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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Santa Maria, rogai por nós...

Em meio a essa onda de tristeza que veio à tona nesses últimos dias, em decorrência do incêndio em Santa Maria/RS, em que muito se tem perguntado e muito se tem julgado acerca dos prováveis responsáveis pela tragédia, uma frase dita por um padre que celebrou uma missa em homenagem aos mortos, resumiu meu pensamento: "é hora de oração, não de buscar culpados".
Entendo que o luto muitas vezes nos leva a buscar responsáveis pela nossa tristeza e dor, mas numa situação como essa, em que não houve a intenção de ferir ou prejudicar ninguém, um pouco mais de calma na hora de apontar os culpados é o mais sensato, tendo em vista que a necessidade maior é dar conforto aos familiares das vítimas, aos que desencarnaram em desespero e aos que ainda convalescem nos hospitais.
Diante disto, posso até ser mal interpretada por assim dizer, mas consegui tirar algo de bom de toda essa história e até posso dizer que me sinto alegre pelo que vi em termos de solidariedade. Tanto se fala do Brasil e dos brasileiros, que é um país de corruptos, que a violência cresce desenfreadamente, que as pessoas estão perdendo seus valores, entre tantos outros aspectos negativos da sociedade, no entanto, o Brasil mostra que seu coração é grande e, em meio a tanta coisa ruim, a solidariedade está presente em nosso íntimo. 
Existem dois caminhos na escola da vida: o amor e a dor. Infelizmente, estamos habituados a abrir mão do amor para só aprendermos com a dor. E essa dor, vivida por algumas centenas de pessoas no Rio Grande do Sul, se tornou a dor de centenas de milhares pelo resto do país. Através dela, muitas medidas de segurança serão tomadas, a displicência com as normas de segurança dará lugar ao cuidado com a vida alheia, entre tantas outras formas de se evitar tragédias como essa. Mas eu tiro como a melhor lição aprendida, o sentimento de compaixão. Muito mais do que se sentirem penalizadas com os arrebatados pela dor do incêndio, as pessoas transformaram sua tristeza em ação. Daí a presença de tantos voluntários de diferentes meios profissionais, de lugares distantes, até de outros países, se deslocando para Santa Maria, simplesmente com o intuito de ajudar. Quantas correntes de oração foram disseminadas pelas redes sociais, quantas missas foram realizadas ao redor do país pelos envolvidos no incêndio, quantas orações individuais foram feitas por pessoas que sequer tinham ligação com os jovens de Santa Maria. Onde quer que se olhasse, tinha alguém tocado pela dor, sensibilizado com os envolvidos, consternados com a situação dos familiares, de certa forma, todos unidos por uma dor.
Casos isolados de ignorantes separatistas com seus comentários discriminatórios surgiram, mas para quê dar tanta atenção a algum comentário isolado, quando a maioria se encontra ligada ao amor fraternal? Prefiro não dar mais cartaz ao que se propaga em termos de preconceito regional, ocupando minha mente com o que realmente importa. 
Por isso venho reconhecer o engrandecimento moral que ganhamos com essa experiência dolorosa. Embora as famílias não desfrutarão mais do convívio diário com os jovens arrebatados na tragédia, tenho certeza que elas não esquecerão o apoio recebido nesse momento dos que se compadeceram com as suas dores.
Que a solidariedade esteja mais presente no nosso dia a dia e que não precisemos passar por tanta tristeza para aprendermos a ser mais caridosos.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

O bem está extinto?

