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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Carta aos amigos

Queridos amigos,
Caros em meus sentimentos de estima. Quantas alegrias compartilhadas me trazem à mente doces lembranças do nosso convívio.
Foram vocês que me teceram gentis comentários de incentivo e reconhecimento, daquilo que não posso chamar de dom, nem de talento, e sim, vocação.
Agradeço serem o som da minha voz, que por tantas vezes se embarga e se perde, não conseguindo exprimir minhas ideias e meus apelos.
Pelas minhas mãos me permito a liberdade que meu espírito tanto intenciona mas que meu corpo aprisiona. Por elas, meu pensamento corre livre, sem os empecilhos e tropeços da minha fala. Instrumentos que fazem o meu silêncio ser ouvido.
Mãos que intermedeiam o contato dos meus mais sinceros sentimentos com os seus corações. E, se quase sempre me faltam atitudes, não me faltam bons intentos. Aqueles abraços que por vezes escondi, existiram em meus mais íntimos pensamentos e, hoje se fazem conhecidos. Por elas, deixo que se transmitam meus abraços, beijos e conselhos.
Rogo a proteção para que o discernimento não me escape e que as ilusões não ocupem o espaço das verdades. Que eu encontre sempre na escrita, demonstrações sinceras da minha consciência liberta, tal qual fora criada: bússola orientadora; guia de proteção; menu da verdade; voz da compreensão.

Obrigada!

domingo, 30 de dezembro de 2012

Adeus ano velho, feliz ano novo


O título não poderia ser mais clichê, mas quem falou que não gosto de clichês? Mais um ano que se encerra e outro que em breve se inicia. Qual o saldo de 2012 e quais as resoluções para o ano que vem? 
Quando penso no que passou, até tenho um breve descontentamento por achar que esse ano não foi tão bom quanto eu gostaria. É verdade que estudei (quase) o ano inteiro e gostaria de ter obtido alguma aprovação em outro concurso, mas não vou me lamentar, pois dessa postura estou, aos poucos, me libertando. Percebi que não faz bem ficar lamentando minhas supostas derrotas. Então...vamos para frente! O finzinho do ano conseguiu salvar 2012 de não ficar esquecido na minha história, afinal, consegui minha convocação (aplausos) no Banco do Brasil mesmo que não tenha conseguido ser contratada (mas isso são outros quinhentos). O que importa é que minha vaguinha está garantida. Desse modo, 2013 terá início com grandes expectativas depositadas nele. Muitas mudanças ocorrerão: vou sair de casa, vou ganhar meu primeiro salário, vou mudar de cidade, vou contribuir para o INSS (quem acompanha o blog sabe o quanto sonhava começar a contribuir para a previdência), vou aprender a matar barata sozinha sem precisar chamar alguém, enfim...ano novo, vida nova!
Minha postura, portanto, não poderia ser diferente: estou extremamente agradecida!
Em meio a tantos rumores de fim do mundo, más interpretações de anotações e escritos de civilizações antigas, só me resta desejar que abandonemos este mundo sofrido e injusto, em que o mal ainda prevalece e demos as boas vindas a um novo, construído por todos nós com mais amor e respeito entre todos. Em 2013, quero estar assumindo a mesma postura agradecida no findar de seus dias. E que fique aqui os meus sinceros votos de sucesso nos nossos empreendimentos, saúde da mente e recursos para a prática dos nossos trabalhos diários. Muita paz nos nossos lares e muitas conquistas para o bem.

Feliz 2013!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

O Natal de todos nós


Como é gratificante chegar a essa época do ano com tantas coisas para agradecer diante desta data tão representativa para nós que é o Natal. Me satisfaço em celebrar, por mais um ano, a vinda do nosso Mestre que, em uma breve passagem pela Terra, conseguiu concentrar toda a perfeição que almejamos atingir, em gestos de amor e resignação. Embora  muitos ainda não o aceitem como exemplo a ser seguido, não há quem possa negar sua grandiosidade demonstrada em tantas lições ensinadas por meio da própria vivência, com toda a humildade e amor que, até então, desconhecemos em nosso semelhante. Inúmeros são os indivíduos que, tocados pela vida do Cristo, tiveram as suas transformadas. Hoje, além de graças ao Senhor pela misericórdia para com os seus irmãos necessitados, aos quais me incluo, venho dar graças aos seus discípulos, responsáveis por disseminar sua doutrina maravilhosa. Fico impressionada com o testemunho de tantos que lutaram e morreram em nome do Senhor e da defesa da sua boa nova. Me aprecia o poder de admiração que Jesus alcançava somente pela luz e paz emanadas por sua presença. Quantos incrédulos se prostravam aos seus pés, numa atitude espontânea e involuntária, apenas pela admiração inconsciente que sua presença grandiosa provocava. E dali mesmo, saíam discípulos do seu amor, por reconhecer a sua grandeza de espírito, ao mesmo tempo que mestre humilde a nos ensinar as verdades ocultas da vida. Me maravilho com a eloquência com que seus adeptos falavam do evangelho e tiravam lições dos mínimos detalhes da narrativa de seus passos. Jesus soube, em cada passo que dava, em cada gesto que fazia, em cada discurso que pregava, nos trazer lições que até hoje são incompreendidas.
Agradeço a oportunidade de desfrutar de seus ensinamentos. Agradeço a chance de ser cristã e poder me maravilhar com a paz que só o nosso Pai pode dar, mas que Jesus nos ensinou a procurar. Agradeço os esclarecimentos sobre a vida eterna que torna nosso sofrimento tão breve e tão pequeno diante do que nos aguarda na eternidade. Agradeço as lições tiradas do trabalho e do esforço próprio que elevam o nosso ser, isentando dos outros a responsabilidade por nossa própria salvação. 

Peço ao nosso Pai de infinita misericórdia que não nos desampare. Que a palavra viva do seu filho, Jesus, possa impregnar em todos os cantos as verdades desconhecidas por nossa ignorância. Que possamos aproveitar as lições tiradas dos nossos próprios erros e não procuremos justificar nossas atitudes em virtude da imperfeição moral que nos encontramos. E que não só neste Natal, mas hoje e sempre, saibamos amar verdadeiramente os nossos semelhantes, desvencilhados do egoísmo a que, constantemente, nos sentimos atraídos. Que saibamos entender as diferenças dos outros, encarando aqueles que fazem o mal, como verdadeiros necessitados e, aqueles que nos têm como inimigos como alguém a quem devemos oferecer a mão amiga. Afasta dos nossos corações os sentimentos de raiva e egoísmo que só nos destrói. Fortalece o nosso espírito com a calma e paz do teu amor. Se o bem não fosse o caminho certo a seguir, não nos sentiríamos tão bem ao praticá-lo. Se a raiva e o egoísmo nos fizessem bem, não nos sentiríamos tão angustiados e sozinhos. Que a fé nos proporcione as maravilhas alcançadas pelos milagres de outrora e que saibamos o poder que ela tem ao reconhecermos a nossa pequenez diante de Deus. Que nunca nos neguemos às verdades da vida. Que a palavra da salvação sempre esteja a nosso alcance, bastando que saibamos reconhecê-la. Que o que hoje é fonte de desconhecimento, se revele para nós no tempo certo como fonte de água cristalina. Que não nos achemos maiores do que somos e, a exemplo de Jesus, saibamos encontrar na humildade o caminho do crescimento como indivíduo. Que as nossas ditas verdades atuais não nos ceguem os olhos da alma para o que ainda não temos capacidade de compreender.
Enfim, meu Deus, que o teu amor nunca cesse e seja fonte inesgotável de felicidade e paz para todos nós.

