As minhas dores me representam. São as marcas de um passado que necessita ser redimido e, elas são as melhores professoras. As minhas reflexões me representam. São as interpretações às dores. A minha idade me representa. São as esfinges da ação da vida e a maturidade que aflora. Minha consciência me representa. São as lembranças das más tendências que não devem ser repetidas; as vozes que conduzem à conduta reta, sem inclinações para os desatinos. Quantos mais me representarão?
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segunda-feira, 14 de julho de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Sou
Sou uma velha num corpo jovem...
Sou uma jovem consciência.
Sou uma caminhada de muitos passos...
Sou ainda passos de criança.
Sou pensamentos maduros...
Sou ainda tão inexperiente.
Sou minhas experiências...
Sou ainda sem vivência.
Sou um conjunto de erros...
Sou ainda o início dos acertos.
Sou alma calejada...
Sou ainda mãos de seda.
Sou longa caminhada...
Sou ainda início de partida.
Sou uma jovem consciência.
Sou uma caminhada de muitos passos...
Sou ainda passos de criança.
Sou pensamentos maduros...
Sou ainda tão inexperiente.
Sou minhas experiências...
Sou ainda sem vivência.
Sou um conjunto de erros...
Sou ainda o início dos acertos.
Sou alma calejada...
Sou ainda mãos de seda.
Sou longa caminhada...
Sou ainda início de partida.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Baixos
A vida é tão cheia de altos e baixos que, às vezes, sua família está bem, você está bem, sua vida vai bem e alguma coisa parece o colocar para baixo. Como manter a sanidade mental para suportar os "baixos" da vida? É algo que tenho procurado, mas frustração é uma palavra perseguidora. Sociedade, vizinhos, colegas, clientes, estão mostrando o tempo todo que esforços não são suficientes sem resultado. No ganha a ganha, às vezes sinto que estou perdendo...tempo, dinheiro...paciência!
Estranho querer desabafar por aqui, mas quando leio o que escrevo, tudo soa tão...egoísta.
Quero gritar, sair impondo minhas vontades e realizando desejos mas não sou sozinha no mundo e para fazer qualquer coisa, preciso pensar no próximo. Principalmente os "meus próximos". Então lá vou eu, abaixar a cabeça, pedir a Deus mais um pouquinho de paciência e não parar de dizer o meu eterno mantra "tudo é passageiro".
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Em outras terras
Olá,
Depois de um longo recesso, estou de volta para dar uma atualizada na página.
Como é sabido por muitos, agora em novo endereço físico (o virtual continua o mesmo): Natal.
Como me sinto? Agradecida!
Sentimentos difusos me permeiam em meio à minha rotina. Às vezes triste, às vezes alegre, mas na maior parte do tempo, me policiando para me manter sempre agradecida. Finalmente consegui o meu tão sonhado emprego e, graças a Deus, vem me proporcionando uma satisfação imensa, sem falar na realização pessoal de estar trabalhando numa instituição de renome, em que muitos tentaram e não conseguiram conquistar o espaço que conquistei.
Agora, não vou ser hipócrita em não admitir que, no meu cantinho solitário, a saudade aperta e eu sofro por estar "longe" de casa. Dá aquela dorzinha pensar que todos que eu amo não estão ao meu alcance imediato. E ontem foi um dia desses, em que o velho "banzo" decidiu aparecer. Imersa em lágrimas de desânimo, escuto minha consciência que me aconselha ligar a TV. Tudo bem, vou ligar depois de quase 1 mês sem ligá-la, me bateu essa vontade troncha de assistir alguma coisa, que eu nem sabia o quê. Passando os canais decidi parar no canal da Canção Nova (?). Não sou católica, nunca assisti nenhum programa e certamente, alguma série que já estou habituada a assistir estaria passando no canal Warner. Mas, parei ali. Estava sendo transmitido um show de uma banda católica (não sei o nome), cantando músicas que desconheço, mas fiquei assistindo. Quando, então, uma das cantoras começa a cantar uma música de sua autoria e no decorrer dela, emocionada, envia uma mensagem para aqueles que a escutavam: "tudo passa, a dor passa, os problemas passam, e o Senhor permanece". Aquilo foi como um "clic". Como eu podia estar minutos atrás, chorando, resmungando, lamentando estar aqui em Natal sozinha, ganhando pouco, longe de todos, quando tenho a certeza que tudo isso é passageiro? "Deixa de ser mal agradecida, Sara". Alô, criatura? Nenhum aprendizado vem sem esforço e todo esforço é recompensado. Portanto, aguenta firme, mulher e deixa de chorar!
A dor é bendita. Feliz daquele que sofre e sabe tirar proveito. Portanto, obrigada pela minha dor, Senhor!
Prometo ser mais quietinha, pois sei que algo de bom me espera e minhas aspirações um dia serão alcançadas. Vou me manter firme e forte aqui. E João Pessoa que me aguarde (no tempo certo).
Boa semana a todos!
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Santa Maria, rogai por nós...
Em meio a essa onda de tristeza que veio à tona nesses últimos dias, em decorrência do incêndio em Santa Maria/RS, em que muito se tem perguntado e muito se tem julgado acerca dos prováveis responsáveis pela tragédia, uma frase dita por um padre que celebrou uma missa em homenagem aos mortos, resumiu meu pensamento: "é hora de oração, não de buscar culpados".
Entendo que o luto muitas vezes nos leva a buscar responsáveis pela nossa tristeza e dor, mas numa situação como essa, em que não houve a intenção de ferir ou prejudicar ninguém, um pouco mais de calma na hora de apontar os culpados é o mais sensato, tendo em vista que a necessidade maior é dar conforto aos familiares das vítimas, aos que desencarnaram em desespero e aos que ainda convalescem nos hospitais.
