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domingo, 30 de dezembro de 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo


O título não poderia ser mais clichê, mas quem falou que não gosto de clichês? Mais um ano que se encerra e outro que em breve se inicia. Qual o saldo de 2012 e quais as resoluções para o ano que vem? 
Quando penso no que passou, até tenho um breve descontentamento por achar que esse ano não foi tão bom quanto eu gostaria. É verdade que estudei (quase) o ano inteiro e gostaria de ter obtido alguma aprovação em outro concurso, mas não vou me lamentar, pois dessa postura estou, aos poucos, me libertando. Percebi que não faz bem ficar lamentando minhas supostas derrotas. Então...vamos para frente! O finzinho do ano conseguiu salvar 2012 de não ficar esquecido na minha história, afinal, consegui minha convocação (aplausos) no Banco do Brasil mesmo que não tenha conseguido ser contratada (mas isso são outros quinhentos). O que importa é que minha vaguinha está garantida. Desse modo, 2013 terá início com grandes expectativas depositadas nele. Muitas mudanças ocorrerão: vou sair de casa, vou ganhar meu primeiro salário, vou mudar de cidade, vou contribuir para o INSS (quem acompanha o blog sabe o quanto sonhava começar a contribuir para a previdência), vou aprender a matar barata sozinha sem precisar chamar alguém, enfim...ano novo, vida nova!
Minha postura, portanto, não poderia ser diferente: estou extremamente agradecida!
Em meio a tantos rumores de fim do mundo, más interpretações de anotações e escritos de civilizações antigas, só me resta desejar que abandonemos este mundo sofrido e injusto, em que o mal ainda prevalece e demos as boas vindas a um novo, construído por todos nós com mais amor e respeito entre todos. Em 2013, quero estar assumindo a mesma postura agradecida no findar de seus dias. E que fique aqui os meus sinceros votos de sucesso nos nossos empreendimentos, saúde da mente e recursos para a prática dos nossos trabalhos diários. Muita paz nos nossos lares e muitas conquistas para o bem.

Feliz 2013!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Natal de todos nós


Como é gratificante chegar a essa época do ano com tantas coisas para agradecer diante desta data tão representativa para nós que é o Natal. Me satisfaço em celebrar, por mais um ano, a vinda do nosso Mestre que, em uma breve passagem pela Terra, conseguiu concentrar toda a perfeição que almejamos atingir, em gestos de amor e resignação. Embora  muitos ainda não o aceitem como exemplo a ser seguido, não há quem possa negar sua grandiosidade demonstrada em tantas lições ensinadas por meio da própria vivência, com toda a humildade e amor que, até então, desconhecemos em nosso semelhante. Inúmeros são os indivíduos que, tocados pela vida do Cristo, tiveram as suas transformadas. Hoje, além de graças ao Senhor pela misericórdia para com os seus irmãos necessitados, aos quais me incluo, venho dar graças aos seus discípulos, responsáveis por disseminar sua doutrina maravilhosa. Fico impressionada com o testemunho de tantos que lutaram e morreram em nome do Senhor e da defesa da sua boa nova. Me aprecia o poder de admiração que Jesus alcançava somente pela luz e paz emanadas por sua presença. Quantos incrédulos se prostravam aos seus pés, numa atitude espontânea e involuntária, apenas pela admiração inconsciente que sua presença grandiosa provocava. E dali mesmo, saíam discípulos do seu amor, por reconhecer a sua grandeza de espírito, ao mesmo tempo que mestre humilde a nos ensinar as verdades ocultas da vida. Me maravilho com a eloquência com que seus adeptos falavam do evangelho e tiravam lições dos mínimos detalhes da narrativa de seus passos. Jesus soube, em cada passo que dava, em cada gesto que fazia, em cada discurso que pregava, nos trazer lições que até hoje são incompreendidas.
Agradeço a oportunidade de desfrutar de seus ensinamentos. Agradeço a chance de ser cristã e poder me maravilhar com a paz que só o nosso Pai pode dar, mas que Jesus nos ensinou a procurar. Agradeço os esclarecimentos sobre a vida eterna que torna nosso sofrimento tão breve e tão pequeno diante do que nos aguarda na eternidade. Agradeço as lições tiradas do trabalho e do esforço próprio que elevam o nosso ser, isentando dos outros a responsabilidade por nossa própria salvação. 