Assim seja!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cometas e estrelas

A gente sempre lê aqueles textinhos piegas que falam de amizade, que a distância não apaga aquelas que são verdadeiras, ou que algumas pessoas entram e saem de sua vida mas só algumas deixam marcas, etc e tal. O interessante é que por mais que essas coisas sejam repetitivas e clichês, a gente está sempre passando por situações interessantes que comprovam sua veracidade. Existe coisa mais estranha do que encontrar "amizades" da infância e não sentir mais nada de especial por aquelas pessoas? Às vezes eu fico pensando: "Meu Deus, essa pessoa fazia parte da minha vida e hoje eu não sei nada a respeito dela, não sei que adulto se tornou". É estranho! O que fez com que umas permanecessem e outras sumissem vai além da minha compreensão. Hoje tenho (poucos) amigos de longas datas que em tempos remotos tinham menor representação que algumas outras pessoas, no entanto, permanecem ao meu lado, enquanto outros "melhores" amigos do passado não tenho nem notícias. Desconheço o caráter que compõe suas personalidades, suas atitudes, seus amores, seus gostos. É um pouco triste, ao mesmo tempo que a vida parece ter se encarregado de fazer sua seleção natural e só os laços mais fortes foram preservados. Mas eu me pergunto se aconteceu naturalmente ou eu fui a culpada pelo fim de uma grande amizade? Não sou daquelas que ligam para dizer que estou com saudades, nem deixo recados em redes sociais. Não sou também do tipo carente que fica reclamando da falta que alguém me faz. Não faço muitos elogios, nem sou carinhosa. Quem me conhece sabe que para tirar um elogio de mim, você tem que estar realmente arrasando, queridinha! Brincadeiras (de verdade) à parte, não gosto de pôr a culpa 100% nos outros. Sou perferccionista e por isso exijo sempre muito de mim para não cometer erros. Acabo sendo "fria" para não ser falsa. Não gosto de dar motivos para que as pessoas façam queixas a meu respeito, por isso sempre me pego fazendo esse tipo de reflexão. Como resultado, ganho essas dúvidas; essas crises de culpa e responsabilidade. 
Não vejo como arrependimentos, mas será que poderia ter feito algo diferente e hoje teria um amigo a mais? 
Acho que a vida vai se encarregar de me responder essa pergunta.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Minha lourdinas, minha infância


Fecho os meus olhos e me vejo lá, com meu tênis branco e a meia também. A fardinha azul marinho e branca completa o visual. Hoje consegui fazer meu próprio penteado quando amarrei o cabelo todo para o lado com a minha xuxinha de crochê azul. Nas costas a minha mochila/mala rosa e na mão minha lancheira laranja com meu lanchinho "gostoso".
Oba, cheguei cedo! Coloquei minha bolsa na fila do pátio. Fui a segunda da minha turma a chegar.
Enquanto a aula não começa, fico olhando meu álbum de adesivos e colando mais alguns da cartela do Piu-piu que acabei de comprar. Me perco no tempo e quando vejo minha tia já chegou e já é hora de ir para sala. Na fila indiana seguimos em direção à sala. Por entre os azulejos verdes dos corredores, vou escorregando minha mão, fazendo barulho e pisando nos quadradinhos em fila, senão a tia reclama que estamos andando fora da fila.
Na sala as carteiras super pesadas, de madeira marrom escura, estão posicionadas, então corro em direção ao meu lugar de sempre, claro, com cuidado para não prender o meu joelho no assento que levantava. Hoje é dia de recebemos a agenda com nossa foto que vamos dar de presente às nossas mães. As meninas pediram para eu escrever uma dedicatória porque acham minha letra mais bonita, mas eu acho isso uma besteira. Não vejo a hora de tocar para o recreio. Será que Janaína hoje trouxe pippos de milho? Na minha lancheira estão 5 biscoitos brazinhas e o suco de maracujá. Não vou comer o meu lanche, Janaína hoje não trouxe pippos mas vai comprar uma pizza da cantina e eu vou comer um pedaço dela. Queria que meus pais me dessem dinheiro para eu gastar na cantina. Um pastel de vento e uma coca. Humm, delícia!
A gente hoje foi lanchar lá nas mangueiras, nos bancos NLS. Carol brigou com as meninas do vôlei e foi pedir para lanchar com a gente. Tem umas meninas falando com o menino do muro. Não sei o que viram de bonito nele. Estão só se "amostrando"!
Mal deu tempo de lancharmos e brincarmos, a música do fim do recreio começou a tocar e saímos gritando desesperadas para chegar na fila. "Jogue o lixo no lixo, não jogue nada no chão, vamos deixar essa escola, brilhando com esta canção". Iuvanda está ao microfone dizendo "Acabou o recreio, vamos para fila. Acabou! Sem empurrar!". Então irmã Angelina pega o microfone e tenta nos acalmar cantando "Deus é bom para mim. Deus é bom para mim. Contente estou, caminhando eu vou. Deus é bom para mim. La la la lala. La lala la la. (depois em silêncio, fazendo só os gestos)"
Agora sim, estamos prontas para voltar às salas. O braço esticado segurando no ombro da colega, para não ficarmos umas em cima das outras. Mas eu vi minha colega chegando atrasada e furando fila. Ela sempre faz isso.
Voltamos para sala e assistimos mais algumas aulas. Meu caderno de capa dura pequeno recebeu elogios da tia. Mais tarde, toca a música indicando o fim da aula.
Corro em direção ao cantinho da grade que dá para ver o portão. São 17h e hoje espero que mainha chegue cedo para me buscar. Não vou nem brincar com as meninas, porque ela pode chegar e não me encontrar. Mesmo Iuvanda estando no som anunciando os pais que chegaram para buscar seus filhos, tenho medo de não escutar chamando o meu nome. É melhor ficar aqui na grade esperando. "Tchau, Marina". Queria ir cedo como ela. Na verdade, o pessoal do ônibus do colégio sempre sai antes de todo mundo.
No entanto, o céu começa a escurecer. Deu 18h e fecharam o portão de trás. Droga! Vou ter que ir para o portão da frente porque mainha ainda não chegou. O porteiro Psiti está lá sentado, não deixando que a gente ultrapasse o portão. "Será que aconteceu alguma coisa com os meus pais?"
Graças a Deus, não. Vejo o carro chegando e saio correndo. Já estou atrasada para natação. Minha bolsa já está pronta no carro e ali mesmo coloco o maiô. Só vou chegar em casa lá para as 21h. Vou deixar para fazer minhas tarefas quando acordar amanhã, mas só depois de assistir Fada Bela no programa Caça Talentos.
Quando o dia finalmente chega ao fim, me deito na cama e penso o que tem para fazer amanhã. Acho que vou levar minha pasta de papel de carta para trocar com as meninas. Boa noite e até amanhã!

