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domingo, 30 de dezembro de 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo


O título não poderia ser mais clichê, mas quem falou que não gosto de clichês? Mais um ano que se encerra e outro que em breve se inicia. Qual o saldo de 2012 e quais as resoluções para o ano que vem? 
Quando penso no que passou, até tenho um breve descontentamento por achar que esse ano não foi tão bom quanto eu gostaria. É verdade que estudei (quase) o ano inteiro e gostaria de ter obtido alguma aprovação em outro concurso, mas não vou me lamentar, pois dessa postura estou, aos poucos, me libertando. Percebi que não faz bem ficar lamentando minhas supostas derrotas. Então...vamos para frente! O finzinho do ano conseguiu salvar 2012 de não ficar esquecido na minha história, afinal, consegui minha convocação (aplausos) no Banco do Brasil mesmo que não tenha conseguido ser contratada (mas isso são outros quinhentos). O que importa é que minha vaguinha está garantida. Desse modo, 2013 terá início com grandes expectativas depositadas nele. Muitas mudanças ocorrerão: vou sair de casa, vou ganhar meu primeiro salário, vou mudar de cidade, vou contribuir para o INSS (quem acompanha o blog sabe o quanto sonhava começar a contribuir para a previdência), vou aprender a matar barata sozinha sem precisar chamar alguém, enfim...ano novo, vida nova!
Minha postura, portanto, não poderia ser diferente: estou extremamente agradecida!
Em meio a tantos rumores de fim do mundo, más interpretações de anotações e escritos de civilizações antigas, só me resta desejar que abandonemos este mundo sofrido e injusto, em que o mal ainda prevalece e demos as boas vindas a um novo, construído por todos nós com mais amor e respeito entre todos. Em 2013, quero estar assumindo a mesma postura agradecida no findar de seus dias. E que fique aqui os meus sinceros votos de sucesso nos nossos empreendimentos, saúde da mente e recursos para a prática dos nossos trabalhos diários. Muita paz nos nossos lares e muitas conquistas para o bem.

Feliz 2013!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Estudando para concurso...


Cinco horas da manhã, acordo e percebo "tá amanhecendo, vou ter que acordar de 8h para estudar e só faltam 3h, vou aproveitar para dormir enquanto posso". Que inocência a minha, se minha consciência me acordou às 5h, ela não me deixará dormir tranquilamente as próximas 3h, o que de fato acontece, e passo a me acordar de instante em instante até dar 8h. (e acordo com sono, apesar de não conseguir dormir). Beleza, daqui que eu tome café e dê uma olhadinha na internet, começo a estudar umas 9h. Incrivelmente 1h passa em 10 minutos. Tenho que tomar café em frente ao computador para economizar tempo.
Então, 9h começo a estudar. Leio o primeiro parágrafo e penso "vou trazer um pouquinho d'água para não ter que ficar me levantando para ir à cozinha". Vou lá e pego a água. Me sento para estudar. Peraí, o que tava escrito mesmo naquele parágrafo? Leio mais uma vez e penso "droga, esqueci de pegar os óculos...ficou na bolsa que saí ontem". Me levanto e vou pegar os óculos na bolsa. Vou fechar a porta para não escutar os barulhos de fora e dificultar minhas saídas. Mas o que era mesmo que estava escrito naquele primeiro parágrafo? Penso "Sara, se concentre! Mais de 4 mil o salário". Faço uma prece e peço ajuda a Deus para conseguir me concentrar. Finalmente saio do primeiro parágrafo.
Facilitaria muito a minha vida se eu aprendesse a estudar sem escrever, mas não consigo. Tenho que fazer resumos, embora, quase nunca consiga lê-los ao fim dos estudos. Estou então lá, concentrada, quando percebo que estou começando a escrever uma linha bem troncha. Droga, odeio resumos com a linha troncha...Parece que o conteúdo fica mais fixo na mente se o resumo tiver organizadinho. Pronto, já perdi minha concentração, porque além de estar escrevendo as linhas tronchas, minha letra está ficando muito achatada e o resumo que eu escrevi ontem não estava assim. Deve ser essa caneta. Oxe!!! A ponta fina parece que está ficando grossa...tenho quase a absoluta certeza que essa caneta tinha a ponta mais fininha. É isso que está afetando a beleza do meu resumo. Penso "Sara, minha filha, você quer passar ou não? Enquanto escreve vai ficar pensando nessas besteiras ou no conteúdo? Se concentre", então volto a me concentrar e estudo mais um bocadinho.

Menino, que susto, a minha almofada de smile pareceu um cookie gigante quando, meio no canto do olho, avistei-a em cima da cama. Essa foi o cúmulo da falta de concentração. Percebo que já são 12h e é hora de parar para almoçar. Me dei um intervalo até às 14h. Mas assim como aconteceu pela manhã, não dá tempo de almoçar, olhar a internet e cochilar em 2h, porque tudo se passa em 15 minutos. Umas 14h30, depois de um banho, me sento para recomeçar os estudos. Não acredito! Esqueci a água de novo. Vou pegar a água e me sento para estudar. Com os óculos, recomeço a ler. Leio uma, duas, três vezes o mesmo parágrafo e não entendo naaada. Vou pegar o caderno para ver se tenho alguma anotação a respeito. Enquanto procuro, percebo um cachorro latindo ou um alarme tocando (o que em tambaú não é surpresa nenhuma acontecer). Reunidas as informações do caderno, apostilas de cursinho, constituição, material completo masss...falta a concentração. Penso "minha filha, você tá pensando que vai chegar em algum lugar assim? Enquanto você tá pensando besteira tem mais de 2.400 candidatos estudando". É suficiente para recuperar a minha concentração. Uma hora de estudo corre maravilhosamente, até que minhas costas começam a doer e eu olho para o relógio: 15h, hora de lanchar. Vou na cozinha, pego uma barrinha, aproveito para ir ao banheiro. Olho para minha caminha linda, confortável, aconchegante e ela me fala docemente "vem dormir! Só um cochilinho de 10 minutos não vai fazer mal". Sai para lá, tentação! Recomecei os estudos resistindo a todas as tentações atééé...uma dúvida surgir. Ligo para Lorena "Lóóó, não tô entendendo isso..." "Lóóó, tô errando os exercícios e não estou acertando 90%". A bichinha! Quase sempre me responde, para meu alívio, mas infelizmente, às vezes, a deixo com as mesmas dúvidas. Nessa historinha, chega a tão sonhada 18h e um estudo de um dia acaba. Vou riscar agora o tópico do edital que estudei. Qual não é a minha surpresa ao descobrir que os estudos de um dia inteiro renderam uma palavrinha do edital. ¬¬
Beleza, amanhã eu vou ver se acordo mais cedo e consigo estudar umas 8h por dia.