Peço ao nosso Pai de infinita misericórdia que não nos desampare. Que a palavra viva do seu filho, Jesus, possa impregnar em todos os cantos as verdades desconhecidas por nossa ignorância. Que possamos aproveitar as lições tiradas dos nossos próprios erros e não procuremos justificar nossas atitudes em virtude da imperfeição moral que nos encontramos. E que não só neste Natal, mas hoje e sempre, saibamos amar verdadeiramente os nossos semelhantes, desvencilhados do egoísmo a que, constantemente, nos sentimos atraídos. Que saibamos entender as diferenças dos outros, encarando aqueles que fazem o mal, como verdadeiros necessitados e, aqueles que nos têm como inimigos como alguém a quem devemos oferecer a mão amiga. Afasta dos nossos corações os sentimentos de raiva e egoísmo que só nos destrói. Fortalece o nosso espírito com a calma e paz do teu amor. Se o bem não fosse o caminho certo a seguir, não nos sentiríamos tão bem ao praticá-lo. Se a raiva e o egoísmo nos fizessem bem, não nos sentiríamos tão angustiados e sozinhos. Que a fé nos proporcione as maravilhas alcançadas pelos milagres de outrora e que saibamos o poder que ela tem ao reconhecermos a nossa pequenez diante de Deus. Que nunca nos neguemos às verdades da vida. Que a palavra da salvação sempre esteja a nosso alcance, bastando que saibamos reconhecê-la. Que o que hoje é fonte de desconhecimento, se revele para nós no tempo certo como fonte de água cristalina. Que não nos achemos maiores do que somos e, a exemplo de Jesus, saibamos encontrar na humildade o caminho do crescimento como indivíduo. Que as nossas ditas verdades atuais não nos ceguem os olhos da alma para o que ainda não temos capacidade de compreender.
Enfim, meu Deus, que o teu amor nunca cesse e seja fonte inesgotável de felicidade e paz para todos nós.

Assim seja!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Em favor da vida

“Concedei-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar aquelas que posso e sabedoria para distinguir umas das outras”.

É pedindo serenidade que começo a discorrer acerca do polêmico assunto discutido no Brasil atualmente. Longe de mim querer convencer alguém a pensar da mesma maneira que eu ou julgar aqueles que pensam de maneira diferente. Apenas não me contento em manter-me calada, sem qualquer posicionamento, ou alheia às discussões sociais que direcionam a sociedade em que vivo. Apesar de muitos alegarem que a descriminalização do aborto dos anencéfalos não gera a obrigatoriedade do ato e por isso não mereceria as manifestações em favor da vida, não há como um assunto ser abordado sem as implicações do outro, justamente porque tal mudança de pensamento e posicionamento político, acarretará consequências em toda a ética de uma sociedade. E, para aqueles que, como eu, se posicionam contra o aborto, não há melhor momento para defenderem seu posicionamento como este que estamos vivendo agora. Também não posso deixar de lado meu posicionamento respaldado na religião, porque religião e ciência, espírito e matéria, andam sempre de mãos dadas desde sempre e eternamente se completarão. Não há como admitir a existência de apenas um, se até onde se encontra o limite de um, começa o outro. Mas não me contento em apenas admitir o argumento religioso para defender meu posicionamento contrário ao aborto deste e de qualquer outro caso, até mesmo os permitidos pela nossa legislação, utilizo-me de pontos políticos, sociais e éticos para embasar minha defesa.
Para dispor de meus argumentos, façamos um comparativo simples: nossa sociedade brasileira, pode ser considerada como filhos e o nosso governo, como o nosso pai. Somos todos irmãos, porém mesmo sendo criados pelo mesmo pai, assim como em qualquer família, existem as diferenças de uns para outros. Uns aprendem mais fácil, não têm dificuldade de escutar e apreender os conhecimentos ditados pelo pai. Outros necessitam de maior atenção, mais paciência e dedicação para melhor compreender as coisas. Ainda outros, possuem tendências negativas e se voltam para o mal. Já alguns outros são bons e caridosos. Numa família tão distinta, poderia esse pai deixar que os filhos agissem de acordo com suas tendências e deixariam suas escolhas a cargo do seu livre-arbítrio ou instruiria seus filhos sobre o que é certo e o que é errado e que, apesar da escolha ser sempre individual, há sempre consequências nos nossos atos? Não deveria o pai, instruir, orientar, explicar e, se necessário, punir seus filhos quando estes agirem de maneira egoísta ou a ponto de prejudicar seus irmãos? Se os que tendem para o mal, agirem por suas próprias consciências, não estaria o pai pondo em risco aqueles que são inocentes e indefesos? Faz parte da educação familiar ensinar que se um irmão possui direitos, o outro também os possui e um pai que se prese, jamais se posiciona em favor de um em detrimento do outro. Ele ama e quer que todos sejam bons e vivam em harmonia.
Assim, o Estado deveria agir. O anarquismo não deu certo, porque uma sociedade não vive sem regras, sem ética, sem direcionamento, sem orientação. Se uns já possuem o discernimento para o certo, outros ainda se encontram em atraso, outros ainda precisam ser orientados; aprender com os seus erros, com seus limites, a respeitar o próximo. Se vivemos todos em sociedade, o Estado deve representar a todos, os bons e maus, os independentes e os indefesos, com todas as suas diferenças, direcionando-os para o bem estar geral. Dessa forma, explicito meu argumento social, ético e político, porque a adoção de uma política liberal que deixa a cargo de cada um decidir sobre a vida, gera impactos sociais, principalmente naqueles que mais necessitam de orientação, de apoio, de compreensão e acompanhamento, como essas mães que carregarão seus filhos no ventre por um breve tempo. Ao invés de oferecer o apoio que elas precisam, o Estado dá ouvidos ao desespero e à dor e oferecem a opção de encerrar o sofrimento. Se alguém próximo a você estivesse prestes a cometer um suicídio, será que apresentaria a ele a opção de cometer o suicídio ou, do contrário, faria o possível para apoiá-lo em meio ao seu sofrimento e ofereceria melhores opções? Como fazer, no futuro próximo, que essas mães aprendam a respeitar a vida? Fazer com que aprendam que há mais ignorância do que respostas para os acontecimentos da vida? Se tudo fosse movido ao acaso e para o acaso se destinasse, não haveria necessidade de nos organizarmos socialmente, de nos amarmos e nos respeitarmos, já que para o NADA nos destinaríamos. Então como afastar a relevância de que uma força maior nos move e nos conduz para o caminho do desenvolvimento? Do respeito e amor ao próximo? Da valorização da vida, seja ela como for? Uma flor não está presente todos os dias do ano, ela tem o seu tempo certo de viver. Vive pouco, o suficiente para nos encantar e o bastante para aquilo que ela precisa, mas por egoísmo, retiramo-as do seu meio, arrancando-a à força do que a mantém viva e ela não vive mais que algumas horas. Será que por sabermos que ela não possui inteligência nem forma de se manter independente e, muito menos que viverá tão pouco tempo, deveríamos antecipar sempre a sua vida? Deveríamos retirá-la do meio que a mantém viva?
Não há atitudes sem consequências e, acredito que nem todos estejam fazendo a distinção das reações futuras desta decisão tomada agora.
Faço aqui, a minha humilde prece:
Senhor, desejo que mesmo diante daqueles que se afastam da religião e se negam a admitir a existência da inteligência suprema, que ela se faça presente em todos os corações, nos dando a força necessária para suportar as nossas provas, a humildade de amar o próximo e a vida, acalentando os corações aflitos e aquecendo a frieza dos que nada temem. Que o bom-senso esteja sempre presente no nosso livre-arbítrio.
Mulheres, somos seres privilegiados por carregarmos a vida dentro de nós. Não nos esqueçamos a responsabilidade que o Pai nos confiou de amar incondicionalmente o ser que carregamos, acima do nosso próprio bem-estar. Não existe fardo tão pesado que não possamos carregar. Que a misericórdia se faça sempre presente e possamos ser perdoadas por atitudes induzidas pela ausência de orientação. E que, não nos esqueçamos da voz da consciência que sempre nos instrui para o caminho certo, nos livrando do desespero e da fraqueza de nossas falhas.

