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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cometas e estrelas

A gente sempre lê aqueles textinhos piegas que falam de amizade, que a distância não apaga aquelas que são verdadeiras, ou que algumas pessoas entram e saem de sua vida mas só algumas deixam marcas, etc e tal. O interessante é que por mais que essas coisas sejam repetitivas e clichês, a gente está sempre passando por situações interessantes que comprovam sua veracidade. Existe coisa mais estranha do que encontrar "amizades" da infância e não sentir mais nada de especial por aquelas pessoas? Às vezes eu fico pensando: "Meu Deus, essa pessoa fazia parte da minha vida e hoje eu não sei nada a respeito dela, não sei que adulto se tornou". É estranho! O que fez com que umas permanecessem e outras sumissem vai além da minha compreensão. Hoje tenho (poucos) amigos de longas datas que em tempos remotos tinham menor representação que algumas outras pessoas, no entanto, permanecem ao meu lado, enquanto outros "melhores" amigos do passado não tenho nem notícias. Desconheço o caráter que compõe suas personalidades, suas atitudes, seus amores, seus gostos. É um pouco triste, ao mesmo tempo que a vida parece ter se encarregado de fazer sua seleção natural e só os laços mais fortes foram preservados. Mas eu me pergunto se aconteceu naturalmente ou eu fui a culpada pelo fim de uma grande amizade? Não sou daquelas que ligam para dizer que estou com saudades, nem deixo recados em redes sociais. Não sou também do tipo carente que fica reclamando da falta que alguém me faz. Não faço muitos elogios, nem sou carinhosa. Quem me conhece sabe que para tirar um elogio de mim, você tem que estar realmente arrasando, queridinha! Brincadeiras (de verdade) à parte, não gosto de pôr a culpa 100% nos outros. Sou perferccionista e por isso exijo sempre muito de mim para não cometer erros. Acabo sendo "fria" para não ser falsa. Não gosto de dar motivos para que as pessoas façam queixas a meu respeito, por isso sempre me pego fazendo esse tipo de reflexão. Como resultado, ganho essas dúvidas; essas crises de culpa e responsabilidade. 
Não vejo como arrependimentos, mas será que poderia ter feito algo diferente e hoje teria um amigo a mais? 
Acho que a vida vai se encarregar de me responder essa pergunta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Minha lourdinas, minha infância


Fecho os meus olhos e me vejo lá, com meu tênis branco e a meia também. A fardinha azul marinho e branca completa o visual. Hoje consegui fazer meu próprio penteado quando amarrei o cabelo todo para o lado com a minha xuxinha de crochê azul. Nas costas a minha mochila/mala rosa e na mão minha lancheira laranja com meu lanchinho "gostoso".
Oba, cheguei cedo! Coloquei minha bolsa na fila do pátio. Fui a segunda da minha turma a chegar.
Enquanto a aula não começa, fico olhando meu álbum de adesivos e colando mais alguns da cartela do Piu-piu que acabei de comprar. Me perco no tempo e quando vejo minha tia já chegou e já é hora de ir para sala. Na fila indiana seguimos em direção à sala. Por entre os azulejos verdes dos corredores, vou escorregando minha mão, fazendo barulho e pisando nos quadradinhos em fila, senão a tia reclama que estamos andando fora da fila.
Na sala as carteiras super pesadas, de madeira marrom escura, estão posicionadas, então corro em direção ao meu lugar de sempre, claro, com cuidado para não prender o meu joelho no assento que levantava. Hoje é dia de recebemos a agenda com nossa foto que vamos dar de presente às nossas mães. As meninas pediram para eu escrever uma dedicatória porque acham minha letra mais bonita, mas eu acho isso uma besteira. Não vejo a hora de tocar para o recreio. Será que Janaína hoje trouxe pippos de milho? Na minha lancheira estão 5 biscoitos brazinhas e o suco de maracujá. Não vou comer o meu lanche, Janaína hoje não trouxe pippos mas vai comprar uma pizza da cantina e eu vou comer um pedaço dela. Queria que meus pais me dessem dinheiro para eu gastar na cantina. Um pastel de vento e uma coca. Humm, delícia!
A gente hoje foi lanchar lá nas mangueiras, nos bancos NLS. Carol brigou com as meninas do vôlei e foi pedir para lanchar com a gente. Tem umas meninas falando com o menino do muro. Não sei o que viram de bonito nele. Estão só se "amostrando"!
Mal deu tempo de lancharmos e brincarmos, a música do fim do recreio começou a tocar e saímos gritando desesperadas para chegar na fila. "Jogue o lixo no lixo, não jogue nada no chão, vamos deixar essa escola, brilhando com esta canção". Iuvanda está ao microfone dizendo "Acabou o recreio, vamos para fila. Acabou! Sem empurrar!". Então irmã Angelina pega o microfone e tenta nos acalmar cantando "Deus é bom para mim. Deus é bom para mim. Contente estou, caminhando eu vou. Deus é bom para mim. La la la lala. La lala la la. (depois em silêncio, fazendo só os gestos)"
Agora sim, estamos prontas para voltar às salas. O braço esticado segurando no ombro da colega, para não ficarmos umas em cima das outras. Mas eu vi minha colega chegando atrasada e furando fila. Ela sempre faz isso.
Voltamos para sala e assistimos mais algumas aulas. Meu caderno de capa dura pequeno recebeu elogios da tia. Mais tarde, toca a música indicando o fim da aula.
Corro em direção ao cantinho da grade que dá para ver o portão. São 17h e hoje espero que mainha chegue cedo para me buscar. Não vou nem brincar com as meninas, porque ela pode chegar e não me encontrar. Mesmo Iuvanda estando no som anunciando os pais que chegaram para buscar seus filhos, tenho medo de não escutar chamando o meu nome. É melhor ficar aqui na grade esperando. "Tchau, Marina". Queria ir cedo como ela. Na verdade, o pessoal do ônibus do colégio sempre sai antes de todo mundo.
No entanto, o céu começa a escurecer. Deu 18h e fecharam o portão de trás. Droga! Vou ter que ir para o portão da frente porque mainha ainda não chegou. O porteiro Psiti está lá sentado, não deixando que a gente ultrapasse o portão. "Será que aconteceu alguma coisa com os meus pais?"
Graças a Deus, não. Vejo o carro chegando e saio correndo. Já estou atrasada para natação. Minha bolsa já está pronta no carro e ali mesmo coloco o maiô. Só vou chegar em casa lá para as 21h. Vou deixar para fazer minhas tarefas quando acordar amanhã, mas só depois de assistir Fada Bela no programa Caça Talentos.
Quando o dia finalmente chega ao fim, me deito na cama e penso o que tem para fazer amanhã. Acho que vou levar minha pasta de papel de carta para trocar com as meninas. Boa noite e até amanhã!