Boa noite!

domingo, 6 de novembro de 2011

Novas vivências/25 anos



Quantas coisas podemos descobrir quando abrimos o nosso coração para novas experiências! Fiquei feliz em ter encontrado no local mais improvável, pelo menos para minha opinião preconceituosa, palavras tão reconfortantes e reveladoras. Me senti à vontade num ambiente que eu não esperava.
Quando a gente mantém o coração aberto para as oportunidades, pode encontrar as palavras que precisavam ser ditas pelas mais diversas formas e pelas mais diversas pessoas. Algo que se eu me mantivesse em minha postura opositora não teria conseguido enxergar da mesma maneira satisfatória.
A gente percebe que as coisas importantes são ditas o tempo todo, só não damos a devida atenção, ou não percebemos suas singelas nuanças. E quando temos a necessidade de ouvir, mesmo sem identificá-las, elas terminam chegando aos nossos ouvidos, porque Deus consegue perceber nossas fraquezas antes mesmo de nós percebemos.

Aproveito a oportunidade para me mostrar agradecida por mais um ano de vida e pelo amadurecimento que tenho adquirido com o passar dos anos. Apesar de não ter conquistado muito dos meus planos, me sinto realizada em alguns aspectos de engradecimento e maturidade. Agradeço as experiências de aprendizado através do convívio com a família e os amigos. Descubro a cada dia novas formas de amar e me relacionar com as pessoas. Me torno mais seleta com aquilo que me faz bem e me afasto do que me faz mal. Não me sinto mais tão desconfortável em expressar minhas opiniões e impor minhas convicções.
Interessante como com o passar dos anos você termina encontrando seu espacinho no mundo e no coração das pessoas.
Obrigada pelos meus 25 anos! E que venham mais anos de aprendizado!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Ajudem uma coitada

Minha lista de coisas pra fazer ainda em Julho e começo de Agosto:

  • Comprar um presente pra semana que vem;
  • Terminar de estudar raciocínio quantitativo;
  • Prova do concurso da UFPB;
  • Viajar pra Caicó (na verdade, esse tópico eu QUERIA fazer, mas acho pouco provável);
  • Comprar outro presente no mês de Agosto;
  • Estudar Inglês, Português e Raciocínio Analítico em pouco mais de um mês;
  • Sentir o peso do investimento de R$210,00 caindo sobre mim.
Não me sinto muito animada para os próximos dias...

Vou gastar meus últimos miolos e minha Super Grana Acumulada da Natura...
Falando nisso, tá nas últimas semanas galera, melhor que Mega Sena, você olha a revista, faz R$200,00 reais em compras, me dá 30% do seu gasto e como mágica, seus produtos chegam em 3D na sua casa, igualzinho ao que tinha na revista. É como ver a personificação dos seus personagens em quadrinhos favoritos e ainda acumula o prêmio da Super Grana Acumulada da Natura direcionada à consultora.

Imperdível!!!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vou pra o CQC


Para quem não sabe ainda, meu artigo não foi selecionado pra fazer parte do EnAnpad. Mas enfim, quem quer esse tipo de coisa? Isso não leva a nada não...mestrado...publicações...essas baboseiras, não têm sentido.

Como tudo que acontece em nossas vidas, "Deus" fecha uma porta e abre outra. Parece que meu talento está pedindo para não ser desperdiçado e, como uma demonstração divina de que eu devo me dedicar à minha carreira artística, o CQC acaba de abrir uma vaga para um(a) novo(a) integrante. VOU ME CANDIDATAR!
Já tenho o terninho preto e tudo...só preciso saber dos regulamentos!!! Uhu!



segunda-feira, 18 de maio de 2009

Coisas



Cena do filme Juno!
















Torcendo por um pouquinho mais de saúde para o povo!
Ow maré de doenças e coisas ruins acontecendo!!!

Sai pra lá!

Assisti semana passada Juno mais uma vez. Adoro esse filme e a música deles.

Anyone Else But You

You're a part time lover and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Here is the church and here is the steeple
We sure are cute for two ugly people
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

We both have shiny happy fits of rage
I want more fans, you want more stage
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

You are always trying to keep it real
I'm in love with how you feel
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

I kiss you on the brain in the shadow of a train
I kiss you all starry eyed, my body's swinging from
side to side
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

The pebbles forgive me, the trees forgive me
So why can't, you forgive me?
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

Du dududu dududu du dududu
Du dududu dududu du dududu
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Carta de Amor

Quem nunca escreveu uma carta de amor? Eu escrevi mas nunca enviei...Na verdade, o meu sonho era receber de alguém. Mas como toda pré-adolescência traumática, nunca recebi, apenas escrevi.