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para aqueles que sabem do que estou falando


Não há palavras a serem ditas, nem conforto que chegue sem ser no tempo certo. Nós somos impacientes, mas o que é o tempo que a gente espera comparado à eternidade? Nosso sofrimento só leva o tempo das feridas cicatrizarem e quem sabe no fim teremos sorte de só ter a lembrança que um dia caímos, mas soubemos nos recuperar. Hoje nem vejo mais as cicatrizes que tinha das minhas quedas na infância, nem marcas de catapora tenho mais. Peço e acredito um dia não enxergar as da minha alma e do meu coração. Essas feridas que ainda estão abertas, mas um dia hão de se curar.

Se não acreditar nisso, de que vale ter fé? De que valeu o amor que a gente sentiu e o bem que desejou? Ninguém nunca negou que amar é fácil. Amar no seu sentido completo é para poucos, porque da complexidade os simplistas fogem e não há nada mais complexo que o amor verdadeiro. Porque a gente nem sempre entende o que ele nos reserva, nem sempre compreende o bem querer mesmo quando o mal insiste em prevalecer e quase sempre fecha os olhos para os erros e perdoa. Perdoa porque estar perto é melhor do que longe, porque se houveram erros é porque precisávamos aprender, para crescer e evoluir moralmente e, principalmente, porque todos merecem uma segunda chance para mostrar que aprenderam com os erros cometidos e dessa vez podem mostrar seus acertos.

Antes errantes conscientes que perfeitos iludíveis.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Só mais algumas palavras

Sinto falta dos meus amigos...

Daquela torcida para que tudo dê certo;
Daquele apoio às suas decisões;
Das opiniões sinceras que demonstram verdadeira preocupação;
Das palavras de ânimo;
Dos conselhos de quem preza pela sua felicidade;
Do sentimento puro sem inveja;
Da alegria compartilhada;
Até mesmo da tristeza também repartida.

Porque se são verdadeiros, não se comparam a você nem desejam ser melhores que você, se são verdadeiros querem que juntos sejamos melhores para si e para os outros.

Que falta me fazem os verdadeiros amigos!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Era uma vez...

Essa semana me permiti passar boa parte do tempo "lesando (lezando)" na net. Entre twitter, orkut, facebook e alguns blogs da vida, me senti entediada em ver tantas fotos de festas, "namorados perfeitos" e bebês recém-nascido.
Diante do meu olhar entediado-perdido-parado na tela, uma foto chamou atenção...fazia tempo que não via essa pessoa on-line. Provavelmente não estou mais nem dentre os seus contatos próximos no msn e raramente vejo sua fotinha aparecendo na minha página principal do orkut. Mas nesse dia tava lá.
Não resisti e fui dar uma olhada em como andava sua vida ultimamente.
Estranho! Vi que havia tantos recados recentes, sei lá...acho que por eu não estar convivendo mais com ela, por um momento, pensei que ela estaria assim com todos que a conhecem. Me dei conta que o que aconteceu foi que eu saí da vida dela. Saí em busca do último recado que havia deixado...era de tanto tempo atrás. Nos seus últimos depoimentos, ninguém que fazia parte do nosso ciclo de amizade. E as pessoas que ali deixavam seu registro, deixaram de falar da pessoa que eu um dia conheci, as características eram diferentes, todos os traços que a tornavam única e indispensável, sequer eram citados nos depoimentos.
Fui lendo todos, até chegar no que eu tinha escrito...
Impossível não acabar revivendo na lembrança todos os momentos que ali descrevi, desde quando me senti pela primeira vez sua amiga. Eu quis tanto a amizade dela, que soube em poucas palavras reconhecer o quanto estava feliz em tê-la como amiga. Foi um misto agradável e desconfortante, ler tudo aquilo. Sua presença costumava ser indispensável sempre...seu jeitinho de tratar as coisas, era divertida e ótima ouvinte!
Como me senti culpada por tê-la deixado ir...tão próxima e tão longe!
Sabe lá o que a vida nos reserva para o futuro...porque essas pessoas passaram por nossa vida e saíram...qual o significado que a convivência da gente teve...
Só é estranho o quanto a gente sente por pessoas terem percepções diferentes sobre o mesmo relacionamento...pra umas significam tanto e pra outras foi só mais uma pessoa que fez parte de uma fase da sua vida!

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Qualquer título conta...

Não sei ao certo que título colocar para essa postagem...simplesmente senti uma necessidade enorme de escrever aqui hoje, sem ter sequer um assunto em mente, somente a vontade de escrever.
Em meio ao que está acontecendo no presente momento da minha vida, cabe um relato dos últimos acontecimentos.
Conclui o curso!!! E...

Parou por aí.

Esta preocupação já me assombrava antes mesmo do fim...não esperava o quanto angustiante ela poderia ser.
Acabou e ainda me sinto perdida quanto o que quero. Não construi nada sólido durante o curso, não me envolvi da maneira que poderia ter me envolvido, não deixei minha marca de contribuição, de fato, não preparei o solo para a minha carreira futura, resultado: estou aqui, na mesma. Com um diploma na mão (assim que a coordenação liberar uma declaração para que eu posso ir na codesc mandar fazer, para ficar pronto depois de 40 dias ou mais) e nenhuma bagagem nas costas. Tantos já exercendo seus cargos de analistas, contratados, trabalhando...e eu me acabando de comer em casa, perambulando no orkut e msn. E pior, sabendo que preciso fazer alguma coisa, mas o quê? Bem queria o mestrado, mas minhas esperanças estão sumindo...