Diante disto, posso até ser mal interpretada por assim dizer, mas consegui tirar algo de bom de toda essa história e até posso dizer que me sinto alegre pelo que vi em termos de solidariedade. Tanto se fala do Brasil e dos brasileiros, que é um país de corruptos, que a violência cresce desenfreadamente, que as pessoas estão perdendo seus valores, entre tantos outros aspectos negativos da sociedade, no entanto, o Brasil mostra que seu coração é grande e, em meio a tanta coisa ruim, a solidariedade está presente em nosso íntimo.
Existem dois caminhos na escola da vida: o amor e a dor. Infelizmente, estamos habituados a abrir mão do amor para só aprendermos com a dor. E essa dor, vivida por algumas centenas de pessoas no Rio Grande do Sul, se tornou a dor de centenas de milhares pelo resto do país. Através dela, muitas medidas de segurança serão tomadas, a displicência com as normas de segurança dará lugar ao cuidado com a vida alheia, entre tantas outras formas de se evitar tragédias como essa. Mas eu tiro como a melhor lição aprendida, o sentimento de compaixão. Muito mais do que se sentirem penalizadas com os arrebatados pela dor do incêndio, as pessoas transformaram sua tristeza em ação. Daí a presença de tantos voluntários de diferentes meios profissionais, de lugares distantes, até de outros países, se deslocando para Santa Maria, simplesmente com o intuito de ajudar. Quantas correntes de oração foram disseminadas pelas redes sociais, quantas missas foram realizadas ao redor do país pelos envolvidos no incêndio, quantas orações individuais foram feitas por pessoas que sequer tinham ligação com os jovens de Santa Maria. Onde quer que se olhasse, tinha alguém tocado pela dor, sensibilizado com os envolvidos, consternados com a situação dos familiares, de certa forma, todos unidos por uma dor.
Casos isolados de ignorantes separatistas com seus comentários discriminatórios surgiram, mas para quê dar tanta atenção a algum comentário isolado, quando a maioria se encontra ligada ao amor fraternal? Prefiro não dar mais cartaz ao que se propaga em termos de preconceito regional, ocupando minha mente com o que realmente importa.
Por isso venho reconhecer o engrandecimento moral que ganhamos com essa experiência dolorosa. Embora as famílias não desfrutarão mais do convívio diário com os jovens arrebatados na tragédia, tenho certeza que elas não esquecerão o apoio recebido nesse momento dos que se compadeceram com as suas dores.
Que a solidariedade esteja mais presente no nosso dia a dia e que não precisemos passar por tanta tristeza para aprendermos a ser mais caridosos.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Vivendo e aprendendo
Quando aprendemos que sabemos viver sem depositar sonhos e desejos de uma vida feliz na atitude dos outros...
Quando aprendemos que, na verdade, ninguém nos completa e que nascemos com todas as ferramentas para viver bem e que, só depende de nós mesmos termos uma vida boa...
Quando aprendemos que a imposição e cobrança, não faz com que as pessoas nos amem e respeitem...
Quando aprendemos que o respeito, assim como qualquer coisa que desejarmos para nós mesmos, só serão alcançados quando formos dignos de seu merecimento, por esforço próprio...
Quando aprendemos que viver bem, também é saber viver com concessões e limites, porque não somos donos do mundo, nem melhores que ninguém...
Quando aprendemos que agir com ignorância e brutalidade só nos coloca num falso patamar de autoridade, quando na verdade só estamos alimentando o nosso orgulho e adquirindo inimigos...
Quando aprendemos que coisas boas só irão acontecer quando fizermos coisas boas para tornarmos merecedores...
Quando aprendemos que somos aquilo que projetamos por meio de atitudes, pensamentos e sentimentos...
Quando aprendemos que desespero e medo, na realidade não existem, se tratam apenas da ausência de fé...
Quando aprendemos que o mal também não existe e que ele não é nada além da ausência do bem...
...percebemos que somos donos do nosso próprio destino, da nossa própria felicidade, da nossa própria realização, do nosso próprio amadurecimento, da nossa própria vida.
A ideia de uma vida plenamente feliz nos torna infelizes. São fragmentos de momentos ruins e bons, para que possamos aprender com os ruins e aproveitarmos os bons; agradecermos pelos ruins, porque nos tornarmos melhores e dignos dos bons.
Que tal, por hoje, tentarmos ser mais conscientes e menos inconsequentes com nossas atitudes?
Farei um esforço para ver o resultado!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Dia Internacional da Mulher
Todos os dias somos agraciados com as concessões de nosso Pai de infinita sabedoria. No entanto, poucas sãos as ocasiões que nos prostramos, reconhecidamente, para as benfeitorias que nos são concedidas. Quantas vezes, reconheci com humildade, a graça de ter nascido mulher? Acredito que, nenhuma. Cada gênero tem suas devidas características, suas belezas e suas importâncias. Mas, dedico estas palavras ao espírito feminino.
Somos dotadas de força e sensibilidade.
A força para aguentar com resignação os percalços da vida. Para ser a firmeza de um lar, em que todos que ali habitam, encontrem no espírito feminino o conforto e a paz necessária.
A sensibilidade de ter uma palavra acolhedora de mãe, de carinho de avó, de compreensão de irmã, de reconhecimento de filha, de amor de esposa. São tantos papéis assumidos durante o dia e, em cada um deles, a mulher demonstra sua grandeza e sua importância para o mundo.
Este ser que, sabiamente, foi escolhido para levar o título de "mãe". Desde o instante que sabe que carrega no ventre o seu filho, já pode ser chamada de mãe, porque ali já divide o seu organismo com outro ser, já compartilha suas energias, seus carinhos; já cria laços de dependências, envolvendo o filho numa atmosfera de amor e proteção de maneira a fazê-lo reconhecê-la, intuitivamente, como porto seguro, ao nascer. Como não reconhecer o privilégio de ter nascido mulher, se a cada papel assumido, reconheço a responsabilidade que me foi confiada? Se Deus me confiou o envoltório feminino para abrigar a minha alma, é porque sabe que tenho força suficiente para assumir os papéis que a vida me dará. E eu agradeço a confiança.