3 de Julho de 1999, sábado

Não vou começar essa carta como as outras qualquer.
Até porque não sei o que vou escrever. Ninguém imagina o quanto é difícil escrever uma carta, ainda mais quando fala de sentimentos.
Ainda não sei o que estou sentindo por você, talvez seja só um amor de adolescência (o que é bem provável) ou não.
Na verdade é que eu gosto de você, e é só isso que eu consigo entender. Tudo perde sentido, só o que faz sentido sou eu e você.
Não sei ainda os meus sentimentos, é tanto que não consigo nem falar, nem escrever sobre ele, só consigo senti-lo.
Sou capaz de enfrentar a pior fera do mundo (meu pai) para conservá-lo.
Toda noite esse sentimento me pega e eu só consigo ver você.
Ainda não sei o que você sente por mim, acho até que eu estou exagerando.
Na verdade vou ser bem direta, que é do que eu entendo mesmo.
Gosto de você e não me interessa o que você sente por mim.
Adoraria continuar, mas tudo o que eu sinto já escrevi.
Não quero que você pense que estou correndo atrás de você, e me chame de oferecida.
Na verdade eu não estou pedindo para você ficar comigo ou que goste de mim. Eu só quis expressar meus sentimentos.
Não sei com que cara eu vou te olhar amanhã, acho até que nunca vai dar certo. Só daria se você gostasse de mim de verdade.
Mesmo sem saber o que acha vivo sem você.
Até que um dia acabará.

Ass: Sara


Texto copiado da minha agenda, exatamente como escrevi, com os erros gramaticais e tudo. kkkkkkkkkk
Ninguém merece essas coisas...adolescente sofre tanto à toa!!!

Boas memórias!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Histórias de verão...

Nada como esta época do ano para vivermos momentos marcantes que irão render histórias por muito tempo. Capítulo de hoje: Acaú
Um final de semana numa casa de praia, com a companhia dos amigos, sombra e água fresca...o sol, a praia, a redinha na volta da praia depois do almoço, jogos e conversas jogadas fora...cenário perfeito!
Claro, que a realidade não foi tão perfeita assim, com algumas distorções, embora não tenha significado tanto, a ponto de ter posto o final de semana por água abaixo, pelo contrário, fizeram a diferença e tornaram a viagem mais divertida.
Primeiro que, a ideia de estarmos reunidos, só os amigos, sem os pais por perto é bastante atrativa, no entanto, o que acarreta são certas responsabilidades de cuidar de uma casa, ou seja, cozinhar, ajeitar a casa, entre outros fatores. Nós, jovens espertos, levamos a invenção mais engenhosa do homem: a comida congelada. Claro que calculamos de maneira equivocada a quantidade de comida e achamos que duas tortas de frango seriam suficientes pra 2 dias de almoço.
Na hora de gastar, estudantes semi-remunerados procuram sempre o mais barato..."pra quê comprar suco pronto se a gente pode comprar umas laranjas e fazer um?"
Teria dado certo se houvesse um Philips Juicer Walita (Valita?)...ou um espremedor de laranja...se não for desejar demais, as laranjas poderiam ter suco ao menos...
Nada como a engenhosidade da mente humana e alguns dispostos a não se render às tentações do refrigerante e, obviamente, com a ajuda de pessoas que raciocinam melhor do que a gente, ao sugerir um liquidificador ao invés de ficarmos espremendo com a mão laranjas sem suco e alguns limões pra render mais um pouquinho o suco e...voilá...temos um SUCO! (vale salientar que ficou uma delícia mesmo com alguns protestos de uns e outros com nojo do suco ter sido espremido, boa parte, com a mão e, alguns bagaços terem caído no lixo...mas não foi usado...)
Segundo que, graças a Deus e ao tio de Georgina que decidiu ir também, o nosso cálculo de comida para o almoço não rendeu um final de semana passando fome, com mais três casais à nossa disposição, a comida foi bastante farta. Obviamente que esta ideia atrativa de ter alguém cozinhando lasanha no primeiro dia e arrumadinho no segundo dia, sem contar com o churrasco, teve seu lado negativo. Não contavam com a astúcia de Chapolin Colorado e muito menos de duas "adoráveis" garotinhas, filhas de um dos casais, para salvar o nosso final de semana (no caso de Chapolin) ou aterrorizar (garotinhas)...com a sorte que a gente tem, não foi dessa vez que Chapolin Colorado esteve presente, mais precisamente, uma garotinha sim...uma garotinha chorona...chorona é pouco pra quem não podia perder a mãe de vista e abria um berreiro...berreiro? Pff...berreiro é pouco...aquela gargante pequena, embora poderosa, produzia sons agudos e estridentes, nunca antes ouvidos. Muito parecido com o zunido que fica no nosso ouvido após termos ficado perto das caixas de som num show, ou quando pegamos o interfone no momento em que o porteiro apita chamando, ou quando tentávamos conectar a internet após a meia noite com a internet discada, ou quando os golfinhos tentam se comunicar com outros golfinhos, ou quando Mariah Carey canta dando seus gritinhos...enfim, nada se compara àquele choro desesperado que nos envolveu durante todo o final de semana.
Obviamente que, a comida farta gera sujeira farta..pratos sujos e talheres sujos...tentei fugir dessa responsabilidade, mas no último almoço recebi uma forte indireta e tive que lavar os pratos também...kkkkkkkkk...sem problemas!!!
Terceiro que, as minhas companhias, com exceção de uma, incrivelmente haviam ido para uma casa de praia mas tinham nojo da praia...COMO É QUE PODE? Eu acostumada a passar o dia de biquini, ir à praia de manhã e depois das 3h, me deparei com uma galera que ao tomar banho de mar tinha que correr pra tirar o sal imediatamente...aff!
Só restava passar a tarde jogando. Perfil e Uno fizeram a alegria da molecada.
Com algumas pérolas no perfil:
- Diga aos jogadores que eu sou a Tatuagem! ¬¬
- Você disse a resposta, a gente vai adivinhar o quê?
ou no uno:
- Quem sou eu?
Ao ficar com uma carta, durante 3 rodadas seguidas, ao invés do uno ouvimos:
- Toma Georgina, puxa duas!
Regadas a algumas crises de riso...enfim...foi divertido!
Que pena que foi só um final de semana, com algumas brigas pela música a ser ouvida no percurso, com alguns fedores não identificados na areia da praia, com esquecimento de comida e uma parada pra tomar sorvete na volta, mas que valeu muito à pena!
Quando será a próxima? Depois de Julho quando a ponta do triângulo voltar de viagem...
Bjin

- Quem sou eu?

