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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Reflexões de um péssimo dia

Como se manter concentrado e focado quando a sorte decide não sorrir pra você?
Como conseguir provas de sua capacidade se ela até agora não te levou a lugar nenhum? Se tudo conspira pra mostrar que você não consegue, como arranjar forças pra se manter confiante, se a correnteza só te arrasta pro sentido contrário?

Não sei responder essas perguntas! Não sei mais o que esperar de mim e do mundo. Parece que todos têm oportunidades e elas nunca sobram pra mim. Por mais que me esforce pra conseguir alguma, as portas sempre se fecham pro meu lado. Já estou descrente de tudo! Pra ser sincera não sei nem se tenho capacidade pra alguma coisa.

Estou sentindo o peso dos 2 anos de desemprego e dos 24 anos sem ter conseguido destaque em nada! O que esperar do futuro?

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Vem aí mais um

Sem tempo pra postar aqui! Estou estudando pra mais um concurso e vamos esperar passar a prova pra ver no que dá!

Feliz 2011!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Quem sou eu para falar em administração, mas...



Acho interessante como se tem escutado que o ouro do século é o conhecimento. Tenho visto em vários lugares, escrito por diversos autores, que a informação detém papel importantíssimo dentro de uma organização, chegando a assumir o topo das prioridades, num tempo em que os valores intangíveis superam em muito os valores dos ativos financeiros.
Mas quando se fala em conhecimento não se trata apenas da tecnologia da informação utilizada ou das proporções que essas assumem nos dias de hoje, trata-se, principalmente, da valorização dos que a detêm. Afinal, não se cria conhecimento sem a participação das pessoas, sem a busca da criatividade e do desenvolvimento das ideias, sendo essas capacidades exclusivas dos seres humanos.
No entanto, me pergunto: por que após mais de 200 anos da aparição dos primeiros modelos de produção e gestão, ainda predomina a adoção das mesmas práticas inspiradas em modelos americanos e japoneses de dois séculos atrás? Não teriam estes acompanhado a evolução do conhecimento e, principalmente, do capital intelectual?
Acho uma contradição gigantesca ainda encontrar grandes empresas detentoras de maior parcela do mercado que ainda utilizam práticas de cabresto e preocupação primordial com os recursos materiais, deixando em segundo plano seus colaboradores. Ora, estabilidade na economia nos dias de hoje, após tantas crises do nosso sistema econômico, é praticamente impossível. A única vantagem competitiva, de fato, que uma organização pode possuir de maneira duradoura é o conhecimento. E por que não se valoriza o nosso conhecimento? Por que ainda é tão difícil reconhecer as qualidades das pessoas e darem espaço para que elas opinem e se desenvolvam ainda mais dentro do seu próprio ambiente organizacional?
Dizer que há mais práticas participativas e adoção de educação corporativa dentro das organizações não exprime completamente o significado de uma valorização do indivíduo e de sua capacidade intelectual. Se assim o fosse, não teríamos esse atraso de 200 anos.
Pode ser que eu não entenda muito da realidade das organizações, afinal, estou desempregada. Não sei o quanto disso é revolta minha com o descaso que vejo com os indivíduos qualificados que não tem oportunidades no mercado, ou que quando têm, são tratados como meros executores de vontades. Mas acho que essas crises que vêm acontecendo tem dado um sinal importante para as economias mundiais e seus sistemas adotados. Enquanto deveríamos ver projeções do que virá a ser no futuro, ainda estamos presos no passado, sem aproveitar aquilo que a nossa própria realidade atual nos proporciona.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

"Orgulho de ser nordestino"