Agradeço a feminilidade, a sensibilidade de chorar vendo novelas, os ouvidos sempre dispostos a ouvir, a resignação, o espírito observador, a calma (mesmo que não seja a todo tempo), entre tantas outras características femininas.
Agradeço a feminilidade, a sensibilidade de chorar vendo novelas, os ouvidos sempre dispostos a ouvir, a resignação, o espírito observador, a calma (mesmo que não seja a todo tempo), entre tantas outras características femininas.
Parabenizo às outras mulheres dotadas dessas características e que assumem todos esses papéis com tanta facilidade na sua rotina. Parabéns, vovó Germana. Parabéns, mainha. Parabéns, Adriana.
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Estudando para concurso...

Cinco horas da manhã, acordo e percebo "tá amanhecendo, vou ter que acordar de 8h para estudar e só faltam 3h, vou aproveitar para dormir enquanto posso". Que inocência a minha, se minha consciência me acordou às 5h, ela não me deixará dormir tranquilamente as próximas 3h, o que de fato acontece, e passo a me acordar de instante em instante até dar 8h. (e acordo com sono, apesar de não conseguir dormir). Beleza, daqui que eu tome café e dê uma olhadinha na internet, começo a estudar umas 9h. Incrivelmente 1h passa em 10 minutos. Tenho que tomar café em frente ao computador para economizar tempo.
Então, 9h começo a estudar. Leio o primeiro parágrafo e penso "vou trazer um pouquinho d'água para não ter que ficar me levantando para ir à cozinha". Vou lá e pego a água. Me sento para estudar. Peraí, o que tava escrito mesmo naquele parágrafo? Leio mais uma vez e penso "droga, esqueci de pegar os óculos...ficou na bolsa que saí ontem". Me levanto e vou pegar os óculos na bolsa. Vou fechar a porta para não escutar os barulhos de fora e dificultar minhas saídas. Mas o que era mesmo que estava escrito naquele primeiro parágrafo? Penso "Sara, se concentre! Mais de 4 mil o salário". Faço uma prece e peço ajuda a Deus para conseguir me concentrar. Finalmente saio do primeiro parágrafo.
Facilitaria muito a minha vida se eu aprendesse a estudar sem escrever, mas não consigo. Tenho que fazer resumos, embora, quase nunca consiga lê-los ao fim dos estudos. Estou então lá, concentrada, quando percebo que estou começando a escrever uma linha bem troncha. Droga, odeio resumos com a linha troncha...Parece que o conteúdo fica mais fixo na mente se o resumo tiver organizadinho. Pronto, já perdi minha concentração, porque além de estar escrevendo as linhas tronchas, minha letra está ficando muito achatada e o resumo que eu escrevi ontem não estava assim. Deve ser essa caneta. Oxe!!! A ponta fina parece que está ficando grossa...tenho quase a absoluta certeza que essa caneta tinha a ponta mais fininha. É isso que está afetando a beleza do meu resumo. Penso "Sara, minha filha, você quer passar ou não? Enquanto escreve vai ficar pensando nessas besteiras ou no conteúdo? Se concentre", então volto a me concentrar e estudo mais um bocadinho.
Menino, que susto, a minha almofada de smile pareceu um cookie gigante quando, meio no canto do olho, avistei-a em cima da cama. Essa foi o cúmulo da falta de concentração. Percebo que já são 12h e é hora de parar para almoçar. Me dei um intervalo até às 14h. Mas assim como aconteceu pela manhã, não dá tempo de almoçar, olhar a internet e cochilar em 2h, porque tudo se passa em 15 minutos. Umas 14h30, depois de um banho, me sento para recomeçar os estudos. Não acredito! Esqueci a água de novo. Vou pegar a água e me sento para estudar. Com os óculos, recomeço a ler. Leio uma, duas, três vezes o mesmo parágrafo e não entendo naaada. Vou pegar o caderno para ver se tenho alguma anotação a respeito. Enquanto procuro, percebo um cachorro latindo ou um alarme tocando (o que em tambaú não é surpresa nenhuma acontecer). Reunidas as informações do caderno, apostilas de cursinho, constituição, material completo masss...falta a concentração. Penso "minha filha, você tá pensando que vai chegar em algum lugar assim? Enquanto você tá pensando besteira tem mais de 2.400 candidatos estudando". É suficiente para recuperar a minha concentração. Uma hora de estudo corre maravilhosamente, até que minhas costas começam a doer e eu olho para o relógio: 15h, hora de lanchar. Vou na cozinha, pego uma barrinha, aproveito para ir ao banheiro. Olho para minha caminha linda, confortável, aconchegante e ela me fala docemente "vem dormir! Só um cochilinho de 10 minutos não vai fazer mal". Sai para lá, tentação! Recomecei os estudos resistindo a todas as tentações atééé...uma dúvida surgir. Ligo para Lorena "Lóóó, não tô entendendo isso..." "Lóóó, tô errando os exercícios e não estou acertando 90%". A bichinha! Quase sempre me responde, para meu alívio, mas infelizmente, às vezes, a deixo com as mesmas dúvidas. Nessa historinha, chega a tão sonhada 18h e um estudo de um dia acaba. Vou riscar agora o tópico do edital que estudei. Qual não é a minha surpresa ao descobrir que os estudos de um dia inteiro renderam uma palavrinha do edital. ¬¬
Beleza, amanhã eu vou ver se acordo mais cedo e consigo estudar umas 8h por dia.
Boa noite!
Boa noite!
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Meu infinito particular
Quanto mais divago e me perco em meio aos sentimentos e pesares, menos sei se estou progredindo ou regredindo no intuito de manter a minha mente sã. Um defeito daqueles que pouco falam e muito observam é quase sempre se distraírem da realidade momentânea e se perdem em meio a sua realidade interna. Não sei, agora, se meus momentos de reflexão tem me trazido benefícios ou se estou me deixando levar por pensamentos que me desvirtuam do caminho da lógica.
Muito divago ou me faço entender no raciocínio?