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nada pra fazer...só filosofar

Eita danado. As férias chegaram e eu só faço dormir. Mais uma vez as combinações não saem do papel e eu fico em casa sem nada pra fazer.
Aahhh...mas eu tenho novidades!!!!! Consegui um estágio!!!!! Uhuuuuuu...ebaaaaaaa...issaaaaaa! Ô coisa boa vai ser, ter um dinheirinho na conta mais uma vez. A má notícia é que eu não vou dormir mais a tarde toda. Mas isso aí não tem problema não, a gente acaba se acostumando.

Mais umas firulas enquanto tomamos cafézinho na varanda, com cobertores nos pés, sentados nas cadeiras de balanço feitas com mangueiras:
"A pessoa é pra o que nasce". Alguém lembra desse documentário? Das ceguinhas de Campina Grande? Assisti essa semana e achei muito bom. Fiquei pensando desde então na condição daquelas três e na mensagem que o filme quis passar com a trajetória delas e com a escolha desse título. A pessoa é pra o que nasce, pronto, isso resume tudo.
Mas as pessoas ainda querem te mudar. Homi, me deixa aqui quieta do jeito que eu sou. Eu sou romântica. Eu acredito nas pessoas e no que elas me dizem, sem desconfiar. Eu acredito no amor de verdade e nas palavras bonitas que devem ser ditas. Eu meço o que eu falo pra não ter grandes conseqüências (na maioria das vezes). Por que as pessoas têm que se magoar tanto? Desde quando a presença de quem se ama não é suficiente? Nem sempre algo de extraordinário tem que acontecer todos os dias pras pessoas se manterem atraídas pelas outras. Quando a rotina é estar o tempo todo com quem se ama, eu quero mais é ficar na rotina!

Desabafos e desabafos!

Minhas feridas da última queda de patins já estão cicatrizando. Alguém se habilita a andar comigo? Eu, às vezes, não caio. kkkkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Histórias de verão: Parte 1

Opa!

Povo, graças a Deus, mais um período está chegando ao fim. Se tudo der certo, que é o mais provável, ficarei de férias essa semana. Tá certo que não serão bem umas férias, não vai chegar nem a 1 mês, mas com certeza é um descanso, ainda mais depois desse período meio conturbado.
Aproveitei a proximidade das férias para ir dar uma olhada nos meus arquivos antigos, no caso, nas minhas agendas antigas e, trouxe pra vocês um dia de férias de uma garota vivendo seus 14, 15 anos (vou escrever o texto na íntegra, portanto ignorem os erros):

"Hoje o dia foi alegre que só, por isso o adesivo alegre.
De manhã eu acordei e fui arrumar minhas coisas para ir pra vovó Germana. Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só. Ayrton é bem legalzinho mas ele ontem tava super convencido só porque "Filet mignon" tava aqui (ele chegou hoje, mas parece que não vai passar muito tempo aqui). O China ainda continua safado e olhe que ele tem namorada. Sim, ontem Aninha chegou aqui em cambô, de tarde quando a gente foi andar aí passou por lá e tava cheio de menino em frente a casa de Aninha e "Maria Cecília lesa" não queria sair de dentro da casa. Vizinho a casa dela tinha um prédio onde "Jurema" ficava olhando pra ela.
De noite a gente desceu e não fomos no Mister Pizza, aí ficamos lá embaixo conversando com Rodrigo e os meninos (Ayrton, filet mignon, China, etc) ficaram lá bebendo.
Não sei porque eles não falam mais comigo. Eu! Azar o deles! Sim! Eu nem contei! Cover ainda se lembra da gente e daquele dia da banana. E ontem ele estava dançando e eu vi! Só isso! Tchau!"

Sara (02/01/01)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Essa até eu ri lembrando dos apelidos dos meninos. Só algumas explicações:

1º) "ir pra vovó Germana": era o apartamento dela em camboinha.
2º) "China" era um menino que a gente não sabia o nome, que tinha algumas características orientais, como os olhos puxados, por exemplo.
3º) "Filet Mignon" era um menino chamado Fenelon (não sei nem como se escreve). Dá pra perceber o porque da gente chamar ele assim né? Demoramos alguns dias pra aprender o nome dele de fato.
4º) China era safado porque dava em cima da minha prima.
5º) Aninha era amiga da minha outra prima.
6º) "Maria Cecília lesa" era amiga da minha prima e de Aninha, ela não queria sair de casa pra ir passear com a gente porque estava com "vergonha" dos meninos, mas hoje eu acredito que era porque ela queria ficar lá paquerando os meninos.
7º) "Jurema" era um menino que a gente acreditava ser filho de um colunista famoso de João Pessoa.
8º) "Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só." "Não sei porque eles não falam mais comigo." - Essa até eu não sei explicar, não entendi como eu tinha feito amizade e os meninos não queriam falar comigo... (???)
9º) "Cover" era um menino que a gente dizia que parecia com Thiago Lacerda, mas ele não parecia nem um pouco, não sei porque a gente dizia isso, coisa de menina abestalhada, aí ficou "Cover de Thiago Lacerda", abreviado para Cover.
10º) A história da banana..."prefiro não comentar" para não gerar interpretações de caráter dúbio. Mas era uma história bem inocente sobre lanche, que eu não me recordo muito bem agora.
11º) Por que eu dava tanta importância por ter visto Cover dançando?

