que elas não esquecerão o apoio recebido nesse momento dos que se compadeceram com as suas dores.
Que a solidariedade esteja mais presente no nosso dia a dia e que não precisemos passar por tanta tristeza para aprendermos a ser mais caridosos.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tentando ser apenas uma cristã



Ah, meu Deus, quantas graças dou a Ti pelas Tuas concessões. Como me sinto feliz por presenciar tantos adeptos do Teu amor dispostos a proclamar Tuas glórias e Teus caminhos para nos encontrarmos. Graças ainda, pelas exortações do nosso mestre amado Jesus. O Cristo vivo e ressuscitado que do plano espiritual ainda faz maravilhas em nossas vidas, sempre nos instruindo, guiando e sustentando no que for preciso. Incansável obreiro do bem que não descansa enquanto não atrai para o Pai, todos os irmãos perdidos ou os que ainda se encontram em processo de amadurecimento espiritual. As palavras divinas e o exemplo vivo do evangelho de Jesus, ainda prevalece em nossas vidas. O tempo não apagou porque aquilo que é divino, é eterno e não padece como o corpo que nos reveste. Graças pela paciência conosco, em tratar-nos com tanto esmero e carinho, de forma individualista e especial, respeitando o tempo de cada um para compreensão dos Teus ensinamentos. Não me sinto digna da Tua presença, por ser apenas um recipiente pequeno que Tua grandeza não consigo abrigar, mas me prostro aos Teus pés para que um fio de Tuas vestes me sirva de vestimenta. És o alimento da vida e a essência de nossa existência. É em torno de Ti que vivemos e para Ti que nos destinamos. Sou feliz hoje, porque finalmente enxergo propósitos antes obscuros. O vazio que me faltava era a Tua presença que se esvaía. Mas agora retorno aos caminhos da criação e, como fora projetado, para o bem me destino. O amor nos criou, nos uniu e nos une e a ele nos destinamos. O mal simplesmente deixa de existir quando o preenchemos com o bem. Não há mal, onde o bem prevalece. Deixa de existir, porque de fato, nunca existiu. Não era mais que um vazio onde o amor esperava adentrar. Não compreendia e ainda não compreendo o que de fato era alegria, mas quando me aproximo de Ti, posso ter uma vaga ideia do que significa a felicidade plena. Desde então, não me posiciono mais como alguém que possui momentos de felicidade, mas alguém que pelas pequenas amostras se satisfaz e se alegra, porque espera, na fé na imortalidade, o momento de ser digna de conquistar a felicidade em harmonia com Deus e dos meus queridos. 
Graças a Ti, meu Deus, porque me amas.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo


O título não poderia ser mais clichê, mas quem falou que não gosto de clichês? Mais um ano que se encerra e outro que em breve se inicia. Qual o saldo de 2012 e quais as resoluções para o ano que vem? 
Quando penso no que passou, até tenho um breve descontentamento por achar que esse ano não foi tão bom quanto eu gostaria. É verdade que estudei (quase) o ano inteiro e gostaria de ter obtido alguma aprovação em outro concurso, mas não vou me lamentar, pois dessa postura estou, aos poucos, me libertando. Percebi que não faz bem ficar lamentando minhas supostas derrotas. Então...vamos para frente! O finzinho do ano conseguiu salvar 2012 de não ficar esquecido na minha história, afinal, consegui minha convocação (aplausos) no Banco do Brasil mesmo que não tenha conseguido ser contratada (mas isso são outros quinhentos). O que importa é que minha vaguinha está garantida. Desse modo, 2013 terá início com grandes expectativas depositadas nele. Muitas mudanças ocorrerão: vou sair de casa, vou ganhar meu primeiro salário, vou mudar de cidade, vou contribuir para o INSS (quem acompanha o blog sabe o quanto sonhava começar a contribuir para a previdência), vou aprender a matar barata sozinha sem precisar chamar alguém, enfim...ano novo, vida nova!
Minha postura, portanto, não poderia ser diferente: estou extremamente agradecida!
Em meio a tantos rumores de fim do mundo, más interpretações de anotações e escritos de civilizações antigas, só me resta desejar que abandonemos este mundo sofrido e injusto, em que o mal ainda prevalece e demos as boas vindas a um novo, construído por todos nós com mais amor e respeito entre todos. Em 2013, quero estar assumindo a mesma postura agradecida no findar de seus dias. E que fique aqui os meus sinceros votos de sucesso nos nossos empreendimentos, saúde da mente e recursos para a prática dos nossos trabalhos diários. Muita paz nos nossos lares e muitas conquistas para o bem.