Confesso que eu tenho um dedinho nervoso para olhar notícias ruins em sites de informações mas, aos poucos, venho tentando controlar a minha curiosidade e não tenho lido notícias muito pesadas. Pois imaginem vocês que tem surtido efeito?! Tenho ficado mais tranquila. Não alimento mais minha curiosidade com bobagens e procuro ler coisas positivas. Nós não nos damos conta de o quanto ficamos negativos e revoltados quando lemos notícias violentas mas o fato é que elas nos influenciam. Imaginem o efeito positivo que teria se mais notícias boas fossem compartilhadas do que notícias ruins? Quando acesso sites sobre as notícias da Paraíba, quase consigo ver o sangue derramado de tanta violência propagada e quase nenhuma informação positiva. Por que as pessoas se detêm a só repassar o lado mais obscuro do ser humano? Essa história de que notícia boa não dá ibope, que as pessoas gostam de ver a desgraça alheia, para mim, isso é furada. Quando estudei marketing na universidade pude constatar que muitas necessidades atuais da população foram e são criadas. Ninguém nasce com necessidade de ter um celular e, por que com o tempo, passamos a achar aquele item indispensável para nossas vidas? Porque alguém, em algum determinado momento, nos vendeu a ideia de que celular é algo indispensável e se você não tem, você não se sente parte da sociedade. Se isso pode ser feito com qualquer produto em qualquer mercado consumidor, acredito que "vender o bem" também traria os mesmos efeitos positivos. 
Se hoje alguém publicasse uma notícia boa, ali adiante alguém se interessaria e mais adiante repassaria para os amigos e os amigos, repassariam para seus amigos, mais ou menos como nos mostra o filme "A Corrente do Bem", e assim, estaríamos propagando o bem ao invés do mal. Só o que escutamos é no quanto o mundo está violento, em como as coisas hoje em dia são piores que antigamente, que não se tem mais sossego etc, quando na verdade, o mundo não está pior, ele não está mais violento, as pessoas não estão se tornando piores, nós é que estamos escolhendo dar "ibope" para esse tipo de informação. Quantas Marias e Joãos, no anonimato, têm se dedicado ao trabalho da caridade, têm estudado a cura de doenças incuráveis, têm dado conforto para aqueles desesperados, têm oferecido os ouvidos amigos para as lamentações do outro. O bem está aí fora. Basta que a gente procure saber onde ele está. Basta que nos interessemos por notícias construtivas. Basta que arregacemos as mangas e vamos ao trabalho do bem. Descobriremos que não somos os primeiros nem seremos os últimos. Se não fizermos isso, ao menos procuremos higienizar nossa mente, lendo coisas construtivas ao invés de destrutivas. Isso vale para o facebook também. Cancelar assinaturas de quem só publica a desgraça alheia não é falta de caridade, porque não há nada de caridoso em propagar fotos de menininhos doentes e cachorros maltratados. Escolher leituras positivas e difundir comportamentos solidários é mais do que uma opção de entretenimento, é trazer para sua vida hábitos mais saudáveis. 

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Intolerância gera intolerância


Não tenho o costume de ler as matérias da Época mas, por ventura, me deparei com duas de uma mesma jornalista e escritora que detém uma coluna fixa na revista. Uma até já comentei aqui, se tratava da visão de fracasso que os jovens atualmente têm quando não encontram a felicidade. Agora, a última que eu li, falava da relação entre os evangélicos e os ateus. A jornalista relata um episódio de um diálogo entre uma jornalista ateia e um taxista evangélico. No desprender da conversa, o taxista tentava convencê-la a ir à igreja.
Parte desse pressuposto a exposição da jornalista em mostrar um país cada vez mais evangélico, em que, segundo sua opinião, prega-se a intolerância aos que não acreditam em Deus ou numa religião. Diante de uma leitura extremamente opinativa e pouco embasada em fatos concretos, foram dispostas críticas ao pagamento do dízimo, à abertura de novas igrejas com os mais diversos nomes, às tentativas de converter novos praticantes, enfim, uma série de fatores que em nenhum aspecto mostra o lado positivo que poderia existir. Me pareceu ser uma leitura tão intolerante quanto a que ela pregou em relação aos ateus. Apesar de não concordar com certas atitudes, respeito a visão que cada um tem, desde que saibam pregá-las para o bem e não por conveniência ou por segundas intenções. As pessoas pecam em suas liberdades de escolha e opiniões, por quase sempre levar em consideração um lado apenas, aquele que lhe parece ser mais conveniente e terminam por obter uma leitura mesquinha ou incompleta dos fatos. Confesso ter proferido muitas críticas aos evangélicos e outros por até então desconhecer a esfera que eles viviam, mas ao visitá-los, em seu próprio ambiente, sem discursos tentando converter novos integrantes e demagogia, pude enxergar o que os prende de verdade à igreja: o amor. Quantas pessoas ali não estão apenas em busca de um conforto próprio ou vai apenas por conveniência, mas seria injusto resumir todos nesse contexto quando tive oportunidade de conhecer projetos de educação, ajuda aos necessitados, doentes, entre tantos outros projetos de verdadeira caridade. Além do trabalho de conscientizar as pessoas a terem atitudes mais saudáveis, coerentes com um estilo de vida agradável, voltadas para o bem e não para fazer o mal para si mesmo e para os outros. Como posso ignorar o fato de centenas, milhares de pessoas que são realmente ajudadas todos os dias e que diminuem o mal propagado nas ruas, ao qual todos estamos sujeitos? Certamente, quando uma jornalista critica uma atitude de um taxista tentando levar uma ateia para a igreja, não verificou que pode ser uma pessoa sem instrução que foi orientada para aquilo, ou que nas melhores das suas intenções estava tentando ajudá-la da forma que ele conhecia. Certamente, ela também não verificou que a presença de igrejas em cada esquina, podem ser responsáveis por diminuir a criminalidade, tirar jovens de ambientes insalubres para ambientes de paz e onde se prega o amor. Todos nós temos a liberdade de escolher em que acreditar, mas a intolerância não deve existir em nenhum aspecto e todos estão sujeitos a passar por experiências novas e mudar sua opinião, então não sejamos tão cabeça dura para certas coisas. Abrir o coração pode trazer novas sensações e oportunidades de melhorar o que nós temos de ruim.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Orgulho de ser nordestino"