As nossas férias de final/começo de ano eram passadas em camboinha. Basicamente a nossa rotina era essa: ir à praia, almoçar, ir ao shopping (dependendo da época) ou ir dormir durante a tarde, de tardezinha ia pra praia de novo ou ficava andando pelas ruas de lá e à noite, tentávamos convencer nossas mães a nos deixar ir pra o point da galera, mas foram raras as vezes que conseguimos essa façanha. Sempre tinha uma notícia de jornal sobre drogas, ou suspostos estupros que eram empecilhos pra gente. Mas era bom!

Que venham as minhas férias!

domingo, 6 de abril de 2008

Crianças divergentes porém contentes





Olá!


Primeiramente, quero avisar que a minha mente sã está de volta. Talvez o blog tenha me ajudado a descarregar meu mau humor, misturado com minhas revoltas momentâneas e o resultado foram esses últimos posts.


Enfim, como já é de praxe, misturado com meus posts criticando a sociedade, eu tenho que ter posts nostálgicos. E pra não sair dessa linha que vem dando certo, por que não voltar ao passado, na época que eu era criança, criança mesmo, sem meus paqueras que gostavam de outras meninas? Voltar à época em que nenhum primo era universitário ainda e a nossa preocupação era apenas brincar.


Alguns já devem saber que eu tenho duas primas da mesma idade que eu. Acredito que pela afinidade desde a barriga, decidimos nascer uma atrás da outra, uma em outubro, outra em novembro e a última em dezembro. A outra opção é que as nossas mães combinaram, não sei. Desde pequenas fazíamos tudo juntas, mas vou separar a minha relação com as duas aqui pra facilitar.

A prima que nasceu em outubro, sempre morou na cidade e estudou no mesmo colégio que eu, fator este que me deixaria bem mais próxima dela, né? Errado. Mesmo a diferença sendo mínima entre a gente, quase uma semana, acho que por ela ser mais velha, ela cresceu muito mais rápido que eu e subiu na cabeça dela um certo ar de autoritarismo, semelhante ao de um ditador. Maran Russein, esse era o seu apelido.

(Pausa para visualizar uma cena do nosso colégio: O toque de saída era às 5h. Todas as crianças se dirigiam para o pátio e, no máximo, podiam ficar até uma grade que separava a área interna com a área de estacionamento. Durante meia hora, revezava duas coordenadoras na área com microfone, para chamar os nomes das crianças que os pais estavam esperando. Às 5:30, as coordenadoras Iulvanda ou Luzinete - detalhe para os nomes - dizia no microfone "O portão de trás vai fechar, todas as crianças façam uma fila para ir para o portão da frente". Pra uma criança que adorasse brincar e correr, essa meia hora de brincadeira era ótima, mas pra mim não, era um pânico, eu tinha vontade de chorar todos os dias. Assim que tocava, eu corria para a quina da grade, única brecha que proporcionava visão para o portão e, ficava lá olhando fixamente para o portão esperando mainha chegar. Maran Russein ia de ônibus nessa época, sempre quem ia de ônibus eram os primeiros a irem embora, então ela passava por mim com um olhar de pena e dava um tchauzinho. Ela nunca entendeu o porque de eu não ir aproveitar pra brincar, já que era isso o que ela mais queria. 1º: O fato é que eu não podia brincar, porque se eu fosse brincar, mainha quando chegasse não ia me encontrar; 2º: Eu não ia ouvir o microfone; 3º: Eu sempre tive esperanças que mainha chegasse cedo pra me buscar - nessa época ela trabalhava até às 5h e painho também - mas não tinha jeito, eu sempre ia pro "portão dos esquecidos". Lá era escuro, tinha só um porteiro com apelido de Pissit e as alunas da noite começavam a chegar.)

Voltando, Maran passava por mim no colégio, com uma legião de fãs (geralmente raquíticas como eu), segurando uma bola de baleado, como líder do grupo, provavelmente indo determinar o território onde elas iriam jogar e NÃO FALAVA COMIGO. A gente era prima nas reuniões familiares e nas férias, no colégio, ela estudava numa turma e eu em outra. É aquela velha história, "amigos amigos, negócios à parte".


A prima que nasceu em dezembro, não morava aqui e, mesmo sendo mais nova, era uma série adiantada. Ela vinha sempre nas férias do final do ano e nas férias do meio do ano, a gente ia pra lá. Era manhooosa, conseguia ser mais que eu. Por isso os pais dela sempre a chamavam carinhosamente de Lóólinha.

(Mais uma cena: Eu morava numa casa, que havia sido do meu tio. A casa vizinha era da minha avó, o que proporcionou a abertura do muro atrás da casa, que dava livre acesso às duas casas. Minha tia quando vinha de viagem, ficava na casa da minha avó e eu e Lóólinha passávamos o dia brincando, quando era de noite, na hora de dormir, queríamos sempre dormir juntas. Aí começava o pesadelo. Num belo dia, aliás, numa bela noite, esta minha prima estava dormindo lá em casa e, milagrosamente, viu o E.T. do filme. Desde então virou um pesadelo essa menina lá em casa, chorava porque queria dormir lá, mas minha tia não ia dormir com ela, então ela chorava pra minha tia dormir lá também - atentem para o fato de que minha tia estava apenas na casa vizinha - então mainha a convencia a dormir na cama dos meus pais, mas ela chorava porque tinha que tomar o gagau e eu não podia ver pra não achar que ela ainda era bebê, então ela finalmente dormia depois do gagau. Enfim silêncio na casa...

Até as próximas 2h, quando ela acordava mais uma vez e chorava pra ir dormir com minha tia na casa vizinha. Aí definitivamente ela ia. Enquanto acontecia tudo isso na minha casa, eu já estava dormindo há séculos no meu quartinho e, quando acordava, eu sempre achava que ela tinha levantado primeiro que eu e já tinha ido pra casa da minha avó.)