Feliz 2013!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Natal de todos nós


Como é gratificante chegar a essa época do ano com tantas coisas para agradecer diante desta data tão representativa para nós que é o Natal. Me satisfaço em celebrar, por mais um ano, a vinda do nosso Mestre que, em uma breve passagem pela Terra, conseguiu concentrar toda a perfeição que almejamos atingir, em gestos de amor e resignação. Embora  muitos ainda não o aceitem como exemplo a ser seguido, não há quem possa negar sua grandiosidade demonstrada em tantas lições ensinadas por meio da própria vivência, com toda a humildade e amor que, até então, desconhecemos em nosso semelhante. Inúmeros são os indivíduos que, tocados pela vida do Cristo, tiveram as suas transformadas. Hoje, além de graças ao Senhor pela misericórdia para com os seus irmãos necessitados, aos quais me incluo, venho dar graças aos seus discípulos, responsáveis por disseminar sua doutrina maravilhosa. Fico impressionada com o testemunho de tantos que lutaram e morreram em nome do Senhor e da defesa da sua boa nova. Me aprecia o poder de admiração que Jesus alcançava somente pela luz e paz emanadas por sua presença. Quantos incrédulos se prostravam aos seus pés, numa atitude espontânea e involuntária, apenas pela admiração inconsciente que sua presença grandiosa provocava. E dali mesmo, saíam discípulos do seu amor, por reconhecer a sua grandeza de espírito, ao mesmo tempo que mestre humilde a nos ensinar as verdades ocultas da vida. Me maravilho com a eloquência com que seus adeptos falavam do evangelho e tiravam lições dos mínimos detalhes da narrativa de seus passos. Jesus soube, em cada passo que dava, em cada gesto que fazia, em cada discurso que pregava, nos trazer lições que até hoje são incompreendidas.
Agradeço a oportunidade de desfrutar de seus ensinamentos. Agradeço a chance de ser cristã e poder me maravilhar com a paz que só o nosso Pai pode dar, mas que Jesus nos ensinou a procurar. Agradeço os esclarecimentos sobre a vida eterna que torna nosso sofrimento tão breve e tão pequeno diante do que nos aguarda na eternidade. Agradeço as lições tiradas do trabalho e do esforço próprio que elevam o nosso ser, isentando dos outros a responsabilidade por nossa própria salvação. 

Peço ao nosso Pai de infinita misericórdia que não nos desampare. Que a palavra viva do seu filho, Jesus, possa impregnar em todos os cantos as verdades desconhecidas por nossa ignorância. Que possamos aproveitar as lições tiradas dos nossos próprios erros e não procuremos justificar nossas atitudes em virtude da imperfeição moral que nos encontramos. E que não só neste Natal, mas hoje e sempre, saibamos amar verdadeiramente os nossos semelhantes, desvencilhados do egoísmo a que, constantemente, nos sentimos atraídos. Que saibamos entender as diferenças dos outros, encarando aqueles que fazem o mal, como verdadeiros necessitados e, aqueles que nos têm como inimigos como alguém a quem devemos oferecer a mão amiga. Afasta dos nossos corações os sentimentos de raiva e egoísmo que só nos destrói. Fortalece o nosso espírito com a calma e paz do teu amor. Se o bem não fosse o caminho certo a seguir, não nos sentiríamos tão bem ao praticá-lo. Se a raiva e o egoísmo nos fizessem bem, não nos sentiríamos tão angustiados e sozinhos. Que a fé nos proporcione as maravilhas alcançadas pelos milagres de outrora e que saibamos o poder que ela tem ao reconhecermos a nossa pequenez diante de Deus. Que nunca nos neguemos às verdades da vida. Que a palavra da salvação sempre esteja a nosso alcance, bastando que saibamos reconhecê-la. Que o que hoje é fonte de desconhecimento, se revele para nós no tempo certo como fonte de água cristalina. Que não nos achemos maiores do que somos e, a exemplo de Jesus, saibamos encontrar na humildade o caminho do crescimento como indivíduo. Que as nossas ditas verdades atuais não nos ceguem os olhos da alma para o que ainda não temos capacidade de compreender.
Enfim, meu Deus, que o teu amor nunca cesse e seja fonte inesgotável de felicidade e paz para todos nós.