(Às vezes tenho a impressão de não serem pensamentos meus, mas algo a mim imposto)
Se as pessoas que me vêem soubessem o que se passa na minha mente em funcionamento, entenderiam porque por tantas vezes fico calada ou demoro a responder perguntas. Se soubessem como funciona o meu processo de formação e assimilação das ideias, talvez compreenderiam que o silêncio quase nunca significa a ausência de argumentos, pelo contrário, não passa de um acúmulo de ideias e pensamentos pouco sintetizados. Agora consigo entender minha deficiência em sintetizar qualquer assunto, ou minha dificuldade em expressar pela fala boa parte do que se passa em minha mente. A fala é quase sempre resumida e nunca acompanha a velocidade do pensamento.
Me considero aliviada por não haver limitações quando escrevo aqui. Quase sempre consigo externar uma boa parte das minhas reflexões.
Muito escrevi e pouco expliquei. O estímulo do post era externar algumas aflições que hoje me atormentam, mas que necessitavam de uma prévia contextualização sobre o "meu infinito particular". Não sei se me fiz entender, mas pouco me importa. Ao menos, para mim, tenho um relato daquilo que, momentaneamente, em minha mente permanecia.
Hoje me aflijo por, inúmeras vezes, me pegar julgando em pensamento, tanto atitudes como pessoas. Consigo enxergar tão claramente defeitos alheios e acabo sofrendo por eles, me deixando afetar por atitudes que julgo incoerentes. Visualizo cada etapa da forma que eu acredito ser a certa e me atormento por esperar que as pessoas ajam exatamente da forma como arquitetei internamente. Ora, quem sou eu para enxergar tantos defeitos nos outros e ser incapaz de enumerar os meus? Aí vem a segunda parte das minhas aflições: sou advogada de acusação dos meus próprios pensamentos condenatórios. Quanto disso me policia e faz de mim uma pessoa mais humilde e menos discriminatória, ou me torna alguém que muito se policia e pouco exige seus direitos? Não só não consigo responder a isso, quanto caio na minha terceira aflição: quando termina o meu direito e começa o do meu semelhante? Por vezes me abstenho de brigar por meus direitos ou em defesa daquilo que acredito ser o certo, por não conseguir distinguir quanto estou certa e até onde vai o meu direito; o que de fato me pertence.
São tantos questionamentos e poucas respostas que prefiro me manter no silêncio das minhas inquietudes a externá-las a terceiros e acabar não encontrando muita coerência nelas.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Para aqueles que sabem do que estou falando
Não há palavras a serem ditas, nem conforto que chegue sem ser no tempo certo. Nós somos impacientes, mas o que é o tempo que a gente espera comparado à eternidade? Nosso sofrimento só leva o tempo das feridas cicatrizarem e quem sabe no fim teremos sorte de só ter a lembrança que um dia caímos, mas soubemos nos recuperar. Hoje nem vejo mais as cicatrizes que tinha das minhas quedas na infância, nem marcas de catapora tenho mais. Peço e acredito um dia não enxergar as da minha alma e do meu coração. Essas feridas que ainda estão abertas, mas um dia hão de se curar.
Se não acreditar nisso, de que vale ter fé? De que valeu o amor que a gente sentiu e o bem que desejou? Ninguém nunca negou que amar é fácil. Amar no seu sentido completo é para poucos, porque da complexidade os simplistas fogem e não há nada mais complexo que o amor verdadeiro. Porque a gente nem sempre entende o que ele nos reserva, nem sempre compreende o bem querer mesmo quando o mal insiste em prevalecer e quase sempre fecha os olhos para os erros e perdoa. Perdoa porque estar perto é melhor do que longe, porque se houveram erros é porque precisávamos aprender, para crescer e evoluir moralmente e, principalmente, porque todos merecem uma segunda chance para mostrar que aprenderam com os erros cometidos e dessa vez podem mostrar seus acertos.
Antes errantes conscientes que perfeitos iludíveis.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Tudo no seu tempo

A gente vive sonhando e planejando os caminhos que devemos seguir para conquistar cada sonho. Sonha, planeja, se esforça e concretiza...mas foi no tempo certo? Por que muitas vezes conseguimos o que queríamos e não nos sentimos plenamente satisfeitos? A gente se encaixa e aceita do jeito que veio, ou antes do tempo ou depois do tempo que planejamos, mas por que não temos a sensação de realização caso não aconteça na hora que queríamos? Às vezes eu acho que a plenitude não existe para ser alcançada. Aquilo que hoje a gente acredita ser o baú de tesouros, quando conseguimos não passa de uns trocados. E eu não acredito que sejamos todos seres ingratos, por não nos sentirmos satisfeitos e realizados com a concretização de um sonho. Numa perspectiva diferente, somos seres insaciáveis propositalmente com o intuito de sempre estarmos melhorando e buscando novos propósitos, novas realizações. Sonho é uma denominação dada para um anseio ou um ponto que se pretende chegar, para dali em diante almejar um novo ponto ainda mais longe, antes improvável de se alcançar sem a realização do sonho anterior. Nossos planos e ações consequentes são parcelas de um somatório, inclusive os espaços vazios quando não estamos sonhando ou agindo, estamos apenas esperando. E o que fazer para preencher esses espaços vazios de maneira a somar e não estacionar no tempo? Devemos fazer as coisas que sempre queríamos mas faltava tempo? Ou aproveitar mais a companhia de alguém? Ou devemos persistir num antigo sonho enquanto ele não é concretizado, mesmo que seja numa questão de tempo? Estou num espaço vazio ansiando para não torná-lo inútil ou estacionado no tempo.
Tudo no seu tempo.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Sim, isso também me afeta!