domingo, 6 de novembro de 2011

Novas vivências/25 anos



Quantas coisas podemos descobrir quando abrimos o nosso coração para novas experiências! Fiquei feliz em ter encontrado no local mais improvável, pelo menos para minha opinião preconceituosa, palavras tão reconfortantes e reveladoras. Me senti à vontade num ambiente que eu não esperava.
Quando a gente mantém o coração aberto para as oportunidades, pode encontrar as palavras que precisavam ser ditas pelas mais diversas formas e pelas mais diversas pessoas. Algo que se eu me mantivesse em minha postura opositora não teria conseguido enxergar da mesma maneira satisfatória.
A gente percebe que as coisas importantes são ditas o tempo todo, só não damos a devida atenção, ou não percebemos suas singelas nuanças. E quando temos a necessidade de ouvir, mesmo sem identificá-las, elas terminam chegando aos nossos ouvidos, porque Deus consegue perceber nossas fraquezas antes mesmo de nós percebemos.

Aproveito a oportunidade para me mostrar agradecida por mais um ano de vida e pelo amadurecimento que tenho adquirido com o passar dos anos. Apesar de não ter conquistado muito dos meus planos, me sinto realizada em alguns aspectos de engradecimento e maturidade. Agradeço as experiências de aprendizado através do convívio com a família e os amigos. Descubro a cada dia novas formas de amar e me relacionar com as pessoas. Me torno mais seleta com aquilo que me faz bem e me afasto do que me faz mal. Não me sinto mais tão desconfortável em expressar minhas opiniões e impor minhas convicções.
Interessante como com o passar dos anos você termina encontrando seu espacinho no mundo e no coração das pessoas.
Obrigada pelos meus 25 anos! E que venham mais anos de aprendizado!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ô coisinha tão bonitinha do pai...

O título não se relaciona com o conteúdo da postagem! Somente foi a primeira coisa que veio na minha mente quando decidi começar a escrever este post.
Gentemm...estes últimos dias foram bastante nostálgicos...
A história começou quando Longuinho disse que ainda tinha um vídeo cassete, com pouco mais de 2 anos de uso, que estava encostado há mais de 5 anos, porque assim que foi comprado já estava sendo disseminada a onda do dvd player. E não bastasse isso, o vídeo cassete ultra moderno, possuía uma fita de limpagem que permitiria que as minhas fitas velhas e mofadas tivessem a oportunidade de serem vistas. E além disso, ainda tinha a fita adaptadora pra passar as fitas pequenas que eram usadas na máquina filmadora da gente! Fechou! Era só o que a gente precisava para dar umas risadas relembrando a infância feliz que tivemos!!!
As festas nos parques de rua em Caicó, minhas apresentações de São João na Lourdinas, a primeira Eucaristia de Adriana (com toda chatice digna de uma apresentação na capela da Lourdinas, com direito a interpretações teatrais e dancinhas com as mãos - igualmente confundidas com as palmas dos surdos - toda vez que se ouvia "glória" ou "aleluia" nas músicas), competições da natação em Belém/PA, Fortaleza/CE e Natal/RN, farofa na praia de Coqueirinho, festa de formatura/colação/missa/culto da formatura de mainha em Engenharia Civil, entre outras! Que coisa mais engraçada rever o que a gente viveu em tempos tão remotos, há mais de 15 anos atrás. Quando o povo tinha cabelos e os que tinham eram ainda escuros!
Eu sei que virou uma febre entre a família e não faltam oportunidades de nos reunirmos na sala para assistirmos mais uma vez estas fitas e sentir saudades de como já fomos felizes e nossas vidas eram tão mais fáceis!
Eita lêlê, se eu me imaginasse naquela época que viveria do jeito que estou agora. Sem meu emprego na globo e sem minha banda de rock nacional...por isso que eu era feliz e não sabia!!!

sábado, 26 de julho de 2008

Porta 1.999

...e tudo não passa de um corredor enorme. Algumas áreas iluminadas, outras mais escuras. O corredor tem 22 portas, porém uma ainda trancada, ao que me parece, dentro dela algo ainda está sendo construído. Cada porta tem sua numeração, começando por 1.986. As do fim do corredor parecem as menos iluminadas, só um feixe de luz. Procuro, então, uma mais iluminada. Eis que vejo uma, que me atrai por sua luz e o cheiro que exala...um cheiro de praia, de verão. Ao me aproximar escuto vozes, risadas, sons emitidos por alegria. Não me contenho em curiosidade e abro a porta pra saber o que tem ali dentro.