Assim seja!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cometas e estrelas

A gente sempre lê aqueles textinhos piegas que falam de amizade, que a distância não apaga aquelas que são verdadeiras, ou que algumas pessoas entram e saem de sua vida mas só algumas deixam marcas, etc e tal. O interessante é que por mais que essas coisas sejam repetitivas e clichês, a gente está sempre passando por situações interessantes que comprovam sua veracidade. Existe coisa mais estranha do que encontrar "amizades" da infância e não sentir mais nada de especial por aquelas pessoas? Às vezes eu fico pensando: "Meu Deus, essa pessoa fazia parte da minha vida e hoje eu não sei nada a respeito dela, não sei que adulto se tornou". É estranho! O que fez com que umas permanecessem e outras sumissem vai além da minha compreensão. Hoje tenho (poucos) amigos de longas datas que em tempos remotos tinham menor representação que algumas outras pessoas, no entanto, permanecem ao meu lado, enquanto outros "melhores" amigos do passado não tenho nem notícias. Desconheço o caráter que compõe suas personalidades, suas atitudes, seus amores, seus gostos. É um pouco triste, ao mesmo tempo que a vida parece ter se encarregado de fazer sua seleção natural e só os laços mais fortes foram preservados. Mas eu me pergunto se aconteceu naturalmente ou eu fui a culpada pelo fim de uma grande amizade? Não sou daquelas que ligam para dizer que estou com saudades, nem deixo recados em redes sociais. Não sou também do tipo carente que fica reclamando da falta que alguém me faz. Não faço muitos elogios, nem sou carinhosa. Quem me conhece sabe que para tirar um elogio de mim, você tem que estar realmente arrasando, queridinha! Brincadeiras (de verdade) à parte, não gosto de pôr a culpa 100% nos outros. Sou perferccionista e por isso exijo sempre muito de mim para não cometer erros. Acabo sendo "fria" para não ser falsa. Não gosto de dar motivos para que as pessoas façam queixas a meu respeito, por isso sempre me pego fazendo esse tipo de reflexão. Como resultado, ganho essas dúvidas; essas crises de culpa e responsabilidade. 
Não vejo como arrependimentos, mas será que poderia ter feito algo diferente e hoje teria um amigo a mais? 
Acho que a vida vai se encarregar de me responder essa pergunta.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Em processamento

As ideias estão fugindo da cabeça. Mas qualquer dia desses posto algo novo por aqui.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O bem está extinto?