Às vezes eu queria ter o dom de dizer as palavras certas, na hora certa para as pessoas que estão precisando, mesmo que elas não peçam. Mas elas acabam sendo ditas apenas em pensamento, seja por uma falta de abertura ou pelo fato de que se forem ditas, podem não sair da forma como foram pensadas. Eu não sei se isso acontece com vocês, mas comigo, por exemplo, a fala distorce a maneira como a ideia foi concebida e termina não expressando da maneira correta o pensamento. Talvez por isso eu me identifique com a escrita - esta escrita moderna, com um teclado na minha frente e um blog à disposição - porque meus dedos obedecem à minha linha de raciocínio exatamente como fora concebida, sem empecilhos de ambientes ou das emoções refletidas em uma voz embargada.
[...]
Me remonto à época em que era criança, em que família significava feriados reunidos, tios e pais conversando e curtindo suas próprias companhias e os primos brincando de todas as brincadeiras que podíamos imaginar. Meus primos eram meus amigos dos fins de semana, férias e feriados, com quem eu poderia viajar e sempre seriam minhas companhias em reuniões familiares, sem ter obrigações escolares envolvendo nossas relações. Nós dormíamos juntos, tomávamos banho juntos e brincávamos juntos. Meus tios traziam presentes nos aniversários, me abraçavam e não tinham inibições de demonstrações de afeto e a minha família era unida e feliz. Ao menos na minha fantasia infantil, tudo era perfeito.
Mas com o passar do tempo, meus primos já não me viam com tanta freqüência e meus tios já não compareciam nos meus aniversários. Nós não viajávamos mais juntos e quanto mais eu amadurecia mais aquela antiga convivência e ideia de família unida e feliz se distanciava. Antes as palavras de admiração e companhia desfrutada, se tornavam em ofensas e brigas familiares. Eu ainda era uma criança amadurecendo quando tive que conviver com os desentendimentos e a mudança brusca da minha realidade até então conhecida. Por que me castigavam com a ausência dos meus tão queridos primos? E por que meus tios já não me passavam aquele carinho da época que eu era mais nova? Agora falavam de maneira sem graça, com abraços vazios, esperando que eu não notasse a indiferença que ali pairava. Sempre me perguntei o porquê de não ter o afeto de todos, sabendo que eles tinham com outros primos e o porquê deles se privarem da minha companhia, sem ao menos me conhecer direito e saber a adulta que estava me tornando. Por que não me deram a oportunidade de mostrar que eu faço parte da família e sou diretamente afetadas por suas (in)decisões?
Hoje, tenho a maturidade para entender tanta coisa que se passou e ainda se passa e sinto pena, do quanto se perdeu e ainda é perdido no tempo. Das relações desperdiçadas e dos julgamentos superficiais de uma realidade tão complexa. Lamento as ideias que se formaram, das interpretações tão distanciadas do sentido original das ações. Lamento o amor sendo perdido em meio a coisas sem importância real. E lamento, principalmente, uma existência familiar que deveria ter sido vivida e foi deixada de lado pelas intrigas.
Mas como tudo serve de aprendizado para o nosso crescimento, compreendo certas atitudes antes incompreendidas e admiro a consistência dos meus pais e os valores que aprendi na minha jornada de amadurecimento. Essa minha família - pai, mãe e irmã - pode contar com minha compreensão e amor para toda a vida. Agradeço todos os dias a oportunidade de convívio diário com pessoas tão maravilhosas e aprendo com seus gestos tudo o que há de bom.
Que bom que meus instrumentos de comunicação me servem tão bem quando preciso externar tudo o que sinto!
segunda-feira, 11 de abril de 2011
A sociedade dos livros mortos

Não é irônico como somos tão dependentes das tecnologias atuais e deixamos nossas vidas girarem em torno delas, mas ao mesmo tempo elas se mostram tão frágeis e suscetíveis a falhas, diante de fenômenos tão costumeiros como a chuva?!
Me intriga o fato de dedicarmos tanto tempo a elas e não termos o mesmo retorno. Mesmo com os avanços diários, elas ainda não conseguem estar 100% presentes. Então, por que ser tão dependente disso? Querendo me desvencilhar dessa prisão tecnológica, dediquei meu tempo vago a ler livros. ÓÓÓÓÓÓ...livros? Isso ainda existe? Sim, caros leitores, ao que tudo indica, alguém tenta se comunicar com os outros e entreter o mundo por meio de páginas contendo letrinhas cuja junção formam frases e ideias. Não é brilhante? E não me refiro a livros de estudos para concurso ou de algum autor de administração, muito menos aqueles de auto-ajuda ou "como ganhar seu primeiro milhão". Me refiro a livros que têm o intuito somente de entreter, de proporcionar o conhecimento de diferentes culturas, daqueles que não impõem o pensamento do autor e sim nos leva a pensar, a refletir e tirar nossas próprias conclusões. Por mais que eu goste do cinema e televisão, não há nada como os livros. Acho incrível como por meio de palavras, conseguimos visualizar um contexto, um lugar, os personagens e até nos identificarmos com tudo isso como se estivéssemos vendo de perto. Eu acho que posso me comparar a um deficiente visual, que apesar de não enxergar consegue entender uma realidade, mesmo sem nunca ter visto, só com os outros sentidos. Assim como nos livros, eu vejo sem nunca ter visto e acabo achando que conheço o que desconheço.
Só fico me perguntando o motivo pelo qual não me interessava por livros antes. Acho que porque livro era ligado ao colégio e prova e vestibular e literatura e eu sempre odiei literatura. Porque a literatura que a gente estuda, são dos" tempos de outrora" e minha professora se esforçava para explicar aqueles poemas desconexos que só faziam sentido para quem os tinha feito. Tédio! Me desculpem os poetas, respeito todo tipo de expressão artística, mas de fato, não me identifico com poemas. Prefiro algo mais direto, que explique os sentimentos sem prolixidade e palavras em desuso. Também não compreendo como em plena juventude nos empurram uma literatura tão antiga e distante da nossa realidade atual. Para uma criança/adolescente como eu, era como tentar decifrar as parábolas de Jesus. Acredito que na época em que foram escritas, as pessoas entendiam com mais facilidade, porque estavam inseridas naquele contexto, mas hoje estamos em outra época, outra linguagem, outras formas de se expressar. Que fique bem claro que não me oponho aos autores ou aos "tempos de outrora", pelo contrário, adoro histórias do passado, me oponho aos responsáveis por eu ter me afastado da literatura por tanto tempo, pelo simples fato de não terem me mostrado que ela ia além daquilo ali. Pelo menos algo se salva dessa época, meu gosto pelas histórias em quadrinhos. Acho que por ser a única a falar a minha linguagem.