Assim seja!

quinta-feira, 8 de março de 2012

Dia Internacional da Mulher




Todos os dias somos agraciados com as concessões de nosso Pai de infinita sabedoria. No entanto, poucas sãos as ocasiões que nos prostramos, reconhecidamente, para as benfeitorias que nos são concedidas. Quantas vezes, reconheci com humildade, a graça de ter nascido mulher? Acredito que, nenhuma. Cada gênero tem suas devidas características, suas belezas e suas importâncias. Mas, dedico estas palavras ao espírito feminino.
Somos dotadas de força e sensibilidade.
A força para aguentar com resignação os percalços da vida. Para ser a firmeza de um lar, em que todos que ali habitam, encontrem no espírito feminino o conforto e a paz necessária.
A sensibilidade de ter uma palavra acolhedora de mãe, de carinho de avó, de compreensão de irmã, de reconhecimento de filha, de amor de esposa. São tantos papéis assumidos durante o dia e, em cada um deles, a mulher demonstra sua grandeza e sua importância para o mundo.
Este ser que, sabiamente, foi escolhido para levar o título de "mãe". Desde o instante que sabe que carrega no ventre o seu filho, já pode ser chamada de mãe, porque ali já divide o seu organismo com outro ser, já compartilha suas energias, seus carinhos; já cria laços de dependências, envolvendo o filho numa atmosfera de amor e proteção de maneira a fazê-lo reconhecê-la, intuitivamente, como porto seguro, ao nascer. Como não reconhecer o privilégio de ter nascido mulher, se a cada papel assumido, reconheço a responsabilidade que me foi confiada? Se Deus me confiou o envoltório feminino para abrigar a minha alma, é porque sabe que tenho força suficiente para assumir os papéis que a vida me dará. E eu agradeço a confiança.
Agradeço a feminilidade, a sensibilidade de chorar vendo novelas, os ouvidos sempre dispostos a ouvir, a resignação, o espírito observador, a calma (mesmo que não seja a todo tempo), entre tantas outras características femininas.
Parabenizo às outras mulheres dotadas dessas características e que assumem todos esses papéis com tanta facilidade na sua rotina. Parabéns, vovó Germana. Parabéns, mainha. Parabéns, Adriana.

domingo, 6 de novembro de 2011

Novas vivências/25 anos



Quantas coisas podemos descobrir quando abrimos o nosso coração para novas experiências! Fiquei feliz em ter encontrado no local mais improvável, pelo menos para minha opinião preconceituosa, palavras tão reconfortantes e reveladoras. Me senti à vontade num ambiente que eu não esperava.
Quando a gente mantém o coração aberto para as oportunidades, pode encontrar as palavras que precisavam ser ditas pelas mais diversas formas e pelas mais diversas pessoas. Algo que se eu me mantivesse em minha postura opositora não teria conseguido enxergar da mesma maneira satisfatória.
A gente percebe que as coisas importantes são ditas o tempo todo, só não damos a devida atenção, ou não percebemos suas singelas nuanças. E quando temos a necessidade de ouvir, mesmo sem identificá-las, elas terminam chegando aos nossos ouvidos, porque Deus consegue perceber nossas fraquezas antes mesmo de nós percebemos.