Confesso que eu tenho um dedinho nervoso para olhar notícias ruins em sites de informações mas, aos poucos, venho tentando controlar a minha curiosidade e não tenho lido notícias muito pesadas. Pois imaginem vocês que tem surtido efeito?! Tenho ficado mais tranquila. Não alimento mais minha curiosidade com bobagens e procuro ler coisas positivas. Nós não nos damos conta de o quanto ficamos negativos e revoltados quando lemos notícias violentas mas o fato é que elas nos influenciam. Imaginem o efeito positivo que teria se mais notícias boas fossem compartilhadas do que notícias ruins? Quando acesso sites sobre as notícias da Paraíba, quase consigo ver o sangue derramado de tanta violência propagada e quase nenhuma informação positiva. Por que as pessoas se detêm a só repassar o lado mais obscuro do ser humano? Essa história de que notícia boa não dá ibope, que as pessoas gostam de ver a desgraça alheia, para mim, isso é furada. Quando estudei marketing na universidade pude constatar que muitas necessidades atuais da população foram e são criadas. Ninguém nasce com necessidade de ter um celular e, por que com o tempo, passamos a achar aquele item indispensável para nossas vidas? Porque alguém, em algum determinado momento, nos vendeu a ideia de que celular é algo indispensável e se você não tem, você não se sente parte da sociedade. Se isso pode ser feito com qualquer produto em qualquer mercado consumidor, acredito que "vender o bem" também traria os mesmos efeitos positivos. 
Se hoje alguém publicasse uma notícia boa, ali adiante alguém se interessaria e mais adiante repassaria para os amigos e os amigos, repassariam para seus amigos, mais ou menos como nos mostra o filme "A Corrente do Bem", e assim, estaríamos propagando o bem ao invés do mal. Só o que escutamos é no quanto o mundo está violento, em como as coisas hoje em dia são piores que antigamente, que não se tem mais sossego etc, quando na verdade, o mundo não está pior, ele não está mais violento, as pessoas não estão se tornando piores, nós é que estamos escolhendo dar "ibope" para esse tipo de informação. Quantas Marias e Joãos, no anonimato, têm se dedicado ao trabalho da caridade, têm estudado a cura de doenças incuráveis, têm dado conforto para aqueles desesperados, têm oferecido os ouvidos amigos para as lamentações do outro. O bem está aí fora. Basta que a gente procure saber onde ele está. Basta que nos interessemos por notícias construtivas. Basta que arregacemos as mangas e vamos ao trabalho do bem. Descobriremos que não somos os primeiros nem seremos os últimos. Se não fizermos isso, ao menos procuremos higienizar nossa mente, lendo coisas construtivas ao invés de destrutivas. Isso vale para o facebook também. Cancelar assinaturas de quem só publica a desgraça alheia não é falta de caridade, porque não há nada de caridoso em propagar fotos de menininhos doentes e cachorros maltratados. Escolher leituras positivas e difundir comportamentos solidários é mais do que uma opção de entretenimento, é trazer para sua vida hábitos mais saudáveis. 

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vivendo e aprendendo


Quando aprendemos que sabemos viver sem depositar sonhos e desejos de uma vida feliz na atitude dos outros...
Quando aprendemos que, na verdade, ninguém nos completa e que nascemos com todas as ferramentas para viver bem e que, só depende de nós mesmos termos uma vida boa...
Quando aprendemos que a imposição e cobrança, não faz com que as pessoas nos amem e respeitem...
Quando aprendemos que o respeito, assim como qualquer coisa que desejarmos para nós mesmos, só serão alcançados quando formos dignos de seu merecimento, por esforço próprio...
Quando aprendemos que viver bem, também é saber viver com concessões e limites, porque não somos donos do mundo, nem melhores que ninguém...
Quando aprendemos que agir com ignorância e brutalidade só nos coloca num falso patamar de autoridade, quando na verdade só estamos alimentando o nosso orgulho e adquirindo inimigos...
Quando aprendemos que coisas boas só irão acontecer quando fizermos coisas boas para tornarmos merecedores...
Quando aprendemos que somos aquilo que projetamos por meio de atitudes, pensamentos e sentimentos...
Quando aprendemos que desespero e medo, na realidade não existem, se tratam apenas da ausência de fé...
Quando aprendemos que o mal também não existe e que ele não é nada além da ausência do bem...
...percebemos que somos donos do nosso próprio destino, da nossa própria felicidade, da nossa própria realização, do nosso próprio amadurecimento, da nossa própria vida.
A ideia de uma vida plenamente feliz nos torna infelizes. São fragmentos de momentos ruins e bons, para que possamos aprender com os ruins e aproveitarmos os bons; agradecermos pelos ruins, porque nos tornarmos melhores e dignos dos bons. 
Que tal, por hoje, tentarmos ser mais conscientes e menos inconsequentes com nossas atitudes?
Farei um esforço para ver o resultado!