Antes de mais nada, a título de contextualização, vou relatar o fato polêmico que aconteceu após a confirmação da vitória da candidata Dilma Rousseff à Presidência da República. O twitter, como rede social livre, em que todos têm a liberdade de expressão, foi palco de uma disseminação do crime de racismo contra os nordestinos. Alguns paulistas e simpatizantes do candidato Serra atribuíram aos nordestinos a vitória de Dilma para o cargo de Presidente do país e, assim, indignados, iniciaram campanhas racistas em que diziam "matem um nordestino afogado" entre outras atrocidades. Ontem (03/11/2010), a OAB do estado de Pernambuco entrou com uma ação no Ministério Público contra a estudante de direito que deu início aos comentários ofensivos e ameaçadores, em mais uma tentativa de não deixar impunes aqueles que cometem crimes virtuais em redes livres.
Me sinto na obrigação de comentar o fato porque me provocou uma indignação gigantesca. Uma vergonha paira sobre mim por viver numa nação que, mesmo tendo sofrido séculos de exploração e desvalorização por parte de outras nações, se consagra como desunida, hipócrita e preconceituosa. Acima de tudo, hipócrita. Por anos o Brasil foi terreno de intolerância, de imposição de culturas e opiniões; por anos viveu à mercê de governantes paternalistas e ditadores, que sujeitaram a população às piores torturas e atitudes desumanas; perderam-se anos de prosperidade em que tudo que se pregou foi a desigualdade e privilégio nas mãos de poucos. A luta por parte dos que não se calam diante das injustiças tem sido constante para acabar com essa cultura herdada por estas nações e fortalecer a união de um povo cansado de sofrer. No entanto, no momento em que deveríamos dar-nos as mãos e brigar por aquilo que é melhor para todos, no momento em que deveríamos nos sentir vitoriosos por sermos responsáveis pelo futuro do país, a sociedade brasileira me envergonha com sua atitude irracional de disseminar o ódio entre os seus. O que se vê é uma herança imperialista por parte de uns. Não bastasse os mais de 500 anos de desigualdade social ainda temos parte da sociedade brasileira sofrendo com o atraso intelectual, cultural e moral da outra parte da sociedade. E pior, daquela que se julga superior, que se julga trabalhadora e mais inteligente. Que tipo de inteligência é essa? Aquela mesma que promovia a escravização, a imposição do medo e de suas vontades, a mesma que julgava ser melhor e mais poderosa que todas as outras. Temos a Constituição mais admirada pelas outras nações que em termos de construção ideológica, prega um ideal de sociedade justa e igualitária. Tivemos a inspiração divina de construir essas normas para regrar a nossa sociedade para o caminho da prosperidade e do desenvolvimento de todos, mas sequer sabemos valorizá-la.
Hoje vejo uma sociedade que se nega a ter discernimento. Que empobrece o país e tanto envergonha aqueles que lutaram para que ela se tornasse melhor. Por que eu tenho que me defender? Sair por aí dizendo o orgulho de ser nordestina? Não consigo nem sentir o orgulho de ser brasileira. Não posso sentir orgulho de mais uma vez ser discriminada e diminuída por aqueles que deveriam me valorizar e somar forças comigo. Me orgulho de ser consciente, de não me calar diante disto, de não me deixar abater por essas e outras injustiças que vejo! Me orgulho de mesmo tendo vivido o lado sempre oprimido, ter aprendido a dar valor à moral e à justiça. Me orgulho do conhecimento, da inteligência, do desenvolvimento intelectual, que queira Deus, um dia, consigam exterminar de uma vez por todas a burrice cega que movimenta a humanidade!

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Cansada do ócio...

Eu sei quantas pessoas gostariam de ter tempo livre para aproveitar o dia descansando em casa ou indo à praia. Eu não sou uma dessas pessoas, sou exatamente o oposto! Não aguento mais não ter ocupação. Hoje sinto o peso das aulas de sociologia quando diziam que "o trabalho dignifica o homem". É a mais pura verdade! Toda a ideia de valorização, crescimento individual e a sua importância para a comunidade em que vive está ligada ao trabalho. Por mais que eu tente me convencer que eu fiz uma opção de não ir atrás de um emprego porque tenho o objetivo de passar em concurso público, eu mesma e as pessoas que me cercam acabam cobrando uma ocupação. Não me sinto completa, tenho a sensação de estar sub valorizando minha capacidade intelectual e de que aos pouquinhos estou perdendo "meu espaço" no mercado. E essa sensação não parte só de mim, pois também percebo que os valores que acredito possuir não são sentidos pelo mundo afora. E cada nova frustração em alcançar um objetivo traçado fica mais difícil me convencer de que sou capaz e devo perseverar.
Eu sei que ainda sou nova! Vejo muitos que estão na mesma luta que eu e são mais velhos ou não tiveram a mesma formação que eu tive, mas por que a nossa cabeça sempre nos leva para os casos opostos, justamente aqueles de pessoas que não tiveram uma formação de qualidade como eu e estão se dando bem agora?! Fica difícil manter o pique!
O termo certo é cansaço, o cansaço de "não fazer nada".