Hoje, não tão velha, mas com idade suficiente para entender os livros, aprendi a respeitá-los e valorizá-los, principalmente os autores pela criatividade e por me carregar a este mundo imaginário.
Boa leitura!
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segunda-feira, 21 de março de 2011
Cessa mais um ciclo. Pronta para o próximo!
De volta, depois de um tempo reclusa e dedicada a outras atividades menos frívolas. Além do mais, com vocabulário mais rebuscado em virtude do longo período imersa em estudos e leituras, embora com a mesma ausência de fatos marcantes na minha vida rotineira.
Como já sabem, ou ao menos eu espero que os meus (poucos) leitores saibam, desde o começo do ano estava me dedicando ao concurso do Banco do Brasil. Fiz duas provas: uma para região da Paraíba, outra para a do Rio Grande do Norte. A primeira, quase passei (literalmente) para meu desgosto e decepção. E esta foi tão grande que nem ânimo tive para tentar escrever algo aqui, porque, apesar de ter nas últimas publicações uma enxurrada de lamentações e histórias de concursos, não quis escrever mais uma vez sobre a decepção de ter chegado tão perto e não ter conseguido. De certo modo, acho que isso me cansa e cansa quem ainda se dedica a perder tempo lendo o meu blog. A segunda prova, prestei ontem em Natal e gostei, mas como nada que acontece na minha vida é tranquilo, já sei que todos que prestaram a prova gostaram também e isso significa que devo acertar mais questões e errar o mínimo possível.
No entanto, não quero ficar me lamentando aqui. Estou tentando recuperar a minha confiança, abalada pelas últimas derrotas sofridas. Tento me conter e não me revoltar com os aprovados do concurso que nem sabem escrever, embora não consiga evitar meus olhos ardendo ao olhar recados com erros de português que parecem atentar contra a minha inteligência. Me seguro para não me rebelar ao pensar que estes seres ignorantes estão numa posição melhor que a minha e sequer entendem da própria língua. Eu sei que o fato de você cometer erros em português não significa que você não seja inteligente, mas ao menos se esforce para olhar no dicionário como se escreve antes de sair publicando coisas para todos verem e não me fazerem sentir vergonha alheia. "Você", no caso, não é você, meu leitor! "Você" seria alguém que passou no concurso e não sabe português, com quem eu supostamente estaria falando.
Mas enfim, eu disse que não queria me rebelar mas fica evidente que certos acontecimentos não "descem redondo" como cerveja desce para alguns.
O importante é que não há nada como um dia atrás do outro. Quando você acha que daqui para frente as coisas serão insuportáveis e muito mais difíceis, você encontra forças no apoio de outras pessoas que acreditam em você quando nem você acredita mais. Quero agradecer àqueles que estiveram comigo desde o resultado do último concurso até o dia da última prova (ontem), porque foram responsáveis por melhorarem o meu humor e minha auto-estima. Mesmo que nenhum deles tenha feito terapia comigo, sequer falaram sobre a minha derrota, mas me fizeram sentir bem com suas energias positivas e seu bom humor e, me fizeram esquecer dos meus medos e preocupações de não conseguir superar minhas próprias expectativas.
Se isso irá surtir efeito numa possível aprovação do concurso, eu não sei, mas já surtiu efeito em me reerguer e querer novamente fazer novos planos para o futuro.
Uma boa semana de folga para mim e uma boa semana de atividades para vocês!
sábado, 18 de setembro de 2010
Merecimento
Ainda não é o post que trará as notícias boas que espero. Pelo contrário, parece que quanto mais preciso dessa ferramenta é quando há algo para desabafar que esteja me incomodando.
Passada mais uma prova de concurso, a qual, vale salientar, foi a primeira que eu tenha feito consciente e com um conhecimento prévio de todo conteúdo abordado, a primeira em que me esforcei realmente - durante dias e horas de estudo -, a qual abdiquei minhas horas de lazer e de saídas com os amigos, que na maioria das vezes, nem entendia o esforço que eu estava fazendo. A prova que eu sabia que seria difícil e mesmo com a dificuldade que eu também sabia que teria, me permiti sonhar com a aprovação, mas, que ao sair o resultado me decepcionou.
Só que dessa vez foi uma decepção diferente. Foi como se quisessem, à força, provar que eu não tenho a capacidade suficiente para conseguir o emprego que tanto queria, ou não mereço.
Merecimento...
Quem sou eu para julgar os méritos das pessoas pelos seus esforços, mas, sinceramente, não me permito pensar em outra coisa desde que o resultado saiu. O que faz uma pessoa ser coroada por seus esforços e outra não?! Sempre achei que tudo vem com o esforço e o trabalho; que a sorte é uma palavra criada pelos leigos que não sabem das verdadeiras razões de alguém estar sendo agraciado; e que para se obter o que deseja, seus motivos precisam ser verdadeiros e inofensivos para as outras pessoas e não podem ser egoístas, nem se aproveitar da boa vontade de ninguém. No entanto, sabe quando alguém, que nunca quis nada com a vida, que de repente quer bancar uma imagem correta só para enganar as pessoas sobre suas verdadeiras intenções, consegue as coisas antes das outras que já vinham se esforçando há mais tempo?! Não sei se isso acontece com vocês, mas isso sempre acontece comigo. Uma prova da universidade que você estudou e o outro que filou de você acaba tirando nota maior, uma frase que você disse baixinho e alguém escutou e falou alto para ganhar os méritos por ela, uma ideia que você teve mas outro a tomou como sua, ou um trabalho feito por você, mas que outra pessoa levou todos os créditos. É assim que eu me sinto!