Antes de mais nada, a título de contextualização, vou relatar o fato polêmico que aconteceu após a confirmação da vitória da candidata Dilma Rousseff à Presidência da República. O twitter, como rede social livre, em que todos têm a liberdade de expressão, foi palco de uma disseminação do crime de racismo contra os nordestinos. Alguns paulistas e simpatizantes do candidato Serra atribuíram aos nordestinos a vitória de Dilma para o cargo de Presidente do país e, assim, indignados, iniciaram campanhas racistas em que diziam "matem um nordestino afogado" entre outras atrocidades. Ontem (03/11/2010), a OAB do estado de Pernambuco entrou com uma ação no Ministério Público contra a estudante de direito que deu início aos comentários ofensivos e ameaçadores, em mais uma tentativa de não deixar impunes aqueles que cometem crimes virtuais em redes livres.
Me sinto na obrigação de comentar o fato porque me provocou uma indignação gigantesca. Uma vergonha paira sobre mim por viver numa nação que, mesmo tendo sofrido séculos de exploração e desvalorização por parte de outras nações, se consagra como desunida, hipócrita e preconceituosa. Acima de tudo, hipócrita. Por anos o Brasil foi terreno de intolerância, de imposição de culturas e opiniões; por anos viveu à mercê de governantes paternalistas e ditadores, que sujeitaram a população às piores torturas e atitudes desumanas; perderam-se anos de prosperidade em que tudo que se pregou foi a desigualdade e privilégio nas mãos de poucos. A luta por parte dos que não se calam diante das injustiças tem sido constante para acabar com essa cultura herdada por estas nações e fortalecer a união de um povo cansado de sofrer. No entanto, no momento em que deveríamos dar-nos as mãos e brigar por aquilo que é melhor para todos, no momento em que deveríamos nos sentir vitoriosos por sermos responsáveis pelo futuro do país, a sociedade brasileira me envergonha com sua atitude irracional de disseminar o ódio entre os seus. O que se vê é uma herança imperialista por parte de uns. Não bastasse os mais de 500 anos de desigualdade social ainda temos parte da sociedade brasileira sofrendo com o atraso intelectual, cultural e moral da outra parte da sociedade. E pior, daquela que se julga superior, que se julga trabalhadora e mais inteligente. Que tipo de inteligência é essa? Aquela mesma que promovia a escravização, a imposição do medo e de suas vontades, a mesma que julgava ser melhor e mais poderosa que todas as outras. Temos a Constituição mais admirada pelas outras nações que em termos de construção ideológica, prega um ideal de sociedade justa e igualitária. Tivemos a inspiração divina de construir essas normas para regrar a nossa sociedade para o caminho da prosperidade e do desenvolvimento de todos, mas sequer sabemos valorizá-la.
Hoje vejo uma sociedade que se nega a ter discernimento. Que empobrece o país e tanto envergonha aqueles que lutaram para que ela se tornasse melhor. Por que eu tenho que me defender? Sair por aí dizendo o orgulho de ser nordestina? Não consigo nem sentir o orgulho de ser brasileira. Não posso sentir orgulho de mais uma vez ser discriminada e diminuída por aqueles que deveriam me valorizar e somar forças comigo. Me orgulho de ser consciente, de não me calar diante disto, de não me deixar abater por essas e outras injustiças que vejo! Me orgulho de mesmo tendo vivido o lado sempre oprimido, ter aprendido a dar valor à moral e à justiça. Me orgulho do conhecimento, da inteligência, do desenvolvimento intelectual, que queira Deus, um dia, consigam exterminar de uma vez por todas a burrice cega que movimenta a humanidade!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nada disso me surpreende

Nos últimos meses todos os olhares se voltaram para um único assunto: futebol!