O fato é que quando era nesses períodos de férias, nós éramos inseparáveis. Tomávamos banho juntas, nos vestíamos do mesmo jeito, ou pelo menos eu e a mais nova, porque ela sempre me imitava. As divergências apareciam quando eu queria brincar de boneca e Maran Russein queria desenhar, mas aí eu negociava o boneco do Príncipe mais bonito pra ela e deixava o que sobrava se apaixonar por ela também, mas tudo pra eu ter o prazer de brincar de boneca.

Fora os banhos de chuveiro embaixo do prédio da minha avó, a carreira que levamos dos pivetes em Caicó, o menino que "passou a mão na minha bunda", as brigas de quem seria amassada no Scrambler, dormir nos colchões mais finos e nos buracos das emendas de dois colchões, ir pra o shopping durante todos os dias das nossas férias pq Lóólinha queria, enfim, tantas coisas que fizeram nossa infância tão especial.


Hoje não temos mais os mesmos interesses, nem o mesmo tempo livre, mas ainda nos divertimos quando estamos as três juntas.

Dizem que amigos são a família que escolhemos, mas eu acredito que a família somos nós que escolhemos também, ou pelo menos alguém enxerga afinidades na gente, antes mesmo de nascermos. Nascemos juntos para aprendermos com as diferenças e crescermos com as afinidades, nunca passando por cima do outro. Família se apóia, família se ama. Se eu estiver errada, então escolheram perfeitamente as pessoas que precisávamos em nossas vidas.




segunda-feira, 31 de março de 2008

Humor x Mau humor; Humor = Mau humor

Oi gente.

Hoje vou tentar fazer um post bem curto porque estou aproveitando o tempo de almoço de Adriana, já que ela vai ficar ocupando o computador durante várias horas e por vários dias devido à sua monografia. Inclusive, um dos fatores que provocam as maiores brigas na minha casa é esse bendito/maldito computador. Como eu relatei no post anterior, a minha semana foi altamente conturbada, cheia de coisas pra fazer e Adriana tinha que fazer o seu projeto final, aí já viu o estresse que isto gerou. Quando foi essa semana, ela já determinou "vou precisar do computador durante essas duas semanas", em outras palavras, "se vire". Está certo, tudo bem, ela tem direito a usar o computador tanto quanto eu e, quem sou eu para dizer que ela dê prioridade aos meus trabalhos da universidade, se ela já atrasou o curso em um período justamente para que ela pudesse terminar o seu projeto final? Eu sou só a irmã mais nova.

O que acontece é que eu estou vivenciando algo de extraordinário em minha vida, que me move em todos os aspectos desde a área pessoal até a área profissional, o meu tão querido "mau humor". O bichinho chegou, como quem não quer nada e não saiu mais. Eu estou a própria SARAiva, personagem do Zorra Total, tolerância 0, -1,-2, e por aí vai. Acho que isso afetou até a minha imaginação na hora de fazer um post divertido aqui, tanto que o último foi só um relato de fatos. Segundo o aurélio, humor é:
"Disposição de espírito:
Dependendo de seu humor, irá ou não conosco ao passeio;
Está de mau humor. "
Ou seja, o meu humor define que eu estou indisposta a fazer muita coisa e com a mínima paciência para tudo que precise de muito nhénhénhém. Quando você está nesse estado de espírito, as risadas são sempre exageradas, as pessoas são felizes demais a tal ponto que você não consegue entender o motivo de tanta felicidade, aaaahhh, ninguém é feliz demais, em que mundo você vive? Por que você ri tanto? Eu tô me sentindo Marcelo do Big Brother com abuso das risadas e gritarias da outra lá. Sem falar da vontade intrínseca de desmascarar pessoas falsas, de testar as boazinhas, em outras palavras, de destilar o veneno...hehHEHhehHEHehheHEHhehHEHHeh (risada maquiavélica).

O meu mau humor traz à tona um outro significado dado à palavra humor, segundo o aurélio:
"Veia cômica; graça, espírito:
Todos riem de suas histórias: conta-as sempre com muito humor.
Capacidade de perceber, apreciar ou expressar o que é cômico ou divertido."

É isso mesmo, o meu mau humor apura o meu humor e o meu senso crítico de provocar nas pessoas até que ponto vai a sua paciência e a sua "felicidade eterna". Um certo ar de loucura toma conta de mim e misteriosamente o meu cabelo fica sempre assanhado, de tal forma que parece que eu incorporo um personagem. Eu viro uma pessoa extremamente crítica com piadas complexas acerca do comportamento das pessoas. E eu confesso para vocês, eu me sinto muito mais divertida fazendo isso, é uma sensação prazerosa dizer o que me incomodou por muito tempo diretamente a uma pessoa, de tal maneira, que ela não entenda bem o que eu estou dizendo por ser um humor elaborado e, com isso, eu fique dando gargalhadas internas enquanto ela se pergunta: "Por que o cabelo dela está tão assanhado?"
É loucura beeeimmm, respondendo à sua pergunta, pura loucura da minha cabecinha doentia. Porém não uma loucura insana, uma loucura reflexo de um estado de humor. O que acontece é que nem sempre isso rende bons frutos, como é de se esperar, aí vem a parte chata que eu tenho que pedir desculpas e num sei o quê e num sei quê lá, aquelas baboseiras de "eu não fiz por mal", "eu estou de mau humor" e quando a graça acaba, só resta o próprio mau humor, no sentido do humor como disposição de espírito.
Aí eu fico chata pra caramba, saia de baixo porque eu vou dar foras impensados, eu vou dizer besteira mesmo e não vou ter arrependimentos e você vai acabar se juntando a uma legião de pessoas que já passaram pela mesma situação. Não desanime, não se acanhe, existe um lugar reservado para vocês: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=8759498
Essa é a minha comunidade do orkut.