Descrição do que encontrei ao abrir a porta:

Havia um apartamento, recém comprado. Ainda com as paredes limpas e o chão brilhando. Uma família habitava o lugar, mas ainda tentava dar a sua cara ao ambiente. Tudo era tão claro, não havia cortinas, apenas uma na sala para evitar olhares de vizinhos curiosos.
A casa era pouco mobiliada, com poucos móveis novos, ao que me parece, todas as economias tinham sido usadas na compra do apartamento. Notei que não havia tapetes, acho que pela existência de um cachorro na família, mais precisamente uma cadela.
Ah, é verdade, não havia descrito as pessoas que ali moravam. Havia um casal e duas filhas, ainda uma "filha" caçula, a cadelinha.
Todos acordavam cedo, 5h mais ou menos, e tomavam café reunidos na mesa. A cadela ficava nos pés. Típica cena de família reunida, conversando ou brigando por algum motivo besta. O pai e a mãe, deixavam as meninas na escola e seguiam pro trabalho.
Depois da escola e do trabalho, a família voltava a se reunir para o almoço. Ao chegar em casa se deparavam com a presença de uma moça que trabalhava pra família, e da vizinha intrusa que já estava jogando come-come no computador. Era a vizinha-amiga da filha mais nova.
Como toda criança pré-adolescente de 6ª série, as duas não tinham muitos afazeres, passavam a tarde, praticamente, atualizando seus diários, recortando figuras de revistas, frases pra serem coladas e segredos a serem revelados apenas para as páginas do diário. A tarde passava num piscar de olhos.
De repente são 4h da tarde, um carro buzina lá embaixo. O coração da pirralha mais nova acelera, chegava a sua carona pra levar as duas irmãs pra natação. Ocupando o banco passageiro, junto ao seu pai, estava ali o seu primeiro amor. Óbvio que ele não sabia da existência do amor platônico alimentado apenas por ela, mas de nada adiantava, bastava os poucos momentos ali tão próximo.
O treino começava às 6h e só acabava às 8h. A natação era o esporte das meninas, embora nenhuma carreira aspirante fizesse parte do futuro delas.
A rotina de um dia se completava. Nos finais de semana, a piscina do apartamento era a atração durante o dia. De tardezinha, a calçadinha do bairro servia como lazer...a brisa do mar, a tranqüilidade do bairro e da praia, eram alimento para disposição e paz de espírito da família.
Tudo parecia tão em paz, a família tão feliz.
Não me arrependi nenhum minuto de ter escolhido aquela porta, ela era o que eu precisava ver e sentir. No entanto, tive que me desvencilhar daquela realidade e fechar a porta. A porta 1.999.
Esperar uma nova oportunidade de estar nesse corredor e entrar numa nova porta como esta.

domingo, 20 de abril de 2008

Saudades...

Hoje eu tenho saudades...
Da casa cheia... de mainha e painho discutindo o jantar do domigo, enquanto eu assistia TV na sala com minhas irmãs (uma, na verdade, ficava no chão dormindo sufocando todos com seu cheirinho de rabujo)...
Eu tenho saudades...
Da casa da vovó...do doce e bolo de banana que só existiam lá. Dos estrogonofes feitos especialmente pra ocasião de irmos almoçar lá. Das misturebas que só vovó sabe deixá-las gostosas. Das scrush's, dos biscoitos waffles cobertos com chocolate, que a embbalagem era vermelha com um ursinho branco.

Eu tenho saudades dos lanches...
Dos chocolates da turma da Mônica que sempre tinham na minha casa, que eu costumava deixar em casa para não levar pra escola e alguém me pedir. Quem não comia a parte preta primeiro pra depois comer a branca?
E quem não lembra das balinhas kleps? Vocês podem não lembrar do nome, mas das balinhas vocês lembram. Ela era vendida em tirinhas e klep era o barulho que fazia ao destacarmos uma balinha da tira.
Tenho saudades de ir pra casa da minha outra avó e dizer: "Pai, me dá um real!" e comprar tudo de bala, geralmente aqueles chicletes duros que vinham com figurinha eram os meus prediletos.



Sinto tanta falta das férias...
Das férias do meio do ano em que viajávamos para Caicó na festa de Santana. Vovó nos dava 5 reais para gastarmos nos parques, mas preferíamos gastar em kinder ovo. Quem não lembra das estátuas de bronze? E dos bichinhos do zoológico que vinham de brinde.
Que saudades de usá-los nas maquetes do colégio.