Como um país inteiro volta todas as suas atenções para um único tema? E mesmo com a eliminação do Brasil na copa do mundo, ainda estapam as principais capas de jornais e páginas na web notícias de futebol, agora, com a acusação de sequestro seguido de morte da "amante" do goleiro Bruno do Flamengo.


Não posso deixar de comentar o quanto me revolto com a hipocrisia dos brasileiros. Transformaram o futebol no principal produto do país, em que homens e mulheres se veem atraídos para fazer parte dessa indústria. Vestem a camisa verde e amarela e torcem para que o Brasil seja campeão do mundo, movimentando o mercado do futebol e gerando para as contas do já milionários mais alguns milhões. Mas se sentem estarrecidos e tecem críticas, como se estivessem de fora de toda essa situação, quando vêm à tona esses escândalos envolvendo jogadores. Ora, de quem é a culpa disso tudo?


Um país que fala em educação, mas cada vez mais é consolidado que se você é pobre e falta aula para jogar futebol, você pode se tornar jogador e ser milionário! E se você é mulher, você pode sair com jogadores de futebol, engravidar e garantir o seu sustento para o resto da vida!


É somente culpa dos pais daqueles jogadores que não deram a educação necessária e não ensinaram o que era certo e errado?! Ponham a mão na consciência! São vocês, brasileiros, que transformaram esses marginais em ídolos! São vocês, brasileiros, que pagam as contas deles! São vocês, brasileiros, que tornam esse "mundo" atrativo para todos! São vocês, brasileiras, que começam a achar os feios bonitos só porque têm dinheiro e querem fazer filhos com eles! São vocês, brasileiros, que não se incomodam com o português errado falado nas entrevistas! São vocês, brasileiros, que não se incomodam de dar dinheiro para um semi-analfabeto e se contentam com a mixaria que recebem!


Alguns dias atrás estavam todos orgulhosos com o futebol e hoje se envergonham dele. Hipócritas! Ao menos assumam a culpa nisso tudo!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mente relaxada...mente sã!

Em caráter explicativo, fica a constatação de mais uma reprovação em concurso. Dessa vez, minha classificação foi tomada por uma única questão que eu deixei de acertar. Uma única questão a mais, fez a diferença!

O que fazer? Apelar para achar alguma brecha em que eu posso dar entrada em um recurso ou deixar para lá e seguir em frente? Fiz a opção de seguir em frente e já pensar no concurso da Caixa. Embora, não consigo deixar de sentir revolta com o fato de um
analfabeto ter conseguido passar em um concurso e eu não!


Quem sou eu para questionar os desígnios da vida?! Já fui convencida de que com a sorte não posso contar. E até onde consta, nada veio até mim com facilidade, sequer me dou ao luxo de lidar com situações simples. É tudo sempre muito complexo.



A minha tentativa agora está sendo não me afobar. Não pensar demais nas coisas que ainda estão por vir e acabar me precipitando nas emoções.

Tranquilidade para fazer uma coisa de cada vez e esperar, ter paciência! Sem pressa, as coisas surgem com mais clareza.

Mas por favor, "cara lá de cima", que desse ano não passe! Lidar com o desemprego está me consumindo todos os resquícios da minha mente sã! Dê 10 centavos de cabimento a esta criatura que vos fala e libera uma vaga de emprego! Assim seja!