Aproveito a oportunidade para me mostrar agradecida por mais um ano de vida e pelo amadurecimento que tenho adquirido com o passar dos anos. Apesar de não ter conquistado muito dos meus planos, me sinto realizada em alguns aspectos de engradecimento e maturidade. Agradeço as experiências de aprendizado através do convívio com a família e os amigos. Descubro a cada dia novas formas de amar e me relacionar com as pessoas. Me torno mais seleta com aquilo que me faz bem e me afasto do que me faz mal. Não me sinto mais tão desconfortável em expressar minhas opiniões e impor minhas convicções.
Interessante como com o passar dos anos você termina encontrando seu espacinho no mundo e no coração das pessoas.
Obrigada pelos meus 25 anos! E que venham mais anos de aprendizado!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para aqueles que sabem do que estou falando


Não há palavras a serem ditas, nem conforto que chegue sem ser no tempo certo. Nós somos impacientes, mas o que é o tempo que a gente espera comparado à eternidade? Nosso sofrimento só leva o tempo das feridas cicatrizarem e quem sabe no fim teremos sorte de só ter a lembrança que um dia caímos, mas soubemos nos recuperar. Hoje nem vejo mais as cicatrizes que tinha das minhas quedas na infância, nem marcas de catapora tenho mais. Peço e acredito um dia não enxergar as da minha alma e do meu coração. Essas feridas que ainda estão abertas, mas um dia hão de se curar.

Se não acreditar nisso, de que vale ter fé? De que valeu o amor que a gente sentiu e o bem que desejou? Ninguém nunca negou que amar é fácil. Amar no seu sentido completo é para poucos, porque da complexidade os simplistas fogem e não há nada mais complexo que o amor verdadeiro. Porque a gente nem sempre entende o que ele nos reserva, nem sempre compreende o bem querer mesmo quando o mal insiste em prevalecer e quase sempre fecha os olhos para os erros e perdoa. Perdoa porque estar perto é melhor do que longe, porque se houveram erros é porque precisávamos aprender, para crescer e evoluir moralmente e, principalmente, porque todos merecem uma segunda chance para mostrar que aprenderam com os erros cometidos e dessa vez podem mostrar seus acertos.

Antes errantes conscientes que perfeitos iludíveis.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sim, isso também me afeta!


Às vezes eu queria ter o dom de dizer as palavras certas, na hora certa para as pessoas que estão precisando, mesmo que elas não peçam. Mas elas acabam sendo ditas apenas em pensamento, seja por uma falta de abertura ou pelo fato de que se forem ditas, podem não sair da forma como foram pensadas. Eu não sei se isso acontece com vocês, mas comigo, por exemplo, a fala distorce a maneira como a ideia foi concebida e termina não expressando da maneira correta o pensamento. Talvez por isso eu me identifique com a escrita - esta escrita moderna, com um teclado na minha frente e um blog à disposição - porque meus dedos obedecem à minha linha de raciocínio exatamente como fora concebida, sem empecilhos de ambientes ou das emoções refletidas em uma voz embargada.

[...]

Me remonto à época em que era criança, em que família significava feriados reunidos, tios e pais conversando e curtindo suas próprias companhias e os primos brincando de todas as brincadeiras que podíamos imaginar. Meus primos eram meus amigos dos fins de semana, férias e feriados, com quem eu poderia viajar e sempre seriam minhas companhias em reuniões familiares, sem ter obrigações escolares envolvendo nossas relações. Nós dormíamos juntos, tomávamos banho juntos e brincávamos juntos. Meus tios traziam presentes nos aniversários, me abraçavam e não tinham inibições de demonstrações de afeto e a minha família era unida e feliz. Ao menos na minha fantasia infantil, tudo era perfeito.
Mas com o passar do tempo, meus primos já não me viam com tanta freqüência e meus tios já não compareciam nos meus aniversários. Nós não viajávamos mais juntos e quanto mais eu amadurecia mais aquela antiga convivência e ideia de família unida e feliz se distanciava. Antes as palavras de admiração e companhia desfrutada, se tornavam em ofensas e brigas familiares. Eu ainda era uma criança amadurecendo quando tive que conviver com os desentendimentos e a mudança brusca da minha realidade até então conhecida. Por que me castigavam com a ausência dos meus tão queridos primos? E por que meus tios já não me passavam aquele carinho da época que eu era mais nova? Agora falavam de maneira sem graça, com abraços vazios, esperando que eu não notasse a indiferença que ali pairava. Sempre me perguntei o porquê de não ter o afeto de todos, sabendo que eles tinham com outros primos e o porquê deles se privarem da minha companhia, sem ao menos me conhecer direito e saber a adulta que estava me tornando. Por que não me deram a oportunidade de mostrar que eu faço parte da família e sou diretamente afetadas por suas (in)decisões?
Hoje, tenho a maturidade para entender tanta coisa que se passou e ainda se passa e sinto pena, do quanto se perdeu e ainda é perdido no tempo. Das relações desperdiçadas e dos julgamentos superficiais de uma realidade tão complexa. Lamento as ideias que se formaram, das interpretações tão distanciadas do sentido original das ações. Lamento o amor sendo perdido em meio a coisas sem importância real. E lamento, principalmente, uma existência familiar que deveria ter sido vivida e foi deixada de lado pelas intrigas.
Mas como tudo serve de aprendizado para o nosso crescimento, compreendo certas atitudes antes incompreendidas e admiro a consistência dos meus pais e os valores que aprendi na minha jornada de amadurecimento. Essa minha família - pai, mãe e irmã - pode contar com minha compreensão e amor para toda a vida. Agradeço todos os dias a oportunidade de convívio diário com pessoas tão maravilhosas e aprendo com seus gestos tudo o que há de bom.