E por falar em colégio...
Quantas saudades dessa época boa, dos amigos, das brincadeiras, das tarefas que julgávamos tão difíceis e nem eram.
Das aulas de massinha de modelar, dos dedinhos pintados,
do papel picado enrolado pra fazer os cachinhos dos desenhos que tínhamos que colorir. Do algodão na barba do Papai Noel e no rabinho do Coelho da Páscoa.
Que saudades das nossas coleções de adesivos e figurinhas do "Amar é...". Das nossas maçãs cheias de clips, que não serviam pra nada mesmo, só pra fazer tiras e mais tiras de clips.
E quem não lembra da caneta com 20 cores diferentes? Muitas vezes nem todas as cores prestavam, mas você não fazia questão por uma ou outra. E quando o encaixe não prestava mais, você empurrava e segurava com a mão até a caneta aparecer e você conseguir escrever (na verdade era muito difícil escrever com uma mão segurando o encaixe e a outra tentando escrever), quando você não conseguia, abria e tirava a cor que você queria e escrevia usando só o carrego da caneta.

Hoje eu sou só saudades...Saudades de tudo que eu já tive, de tudo o que eu já fui... das minhas ações, das minhas manias, das minhas brincadeiras, da minha vida...

Saudades dos meus sonhos de princesa...de sonhar com castelos e príncipes encantados...de sonhar com histórias de amor eterno. Saudades dos meus sonhos menos fantasiosos, mas tanto quanto improváveis...de ser cantora, de tocar bateria, de ser dançarina de backstreet boys ou Britney Spears, de ser atriz...

São saudades que descrevem a minha vida de criança e adolescente, são saudades que me descrevem...que revelam o que sou hoje e de onde veio meus hábitos e princípios. Hoje sou só saudades e reflexões do que terei saudades daqui pra frente.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Histórias de verão: Parte 1

Opa!

Povo, graças a Deus, mais um período está chegando ao fim. Se tudo der certo, que é o mais provável, ficarei de férias essa semana. Tá certo que não serão bem umas férias, não vai chegar nem a 1 mês, mas com certeza é um descanso, ainda mais depois desse período meio conturbado.
Aproveitei a proximidade das férias para ir dar uma olhada nos meus arquivos antigos, no caso, nas minhas agendas antigas e, trouxe pra vocês um dia de férias de uma garota vivendo seus 14, 15 anos (vou escrever o texto na íntegra, portanto ignorem os erros):

"Hoje o dia foi alegre que só, por isso o adesivo alegre.
De manhã eu acordei e fui arrumar minhas coisas para ir pra vovó Germana. Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só. Ayrton é bem legalzinho mas ele ontem tava super convencido só porque "Filet mignon" tava aqui (ele chegou hoje, mas parece que não vai passar muito tempo aqui). O China ainda continua safado e olhe que ele tem namorada. Sim, ontem Aninha chegou aqui em cambô, de tarde quando a gente foi andar aí passou por lá e tava cheio de menino em frente a casa de Aninha e "Maria Cecília lesa" não queria sair de dentro da casa. Vizinho a casa dela tinha um prédio onde "Jurema" ficava olhando pra ela.
De noite a gente desceu e não fomos no Mister Pizza, aí ficamos lá embaixo conversando com Rodrigo e os meninos (Ayrton, filet mignon, China, etc) ficaram lá bebendo.
Não sei porque eles não falam mais comigo. Eu! Azar o deles! Sim! Eu nem contei! Cover ainda se lembra da gente e daquele dia da banana. E ontem ele estava dançando e eu vi! Só isso! Tchau!"

Sara (02/01/01)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Essa até eu ri lembrando dos apelidos dos meninos. Só algumas explicações:

1º) "ir pra vovó Germana": era o apartamento dela em camboinha.
2º) "China" era um menino que a gente não sabia o nome, que tinha algumas características orientais, como os olhos puxados, por exemplo.
3º) "Filet Mignon" era um menino chamado Fenelon (não sei nem como se escreve). Dá pra perceber o porque da gente chamar ele assim né? Demoramos alguns dias pra aprender o nome dele de fato.
4º) China era safado porque dava em cima da minha prima.
5º) Aninha era amiga da minha outra prima.
6º) "Maria Cecília lesa" era amiga da minha prima e de Aninha, ela não queria sair de casa pra ir passear com a gente porque estava com "vergonha" dos meninos, mas hoje eu acredito que era porque ela queria ficar lá paquerando os meninos.
7º) "Jurema" era um menino que a gente acreditava ser filho de um colunista famoso de João Pessoa.
8º) "Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só." "Não sei porque eles não falam mais comigo." - Essa até eu não sei explicar, não entendi como eu tinha feito amizade e os meninos não queriam falar comigo... (???)
9º) "Cover" era um menino que a gente dizia que parecia com Thiago Lacerda, mas ele não parecia nem um pouco, não sei porque a gente dizia isso, coisa de menina abestalhada, aí ficou "Cover de Thiago Lacerda", abreviado para Cover.
10º) A história da banana..."prefiro não comentar" para não gerar interpretações de caráter dúbio. Mas era uma história bem inocente sobre lanche, que eu não me recordo muito bem agora.
11º) Por que eu dava tanta importância por ter visto Cover dançando?

As nossas férias de final/começo de ano eram passadas em camboinha. Basicamente a nossa rotina era essa: ir à praia, almoçar, ir ao shopping (dependendo da época) ou ir dormir durante a tarde, de tardezinha ia pra praia de novo ou ficava andando pelas ruas de lá e à noite, tentávamos convencer nossas mães a nos deixar ir pra o point da galera, mas foram raras as vezes que conseguimos essa façanha. Sempre tinha uma notícia de jornal sobre drogas, ou suspostos estupros que eram empecilhos pra gente. Mas era bom!

Que venham as minhas férias!

sábado, 12 de abril de 2008

Eu quero é ser criança

Oie!