Para aqueles que lêem isto aqui, aproveitem o meu mau humor da melhor forma possível, acreditem, a minha criatividade para dar respostas criativas está muito mais apurada. Me deixem testá-los, agredi-los de forma agradável que você possa rir daquilo que você tem como característica e me incomoda tanto, ou vão acabar se deixando levar pelo meu "mau" mau humor.




Boa semana e bom mau humor pra vocês!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Quando eu crescer quero ser...

Administradora? Não...nem de longe eu pensava nisso. Provavelmente eu nem sabia da existência dessa profissão e, para minha tristeza, na realidade paraibana, ela ainda não existe. Se existe, alguém me mostre alguma grande administradora de empresa, que eu faço publicamente a retificação.
Atriz seria a resposta certa. Quem não queria ser? Ganhar milhões, aparecer na TV, beijar galãs e ter uma sandália com o meu próprio nome. "Com quem você vai sair hoje?" "Vou sair com Sara, a melhor companhia", seria o comercial. Se eu estivesse dançando no comercial, poderia ser "Sara, o seu pé de valsa" (ou pelo menos, eu vestiria o seu pé de valsa). De fato a minha imaginação fluía e esse era um ramo em que eu poderia mostrar meu talento, quando eu ficasse velha, ia usar toda a minha criatividade fazendo propaganda dos meus produtos.
O que acontece é que, eu não virei atriz, como é de se notar. Pra falar a verdade eu nem cresci, acho que por isso os meus planos não deram muito certo. Quando fui ficando mais velha fui vendo que não tinha curso de atriz ou teatro aqui (na época que eu fiz vestibular) e vi que seria muito caro eu ir morar no Rio de Janeiro. Nesse momento comecei a refletir: Será que a Xuxa estava errada em me encorajar, dizendo que tudo que eu quisesse O Cara lá de cima iria me dar? Maldita Xuxa! Me iludiu com seus sonhos e seus banhos de leite. Não tem cara nenhum que vai me dar o que eu quero, nem lá em cima nem lá embaixo, por que ela não me falou que ia dar trabalho? Por que ela não me disse que crianças nordestinas quase nunca viram atriz e muito menos, beijam galãs? No máximo são empregadas no horário nobre. O fato é que me desencantei pela profissão, não me restaram esperanças, coragem, motivação, nada, que me fizesse ir além nessa luta em vão. Só uma coisa sobrou nisso tudo....
O meu TALENTO! Já que na minha vida frustrante como ex-estagiária-nunca-contratada-pelas-empresas-nem-para-ser-atendente-entrando-em-desespero-por-estar-quase-me-formando existe uma falta de definição do que pretendo ser ou do que quero para o meu futuro, por que não juntar as duas realidades até então existentes na minha presente vida, diante daquilo que eu ainda quero ser na minha futura vida? Atriz x Administradora!
Aqui vai um vídeo para vocês conferirem que eu não estou mentindo:

Ainda bem que existe o Desafio Sebrae para que eu possa liberar a minha criatividade.

Boa Páscoa pra todos vocês! E me aguardem no desafio desse ano!

Beijos!

segunda-feira, 10 de março de 2008

"Existe uma ótima oportunidade de estágio para você!"

Quem nunca ouviu essa frase do ciee? Pelo menos quem tem cadastro lá já deve ter passado por esse momento de euforia e alegria, que provavelmente só durou até a oportunidade ser descrita: "Existe uma ótima oportunidade de você ser efetivado posteriormente no cargo de atendente."
Talvez a gente precise esclarecer algumas coisas antes de mais nada.

Primeiro, segundo o Aurélio, atendente é :1.Bras. Pessoa que, nos hospitais e consultórios, desempenha serviços auxiliares de enfermagem.

Segundo ponto, Administração é: 1.Ação de administrar. 2.Gestão de negócios públicos ou particulares. 3.Governo, regência. 4.Conjunto de princípios, normas e funções que têm por fim ordenar a estrutura e funcionamento de uma organização (empresa, órgão público, etc.). 5.Prática desses princípios, normas e funções: administração de uma empresa. 6.Função de administrador; gestão, gerência. 7.P. ext. O espaço de tempo decorrido na gestão de um administrador: Na sua administração ocorreram importantes inovações. 8.Pessoal que administra; direção: “eu tenho relações com a administração do correio...” (Machado de Assis, Teatro, p. 64). 9.Lugar (sala, conjunto de salas, ou edifício, etc.) onde se alojam os administradores de uma instituição, empresa, etc. 10.Secretaria ou repartição chefiada por um administrador. 11.Ato de ministrar ou administrar (sacramentos, medicamentos).

Terceiro, Administrador é: 1.Que administra; administrante. Substantivo masculino. 2.Pessoa que tem a seu cargo a administração de bens e serviços públicos ou particulares. 3.Bras. Preposto do proprietário na direção de uma fazenda (2). 4.Bras. Bacharel em curso superior de Administração.

Quarto e último, estágio é: 1.Aprendizado, exercício, prática, tirocínio (de advogado, médico, dentista, etc.). 2.Situação transitória, de preparação. 3.Aprendizado de especialização que alguém faz numa repartição ou em qualquer organização, pública ou particular. 4.Cada uma das sucessivas etapas nas quais se realiza determinado trabalho.