Que bom que meus instrumentos de comunicação me servem tão bem quando preciso externar tudo o que sinto!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

2009 já foi...

Demorei mas voltei! Já que minha última postagem foi em 2009, cabe uma síntese dos acontecimentos e, como tradição, uma reflexão sobre tudo o que aconteceu.
Em 2009 me graduei em Administração, após quase 4 anos de curso; conheci Fernando de Noronha/PE e Rio de Janeiro/RJ; bati o carro pela primeira vez (no pilar e no muro da minha garagem); completei 3 anos de namoro; fiz uma endoscopia (deixa eu curtir esse momento); fiz a prova da ANPAD; passei mal com vodka; cuidei de gente que passou mal com vodka e foi parar no hospital; chorei com algumas brigas; entrei em um curso de conversação em inglês; comecei a estudar francês; fiz uma dieta e emagreci mais de 2kg; engordei mais de 2kg nas festas de fim de ano; fiz alguns concursos mas não passei em nenhum; desisti de tentar o mestrado; fui chamada pra ser madrinha de um casamento; chorei de saudade; chorei pelas perdas, conheci pessoas novas e novas pessoas, mudei o visual; completei 23 anos; entre tantos outros acontecimentos.
Considero que foi um ano abençoado para minha família (mãe, pai e irmã), não sofremos com doenças, com perdas e separações; continuamos unidos! Vi meus avós antes tão fortes agora fragilizados pela idade avançada e percebi que não nos resta muito tempo juntos neste plano. Apesar de, para o mercado de trabalho, não ter mais o valor que tinha antigamente, considero uma vitória a minha graduação em Administração, pois me formei com dignidade, no tempo certo, sem reprovações no currículo. Sinto muito saber da minha capacidade e não ter reconhecimento, nem por parte dos colegas nem dos profissionais afora. Vejo ex-colegas que se "davam bem" às custas dos outros tendo oportunidades de crescimento, enquanto outros de qualidade estão sendo deixados pra trás. Estou sofrendo a triste realidade do desemprego!
Diante disto, me restam as reflexões: O que eu fiz de bom e ruim? Quais ações me trouxeram para a realidade em que me encontro? O que fiz para o próximo? O que fiz para minha família? Como lidei com os meus sentimentos?
Me pergunto isso agora para que seja possível traçar novos objetivos para este ano. Renovo minhas esperanças e me encho de energias para começar, por mais um ano, novas batalhas e poder colher bons frutos que espero serem reconhecidos no meu "Balanço de 2010".

E vamos para frente!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz 2009

Nooossa...quanto tempo sem visitar esse espacinho aqui!
Voltando com todo gás nesse ano que se inicia. Só peço a Deus e desejo que seja um ano bem melhor que o 2008, mais proveitoso em todos os sentidos.
Que eu saiba o que fazer depois de março, quando o curso acabar.
Que a saúde volte a reinar na minha casa.
Que o cruzeiro seja ótimo.
Que eu continue com minhas antigas amizades e faça novas.
Que eu emagreça só na barriga.
Que eu volte pra aula de dança de salão.
Que eu volte pro inglês.
Que eu finalmente aprenda a andar feito gente, de patins.
Por que não que, eu, finalmente, aprenda a andar de bicicleta?
Que eu passe no mestrado.
Que eu ganhe um dinheirinho, não precisa ser muito, só o suficiente pra eu juntar na minha humilde continha bancária.
Que o flamengo seja campeão brasileiro.
Que o vasco perca do campinense.
Que eu volte para a academia.
Que eu passe mais um ano, muito feliz, ao lado de Longuinho.
Que eu seja útil pra alguma coisa.
Que mainha não compre mais pão no pão de açúcar.
Que painho me deixe pegar mais no carro...e eu não bata nunca.
Que o meu celular não quebre.
Que eu tenha crédito pra falar a hora que eu quiser.
Que eu compre um travesseiro melhor.

Enfim, um 2009 com pelo menos um terço disso aí!