Vocês já tiveram a sensação de que quanto mais você cresce, menos você quer crescer? É exatamente assim que eu estou me sentindo ultimamente. Com o passar dos anos eu fico com menos vontade de crescer e viver nesse mundo dos adultos. Eu sempre fui chamada de menina boba, aquela que emprestava as melhores bonecas, que dava os adesivos e papéis de carta quando a menina mais popular da sala pedia, a que emprestava os lápis e nunca devolviam, a quietinha e caladinha, a que as meninas mais velhas destruíam o castelo de areia e a que doava o lanche para as meninas mais velhas também.
Hoje, acredito que essas pessoas "espertas" daquela época, tornaram-se adultos seguros e fortes, convictos da sua superioridade, mesmo que esta seja construída em cima dos "fracos". São as mesmas pessoas que sempre tiveram tudo, foram mimadas, filhinhas de papai e agora estão trilhando os passos para tomar conta dos impérios dos seus papais. São as mesmas pessoas que copiavam os trabalhos prontos de alguém na escola, pagava para alguém fazer na universidade e hoje, ainda paga para alguém trabalhar por elas. Essas pessoas, que cresceram sem precisar pedir oportunidade pra ninguém, porque tudo já era seu desde que nasceu, essas pessoas que papai pagou pra estudar no exterior, passaram um ano aprendendo e experimentando tudo o que uma pessoa decente não deve fazer, mas consta no seu memorável currículo como um ótimo aprendizado, são essas mesmas pessoas que você se depara lá na frente, ocupando o lugar que deveria ser seu. Porque você ajudou essa pessoa a manter sua auto-estima tão elevada, você as alimentou quando os seus lanchinhos acabaram, você fez os trabalhos delas da universidade e hoje você aceita o emprego submisso ao dela.
Eu não quero crescer, eu não quero viver no mundo que todos são julgados e os espertos se dão bem. Eu nunca fui boba, eu só não era muito apegada àquilo que não me faria falta e eu não tinha caráter de pessoa ruim, a ponto de destruir um castelo de areia só pelo prazer de ver outra criança chorando. Nunca fui uma criança que se aproveitou da suposta fraqueza de ninguém. A minha estupidez era a bondade, a inocência de não perceber em nada, atos de extrema maldade. É errado ter sido correta? É errado ter dado crédito às pessoas e ter confiado nelas? No mundo dos adultos, é.
É por isso que essa semana eu comprei, finalmente, os meus patins. Andei na praia como uma doida, desenfreada, a toda velocidade, com adrenalina à flor da pele. Levei uma queda, que me rendeu um joelho roxo e outro inchado e outras duas quase-quedas, que me renderam alguns tropicões e a ajuda de desconhecidos.
Também é por conta disso, que essa semana eu tirei uma tarde pra jogar video game. Lutas, corridas e partidas de futebol... todas perdidas, é verdade, mas o que valeu foi o divertimento.
Tão bom ter momentos de felicidade encontrados em coisas tão simples. Criança se diverte com folha, areia, copo plástico, coisas tão sem importância. Tão bom ser feliz sem ser às custas dos outros.
Eu quero é ser criança enquanto eu puder.
E as férias estão vindo aí pra isso.

domingo, 6 de abril de 2008

Crianças divergentes porém contentes





Olá!


Primeiramente, quero avisar que a minha mente sã está de volta. Talvez o blog tenha me ajudado a descarregar meu mau humor, misturado com minhas revoltas momentâneas e o resultado foram esses últimos posts.


Enfim, como já é de praxe, misturado com meus posts criticando a sociedade, eu tenho que ter posts nostálgicos. E pra não sair dessa linha que vem dando certo, por que não voltar ao passado, na época que eu era criança, criança mesmo, sem meus paqueras que gostavam de outras meninas? Voltar à época em que nenhum primo era universitário ainda e a nossa preocupação era apenas brincar.


Alguns já devem saber que eu tenho duas primas da mesma idade que eu. Acredito que pela afinidade desde a barriga, decidimos nascer uma atrás da outra, uma em outubro, outra em novembro e a última em dezembro. A outra opção é que as nossas mães combinaram, não sei. Desde pequenas fazíamos tudo juntas, mas vou separar a minha relação com as duas aqui pra facilitar.

A prima que nasceu em outubro, sempre morou na cidade e estudou no mesmo colégio que eu, fator este que me deixaria bem mais próxima dela, né? Errado. Mesmo a diferença sendo mínima entre a gente, quase uma semana, acho que por ela ser mais velha, ela cresceu muito mais rápido que eu e subiu na cabeça dela um certo ar de autoritarismo, semelhante ao de um ditador. Maran Russein, esse era o seu apelido.

(Pausa para visualizar uma cena do nosso colégio: O toque de saída era às 5h. Todas as crianças se dirigiam para o pátio e, no máximo, podiam ficar até uma grade que separava a área interna com a área de estacionamento. Durante meia hora, revezava duas coordenadoras na área com microfone, para chamar os nomes das crianças que os pais estavam esperando. Às 5:30, as coordenadoras Iulvanda ou Luzinete - detalhe para os nomes - dizia no microfone "O portão de trás vai fechar, todas as crianças façam uma fila para ir para o portão da frente". Pra uma criança que adorasse brincar e correr, essa meia hora de brincadeira era ótima, mas pra mim não, era um pânico, eu tinha vontade de chorar todos os dias. Assim que tocava, eu corria para a quina da grade, única brecha que proporcionava visão para o portão e, ficava lá olhando fixamente para o portão esperando mainha chegar. Maran Russein ia de ônibus nessa época, sempre quem ia de ônibus eram os primeiros a irem embora, então ela passava por mim com um olhar de pena e dava um tchauzinho. Ela nunca entendeu o porque de eu não ir aproveitar pra brincar, já que era isso o que ela mais queria. 1º: O fato é que eu não podia brincar, porque se eu fosse brincar, mainha quando chegasse não ia me encontrar; 2º: Eu não ia ouvir o microfone; 3º: Eu sempre tive esperanças que mainha chegasse cedo pra me buscar - nessa época ela trabalhava até às 5h e painho também - mas não tinha jeito, eu sempre ia pro "portão dos esquecidos". Lá era escuro, tinha só um porteiro com apelido de Pissit e as alunas da noite começavam a chegar.)