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Só mais algumas palavras

Sinto falta dos meus amigos...

Daquela torcida para que tudo dê certo;
Daquele apoio às suas decisões;
Das opiniões sinceras que demonstram verdadeira preocupação;
Das palavras de ânimo;
Dos conselhos de quem preza pela sua felicidade;
Do sentimento puro sem inveja;
Da alegria compartilhada;
Até mesmo da tristeza também repartida.

Porque se são verdadeiros, não se comparam a você nem desejam ser melhores que você, se são verdadeiros querem que juntos sejamos melhores para si e para os outros.

Que falta me fazem os verdadeiros amigos!

sábado, 18 de setembro de 2010

Merecimento

Ainda não é o post que trará as notícias boas que espero. Pelo contrário, parece que quanto mais preciso dessa ferramenta é quando há algo para desabafar que esteja me incomodando.
Passada mais uma prova de concurso, a qual, vale salientar, foi a primeira que eu tenha feito consciente e com um conhecimento prévio de todo conteúdo abordado, a primeira em que me esforcei realmente - durante dias e horas de estudo -, a qual abdiquei minhas horas de lazer e de saídas com os amigos, que na maioria das vezes, nem entendia o esforço que eu estava fazendo. A prova que eu sabia que seria difícil e mesmo com a dificuldade que eu também sabia que teria, me permiti sonhar com a aprovação, mas, que ao sair o resultado me decepcionou.
Só que dessa vez foi uma decepção diferente. Foi como se quisessem, à força, provar que eu não tenho a capacidade suficiente para conseguir o emprego que tanto queria, ou não mereço.

Merecimento...

Quem sou eu para julgar os méritos das pessoas pelos seus esforços, mas, sinceramente, não me permito pensar em outra coisa desde que o resultado saiu. O que faz uma pessoa ser coroada por seus esforços e outra não?! Sempre achei que tudo vem com o esforço e o trabalho; que a sorte é uma palavra criada pelos leigos que não sabem das verdadeiras razões de alguém estar sendo agraciado; e que para se obter o que deseja, seus motivos precisam ser verdadeiros e inofensivos para as outras pessoas e não podem ser egoístas, nem se aproveitar da boa vontade de ninguém. No entanto, sabe quando alguém, que nunca quis nada com a vida, que de repente quer bancar uma imagem correta só para enganar as pessoas sobre suas verdadeiras intenções, consegue as coisas antes das outras que já vinham se esforçando há mais tempo?! Não sei se isso acontece com vocês, mas isso sempre acontece comigo. Uma prova da universidade que você estudou e o outro que filou de você acaba tirando nota maior, uma frase que você disse baixinho e alguém escutou e falou alto para ganhar os méritos por ela, uma ideia que você teve mas outro a tomou como sua, ou um trabalho feito por você, mas que outra pessoa levou todos os créditos. É assim que eu me sinto!
Sei que temos de aceitar que as coisas aparecem na devida hora e que nem sempre o que a gente quer é o melhor para a gente, mas quando paro para pensar e vejo para quem estou perdendo as oportunidades, sinto um desânimo. Não um desânimo que me faça querer parar de tentar, mas um desânimo com relação ao futuro. A sensação de que não poderei desfrutar das melhores oportunidades, ou que se um dia chegar a desfrutá-las, terei que me esforçar muito mais que outras que chegarão no mesmo lugar que eu sem fazer grandes esforços.