domingo, 22 de novembro de 2009

Matéria interessante sobre o coma

Hoje, incrivelmente, consegui me dedicar a um momento de cultura útil na internet e achei algumas reportagens interessantes que merecem ser comentadas.
Não sei se vocês tiveram a oportunidade de ver uma entrevista que saiu na Época neste sábado, ou se viu a matéria pelo site G1, sobre uma menina que vive em coma há 11 anos, após um acidente com o ralo da piscina. Caso não tenha visto, assistam o vídeo abaixo contando a história de Flavia.
Em síntese, refere-se a uma menina, hoje com 22 anos, que aos 10 anos de idade, ao tomar banho na piscina do seu condomínio, teve seus cabelos sugados pela bomba de sucção para limpeza, localizada no fundo da piscina. Ela manteve-se presa ao ralo por alguns minutos e por consequência sofreu um afogamento que provocou a morte de alguns neurônios, permanecendo em coma irreversível desde então.
Sei que apenas em citar esta história ela já toca de alguma forma. Já provoca ao menos um sentimento de piedade por esta família e um desconforto por uma tragédia abater uma família comum. Mas além do aspecto solidário que senti ao me deparar com a notícia, tanto por esta família ter sofrido essa tragédia, quanto pela luta da mãe por justiça, algo mais intrigante me motivou a este post: o fato dela ainda estar viva.
O que mantém uma pessoa viva por 11 anos em coma? Num estado em que pouco se sabe como o paciente está se sentindo. Onde ele está? Por que essa menina abre os olhos todos os dias e fecha-os à noite? Eu acho incrível esses mistérios da vida em que não se sabe o real sentido em manter-se viva dessa forma.
E cada vez me vejo pequena diante dessas situações e frustrada por não conseguir, ou não ter recursos suficientes que me expliquem, qual a essência de uma vida assim! Ao mesmo tempo que sinto um peso nas costas, por considerar minha responsabilidade muito maior que a dessa menina. Se ainda tenho pernas, braços e órgãos controlados pela minha mente cognitiva, preciso descobrir como melhor utilizá-los e não sei direito por onde começar.

Ê lê lê...minha cabeça viaja demais. Ao menos fica aqui um pouco da minha solidariedade e desejo de paz pra essa família.

Até já!


sábado, 10 de maio de 2008

Ainda tem gente que lê isso aqui?

Oláá!!!

Voltei pra tirar a poeira que tomou conta disto aqui. Só pra não descumprir o que havia prometido, faltou comentar sobre os dois últimos tópicos do texto. Mas antes de mais nada, gostaria de retificar um erro, não cometido por mim, mas indiretamente, acabei repassando. O texto não é de Arnaldo Jabor, é veiculado usando o nome dele, no entanto, não foi escrito por ele. Peço até desculpas por ter chamado ele de idiota por conta de um texto que não lhe pertence, no entanto, só modifico que ele é idiota quase sempre no que fala, independente do texto ser dele ou não.

Quanto aos tópicos do texto 4 e 5 do autor desconhecido, devo concordar em parte. A desonestidade existe sim, porém não é característica de todos os brasileiros, nem tampouco, apenas dos brasileiros. Vivemos numa sociedade em transição, em que se pesa mais a realidade imposta pelo padrão de vida de poucos, do que o caráter e a dignidade. Essas duas características não matam a fome de ninguém, nem paga as viagens de luxo nem as casas de praia. O fato de nos revoltarmos é que estão fazendo isso às nossas custas...aí não dá, né?
E 90% dos que vivem na favela serem honestos, também não acredito que seja verdade. Não vou negar que existam pessoas honestas, claro, não posso ser generalista, mas acredito que 90% seja um número muito alto de honestidade.
E Deus é brasileiro, africano, E.T....Mas se as pessoas querem acreditar que ele seja brasileiro, quem sou eu pra negar? Por mais que critiquem a situação do nosso país, não trocaria por Iraque, Mianmar, Índia, Rússia, por canto nenhum.


Feliz Dia das Mães!!!!

Hoje foi um dia de fotos antigas e recordações!!!
"Mããeee, é o amoooor mais puro e verdadeirooo...
Mãeee...não sei que lá...
Por isso nas minhas preces...não sei mais a letra"
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Quantas e quantas vezes não fazíamos danças ridículas no colégio e cantávamos músicas de Roberto Carlos "como é grande, o meu amor, por voooocêêêê". Me lembro da minha mãe se desmanchando em lágrimas na capela da Lourdinas. Dos presentes e cartões dados de presente.
Das apresentações com velas acesas e das meninas queimando os cabelos das outras. Dos gritos no meio da apresentação, pois os pingos das velas insistiam em nos queimar.
Bons tempos!

Aproveito, no dia mais comercial do que significativo, pra reconhecer o significado das mães em nossas vidas. Agradecer a oportunidade de convívio diário, repleta de ensinamentos e momentos de amor. Agradecer pela presença de minha mãe, por mais um ano em minha vida, depois das muitas dificuldades, depois do medo de não tê-la mais perto. Enfim, por tudo que a mãe representa.