Voltando, Maran passava por mim no colégio, com uma legião de fãs (geralmente raquíticas como eu), segurando uma bola de baleado, como líder do grupo, provavelmente indo determinar o território onde elas iriam jogar e NÃO FALAVA COMIGO. A gente era prima nas reuniões familiares e nas férias, no colégio, ela estudava numa turma e eu em outra. É aquela velha história, "amigos amigos, negócios à parte".


A prima que nasceu em dezembro, não morava aqui e, mesmo sendo mais nova, era uma série adiantada. Ela vinha sempre nas férias do final do ano e nas férias do meio do ano, a gente ia pra lá. Era manhooosa, conseguia ser mais que eu. Por isso os pais dela sempre a chamavam carinhosamente de Lóólinha.

(Mais uma cena: Eu morava numa casa, que havia sido do meu tio. A casa vizinha era da minha avó, o que proporcionou a abertura do muro atrás da casa, que dava livre acesso às duas casas. Minha tia quando vinha de viagem, ficava na casa da minha avó e eu e Lóólinha passávamos o dia brincando, quando era de noite, na hora de dormir, queríamos sempre dormir juntas. Aí começava o pesadelo. Num belo dia, aliás, numa bela noite, esta minha prima estava dormindo lá em casa e, milagrosamente, viu o E.T. do filme. Desde então virou um pesadelo essa menina lá em casa, chorava porque queria dormir lá, mas minha tia não ia dormir com ela, então ela chorava pra minha tia dormir lá também - atentem para o fato de que minha tia estava apenas na casa vizinha - então mainha a convencia a dormir na cama dos meus pais, mas ela chorava porque tinha que tomar o gagau e eu não podia ver pra não achar que ela ainda era bebê, então ela finalmente dormia depois do gagau. Enfim silêncio na casa...

Até as próximas 2h, quando ela acordava mais uma vez e chorava pra ir dormir com minha tia na casa vizinha. Aí definitivamente ela ia. Enquanto acontecia tudo isso na minha casa, eu já estava dormindo há séculos no meu quartinho e, quando acordava, eu sempre achava que ela tinha levantado primeiro que eu e já tinha ido pra casa da minha avó.)


O fato é que quando era nesses períodos de férias, nós éramos inseparáveis. Tomávamos banho juntas, nos vestíamos do mesmo jeito, ou pelo menos eu e a mais nova, porque ela sempre me imitava. As divergências apareciam quando eu queria brincar de boneca e Maran Russein queria desenhar, mas aí eu negociava o boneco do Príncipe mais bonito pra ela e deixava o que sobrava se apaixonar por ela também, mas tudo pra eu ter o prazer de brincar de boneca.

Fora os banhos de chuveiro embaixo do prédio da minha avó, a carreira que levamos dos pivetes em Caicó, o menino que "passou a mão na minha bunda", as brigas de quem seria amassada no Scrambler, dormir nos colchões mais finos e nos buracos das emendas de dois colchões, ir pra o shopping durante todos os dias das nossas férias pq Lóólinha queria, enfim, tantas coisas que fizeram nossa infância tão especial.


Hoje não temos mais os mesmos interesses, nem o mesmo tempo livre, mas ainda nos divertimos quando estamos as três juntas.

Dizem que amigos são a família que escolhemos, mas eu acredito que a família somos nós que escolhemos também, ou pelo menos alguém enxerga afinidades na gente, antes mesmo de nascermos. Nascemos juntos para aprendermos com as diferenças e crescermos com as afinidades, nunca passando por cima do outro. Família se apóia, família se ama. Se eu estiver errada, então escolheram perfeitamente as pessoas que precisávamos em nossas vidas.