Enfim, precisava desabafar!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Sobre o assunto "concurso público"

Só para manterem vocês atualizados, já que dediquei várias postagens sobre o assunto, quero dizer que passei no concurso da Caixa, mas a minha classificação não foi boa. Mas nunca se sabe, 2 anos de prazo para ver se alguma coisa acontece.
Como o tempo não para e eu não posso me prender à uma possível nomeação, estou dando continuidade aos estudos e aos concursos que vão aparecendo.
Semana que vem estarei no Rio de Janeiro, fazendo a prova para a Eletrobrás. E já dei início aos estudos para o concurso do MPU.
Se o infeliz do cursinho decidir se organizar e oferecer o mínimo de respeito aos alunos matriculados, vou continuar os estudos para o curso do Banco do Brasil.
Conformada que vou ter que prorrogar o prazo que estipulei para conseguir um emprego (2010), com esses concursos que estou tentando agora, meu prazo passa para 2011. ¬¬
E vamos para frente!!!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nada disso me surpreende

Nos últimos meses todos os olhares se voltaram para um único assunto: futebol!


Como um país inteiro volta todas as suas atenções para um único tema? E mesmo com a eliminação do Brasil na copa do mundo, ainda estapam as principais capas de jornais e páginas na web notícias de futebol, agora, com a acusação de sequestro seguido de morte da "amante" do goleiro Bruno do Flamengo.


Não posso deixar de comentar o quanto me revolto com a hipocrisia dos brasileiros. Transformaram o futebol no principal produto do país, em que homens e mulheres se veem atraídos para fazer parte dessa indústria. Vestem a camisa verde e amarela e torcem para que o Brasil seja campeão do mundo, movimentando o mercado do futebol e gerando para as contas do já milionários mais alguns milhões. Mas se sentem estarrecidos e tecem críticas, como se estivessem de fora de toda essa situação, quando vêm à tona esses escândalos envolvendo jogadores. Ora, de quem é a culpa disso tudo?


Um país que fala em educação, mas cada vez mais é consolidado que se você é pobre e falta aula para jogar futebol, você pode se tornar jogador e ser milionário! E se você é mulher, você pode sair com jogadores de futebol, engravidar e garantir o seu sustento para o resto da vida!


É somente culpa dos pais daqueles jogadores que não deram a educação necessária e não ensinaram o que era certo e errado?! Ponham a mão na consciência! São vocês, brasileiros, que transformaram esses marginais em ídolos! São vocês, brasileiros, que pagam as contas deles! São vocês, brasileiros, que tornam esse "mundo" atrativo para todos! São vocês, brasileiras, que começam a achar os feios bonitos só porque têm dinheiro e querem fazer filhos com eles! São vocês, brasileiros, que não se incomodam com o português errado falado nas entrevistas! São vocês, brasileiros, que não se incomodam de dar dinheiro para um semi-analfabeto e se contentam com a mixaria que recebem!


Alguns dias atrás estavam todos orgulhosos com o futebol e hoje se envergonham dele. Hipócritas! Ao menos assumam a culpa nisso tudo!