terça-feira, 9 de outubro de 2012

Convocação autorizada em 01.10.12

Hello, bom dia!
Só para atualizar os fatos: fui convocada! (AAALELUIA... AAALELUIA... ALELUIA, ALELUIA, ALELUIAAA)

Primeiro fui convocada para Guamaré/RN mas rejeitei a convocação na esperança de ser chamada para uma cidade mais perto, e assim se deu, já que fui chamada para Natal/RN. E podia recusar Guamaré/RN? Sim, podia recusar já que eu não tinha sido chamada para região que tinha escolhido. 
Muito bem! E agora? 

Como nada na minha vida acontece facilmente, não vou poder ser empossada esse ano. Pois é! O banquinho do Brasil adora surpresinhas desagradáveis e suspendeu todas as convocações, treinamentos e contratações. Masss, eu já fui convocada, né? Para quê ficar reclamando da vida? Seria muita ingratidão e eu já estou muito feliz com essa convocação. O medo era de não ser chamada, mas agora que já fui, dá pra esperar mais alguns meses para começar a contribuir para previdência. (Percebe-se que o problema não era nem muito começar a ganhar dinheiro e sim contribuir com a previdência. Lógico! Com quantos anos eu iria me aposentar? Tem que pensar nessas coisas.)
Agora é só ir atrás de documentações, fazer os exames necessários, ficar qualificada, declarar que é funcionária do Banco do Brasil, preparar o povo para viver com a minha ausência (sim, porque eu sou a alegria deste humilde lar) e...continuar a estudar!
Mas estudar por que se você já foi chamada?
Porque depois de esperar 1 ano e 5 meses para ser convocada, enquanto a incerteza pairava se eu seria chamada antes do fim do prazo do concurso ou não, eu tive que dar continuidade à vida e isso implicou em continuar a estudar para os outros concursos. Não passei em nenhum depois desse do Banco do Brasil, mas  adquiri o hábito de estudar e consegui aumentar minha "bagagem" de conhecimentos, que só vem crescendo com as minhas experiências em provas de concursos. E, também, porque eu não quero desperdiçar meses/anos de estudo diário, de esforço dispendido, de neurônios gastos, com uma acomodação com o salário de bancária. Profissão esta que sabe lá se fará a minha alegria profissional (talvez sim, já que nunca se sabe). Não significa que sou ingrata e que não estou satisfeita com o que tenho, mas quando a gente se esforça por tanto tempo, estuda tanto, passa a ter anseios de conseguir algo melhor, algo que compense todo o esforço. Quem me conhece sabe o quanto tenho estudado e me dedicado a esses concursos. Não parei depois de ter passado para o Banco do Brasil (e podia, se quisesse) e eu acho que isso significa algo, então, não acho justo comigo mesma, parar de estudar agora. Embora algumas pessoas queiram me colocar para baixo dizendo que não vou conseguir estudar e trabalhar, que eu vou me acomodar com a situação, prefiro encarar tudo com esperança, afinal, só ela tem sido minha fiel companheira e tem me levantado nos momentos de desânimo. 
Inúmeras vezes me senti derrotada, incapaz, "burra" e, só Deus sabe como foi difícil me recompor e ter ânimo para continuar. Encarar as caras de desprezo falando "mas você SÓ estuda?", ver os meus colegas de faculdade todos empregados e conseguindo já promoções, enquanto eu nem tinha tido o meu primeiro emprego, não é uma tarefa para qualquer um e, eu acho que devo me alegrar em ter conseguido passar pelas dificuldades sem ter desistido no meio do caminho ou ter me deixado abater tanto, a ponto de me entregar numa depressão.

Portanto, contentem-se em me ver relatando mais experiências agradáveis/desagradáveis de concursos públicos por aqui. Prometo, no entanto, ser menos melancólica e mais animada nas minhas colocações. O período de guerra fria com o ânimo acabou e agora desejo menos lamentações e mais peripécias.

Boa semana para vocês e bom início de vida profissional para mim!