sexta-feira, 28 de março de 2008

Reflexões da minha mente perturbada

Crianças...
Estou de volta depois de muito tempo, peço desculpas pela ausência, mas essa semana na universidade foi caótica. Vou tentar resumir os fatos principais aqui pra vocês.
1. Terça tive outra entrevista de estágio. Mais uma para a minha coleção!!!! Eis o resultado:
"Apesar de termos identificado vários talentos, infelizmente, possuíamos apenas uma vaga em aberto para o estágio, que já foi preenchida por um dos candidatos."
(Nada a declarar ¬¬)
2. Apresentação de um seminário de Administração da Produção II, em formato de Jornal Nacional, em que eu interpretei uma repórter externa, no lugar errado e que, com uma seqüência de imagens bem mal feita, fui parar no estúdio de gravações ao lado de Filipe Bonner e Lamara Bernardes (aquela que já foi Mirna, Lamara Mirna). Infelizmente esse não teve gravação porque eu não estava nas minhas melhores performances.
3. Aniversário de Camila e, conseqüentemente, encontro das Mofudas. Não me pergunte a origem do nome, acredito que tenha vindo de uma certa pessoa que resolveu me chamar de Pimenta.
Em suma esses foram os fatos principais da semana. Quero aproveitar o momento para expressar a minha felicidade pelo sucesso que o meu blog está fazendo entre os amigos e agradecer os elogios feitos. Isso me motiva a continuar escrevendo sobre minhas nostalgias, amizades e as leseiras de sempre.
Para começar minha nostalgia costumeira, essa semana refleti um pouco sobre como era a minha vida antes de entrar na universidade, o que me estressava, como eu aliviava as minhas raivas e decepções, como eu me divertia, esse tipo de coisa. Percebi que os estresses que eu tinha na época, hoje seriam insignificantes diante dos que tenho hoje, engraçado era como eu encarava as situações adversas, de certa forma, sempre com humor ou eu tirava de letra dando um "fora" em alguém.
Só para vocês terem idéia, visualizem a cena comigo:
  • Um show de forró;
  • Não havia nenhuma motivação;
  • Fui na companhia de duas primas;
  • Havia mais de uma banda no dia;
  • Primeiro show em João Pessoa da inédita ,até então, Cia do Calypso;
  • Show lotaaaaaado;
  • Medo;
  • Desespero;
  • Três primas agarradas sendo levadas em variadas direções;
  • Percebi que não tinha passado desodorante;
  • O show começou;
  • Só conhecia uma música da banda;
  • Ataque de Marina com medo da multidão e com raiva pq eu estava cantando a única música que eu sabia do show;
  • A primeira prima ficou com um menino;
  • O show morgou, ninguém pra dançar;
  • A segunda prima ficou com um menino.

Só uma parada na história por aqui. O que vocês fariam nessa situação? Provavelmente o que eu fiz, mesmo com o show lotado, sem desodorante, sem saber das músicas, eu soube enfrentar essa situação adversa, não foi da melhor maneira, com certeza não foi, mas foi a primeira que me apareceu na hora. Sem mais detalhes pra não deixar uma pessoinha chateada com minhas revelações do passado. O foco da discussão é que eu nem ligava pra nada, nem estudava, comia e dormia e não engordava, se eu me estressasse, dava uns forinhas e pronto, recuperava o humor.

Aí hoje eu vejo que nem todo mundo tem humor, que as pessoas não entendem as minhas piadas, que todo mundo leva a vida com muita seriedade e eu acho que eu não me encaixo nesse mundo não. Conseqüentemente, que qualificações eu deveria ter para me encaixar nessa realidade? Com certeza alguma que eu não tenho, senão me sentiria mais realizada do que estou agora.

Saindo da minha realidade paralela sem muito sentido para a maioria de vocês, retorno ao meu blog, espaço onde eu me sinto à vontade. Nada melhor do que mangar da sua própria vida e ter a ajuda de pessoas no coro das risadas da platéia. "Respeitável público", despeço-me desse post, mais de desabafo do que para entretenimento, fazendo-me uso de mais um versinho escrito por mim:

"PARE de pensar

PENSE antes de seguir

SIGA o caminho com o "semáforo" da vida."

(Sara, 1999)

Bom final de semana!

domingo, 16 de março de 2008

Amigos pra quê os quero?!

Para uns o que significa estudar uma vida inteira num mesmo colégio? Chato? Na verdade não me interessa a opinião de alguns, pra mim, significou amizade. Nesse final de semana eu tive a alegria de reencontrar pessoas muito queridas, que há tempos não encontrava. E pra minha felicidade, não importa que rumo a gente tome, é sempre a mesma coisa quando a gente se encontra.
Fazendo um paralelo, no mesmo dia, amigos não tão antigos, fizeram a minha alegria também. Churrasco ou a falta dele, música ou a falta dela, bebida ou a falta dela, pra quê tudo isso? A gente faz a festa de todo jeito, mas não vou negar que ela ficou bem melhor quando teve música e churrasco, a bebida não faz falta não.


Como de costume, tenho que ser nostálgica nos meus posts, não tem jeito, volta e meia reviro o passado e relato alguma coisa, acho que é porque ele define o que sou hoje, sei lá. Certa vez recebi um bonequinho, simples, feito de lã com uma forma rechonchuda que não dava pra identificar o que era corpo e membros, dentro de uma caixinha transparente. O presente não parece ter sido especial, nem tinha grande utilidade, só tinha uma ventosa (não sei se é essa a palavra), aqueles negocinhos que pregam no vidro. O fato é que a pessoa que me deu esse presente disse, ao me entregar "eu sempre quis ser sua amiga" e depois me revelou que queria ser como eu. O peso dessas palavras me marcou e até hoje não esqueci o que ela me disse. Ela não era uma pessoa que eu considerava amiga de verdade, mas eu não fazia idéia de que significava tanto pra ela, na verdade eu sequer sabia que eu significava tanto assim pra alguém.
A gente se envolve com as pessoas, mesmo que, muitas vezes, de forma passageira e acaba não se dando conta que um simples ato provoca uma reação em outra pessoa e, mesmo que não seja intencional as pessoas se envolvem com a gente. A própria física nos explica que existe a troca de energia quando dois corpos estão em contato, então imagine que um abraço não pode ter significado nada pra você, mas significou tudo pra outra pessoa.
Anos depois numa dinâmica no último ano de colégio, essa pessoa me entregou uma rosa e me disse tudo de novo. Me disse, depois de anos estudando juntas, o quanto ela ainda me admirava. Caramba, se tem uma coisa que eu me arrependo é de ter perdido completamente o contato com essa pessoa, eu não dei o devido valor que essa amizade tinha e hoje eu vejo o quanto é importante isso. Em finais de semana como esse é que a gente vê os nossos atos e nossos esforços refletidos nos nossos amigos, eles são o reflexo do que a gente representa e do significado que a gente dá à nossa vida.
Tenham amigos,
Honrem seus amigos,
Respeitem seus amigos,
Vivam com seus amigos,
Nunca deixem de ter amigos.
Boa semana!

domingo, 2 de março de 2008

Lembranças de uma criança iludida

Bom dia!