A partir disto, podemos tirar algumas questões: Alguém acha que atendente é uma ótima oportunidade para quem faz administração? Atendente e o curso de administração tem ligação? Ser atendente traz aprendizado a ponto de ser considerado um estágio?
A resposta para essas questões são meio óbvias, no entanto as pessoas insistem em nos oferecer vagas que não são dignas do nosso nível de qualidade e, eu digo isso em relação, até mesmo, aos piores alunos do curso de administração. É incrível como algumas empresas desqualificam jovens, no auge do seu aprendizado, com tanta vontade de entrar no mercado de trabalho e crescer profissionalmente, assim como querendo mais que tudo, promover o crescimento de empresas, ao invés de apoio, nos exploram de maneira deplorável em relação ao que somos capazes de fazer.
O pior de tudo isso, é que esta criatura que vos fala, ainda é rejeitada em quase todas as entrevistas que participou. Existe coisa mais frustrante? Espero um dia poder ler isso e rir com a minha tragédia. Acho que vou bater o recorde de rejeição do Rogério do BBB5. Eu só não fui rejeitada de duas entrevistas até agora, uma porque o entrevistador faltou e outra eu fui aprovada, mas por ironia do destino fui mandada embora antes do contrato acabar.
Isso é pior do que eu gostar de fulaninho e fulaninha também gostar dele e ele gostar de outra que eu não sei quem é, porque pelo menos ali eu era iludida e na outra semana eu ia gostar de outra pessoa. Agora não conseguir um estágio é bem pior....

"Além do horizonte existe um lugar..."

Só se for na África!

Algo me diz que o que me espera pra o final do curso vai ser a triste estatística de sair da classe de estudante para dos desempregados.

Boa sorte pra mim!

Aproveitando, respondam a enquete ao lado, pra eu me sentir feliz sabendo que outras pessoas já foram rejeitadas um dia também.

domingo, 2 de março de 2008

Lembranças de uma criança iludida

Bom dia!

Acordar naturalmente, sem nenhum barulho irritante vindo do celular, conversa no café-da-manhã sem mau humor, não é uma maravilha? Tudo indica que vai ser um domingo tranqüilo.
Durante essas poucas horas do dia, já houve tempo para filosofar. Quem não adora filosofar no domingo? Eu gosto, principalmente quando é sobre assuntos intrigantes e interessantes.

Saindo desse meu mundo paralelo, vou fazer uma viagem ao passado.

A minha primeira agenda, que serviu como diário, eu ganhei em 1996. Era uma agenda linda, com capa vermelha, uma estrela e letras douradas. Isso lembrou algo pra vocês? Talvez se eu disser a frase escrita em dourado vocês possam lembrar: "Uma opção de esquerda para todos".
Alguém já sabe do que se trata? Estrela....vermelha....é isso mesmo, minha primeira agenda, era uma linda agenda do PT.
Não vou entrar no ramo da política, mas o fato é que eu insistia muito para ter uma agenda e essa foi a solução mais barata. Como toda criança, fiquei feliz só pelo fato de ter espaço para escrever todos os dias, ter calendário, lugar para telefones, o que eu poderia querer mais? Ignorei as citações de Avenzoar, pesquisas eleitorais, programação da Câmara Municipal de João Pessoa, etc, e colei meus adesivos e falei dos meus paqueras tranqüilamente. E dessa forma essa agenda me serviu para os anos de 1996 e 1997.
O problema é que nessa época eu tinha mania de falar por códigos os nomes das pessoas, o que me impede de saber de quem eu tava falando. Para piorar, ou eu mudei muito os códigos e não usei o mesmo para os dois anos, ou eu paquerava com muita gente. Vou abrir uma exceção no meu arquivo pessoal e vou mostrar para vocês a cabecinha de uma menina de 9 anos:

"Hoje é segunda e eu estou escrevendo porque eu quero, e o *&%$#@¨¬ eu nem gosto mais dele eu gostava mas depois ele foi ficando chato e ele não gostava de mim ele gosta de @#$¨%&9 mais @#$¨%&9 gosta de %$#@*&(¨% e eu não sei de quem ele gosta e eu vou parar de escrever. Tchau! Fui! (21/10/96 ou 97)"

Alguém mais cansou a leitura fora eu? Acho que eu pensei que apenas uma vírgula já fosse o necessário. Agora, só para ficar mais engraçada ou drástica a história, eu era apenas uma menina iludida, que fazia natação nessa época, mas nunca falava com nenhum menino. Tinha vergonha. Mas eles me achavam linda e eu me achava no direito de gostar de um e depois de outro, caso eu visse que ele gostava de outra menina. Tsc tsc.

Ok, meu eu criança no momento está com raiva de mim por essa exposição. Vou ficando por aqui.

Boa semana para vocês!!!

sábado, 1 de março de 2008

Reestreando (essa palavra existe?)

Olá pessoas,
Não tenho nenhum assunto específico que tenha me motivado a fazer esse blog, só a falta do que fazer e o desejo de chamar atenção. Não, na verdade seria menos que isso, pode-se dizer que inveja de quem tem. Bom, o motivo não importa, o importante é que ele existe agora.
Até quando ele vai durar? Eu tenho coisas interessantes para escrever aqui? Sei lá, mas eu já tive vários diários durante a minha infância e adolescência e hoje em dia me divirto lendo.
É sempre bom ter lembranças vivas na nossa memória de fatos importantes ou corriqueiros. Acho que é essa a minha intenção com isso aqui, se ficar idiota pelo menos daqui a alguns anos eu vou rir das leseiras. Ok, vamos lá:

Querido diário,

"Hoje acordei e chupei manga..." kkkkkk
Brincadeiras à parte...Sábado comum.... Net...

Fato: Fomos (eu, Longo, mainha e Adrianos) ao cinema assistir "O caçador de pipas".

A opinião é a mesma para todos, ou a maioria dos livros transformados em filmes: frustrante, decepcionante, não era o esperado. O filme é bom, relatou os principais pontos do livro, porém, nem de perto passa a emoção relatada no livro. Eu nem chorei!!! Como é que pode?
A noite acabou em pizza, o que nos leva ao segundo fato e último do dia.

Para não envolvê-los com meu dia entediante e minha decepção com o filme, por que não um poeminha? Um versinho encontrado num antigo diário, já que estamos revivendo esse momento histórico.

"Se alguém lhe chamar de baleia
aí vai um conselho:
Não se preocupe, o Titanic já afundou"
(Sara, 1999)

Deixo uma perguntinha para vocês refletirem: Qual a moral da história?

Até a próxima!