Sei que temos de aceitar que as coisas aparecem na devida hora e que nem sempre o que a gente quer é o melhor para a gente, mas quando paro para pensar e vejo para quem estou perdendo as oportunidades, sinto um desânimo. Não um desânimo que me faça querer parar de tentar, mas um desânimo com relação ao futuro. A sensação de que não poderei desfrutar das melhores oportunidades, ou que se um dia chegar a desfrutá-las, terei que me esforçar muito mais que outras que chegarão no mesmo lugar que eu sem fazer grandes esforços.
Enfim, precisava desabafar!
terça-feira, 11 de maio de 2010
Mais uma vez...
Estou sem muito tempo para a net por conta da proximidade do concurso da Caixa!
Nem cheguei a comentar que Longo está de volta! Infelizmente, não se sabe ao certo o que o mercado de trabalho quer hoje em dia, se é um profissional qualificado, se quer um capacho para obedecer os mandados dos chefes, se quer aquele que fala tudo que vem em mente, se quer o que se mostra mais comedido, prudente. Enfim, você fica à mercê das divergências de opiniões e acaba se tornando um profissional que tem que estudar previamente o comportamento que a empresa adota, para também adotá-lo, e só assim poder ser aceito. Essa história de "seja você mesmo", "aja com naturalidade" não parece estar se encaixando nos parâmetros que venho acompanhando ultimamente. O que eu vejo é uma transformação de "profissional qualificado" para meros "artistas", que decoram suas falas antes da entrevista, sabe exatamente qual personagem deve assumir para ser ingressado no mercado de trabalho. "Dão o sangue", "vestem a camisa", porque quem emprega não quer saber o que você pensa ou deixa de pensar sobre isso ou aquilo, embora estejam cada vez mais exigentes quanto ao profissional que quer empregar. Ora, que ironia! Somos obrigados a estudar, estudar, estudar, tornarmos mais inteligentes, mas ao conquistar o emprego, se conquistar, devemos nos portar como burros de carga ou até mesmo, permitir que outro "artista" tome o nosso lugar de merecimento.
Só sei que nada sei! Já está virando até chato só comentar sobre esse assunto, mas infelizmente, não consigo aceitar que certas coisas aconteçam sem ao menos expressar minha indignação. Será preciso outra Revolução Industrial para garantirmos maior proteção aos trabalhadores e aos que esperam por trabalho?
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Pausa para pensar...
O que faz uma trajetória de vida se tornar uma existência brilhante?
São tantas as notícias ruins que vemos na mídia que, às vezes, parece que as coisas boas deixaram de existir e, que a ideia de seres bondosos e benevolentes fazem parte de um passado remoto, tratado apenas nas escrituras religiosas. No entanto, ao pensarmos nas histórias das civilizações antecessoras, as guerras, as penas de morte, os duelos, a honra, foram todos demarcados por atitudes de violência. Então, o que muda na nossa percepção de vida atual? Ao invés de buscarmos em exemplos de bons comportamentos e em atitudes caridosas, os verdadeiros caminhos de instrução, nos baseamos nos exemplos negativos como forma de "correção" de comportamento.
Sabe-se que, quando pequenos, o castigo foi nosso aliado na formação do caráter e na conduta moral, a fim de aprendermos a distinguir o que é certo e errado, os bons costumes dos maus costumes. Tal atitude é lovável e adequada para o nível intelectual que uma criança detém, mas venhamos e convenhamos, depois de adultos crescidos, com opiniões e caráter formulados, por que ainda nos atemos a viver com base no castigo? Com a ideia de que é através de um mau comportamento que aprendemos um bom comportamento?
O que tem acontecido é que a carapuça tem servido para os seres de boa fé como os seres de má fé. Ao nos depararmos com as notícias sobre violência, tanto nos horrorizamos com o que vemos e aprendemos as consequências de atitudes maléficas, como os bandidinhos, aprendem formas de agir com malícia com outras pessoas. Por que levar o mal para todas as casas, ao invés de levar o bem? Se quem reproduz a violência não sabe ao certo que público está atingindo, por que não pecar pelo bem, se o bem é sempre o bem, afinal?
E cada vez mais, temos a sensação de que as pessoas boas estão sumindo. Não estão! Estão aí, com suas existências maravilhosas, levando amor a quem precisa, e, não sentadas em casa, aterrorizadas com o mundo.
Se lançarmos um olhar mais bondoso e só emanarmos pensamentos positivos para as pessoas, o mal não há de vir bater à nossa porta. A gente colhe o que planta. E a sociedade tem colhido o que tem plantado.
E com um olhar mais atento, afirmo: "eu conheço uma existência maravilhosa, que só foi amor, caridade e humildade durante sua vida" e a reconheço como um exemplo de vida! É nela que quero me espelhar e com ela quero aprender!
E você, com quem quer aprender?
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Porque dormir faz bem!
Vocês já pararam para pensar no efeito que dormir tem sobre vocês? Sim, dormir mesmo, fechar os olhinhos e se desligar por algum tempo da realidade. Desde que li isto num livro de uma neurocientista, pude observar na prática as melhorias que o meu sono tem me proporcionado. Alguns de você jamais perceberam, mas todos, certamente, já ouviram alguém falar: Nada como uma boa noite de sono!
Façam o teste! Quando você está com tantos problemas e não consegue encontrar a solução, quando sua cabeça martela sem parar algo que o tormenta e te deixa triste, ou quando você enxerga um problemão onde ninguém mais enxerga; durma! Quando acordar, note que o problema parece menor, sua cabeça parece vazia e você não escuta mais aquela vozinha incansável falando sem parar. Suas lágrimas já secaram e você por um instante esquece porque tinha chorado tanto. Daí você consegue enxergar as coisas com mais clareza, consegue ver o lado que você antes não conseguia. Começa a se dar conta das palavras que você usou numa conversa e os efeitos que elas podem ter tido na outra pessoa e, quase sempre, se arrepende do que falou. Ou mesmo, se antes você não conseguia admitir um fato e parecia quase impossível aceitá-lo, depois do sono você já se pergunta: "por que eu não aceitava isso mesmo?"