Acordar naturalmente, sem nenhum barulho irritante vindo do celular, conversa no café-da-manhã sem mau humor, não é uma maravilha? Tudo indica que vai ser um domingo tranqüilo.
Durante essas poucas horas do dia, já houve tempo para filosofar. Quem não adora filosofar no domingo? Eu gosto, principalmente quando é sobre assuntos intrigantes e interessantes.

Saindo desse meu mundo paralelo, vou fazer uma viagem ao passado.

A minha primeira agenda, que serviu como diário, eu ganhei em 1996. Era uma agenda linda, com capa vermelha, uma estrela e letras douradas. Isso lembrou algo pra vocês? Talvez se eu disser a frase escrita em dourado vocês possam lembrar: "Uma opção de esquerda para todos".
Alguém já sabe do que se trata? Estrela....vermelha....é isso mesmo, minha primeira agenda, era uma linda agenda do PT.
Não vou entrar no ramo da política, mas o fato é que eu insistia muito para ter uma agenda e essa foi a solução mais barata. Como toda criança, fiquei feliz só pelo fato de ter espaço para escrever todos os dias, ter calendário, lugar para telefones, o que eu poderia querer mais? Ignorei as citações de Avenzoar, pesquisas eleitorais, programação da Câmara Municipal de João Pessoa, etc, e colei meus adesivos e falei dos meus paqueras tranqüilamente. E dessa forma essa agenda me serviu para os anos de 1996 e 1997.
O problema é que nessa época eu tinha mania de falar por códigos os nomes das pessoas, o que me impede de saber de quem eu tava falando. Para piorar, ou eu mudei muito os códigos e não usei o mesmo para os dois anos, ou eu paquerava com muita gente. Vou abrir uma exceção no meu arquivo pessoal e vou mostrar para vocês a cabecinha de uma menina de 9 anos:

"Hoje é segunda e eu estou escrevendo porque eu quero, e o *&%$#@¨¬ eu nem gosto mais dele eu gostava mas depois ele foi ficando chato e ele não gostava de mim ele gosta de @#$¨%&9 mais @#$¨%&9 gosta de %$#@*&(¨% e eu não sei de quem ele gosta e eu vou parar de escrever. Tchau! Fui! (21/10/96 ou 97)"

Alguém mais cansou a leitura fora eu? Acho que eu pensei que apenas uma vírgula já fosse o necessário. Agora, só para ficar mais engraçada ou drástica a história, eu era apenas uma menina iludida, que fazia natação nessa época, mas nunca falava com nenhum menino. Tinha vergonha. Mas eles me achavam linda e eu me achava no direito de gostar de um e depois de outro, caso eu visse que ele gostava de outra menina. Tsc tsc.

Ok, meu eu criança no momento está com raiva de mim por essa exposição. Vou ficando por aqui.

Boa semana para vocês!!!

sábado, 1 de março de 2008

Reestreando (essa palavra existe?)

Olá pessoas,
Não tenho nenhum assunto específico que tenha me motivado a fazer esse blog, só a falta do que fazer e o desejo de chamar atenção. Não, na verdade seria menos que isso, pode-se dizer que inveja de quem tem. Bom, o motivo não importa, o importante é que ele existe agora.
Até quando ele vai durar? Eu tenho coisas interessantes para escrever aqui? Sei lá, mas eu já tive vários diários durante a minha infância e adolescência e hoje em dia me divirto lendo.
É sempre bom ter lembranças vivas na nossa memória de fatos importantes ou corriqueiros. Acho que é essa a minha intenção com isso aqui, se ficar idiota pelo menos daqui a alguns anos eu vou rir das leseiras. Ok, vamos lá:

Querido diário,

"Hoje acordei e chupei manga..." kkkkkk
Brincadeiras à parte...Sábado comum.... Net...

Fato: Fomos (eu, Longo, mainha e Adrianos) ao cinema assistir "O caçador de pipas".

A opinião é a mesma para todos, ou a maioria dos livros transformados em filmes: frustrante, decepcionante, não era o esperado. O filme é bom, relatou os principais pontos do livro, porém, nem de perto passa a emoção relatada no livro. Eu nem chorei!!! Como é que pode?
A noite acabou em pizza, o que nos leva ao segundo fato e último do dia.

Para não envolvê-los com meu dia entediante e minha decepção com o filme, por que não um poeminha? Um versinho encontrado num antigo diário, já que estamos revivendo esse momento histórico.

"Se alguém lhe chamar de baleia
aí vai um conselho:
Não se preocupe, o Titanic já afundou"
(Sara, 1999)

Deixo uma perguntinha para vocês refletirem: Qual a moral da história?

Até a próxima!