domingo, 4 de julho de 2010

Me arriscando na cozinha

Para fugir do tema de concurso dos meus últimos posts, vou falar de comida um pouquinho. Estranhamente venho alimentando uma curiosidade culinária e de vez em quando me pego em supermercados olhando as revistas sobre o assunto. Já comprei uma latinha que continha 100 receitas de massa que me custou R$ 30, mas acabei sem perceber que eram receitas de outros países e a maioria dos ingredientes não encontramos tão facilmente por aqui. Algumas dessas receitas até encontramos boa parte dos ingredientes, mas definitivamente, não condizem com o paladar brasileiro. A única que me arrisquei a fazer foi um frango frito com molho japonês, servido com uma massa de espaguete caseira com extrato de tomate e pimenta. Não ficou das mais gostosas! O molho de tomate puro é insosso e a pimenta tirou a capacidade de degustar qualquer outro ingrediente que tinha na receita.
Mas ainda acreditando que posso fazer alguma coisa, decidi fazer um pudim de chocolate. Este era simples, básico, não era possível que eu não acertasse fazer. Tinha experimentado um na casa de uma amiga e se ela, que nada entende de cozinha, havia acertado fazer e tinha ficado uma delícia, por que eu não acertaria? Sozinha, num dia de sábado, sujando metade da cozinha, consegui fazer um pudim delicioso. É bem verdade que a aparência ficou horrível, mas o gosto compensava.
Inspirada no meu sucesso na cozinha que até agora incluem no patamar dos mais bem sucedidos o musse de limão e o mais recente pudim de chocolate, decidi me arriscar em algo maior: empadão de frango. Vi a receita numa revista, cuja capa me atraiu por conter uma sobremesa de limão com morango, mas que acabou me surpreendendo com 52 receitas de outras coisas, incluindo essa de empadão de frango. Me custou R$ 1,99, bem mais em conta do que as 100 receitas inúteis que havia comprado anteriormente. Decidi que iria fazer o empadão de frango e levaria para a casa de Longo no dia do jogo de estreia do Brasil na copa do mundo, onde estariam boa parte dos nossos amigos e todos poderiam experimentar o meu sucesso ou fracasso na cozinha. Será que eu não sou confiante? Não bastasse não ter experiência nenhuma com a culinária ainda faço outras pessoas experimentarem o que nunca tentei fazer!!! Achei melhor testar fazer em casa dois dias antes, assim saberia se valeria a pena fazer outras pessoas provarem daquilo. Com a ajuda de mainha e uns pitacos de vovó, consegui fazer o empadão e, para a minha surpresa e de todos, ficou bonito e muito gostoso! Fiquei tão orgulhosa e confiante que no dia da estreia do jogo do Brasil, decidi fazer sozinha sem a ajuda de ninguém. Com muita calma, cortei todos os ingredientes, refoguei, fiz a massa do empadão e, tudo corria bem, o cheiro estava bom, já tinha forrado o recipiente com a massa, colocado o recheio... então, quando fui colocar o restante da massa para cobrir, decidi que queria ela bem fininha e tinha que passar o rolo para amassá-la. Coloquei a farinha para a massa não pregar, pus a massa em cima, coloquei mais farinha no rolo e fui amassar, na hora de tirar, cadê a massa sair inteira?! Começou a se despedaçar e não tinha um pedaço sequer que tivesse pelo menos o tamanho da palma de uma mão. Como eu ia cobrir um recipiente que era grande e tinha capacidade de servir no mínimo 10 fatias da receita?! Tentei de todas as formas com a massa estraçalhada em pedaços cobrir todo o empadão, mas ela simplesmente não rendia e não cobriu nem a metade do recipiente, havia passado do ponto por conta da farinha que coloquei para afiná-la. Em meio ao desespero, quase chorando, desejei tanto que vovó e mainha estivessem ali para me dizer o que fazer. Decidi que tinha que fazer mais massa e dessa vez não deixaria passar do ponto. Foi o que fiz e assim cobri o restante do empadão. Com duas cores diferentes, coloquei o empadão no forno e rezei para que ninguém notasse a "emenda" depois de assado.
Para minha felicidade, minhas preces foram atendidas e ao retirar do forno, ele estava com uma ótima aparência e com um cheiro muito bom. Levei para a casa de Longo, assistimos o jogo e quando todos pareciam não querer se arriscar a experimentar o empadão, obriguei Longo a retirar o primeiro pedaço (já que ele era o anfitrião) assim todos seguiriam ele. O bichinho, com a barriga cheia atendeu "meu pedido" e experimentou o empadão, comprovando que estava muito bom. Todos confiaram e decidiram experimentar...aí foi só alegria! "Foi Sara que fez mesmo?" "ficou muito bom!" "qual a receita?"
Após uma batalha, empadão de frango ultrapassa o musse de limão e o pudim de chocolate e assume a primeira colocação. Vamos esperar minha próxima aventura na cozinha!