Quase sempre você esquece por que sentiu tanta raiva, por que tudo parecia tão difícil, por que não se achava a solução para os problemas! E não digo isso só do sono durante a noite, faça o teste de 15 minutinhos depois de uma discussão, ou depois de algo que o fez chorar; tem o mesmo efeito!
Agora, só posso desejar, bom sono para vocês!!!
sábado, 17 de abril de 2010
Com o olhar no horizonte...
Quem nunca se sentiu inseguro com o seu futuro, levante a mão!
Sabe aquela sensação de impotência, de ver as coisas longe do alcance de suas mãos, em que se tem que apelar pelo tempo, para que ele resolva tudo e ponha as coisas no devido lugar?
Só que o tempo não contava com minha impaciência. O meu desejo de ter o controle sobre as coisas que dizem respeito a minha vida, a minha ânsia em ir atrás do que eu quero e ver o resultado imediato. E junte a isso o fato de não ter controle sobre as suas emoções! Sentir o coração apertado por ter seu amor longe, sem ter aquela presença reconfortante ao seu lado para o que precisar. Muito ruim!
A incerteza sobre o que pode acontecer. E a ideia de ter que refazer os seus planos.
Ah se fosse só o problema de manter um namoro à distância! Conhecendo a minha cabeça, o simples é sempre complexo!!!
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Impressões sobre a Cidade Maravilhosa
Aproveitando uma promoção da Tam, marquei uma viagem com a família para o Rio de Janeiro no período do feriado da Páscoa. Ou pelo menos, parte dele, já que só conseguimos preços promocionais saindo de João Pessoa na sexta-feira e voltando na terça-feira. Beleza, eu não tenho trabalho, Adriana tirou dois dias de folga e minha mãe aproveitou para compensar dois dias de férias que ela devia. Passagens compradas, hora de marcar o hotel. Há muito tempo que minha família faz uso da Bancorbrás, um serviço pago, que lhe dá direito a 7 diárias durante o ano para você utilizar nos hotéis cadastrados. Fomos então procurar os hotéis cadastrados no Rio de Janeiro e, para nossa surpresa, nenhuma vaga para o feriado. Conseguimos apenas as diárias a partir do domingo e acabando na terça-feira. Pronto! E agora? Na sexta e no sábado onde vamos dormir? Ligações foram feitas para conhecidos que foram atrás de pousadas, apartamentos e hotéis para ver se achavam alguma coisa até que, finalmente, achamos um hotel com um preço razoável e com uma hospedagem de qualidade. Para realizar os nossos passeios, contratamos uma van que passaria todos os dias com a gente nos mostrando todos os lugares onde queríamos viajar. Pronto, a viagem finalmente poderia ser realizada...e foi! Na sexta-feira, assim que chegamos, fomos à Niterói. No sábado fomos para Petrópolis. No domingo e segunda-feira ficamos pela cidade do Rio de Janeiro, onde visitamos o shopping da Barra, Pão de Açúcar, Corcovado, Confeitaria Colombo, Maracanã e passamos por vários pontos turísticos. Entre todas estas atividades que realizamos nesse período e diante de todas as pessoas com quem tivemos que lidar, entre cariocas e paulistas, ficou a sensação "não troco minha João Pessoa pelo Rio de Janeiro". As situações que lidamos e as impressões do atendimento:
- Ao tentarmos contratar uma van com uma mulher que já havia prestado serviço à minha família em janeiro deste ano, ela superfaturou o valor, cobrando absurdamente mais caro, além de demonstrar uma arrogância ao falarmos por telefone;
- A recepcionista do hotel não entendia que ficaríamos durante dois dias apenas no hotel e, por não entender, respondia de maneira muito arrogante também;
- Em Niterói, minha avó achou um cachorro de uma moradora feio e esta deu uma resposta muito fria, como se não levasse em consideração que se tratava de uma idosa e pessoas nesta condição falam o que pensam sem intenção de magoar;
- No shopping da B0arra, tive os piores atendimentos possíveis, nunca vi funcionários tão desrespeitosos e mal treinados. Queriam me enrolar cobrando acima do valor do produto e quando reclamei, recebi troco errado, ocasionando outra reclamação e resultando em um troco todo em moedas. Quando meu sogro tentou cobrar por uma água que ele já havia comprado e eles não queriam fornecer dizendo que "havia acabado", ele recebeu um comentário de uma funcionária o chamando de "abusado" por cobrar algo que era do seu direito;
- No Pão de Açúcar, nossas carteiras paraibanas foram recusadas. Descontos apenas para os moradores do Rio de Janeiro. Além do que, escadas e mais escadas, impedindo o acesso dos portadores de necessidades especiais;
- Em Petrópolis, minha avó não teve direito a fila preferencial, tendo que enfrentar 1h de fila e ao chegarmos no caixa, uma idosa passou na nossa frente;
- No aeroporto do Rio e São Paulo, nenhuma informação correta. As pessoas são soltas ali e para se obter uma informação completa e correta, não foram menos de 5 pessoas requisitadas para responder.
Diante disto, fiquei com a sensação de que, o Rio de Janeiro, sede da copa do mundo em 2014 e olimpíadas em 2016, está muito aquém de ter um atendimento considerado adequado para receber eventos deste porte. Não sei se esta indiferença pode ser respondida pelo fato de sermos nordestinos, mas o despreparo ficou visível em todos os pontos. E para completar, presenciamos a maior enchente da história moderna do Rio de Janeiro, fator este que deixou brasileiros e estrangeiros preocupados com a estrutura oferecida pela cidade. Caos, era o que se via de estrutura física e pessoal.
Maravilhosa mesmo é a nossa cidade! Que bom estar em casa!
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