Bjin

sábado, 2 de agosto de 2008

Vídeo caseiro

Olá,
Vou voltar a interagir com alguns poucos leitores que ainda devem ler o meu blog.
Hoje tive um momento de reflexão que me fez enxergar o quanto sou agradecida pela minha família, pelo momento que estamos passando agora, em que a felicidade e a harmonia voltou a fazer parte da nossa casa. Decidi então, compartilhar com vocês, um vídeo que fiz pra minha avó, essa pessoa maravilhosa que vive conosco. Me sinto tão orgulhosa em tê-la tão perto de mim e, muitas vezes, me arrependo por não ter tanta paciência quanto deveria. Um exemplo de amor e dedicação à sua família:


Boa semana e boa sorte pra mim!

sábado, 10 de maio de 2008

Ainda tem gente que lê isso aqui?

Oláá!!!

Voltei pra tirar a poeira que tomou conta disto aqui. Só pra não descumprir o que havia prometido, faltou comentar sobre os dois últimos tópicos do texto. Mas antes de mais nada, gostaria de retificar um erro, não cometido por mim, mas indiretamente, acabei repassando. O texto não é de Arnaldo Jabor, é veiculado usando o nome dele, no entanto, não foi escrito por ele. Peço até desculpas por ter chamado ele de idiota por conta de um texto que não lhe pertence, no entanto, só modifico que ele é idiota quase sempre no que fala, independente do texto ser dele ou não.

Quanto aos tópicos do texto 4 e 5 do autor desconhecido, devo concordar em parte. A desonestidade existe sim, porém não é característica de todos os brasileiros, nem tampouco, apenas dos brasileiros. Vivemos numa sociedade em transição, em que se pesa mais a realidade imposta pelo padrão de vida de poucos, do que o caráter e a dignidade. Essas duas características não matam a fome de ninguém, nem paga as viagens de luxo nem as casas de praia. O fato de nos revoltarmos é que estão fazendo isso às nossas custas...aí não dá, né?
E 90% dos que vivem na favela serem honestos, também não acredito que seja verdade. Não vou negar que existam pessoas honestas, claro, não posso ser generalista, mas acredito que 90% seja um número muito alto de honestidade.
E Deus é brasileiro, africano, E.T....Mas se as pessoas querem acreditar que ele seja brasileiro, quem sou eu pra negar? Por mais que critiquem a situação do nosso país, não trocaria por Iraque, Mianmar, Índia, Rússia, por canto nenhum.


Feliz Dia das Mães!!!!

Hoje foi um dia de fotos antigas e recordações!!!
"Mããeee, é o amoooor mais puro e verdadeirooo...
Mãeee...não sei que lá...
Por isso nas minhas preces...não sei mais a letra"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Quantas e quantas vezes não fazíamos danças ridículas no colégio e cantávamos músicas de Roberto Carlos "como é grande, o meu amor, por voooocêêêê". Me lembro da minha mãe se desmanchando em lágrimas na capela da Lourdinas. Dos presentes e cartões dados de presente.
Das apresentações com velas acesas e das meninas queimando os cabelos das outras. Dos gritos no meio da apresentação, pois os pingos das velas insistiam em nos queimar.
Bons tempos!

Aproveito, no dia mais comercial do que significativo, pra reconhecer o significado das mães em nossas vidas. Agradecer a oportunidade de convívio diário, repleta de ensinamentos e momentos de amor. Agradecer pela presença de minha mãe, por mais um ano em minha vida, depois das muitas dificuldades, depois do medo de não tê-la mais perto. Enfim, por tudo que a mãe representa.

Boa semana pra tds!!!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Histórias de verão: Parte 1

Opa!

Povo, graças a Deus, mais um período está chegando ao fim. Se tudo der certo, que é o mais provável, ficarei de férias essa semana. Tá certo que não serão bem umas férias, não vai chegar nem a 1 mês, mas com certeza é um descanso, ainda mais depois desse período meio conturbado.
Aproveitei a proximidade das férias para ir dar uma olhada nos meus arquivos antigos, no caso, nas minhas agendas antigas e, trouxe pra vocês um dia de férias de uma garota vivendo seus 14, 15 anos (vou escrever o texto na íntegra, portanto ignorem os erros):

"Hoje o dia foi alegre que só, por isso o adesivo alegre.
De manhã eu acordei e fui arrumar minhas coisas para ir pra vovó Germana. Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só. Ayrton é bem legalzinho mas ele ontem tava super convencido só porque "Filet mignon" tava aqui (ele chegou hoje, mas parece que não vai passar muito tempo aqui). O China ainda continua safado e olhe que ele tem namorada. Sim, ontem Aninha chegou aqui em cambô, de tarde quando a gente foi andar aí passou por lá e tava cheio de menino em frente a casa de Aninha e "Maria Cecília lesa" não queria sair de dentro da casa. Vizinho a casa dela tinha um prédio onde "Jurema" ficava olhando pra ela.
De noite a gente desceu e não fomos no Mister Pizza, aí ficamos lá embaixo conversando com Rodrigo e os meninos (Ayrton, filet mignon, China, etc) ficaram lá bebendo.
Não sei porque eles não falam mais comigo. Eu! Azar o deles! Sim! Eu nem contei! Cover ainda se lembra da gente e daquele dia da banana. E ontem ele estava dançando e eu vi! Só isso! Tchau!"