Boa semana pra tds!!!

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sobre aquele assunto divergente...

Nesses últimos dias recebi um e-mail de Arnaldo Jabor. Como todos conhecem, não preciso ficar aqui dizendo tudo o que ele é e representa como crítico do cenário político e da realidade brasileira como um todo. No entanto, não posso deixar de expressar a minha opinião, talvez contrária à maioria das pessoas que lêem suas críticas e dão tanta importância ao que ele fala, a verdade é que acho ele um tremendo idiota na maioria das vezes, com todo respeito.
Vou tentar passar pra cá pedaços enumerados do e-mail e espero que não fique um post grande:
"1-Brasileiro é um povo solidário. Mentira. -Brasileiro é babaca.
Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
2-Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
3-Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. - O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.
4-Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.
5-90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...

Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: água doce! "
Diminuí a letra pra criar uma ilusão de que o post vai ficar menor. Vamos às minhas críticas:
1- Dizer que brasileiro é babaca me faz crer que ele estivesse se incluíndo no contexto. O povo não é babaca, infelizmente boa parte da população brasileira é ignorante, por 'n' fatores desde o histórico vivenciado pela história brasileira até a realidade imposta por governos até então. O que o torna mais babaca que os outros povos? O fato de querer mudar a realidade imunda que já existia? Dominada por pessoas que tiveram oportunidades na vida de estudar e serem bem informados, no entanto o que fizeram pelo país? Valorizaram estas riquezas citadas no fim de que maneira? Privatizando-as. E o engraçado é a economia crescer no governo atual com alguém que seria rejeitado pela sociedade politizada, pra sequer conseguir emprego de gari. Devolvo a pergunta pra Jabor, nós somos babacas ou quem faz guerras sem sentido pra garantir a supremacia econômica mundial? Quem é babaca é o povo que elege o rejeitado à gari ou o que elege um presidente anti-terrorista que tem seus negócios financiados pela família Bin Laden?
2 e 3- Eu daria uma sugestão ao ilustríssimo senhor, que tal ir pra uma região esquecida, no interior da Paraíba, chamada Montadas? Onde a sua maior parte é área rural e as pessoas esperam a boa vontade dos céus de enviar chuva para garantir a plantação e o seu sustento o resto do ano. A energia chegou um dias desses e ainda há quem espere por ela. Essa população acompanha a imundice da rica sociedade? Ou após trabalhar o dia inteiro na lavoura seca e enterrar o seu último boi que morreu de fome, ela tem fôlego pra assistir uma TV senado e saber quem são os políticos decentes (se é que eles existem)? O que fazer com eles? Deixá-los cientes da sua condição tornando-os pessoas depressivas com a sua realidade? Quando um governo prestou atenção neles? E será que eles são minoria na grande população brasileira? Quem o senhor acha que elege os governantes e por que será que o rejeitado à gari foi eleito pela população?Eu te respondo que, apesar de todas as críticas que tenho sobre o Faustão, ontem ele mostrou um caso interessante, uma família que tem renda de R$150,00, com ajuda do governo, do plantio e das vendas da Avon da mãe (se fosse Natura ela ganharia mais..kkk) e um dos filhos passou pra Medicina, em 1º lugar, na UEPE, aos 16 anos. Eu te respondo que, os filhos do cara do sítio lá em Montadas só tem direito a se manterem informados numa escola, com o auxílio do governo. Isso acaba com a pobreza? Não a atual, mas ta plantando árvores pra colher os frutos no futuro. Esses cidadãos tem discernimento de que devem pintar as caras e ir às ruas reclamar do governo? Ou o senhor compreende porque eles riem? Talvez por enxergarem em seus filhos um futuro melhor e ver que existem pessoas que não julgam as pessoas pela sua história sofrida e sim dão oportunidades de serem alguém na vida. E estas pessoas ainda são chamadas de vagabundas? Quantos e quantos posts vocês viram aqui nesse blog, de uma pessoa reclamando que não são oferecidas oportunidades à uma estudante de administração de uma universidade federal, imagina um cidadão do sítio? Você pode até me responder que a maioria da população é urbana, eu concordo, mas elas saíram do sítio e hoje vivem bem de vida?

Como o post ficou grande, discutirei o restante no próximo post.