Incrivelmente, diante desse questionamento todo, nem sobrou espaço para me dar conta que acabou...que durante 4 anos dediquei tempo, cabeça, esforço físico e mental, me desdobrei para fazer os trabalhos e estar na universidade a tempo de pegar a primeira lista de presença e quando acabou de verdade, não tive tempo nem para prestar atenção no que estava acontecendo.
Agora me pego, olhando para as fotos daquelas pessoas, que me fizeram companhia durante este tempo e percebo que nunca mais seremos os mesmos. Os cabelos não são mais os mesmos, as conversas passam longe do que eram e de que valeu ter aquelas pessoas presentes todos os dias no meu caminho e agora ver que elas se afastam de mim? Que contribuição eu deixei para elas e quais elas deixaram para mim? Soa tudo tão vago...como se estivesse incompleto.
Foi uma turma tão boa. Foram tantas histórias divertidas e engraçadas. Foram tantas angústias compartilhadas, parece algo repetitivo de dizer, mas fica esse reconhecimento em nossos corações, fica a saudade.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pra quando você precisar...

Vou escrever aqui o que não vou conseguir dizer pessoalmente a uma pessoa que gosto muito.
Hoje, mais do que nunca, consigo ver com clareza certas provações pelas quais passamos na vida. O quanto os diferentes temperamentos dos seres humanos, possuem sua explicação ao nos depararmos com as diversas situações da vida. Aquele mais racional, sabe agir de forma certa e inequívoca nos momentos em que mais precisamos de soluções. Aquele mais emocional, sabe dar carinho e atenção quando se está carente e sozinho. Aquele mais paciente, sabe passar a calma que todos precisam nos momentos de tensão. E cada pessoa tem tal característica, como prova de que tem força pra enfrentar aquilo que a vida espera que você seja capaz.

Eu sei, que a paciência, bondade e ternura que essa pessoa sempre teve por característica, tem sua explicação pra existir. De uma maneira ou de outra, a vida que se tinha antes não será mais a mesma, mas acredito que agora se inicie o propósito a que acarreta a tua existência.
Nas dificuldades que há de enfrentar, saiba que você tem muita força de reserva que você ainda está pra descobrir e muita responsabilidade com as pessoas que te rodeiam e te amam.

Me admira a sua postura como ser humano, como amiga e como filha. Ser filha não é apenas aprender com os pais, mas demonstrar para eles todas as lições de amor, justiça e benevolência nos momentos em que mais precisa-se.

E eu vou estar aqui, quando precisar!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Histórias de verão...

Nada como esta época do ano para vivermos momentos marcantes que irão render histórias por muito tempo. Capítulo de hoje: Acaú
Um final de semana numa casa de praia, com a companhia dos amigos, sombra e água fresca...o sol, a praia, a redinha na volta da praia depois do almoço, jogos e conversas jogadas fora...cenário perfeito!
Claro, que a realidade não foi tão perfeita assim, com algumas distorções, embora não tenha significado tanto, a ponto de ter posto o final de semana por água abaixo, pelo contrário, fizeram a diferença e tornaram a viagem mais divertida.
Primeiro que, a ideia de estarmos reunidos, só os amigos, sem os pais por perto é bastante atrativa, no entanto, o que acarreta são certas responsabilidades de cuidar de uma casa, ou seja, cozinhar, ajeitar a casa, entre outros fatores. Nós, jovens espertos, levamos a invenção mais engenhosa do homem: a comida congelada. Claro que calculamos de maneira equivocada a quantidade de comida e achamos que duas tortas de frango seriam suficientes pra 2 dias de almoço.
Na hora de gastar, estudantes semi-remunerados procuram sempre o mais barato..."pra quê comprar suco pronto se a gente pode comprar umas laranjas e fazer um?"
Teria dado certo se houvesse um Philips Juicer Walita (Valita?)...ou um espremedor de laranja...se não for desejar demais, as laranjas poderiam ter suco ao menos...
Nada como a engenhosidade da mente humana e alguns dispostos a não se render às tentações do refrigerante e, obviamente, com a ajuda de pessoas que raciocinam melhor do que a gente, ao sugerir um liquidificador ao invés de ficarmos espremendo com a mão laranjas sem suco e alguns limões pra render mais um pouquinho o suco e...voilá...temos um SUCO! (vale salientar que ficou uma delícia mesmo com alguns protestos de uns e outros com nojo do suco ter sido espremido, boa parte, com a mão e, alguns bagaços terem caído no lixo...mas não foi usado...)
Segundo que, graças a Deus e ao tio de Georgina que decidiu ir também, o nosso cálculo de comida para o almoço não rendeu um final de semana passando fome, com mais três casais à nossa disposição, a comida foi bastante farta. Obviamente que esta ideia atrativa de ter alguém cozinhando lasanha no primeiro dia e arrumadinho no segundo dia, sem contar com o churrasco, teve seu lado negativo. Não contavam com a astúcia de Chapolin Colorado e muito menos de duas "adoráveis" garotinhas, filhas de um dos casais, para salvar o nosso final de semana (no caso de Chapolin) ou aterrorizar (garotinhas)...com a sorte que a gente tem, não foi dessa vez que Chapolin Colorado esteve presente, mais precisamente, uma garotinha sim...uma garotinha chorona...chorona é pouco pra quem não podia perder a mãe de vista e abria um berreiro...berreiro? Pff...berreiro é pouco...aquela gargante pequena, embora poderosa, produzia sons agudos e estridentes, nunca antes ouvidos. Muito parecido com o zunido que fica no nosso ouvido após termos ficado perto das caixas de som num show, ou quando pegamos o interfone no momento em que o porteiro apita chamando, ou quando tentávamos conectar a internet após a meia noite com a internet discada, ou quando os golfinhos tentam se comunicar com outros golfinhos, ou quando Mariah Carey canta dando seus gritinhos...enfim, nada se compara àquele choro desesperado que nos envolveu durante todo o final de semana.
Obviamente que, a comida farta gera sujeira farta..pratos sujos e talheres sujos...tentei fugir dessa responsabilidade, mas no último almoço recebi uma forte indireta e tive que lavar os pratos também...kkkkkkkkk...sem problemas!!!
Terceiro que, as minhas companhias, com exceção de uma, incrivelmente haviam ido para uma casa de praia mas tinham nojo da praia...COMO É QUE PODE? Eu acostumada a passar o dia de biquini, ir à praia de manhã e depois das 3h, me deparei com uma galera que ao tomar banho de mar tinha que correr pra tirar o sal imediatamente...aff!
Só restava passar a tarde jogando. Perfil e Uno fizeram a alegria da molecada.
Com algumas pérolas no perfil:
- Diga aos jogadores que eu sou a Tatuagem! ¬¬
- Você disse a resposta, a gente vai adivinhar o quê?
ou no uno:
- Quem sou eu?
Ao ficar com uma carta, durante 3 rodadas seguidas, ao invés do uno ouvimos:
- Toma Georgina, puxa duas!
Regadas a algumas crises de riso...enfim...foi divertido!
Que pena que foi só um final de semana, com algumas brigas pela música a ser ouvida no percurso, com alguns fedores não identificados na areia da praia, com esquecimento de comida e uma parada pra tomar sorvete na volta, mas que valeu muito à pena!
Quando será a próxima? Depois de Julho quando a ponta do triângulo voltar de viagem...
Bjin