Sara (02/01/01)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Essa até eu ri lembrando dos apelidos dos meninos. Só algumas explicações:

1º) "ir pra vovó Germana": era o apartamento dela em camboinha.
2º) "China" era um menino que a gente não sabia o nome, que tinha algumas características orientais, como os olhos puxados, por exemplo.
3º) "Filet Mignon" era um menino chamado Fenelon (não sei nem como se escreve). Dá pra perceber o porque da gente chamar ele assim né? Demoramos alguns dias pra aprender o nome dele de fato.
4º) China era safado porque dava em cima da minha prima.
5º) Aninha era amiga da minha outra prima.
6º) "Maria Cecília lesa" era amiga da minha prima e de Aninha, ela não queria sair de casa pra ir passear com a gente porque estava com "vergonha" dos meninos, mas hoje eu acredito que era porque ela queria ficar lá paquerando os meninos.
7º) "Jurema" era um menino que a gente acreditava ser filho de um colunista famoso de João Pessoa.
8º) "Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só." "Não sei porque eles não falam mais comigo." - Essa até eu não sei explicar, não entendi como eu tinha feito amizade e os meninos não queriam falar comigo... (???)
9º) "Cover" era um menino que a gente dizia que parecia com Thiago Lacerda, mas ele não parecia nem um pouco, não sei porque a gente dizia isso, coisa de menina abestalhada, aí ficou "Cover de Thiago Lacerda", abreviado para Cover.
10º) A história da banana..."prefiro não comentar" para não gerar interpretações de caráter dúbio. Mas era uma história bem inocente sobre lanche, que eu não me recordo muito bem agora.
11º) Por que eu dava tanta importância por ter visto Cover dançando?

As nossas férias de final/começo de ano eram passadas em camboinha. Basicamente a nossa rotina era essa: ir à praia, almoçar, ir ao shopping (dependendo da época) ou ir dormir durante a tarde, de tardezinha ia pra praia de novo ou ficava andando pelas ruas de lá e à noite, tentávamos convencer nossas mães a nos deixar ir pra o point da galera, mas foram raras as vezes que conseguimos essa façanha. Sempre tinha uma notícia de jornal sobre drogas, ou suspostos estupros que eram empecilhos pra gente. Mas era bom!

Que venham as minhas férias!

domingo, 6 de abril de 2008

Crianças divergentes porém contentes





Olá!


Primeiramente, quero avisar que a minha mente sã está de volta. Talvez o blog tenha me ajudado a descarregar meu mau humor, misturado com minhas revoltas momentâneas e o resultado foram esses últimos posts.


Enfim, como já é de praxe, misturado com meus posts criticando a sociedade, eu tenho que ter posts nostálgicos. E pra não sair dessa linha que vem dando certo, por que não voltar ao passado, na época que eu era criança, criança mesmo, sem meus paqueras que gostavam de outras meninas? Voltar à época em que nenhum primo era universitário ainda e a nossa preocupação era apenas brincar.


Alguns já devem saber que eu tenho duas primas da mesma idade que eu. Acredito que pela afinidade desde a barriga, decidimos nascer uma atrás da outra, uma em outubro, outra em novembro e a última em dezembro. A outra opção é que as nossas mães combinaram, não sei. Desde pequenas fazíamos tudo juntas, mas vou separar a minha relação com as duas aqui pra facilitar.

A prima que nasceu em outubro, sempre morou na cidade e estudou no mesmo colégio que eu, fator este que me deixaria bem mais próxima dela, né? Errado. Mesmo a diferença sendo mínima entre a gente, quase uma semana, acho que por ela ser mais velha, ela cresceu muito mais rápido que eu e subiu na cabeça dela um certo ar de autoritarismo, semelhante ao de um ditador. Maran Russein, esse era o seu apelido.

(Pausa para visualizar uma cena do nosso colégio: O toque de saída era às 5h. Todas as crianças se dirigiam para o pátio e, no máximo, podiam ficar até uma grade que separava a área interna com a área de estacionamento. Durante meia hora, revezava duas coordenadoras na área com microfone, para chamar os nomes das crianças que os pais estavam esperando. Às 5:30, as coordenadoras Iulvanda ou Luzinete - detalhe para os nomes - dizia no microfone "O portão de trás vai fechar, todas as crianças façam uma fila para ir para o portão da frente". Pra uma criança que adorasse brincar e correr, essa meia hora de brincadeira era ótima, mas pra mim não, era um pânico, eu tinha vontade de chorar todos os dias. Assim que tocava, eu corria para a quina da grade, única brecha que proporcionava visão para o portão e, ficava lá olhando fixamente para o portão esperando mainha chegar. Maran Russein ia de ônibus nessa época, sempre quem ia de ônibus eram os primeiros a irem embora, então ela passava por mim com um olhar de pena e dava um tchauzinho. Ela nunca entendeu o porque de eu não ir aproveitar pra brincar, já que era isso o que ela mais queria. 1º: O fato é que eu não podia brincar, porque se eu fosse brincar, mainha quando chegasse não ia me encontrar; 2º: Eu não ia ouvir o microfone; 3º: Eu sempre tive esperanças que mainha chegasse cedo pra me buscar - nessa época ela trabalhava até às 5h e painho também - mas não tinha jeito, eu sempre ia pro "portão dos esquecidos". Lá era escuro, tinha só um porteiro com apelido de Pissit e as alunas da noite começavam a chegar.)

Voltando, Maran passava por mim no colégio, com uma legião de fãs (geralmente raquíticas como eu), segurando uma bola de baleado, como líder do grupo, provavelmente indo determinar o território onde elas iriam jogar e NÃO FALAVA COMIGO. A gente era prima nas reuniões familiares e nas férias, no colégio, ela estudava numa turma e eu em outra. É aquela velha história, "amigos amigos, negócios à parte".


A prima que nasceu em dezembro, não morava aqui e, mesmo sendo mais nova, era uma série adiantada. Ela vinha sempre nas férias do final do ano e nas férias do meio do ano, a gente ia pra lá. Era manhooosa, conseguia ser mais que eu. Por isso os pais dela sempre a chamavam carinhosamente de Lóólinha.

(Mais uma cena: Eu morava numa casa, que havia sido do meu tio. A casa vizinha era da minha avó, o que proporcionou a abertura do muro atrás da casa, que dava livre acesso às duas casas. Minha tia quando vinha de viagem, ficava na casa da minha avó e eu e Lóólinha passávamos o dia brincando, quando era de noite, na hora de dormir, queríamos sempre dormir juntas. Aí começava o pesadelo. Num belo dia, aliás, numa bela noite, esta minha prima estava dormindo lá em casa e, milagrosamente, viu o E.T. do filme. Desde então virou um pesadelo essa menina lá em casa, chorava porque queria dormir lá, mas minha tia não ia dormir com ela, então ela chorava pra minha tia dormir lá também - atentem para o fato de que minha tia estava apenas na casa vizinha - então mainha a convencia a dormir na cama dos meus pais, mas ela chorava porque tinha que tomar o gagau e eu não podia ver pra não achar que ela ainda era bebê, então ela finalmente dormia depois do gagau. Enfim silêncio na casa...

Até as próximas 2h, quando ela acordava mais uma vez e chorava pra ir dormir com minha tia na casa vizinha. Aí definitivamente ela ia. Enquanto acontecia tudo isso na minha casa, eu já estava dormindo há séculos no meu quartinho e, quando acordava, eu sempre achava que ela tinha levantado primeiro que eu e já tinha ido pra casa da minha avó.)


O fato é que quando era nesses períodos de férias, nós éramos inseparáveis. Tomávamos banho juntas, nos vestíamos do mesmo jeito, ou pelo menos eu e a mais nova, porque ela sempre me imitava. As divergências apareciam quando eu queria brincar de boneca e Maran Russein queria desenhar, mas aí eu negociava o boneco do Príncipe mais bonito pra ela e deixava o que sobrava se apaixonar por ela também, mas tudo pra eu ter o prazer de brincar de boneca.

Fora os banhos de chuveiro embaixo do prédio da minha avó, a carreira que levamos dos pivetes em Caicó, o menino que "passou a mão na minha bunda", as brigas de quem seria amassada no Scrambler, dormir nos colchões mais finos e nos buracos das emendas de dois colchões, ir pra o shopping durante todos os dias das nossas férias pq Lóólinha queria, enfim, tantas coisas que fizeram nossa infância tão especial.


Hoje não temos mais os mesmos interesses, nem o mesmo tempo livre, mas ainda nos divertimos quando estamos as três juntas.

Dizem que amigos são a família que escolhemos, mas eu acredito que a família somos nós que escolhemos também, ou pelo menos alguém enxerga afinidades na gente, antes mesmo de nascermos. Nascemos juntos para aprendermos com as diferenças e crescermos com as afinidades, nunca passando por cima do outro. Família se apóia, família se ama. Se eu estiver errada, então escolheram perfeitamente as pessoas que precisávamos em nossas vidas.




quinta-feira, 6 de março de 2008

Tudo que é bom dura pouco

Olááá...

Hoje o post vai ser menor, só para não passar batido.
Tive um final de semana diferente. Uma viagenzinha pra espairecer. Praia, piscina, hotel, estudar para prova....estudar? É, a única tristeza do final de semana, mas essa parte do assunto eu vou deixar de lado.
Fui visitar os peixinhos, dar comida pra eles, tirar foto, enfim, essas leseiras de turistas. Acabei levando muitas mordidas, talvez como forma de protesto por a gente pisar nas casinhas de muitos seres marinhos e achar que fica tudo bem dando raçãozinha pra os peixinhos comerem naquele momento, não sei, só sei que ficou um incômodo numa região não muito convencional.
Descobri uma piscina natural específica para sogras, só porque tinha 8 metros de profundidade, mas quero expressar minha indignação por isso e quero dizer que minha sogra nunca vai conhecer essa piscina. "Vamo pra frente".
Resumindo, teve homem mijando em lugar impróprio, teve sorvete derretendo antes de chegar ao destinatário, teve um pequeno erro de percurso acarretando mais meia hora de viagem, teve elogios, esse eu faço questão de falar, fui chamada de princesa pela minha beleza e pelo significado do meu nome...uhuuu.
Foi legal! Só não foi completo, foi legal.

Só o que resta então...é a prova de amanhã!
Boa sorte pra mim!