- Quem sou eu?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz 2009

Nooossa...quanto tempo sem visitar esse espacinho aqui!
Voltando com todo gás nesse ano que se inicia. Só peço a Deus e desejo que seja um ano bem melhor que o 2008, mais proveitoso em todos os sentidos.
Que eu saiba o que fazer depois de março, quando o curso acabar.
Que a saúde volte a reinar na minha casa.
Que o cruzeiro seja ótimo.
Que eu continue com minhas antigas amizades e faça novas.
Que eu emagreça só na barriga.
Que eu volte pra aula de dança de salão.
Que eu volte pro inglês.
Que eu finalmente aprenda a andar feito gente, de patins.
Por que não que, eu, finalmente, aprenda a andar de bicicleta?
Que eu passe no mestrado.
Que eu ganhe um dinheirinho, não precisa ser muito, só o suficiente pra eu juntar na minha humilde continha bancária.
Que o flamengo seja campeão brasileiro.
Que o vasco perca do campinense.
Que eu volte para a academia.
Que eu passe mais um ano, muito feliz, ao lado de Longuinho.
Que eu seja útil pra alguma coisa.
Que mainha não compre mais pão no pão de açúcar.
Que painho me deixe pegar mais no carro...e eu não bata nunca.
Que o meu celular não quebre.
Que eu tenha crédito pra falar a hora que eu quiser.
Que eu compre um travesseiro melhor.

Enfim, um 2009 com pelo menos um terço disso aí!

Bjin

sábado, 6 de setembro de 2008

Mais uma pros amigos

Eita...foram tantas emoções vividas ultimamente, vou procurar descrevê-las aqui.
Embora seja tão difícil descrever a amizade e sua forte influência em nossas vidas, vou tentar...
Talvez a expressão que melhor descreva, em minha opinião, seja a de "almas afins". Há tanta afinidade, identidade, igualdade, que muitos chegam a pensar que de tanto andar com um amigo você fica parecido com ele, o que na verdade, já era uma característica intrínseca nos dois, não foi algo adquirido pela convivência.
Eu não diria que amigos são a família que você pode escolher, porque não acredito que seja uma questão de escolha, mas sim de identificação imediata, de energias positivas cruzadas, ou porque não, de algo predestinado a acontecer. Por que eu digo isso? Se não o fosse, por que os amigos estariam presentes em todos os momentos? Nos tristes e nos alegres? E por que quando a gente está mais desacreditado, pensando nas piores besteiras, eis que surge um amigo no momento exato, com as palavras que você precisava ouvir naquele momento?
Às vezes a gente não se dá conta do quanto nossas ações refletem nas pessoas. Se pararmos pra pensar, por mais que não haja intenção predestinada, ou nada planejado, ou não haja palavras a serem ditas, ou não se encontre palavras adequadas para o momento, o simples fato de você saber que existe, que é alguém que te considera e que te tem carinho e amor, já te conforta tanto! Um olhar mais atento que perceba suas emoções, uma pergunta sobre como você está, uma demonstração de interesse em seus assuntos e uma preocupação com sua felicidade é tão importante e isto está presente no nosso dia-a-dia sem percebemos o quanto é valioso.
Sendo um pouco mais íntima no comentário...(eita que bateu uma emoção agora...kkkk...pausa pro choro e riso)
Enfrentei um dos piores anos de minha vida, pior eu digo por não saber realmente que significado ele teve, mas digo de sofrimento, de insegurança, de medo...medo de perder o que eu tinha, medo de nada ser mais o mesmo, medo de tanta coisa. Nesse momento senti tanto a necessidade de ter um amigo por perto, porque em casa eu tinha que ser forte, em casa não podia chorar pra não fraquejar quem precisava tanto de mim. Pra onde mais eu poderia recorrer se não aos amigos? Esperei tanto mensagens de conforto, perguntas sobre como eu estava, visitas reconfortantes, embora poucas tenham vindo até mim. No entanto, hoje, posso enxergar que, mesmo que não fosse da forma que eu esperava, eles estavam ali. Tentando me distrair, tentando me ver feliz, talvez não falando sobre o assunto pra que eu não ficasse triste. E hoje, mais do que nunca, sinto suas presenças reconfortantes. Sinto suas alegrias e tristezas compartilhadas. Hoje, me sinto útil em aconselhar, em ser solicitada quando preciso, nem que seja pra ouvir. Hoje mais próxima de uns menos de outros, mas ainda sim considerando os meus amigos pessoas importantíssimas no meu crescimento, no meu desenvolvimento. Há tanto o que ser vivido, há tanto a ser compartilhado. Um dia, amigos, sei que vou precisar de vocês de novo e sei que vocês vão precisar de mim, quero estar disposta a ajudar sempre, a ouvir sempre, a aconselhar sempre, não me deixem de lado que eu não pretendo deixar vocês nem tão cedo.
Para as amigas da época da lourdinas:
Que bom poder estar com vocês e compartilhar momentos únicos, que só a gente entende, que só a gente sabe o significado... a música "Amiga" de Xuxa, descreve os nossos melhores momentos. Obrigada pela presença constante de vocês, depois de tantos anos que nos conhecemos, quero que saibam que é muito importante tê-las presentes em minha vida, mais do que nunca. Amo todas!
Para os amigos da universidade:
Estamos partindo para uma etapa de definição: Quais caminhos vamos seguir daqui pra frente? Quem vai estar presente em nossas vidas futuras? Está por encerrar uma das etapas mais felizes da minha vida, talvez a que eu tenha mais crescido, em que a amizade se mostrou tão firme e forte que me manteve no curso, me guiou nos momentos mais indecisos e me acolheu todos os dias, com presenças incansáveis, durante 3 anos, quase 4. Foi tudo tão rápido e tão intenso. Só depende de nós mantermos isso pra sempre. Se há algo que aprendi com o tempo é que os caminhos que a gente toma, por serem díspares nos levam a lados diferentes e, a vida nos impõe um ritmo acelerado que naturalmente tenta nos afastar das coisas e das pessoas, mas não deixemos que isto nos afaste. Não nos esqueçamos do quanto é importante a presença de cada um.
Para os amigos que estão fora e os que vão:
A distância não é fator relevante numa amizade. Embora a presença não seja física, eu não deixo de sentir suas emoções, suas angústias, nem suas felicidades. Mesmo que por momentos, bata a vontade de voltar pra casa, pra família e pros amigos que aqui ficaram, sejam fortes. Nas nossas escolhas há sempre um peso ao qual precisamos arcar com nosso arbítrio, o que importa é tirarmos aprendizado em cada coisa e só crescer com o que está sendo ofertado. Toda experiência é uma oportunidade de crescimento, de melhorar aquilo que precisa ser melhorado, de retirar significado nas pequenas coisas. Nada é por acaso e as oportunidades e as pessoas não passam em nossas vidas sem terem sua importância.
Hoje mais do que nunca...agradeço a existência dos meus amigos e agradeço suas fiéis participações em minha vida e no meu crescimento como pessoa!!!
Videozinho especial:

domingo, 20 de abril de 2008

Saudades...

Hoje eu tenho saudades...
Da casa cheia... de mainha e painho discutindo o jantar do domigo, enquanto eu assistia TV na sala com minhas irmãs (uma, na verdade, ficava no chão dormindo sufocando todos com seu cheirinho de rabujo)...
Eu tenho saudades...
Da casa da vovó...do doce e bolo de banana que só existiam lá. Dos estrogonofes feitos especialmente pra ocasião de irmos almoçar lá. Das misturebas que só vovó sabe deixá-las gostosas. Das scrush's, dos biscoitos waffles cobertos com chocolate, que a embbalagem era vermelha com um ursinho branco.

Eu tenho saudades dos lanches...
Dos chocolates da turma da Mônica que sempre tinham na minha casa, que eu costumava deixar em casa para não levar pra escola e alguém me pedir. Quem não comia a parte preta primeiro pra depois comer a branca?
E quem não lembra das balinhas kleps? Vocês podem não lembrar do nome, mas das balinhas vocês lembram. Ela era vendida em tirinhas e klep era o barulho que fazia ao destacarmos uma balinha da tira.
Tenho saudades de ir pra casa da minha outra avó e dizer: "Pai, me dá um real!" e comprar tudo de bala, geralmente aqueles chicletes duros que vinham com figurinha eram os meus prediletos.



Sinto tanta falta das férias...
Das férias do meio do ano em que viajávamos para Caicó na festa de Santana. Vovó nos dava 5 reais para gastarmos nos parques, mas preferíamos gastar em kinder ovo. Quem não lembra das estátuas de bronze? E dos bichinhos do zoológico que vinham de brinde.
Que saudades de usá-los nas maquetes do colégio.





E por falar em colégio...
Quantas saudades dessa época boa, dos amigos, das brincadeiras, das tarefas que julgávamos tão difíceis e nem eram.
Das aulas de massinha de modelar, dos dedinhos pintados,
do papel picado enrolado pra fazer os cachinhos dos desenhos que tínhamos que colorir. Do algodão na barba do Papai Noel e no rabinho do Coelho da Páscoa.
Que saudades das nossas coleções de adesivos e figurinhas do "Amar é...". Das nossas maçãs cheias de clips, que não serviam pra nada mesmo, só pra fazer tiras e mais tiras de clips.
E quem não lembra da caneta com 20 cores diferentes? Muitas vezes nem todas as cores prestavam, mas você não fazia questão por uma ou outra. E quando o encaixe não prestava mais, você empurrava e segurava com a mão até a caneta aparecer e você conseguir escrever (na verdade era muito difícil escrever com uma mão segurando o encaixe e a outra tentando escrever), quando você não conseguia, abria e tirava a cor que você queria e escrevia usando só o carrego da caneta.

Hoje eu sou só saudades...Saudades de tudo que eu já tive, de tudo o que eu já fui... das minhas ações, das minhas manias, das minhas brincadeiras, da minha vida...

Saudades dos meus sonhos de princesa...de sonhar com castelos e príncipes encantados...de sonhar com histórias de amor eterno. Saudades dos meus sonhos menos fantasiosos, mas tanto quanto improváveis...de ser cantora, de tocar bateria, de ser dançarina de backstreet boys ou Britney Spears, de ser atriz...

São saudades que descrevem a minha vida de criança e adolescente, são saudades que me descrevem...que revelam o que sou hoje e de onde veio meus hábitos e princípios. Hoje sou só saudades e reflexões do que terei saudades daqui pra frente.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Histórias de verão: Parte 1

Opa!

Povo, graças a Deus, mais um período está chegando ao fim. Se tudo der certo, que é o mais provável, ficarei de férias essa semana. Tá certo que não serão bem umas férias, não vai chegar nem a 1 mês, mas com certeza é um descanso, ainda mais depois desse período meio conturbado.
Aproveitei a proximidade das férias para ir dar uma olhada nos meus arquivos antigos, no caso, nas minhas agendas antigas e, trouxe pra vocês um dia de férias de uma garota vivendo seus 14, 15 anos (vou escrever o texto na íntegra, portanto ignorem os erros):

"Hoje o dia foi alegre que só, por isso o adesivo alegre.
De manhã eu acordei e fui arrumar minhas coisas para ir pra vovó Germana. Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só. Ayrton é bem legalzinho mas ele ontem tava super convencido só porque "Filet mignon" tava aqui (ele chegou hoje, mas parece que não vai passar muito tempo aqui). O China ainda continua safado e olhe que ele tem namorada. Sim, ontem Aninha chegou aqui em cambô, de tarde quando a gente foi andar aí passou por lá e tava cheio de menino em frente a casa de Aninha e "Maria Cecília lesa" não queria sair de dentro da casa. Vizinho a casa dela tinha um prédio onde "Jurema" ficava olhando pra ela.
De noite a gente desceu e não fomos no Mister Pizza, aí ficamos lá embaixo conversando com Rodrigo e os meninos (Ayrton, filet mignon, China, etc) ficaram lá bebendo.
Não sei porque eles não falam mais comigo. Eu! Azar o deles! Sim! Eu nem contei! Cover ainda se lembra da gente e daquele dia da banana. E ontem ele estava dançando e eu vi! Só isso! Tchau!"

Sara (02/01/01)

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk! Essa até eu ri lembrando dos apelidos dos meninos. Só algumas explicações:

1º) "ir pra vovó Germana": era o apartamento dela em camboinha.
2º) "China" era um menino que a gente não sabia o nome, que tinha algumas características orientais, como os olhos puxados, por exemplo.
3º) "Filet Mignon" era um menino chamado Fenelon (não sei nem como se escreve). Dá pra perceber o porque da gente chamar ele assim né? Demoramos alguns dias pra aprender o nome dele de fato.
4º) China era safado porque dava em cima da minha prima.
5º) Aninha era amiga da minha outra prima.
6º) "Maria Cecília lesa" era amiga da minha prima e de Aninha, ela não queria sair de casa pra ir passear com a gente porque estava com "vergonha" dos meninos, mas hoje eu acredito que era porque ela queria ficar lá paquerando os meninos.
7º) "Jurema" era um menino que a gente acreditava ser filho de um colunista famoso de João Pessoa.
8º) "Eu não contei mas a gente fez amizade com Ayrton, China e só." "Não sei porque eles não falam mais comigo." - Essa até eu não sei explicar, não entendi como eu tinha feito amizade e os meninos não queriam falar comigo... (???)
9º) "Cover" era um menino que a gente dizia que parecia com Thiago Lacerda, mas ele não parecia nem um pouco, não sei porque a gente dizia isso, coisa de menina abestalhada, aí ficou "Cover de Thiago Lacerda", abreviado para Cover.
10º) A história da banana..."prefiro não comentar" para não gerar interpretações de caráter dúbio. Mas era uma história bem inocente sobre lanche, que eu não me recordo muito bem agora.
11º) Por que eu dava tanta importância por ter visto Cover dançando?

As nossas férias de final/começo de ano eram passadas em camboinha. Basicamente a nossa rotina era essa: ir à praia, almoçar, ir ao shopping (dependendo da época) ou ir dormir durante a tarde, de tardezinha ia pra praia de novo ou ficava andando pelas ruas de lá e à noite, tentávamos convencer nossas mães a nos deixar ir pra o point da galera, mas foram raras as vezes que conseguimos essa façanha. Sempre tinha uma notícia de jornal sobre drogas, ou suspostos estupros que eram empecilhos pra gente. Mas era bom!

Que venham as minhas férias!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Reflexões da minha mente perturbada

Crianças...
Estou de volta depois de muito tempo, peço desculpas pela ausência, mas essa semana na universidade foi caótica. Vou tentar resumir os fatos principais aqui pra vocês.
1. Terça tive outra entrevista de estágio. Mais uma para a minha coleção!!!! Eis o resultado:
"Apesar de termos identificado vários talentos, infelizmente, possuíamos apenas uma vaga em aberto para o estágio, que já foi preenchida por um dos candidatos."
(Nada a declarar ¬¬)
2. Apresentação de um seminário de Administração da Produção II, em formato de Jornal Nacional, em que eu interpretei uma repórter externa, no lugar errado e que, com uma seqüência de imagens bem mal feita, fui parar no estúdio de gravações ao lado de Filipe Bonner e Lamara Bernardes (aquela que já foi Mirna, Lamara Mirna). Infelizmente esse não teve gravação porque eu não estava nas minhas melhores performances.
3. Aniversário de Camila e, conseqüentemente, encontro das Mofudas. Não me pergunte a origem do nome, acredito que tenha vindo de uma certa pessoa que resolveu me chamar de Pimenta.
Em suma esses foram os fatos principais da semana. Quero aproveitar o momento para expressar a minha felicidade pelo sucesso que o meu blog está fazendo entre os amigos e agradecer os elogios feitos. Isso me motiva a continuar escrevendo sobre minhas nostalgias, amizades e as leseiras de sempre.
Para começar minha nostalgia costumeira, essa semana refleti um pouco sobre como era a minha vida antes de entrar na universidade, o que me estressava, como eu aliviava as minhas raivas e decepções, como eu me divertia, esse tipo de coisa. Percebi que os estresses que eu tinha na época, hoje seriam insignificantes diante dos que tenho hoje, engraçado era como eu encarava as situações adversas, de certa forma, sempre com humor ou eu tirava de letra dando um "fora" em alguém.
Só para vocês terem idéia, visualizem a cena comigo:
  • Um show de forró;
  • Não havia nenhuma motivação;
  • Fui na companhia de duas primas;
  • Havia mais de uma banda no dia;
  • Primeiro show em João Pessoa da inédita ,até então, Cia do Calypso;
  • Show lotaaaaaado;
  • Medo;
  • Desespero;
  • Três primas agarradas sendo levadas em variadas direções;
  • Percebi que não tinha passado desodorante;
  • O show começou;
  • Só conhecia uma música da banda;
  • Ataque de Marina com medo da multidão e com raiva pq eu estava cantando a única música que eu sabia do show;
  • A primeira prima ficou com um menino;
  • O show morgou, ninguém pra dançar;
  • A segunda prima ficou com um menino.

Só uma parada na história por aqui. O que vocês fariam nessa situação? Provavelmente o que eu fiz, mesmo com o show lotado, sem desodorante, sem saber das músicas, eu soube enfrentar essa situação adversa, não foi da melhor maneira, com certeza não foi, mas foi a primeira que me apareceu na hora. Sem mais detalhes pra não deixar uma pessoinha chateada com minhas revelações do passado. O foco da discussão é que eu nem ligava pra nada, nem estudava, comia e dormia e não engordava, se eu me estressasse, dava uns forinhas e pronto, recuperava o humor.

Aí hoje eu vejo que nem todo mundo tem humor, que as pessoas não entendem as minhas piadas, que todo mundo leva a vida com muita seriedade e eu acho que eu não me encaixo nesse mundo não. Conseqüentemente, que qualificações eu deveria ter para me encaixar nessa realidade? Com certeza alguma que eu não tenho, senão me sentiria mais realizada do que estou agora.

Saindo da minha realidade paralela sem muito sentido para a maioria de vocês, retorno ao meu blog, espaço onde eu me sinto à vontade. Nada melhor do que mangar da sua própria vida e ter a ajuda de pessoas no coro das risadas da platéia. "Respeitável público", despeço-me desse post, mais de desabafo do que para entretenimento, fazendo-me uso de mais um versinho escrito por mim:

"PARE de pensar

PENSE antes de seguir

SIGA o caminho com o "semáforo" da vida."

(Sara, 1999)

Bom final de semana!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Quando eu crescer quero ser...

Administradora? Não...nem de longe eu pensava nisso. Provavelmente eu nem sabia da existência dessa profissão e, para minha tristeza, na realidade paraibana, ela ainda não existe. Se existe, alguém me mostre alguma grande administradora de empresa, que eu faço publicamente a retificação.
Atriz seria a resposta certa. Quem não queria ser? Ganhar milhões, aparecer na TV, beijar galãs e ter uma sandália com o meu próprio nome. "Com quem você vai sair hoje?" "Vou sair com Sara, a melhor companhia", seria o comercial. Se eu estivesse dançando no comercial, poderia ser "Sara, o seu pé de valsa" (ou pelo menos, eu vestiria o seu pé de valsa). De fato a minha imaginação fluía e esse era um ramo em que eu poderia mostrar meu talento, quando eu ficasse velha, ia usar toda a minha criatividade fazendo propaganda dos meus produtos.
O que acontece é que, eu não virei atriz, como é de se notar. Pra falar a verdade eu nem cresci, acho que por isso os meus planos não deram muito certo. Quando fui ficando mais velha fui vendo que não tinha curso de atriz ou teatro aqui (na época que eu fiz vestibular) e vi que seria muito caro eu ir morar no Rio de Janeiro. Nesse momento comecei a refletir: Será que a Xuxa estava errada em me encorajar, dizendo que tudo que eu quisesse O Cara lá de cima iria me dar? Maldita Xuxa! Me iludiu com seus sonhos e seus banhos de leite. Não tem cara nenhum que vai me dar o que eu quero, nem lá em cima nem lá embaixo, por que ela não me falou que ia dar trabalho? Por que ela não me disse que crianças nordestinas quase nunca viram atriz e muito menos, beijam galãs? No máximo são empregadas no horário nobre. O fato é que me desencantei pela profissão, não me restaram esperanças, coragem, motivação, nada, que me fizesse ir além nessa luta em vão. Só uma coisa sobrou nisso tudo....
O meu TALENTO! Já que na minha vida frustrante como ex-estagiária-nunca-contratada-pelas-empresas-nem-para-ser-atendente-entrando-em-desespero-por-estar-quase-me-formando existe uma falta de definição do que pretendo ser ou do que quero para o meu futuro, por que não juntar as duas realidades até então existentes na minha presente vida, diante daquilo que eu ainda quero ser na minha futura vida? Atriz x Administradora!
Aqui vai um vídeo para vocês conferirem que eu não estou mentindo:

Ainda bem que existe o Desafio Sebrae para que eu possa liberar a minha criatividade.

Boa Páscoa pra todos vocês! E me aguardem no desafio desse ano!

Beijos!

domingo, 16 de março de 2008

Amigos pra quê os quero?!

Para uns o que significa estudar uma vida inteira num mesmo colégio? Chato? Na verdade não me interessa a opinião de alguns, pra mim, significou amizade. Nesse final de semana eu tive a alegria de reencontrar pessoas muito queridas, que há tempos não encontrava. E pra minha felicidade, não importa que rumo a gente tome, é sempre a mesma coisa quando a gente se encontra.
Fazendo um paralelo, no mesmo dia, amigos não tão antigos, fizeram a minha alegria também. Churrasco ou a falta dele, música ou a falta dela, bebida ou a falta dela, pra quê tudo isso? A gente faz a festa de todo jeito, mas não vou negar que ela ficou bem melhor quando teve música e churrasco, a bebida não faz falta não.


Como de costume, tenho que ser nostálgica nos meus posts, não tem jeito, volta e meia reviro o passado e relato alguma coisa, acho que é porque ele define o que sou hoje, sei lá. Certa vez recebi um bonequinho, simples, feito de lã com uma forma rechonchuda que não dava pra identificar o que era corpo e membros, dentro de uma caixinha transparente. O presente não parece ter sido especial, nem tinha grande utilidade, só tinha uma ventosa (não sei se é essa a palavra), aqueles negocinhos que pregam no vidro. O fato é que a pessoa que me deu esse presente disse, ao me entregar "eu sempre quis ser sua amiga" e depois me revelou que queria ser como eu. O peso dessas palavras me marcou e até hoje não esqueci o que ela me disse. Ela não era uma pessoa que eu considerava amiga de verdade, mas eu não fazia idéia de que significava tanto pra ela, na verdade eu sequer sabia que eu significava tanto assim pra alguém.
A gente se envolve com as pessoas, mesmo que, muitas vezes, de forma passageira e acaba não se dando conta que um simples ato provoca uma reação em outra pessoa e, mesmo que não seja intencional as pessoas se envolvem com a gente. A própria física nos explica que existe a troca de energia quando dois corpos estão em contato, então imagine que um abraço não pode ter significado nada pra você, mas significou tudo pra outra pessoa.
Anos depois numa dinâmica no último ano de colégio, essa pessoa me entregou uma rosa e me disse tudo de novo. Me disse, depois de anos estudando juntas, o quanto ela ainda me admirava. Caramba, se tem uma coisa que eu me arrependo é de ter perdido completamente o contato com essa pessoa, eu não dei o devido valor que essa amizade tinha e hoje eu vejo o quanto é importante isso. Em finais de semana como esse é que a gente vê os nossos atos e nossos esforços refletidos nos nossos amigos, eles são o reflexo do que a gente representa e do significado que a gente dá à nossa vida.
Tenham amigos,
Honrem seus amigos,
Respeitem seus amigos,
Vivam com seus amigos,
Nunca deixem de ter amigos.
Boa semana!

domingo, 2 de março de 2008

Lembranças de uma criança iludida

Bom dia!

Acordar naturalmente, sem nenhum barulho irritante vindo do celular, conversa no café-da-manhã sem mau humor, não é uma maravilha? Tudo indica que vai ser um domingo tranqüilo.
Durante essas poucas horas do dia, já houve tempo para filosofar. Quem não adora filosofar no domingo? Eu gosto, principalmente quando é sobre assuntos intrigantes e interessantes.

Saindo desse meu mundo paralelo, vou fazer uma viagem ao passado.

A minha primeira agenda, que serviu como diário, eu ganhei em 1996. Era uma agenda linda, com capa vermelha, uma estrela e letras douradas. Isso lembrou algo pra vocês? Talvez se eu disser a frase escrita em dourado vocês possam lembrar: "Uma opção de esquerda para todos".
Alguém já sabe do que se trata? Estrela....vermelha....é isso mesmo, minha primeira agenda, era uma linda agenda do PT.
Não vou entrar no ramo da política, mas o fato é que eu insistia muito para ter uma agenda e essa foi a solução mais barata. Como toda criança, fiquei feliz só pelo fato de ter espaço para escrever todos os dias, ter calendário, lugar para telefones, o que eu poderia querer mais? Ignorei as citações de Avenzoar, pesquisas eleitorais, programação da Câmara Municipal de João Pessoa, etc, e colei meus adesivos e falei dos meus paqueras tranqüilamente. E dessa forma essa agenda me serviu para os anos de 1996 e 1997.
O problema é que nessa época eu tinha mania de falar por códigos os nomes das pessoas, o que me impede de saber de quem eu tava falando. Para piorar, ou eu mudei muito os códigos e não usei o mesmo para os dois anos, ou eu paquerava com muita gente. Vou abrir uma exceção no meu arquivo pessoal e vou mostrar para vocês a cabecinha de uma menina de 9 anos:

"Hoje é segunda e eu estou escrevendo porque eu quero, e o *&%$#@¨¬ eu nem gosto mais dele eu gostava mas depois ele foi ficando chato e ele não gostava de mim ele gosta de @#$¨%&9 mais @#$¨%&9 gosta de %$#@*&(¨% e eu não sei de quem ele gosta e eu vou parar de escrever. Tchau! Fui! (21/10/96 ou 97)"

Alguém mais cansou a leitura fora eu? Acho que eu pensei que apenas uma vírgula já fosse o necessário. Agora, só para ficar mais engraçada ou drástica a história, eu era apenas uma menina iludida, que fazia natação nessa época, mas nunca falava com nenhum menino. Tinha vergonha. Mas eles me achavam linda e eu me achava no direito de gostar de um e depois de outro, caso eu visse que ele gostava de outra menina. Tsc tsc.

Ok, meu eu criança no momento está com raiva de mim por essa exposição. Vou ficando por aqui.

Boa semana para vocês!!!