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domingo, 4 de setembro de 2011

Atualizações

E volta e meia o assunto "concurso" volta à pauta.
Quanto ao Banco do Brasil e à Caixa, continuo esperando a convocação que, ao que tudo indica, virá no Banco do Brasil, já que o cadastro está diminuindo e tem-se 58% dos aprovados convocados.
Para não tornar a espera vazia e enfadonha, voltei a estudar para o concurso do INSS cujo edital está previsto para sair até o fim do mês. Me matriculei num cursinho novamente e recuperei minha rotina de estudos (ou pelo menos estou tentando). Além do quê, procurei outras ocupações, como voltar ao estudo da língua francesa. Devo admitir que esta tarefa está sendo a mais difícil de todas. Passar 6 meses sem pegar no livro à espera de uma turma abrir, para dar continuidade ao aprendizado foi, sem dúvida, um grande empecilho. Aprender uma língua que não faz parte do nosso dia-a-dia e não estamos habituados a conhecê-la é muito difícil. Prometi a mim mesma ir em busca do meu vocabulário francês com filmes, livros e músicas para não passar mais vergonha nas aulas.
A outra novidade é que perdi uma proposta de emprego nesse meio tempo, fiquei triste e decepcionada, mas com o passar do tempo vi que foi o melhor que me aconteceu. Nas vésperas do edital sair, eu não teria tempo para estudar para o concurso se estivesse trabalhando mais de 8h/dia. E quem sabe esse concurso do INSS vem agora para que eu passe e, finalmente, seja chamada.
Acho que essas atividades atreladas ao momento de aceitação e segurança que estou vivendo, tem trazido ganhos à minha auto-estima, após uma longa temporada de complicações. Quando a gente supera uma má fase, enxerga que não existe problema que não haja solução e que as complicações maiores somos nós mesmos que impomos. A solução está sempre à nossa frente, só que por vezes não queremos enxergá-las.

Por fim, desejo uma semana construtiva para todos.


domingo, 28 de agosto de 2011

Enquanto isso, em algum lugar do Brasil...

Essa semana recebi um e-mail contendo um vídeo de uma festinha de adolescentes da 7ª série, em algum lugar não identificado do Brasil. O cenário era de uma festa com adolescentes de no máximo 15 anos, consumindo bebidas alcoólicas, funk tocando, meninas dançando de forma insinuosa com os meninos e, pasmem, tudo isso com a supervisão de adultos. Quando eu me refiro a dança, entenda as meninas se esfregando e simulando posições sexuais.

Quando presencio algo dessa natureza a minha primeira reação é a de não querer ter filhos. Quem gostaria de descobrir que seu filho diz que vai participar de uma festinha com os amigos, quando na verdade está consumindo drogas e iniciando sua vida sexual precocemente? No entanto pensar que não quero ter filhos para que eles não virem adolescentes inconsequentes só me exime da responsabilidade de um dia ser capaz de educar e me torna uma covarde. Dizer que os pais não sabiam e que isso depende da índole do adolescente me parece uma desculpa de quem não quer enxergar as verdadeiras responsabilidades. Ainda nem tive filhos mas sei que pai e mãe são os responsáveis pelas falhas dos filhos e sua capacidade de discernimento. É claro que a gente sabe que numa casa com quatro filhos, cada um tem sua personalidade e ainda que tendo a mesma criação, nem todos se tornam pessoas corretas. Um ou outro pode cometer mais erros. Tudo bem, eu concordo. Mas assim como aprendemos a conviver com as diferenças dos indivíduos e seu diferente grau de evolução moral, temos o dever de identificar tais diferenças e adequar os métodos corretos para educar. Ser responsável por todos os erros cometidos pelos filhos, não; ser responsável por tê-los ensinado as diferenças entre o certo e o errado e as prováveis consequências dos seus atos, sim. Ter medo de ferir os sentimentos dos filhos ou que eles passem a odiar os pais, acabam por flexibilizar a educação e o resultado são pessoas irresponsáveis e sem medidas. Quantas anomalias poderiam ser evitadas se os filhos tivessem ouvido um não, se tivessem sido castigados quando erraram ou foram desobedientes? Se não há punição por um ato inadequado, como podem eles saberem a diferença entre o certo e errado, se a impunidade existe para ambas as atitudes? Me causa indignação que esses jovens ainda tão novos, não sejam adultos ainda, porém possuam idade suficiente para já saberem que toda ação tem uma reação e que as consequências negativas de um ato impensado prejudica não só eles mesmos, mas quem os cercam. Posso pecar pela língua (no caso, pelos dedos) no futuro, mas acredito que só em ter uma consciência sobre a importância do assunto já me deixa em vantagem daqueles futuros pais que sequer pensam na educação que darão aos seus filhos. Não sei de todas as coisas de uma relação entre pai e filho porque só vivi um lado, mas sei da educação que recebi e é nela que irei me inspirar.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Um suspiro aliviado


Demorei, mas compreendi que sozinha os problemas parecem sempre mais difíceis. Levei um tempo para entender, mas não o suficiente para ser tarde demais, que as soluções aparecem quando você pede ajuda a alguém que te ama. Quando você compartilha suas aflições, medos, inseguranças, tudo se torna mais leve e as angústias parecem menores. Por que sempre subestimo as pessoas e acho que elas não serão capazes de entender e me ajudar? Me sinto envergonhada por não confiar, não acreditar que alguém pode me oferecer as soluções que sozinha não enxerguei.
O ser humano vive em sociedade há anos e ainda insiste em ser tão individualista. Não me refiro a transformar a vida num livro aberto e deixar que todos opinem e digam como se deve viver, mas sim a abrir o coração e compartilhar sentimentos sem a vergonha de se sentir vulnerável. Todos estamos suscetíveis a fraquejar, nos sentirmos desencorajados pelos problemas, mas quer saber? Não há problema nenhum em se sentir assim.
Enquanto a gente só vê nuvens pesadas sobre nossas cabeças, alguém de fora enxerga a luz que se aproxima por trás das nuvens densas; enxerga a saída que nos afasta da turbulência.

E por fim o alívio de não sentir que tenho que enfrentar meus medos sozinha. Lá na frente posso fraquejar, mas já saberei com quem contar.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Para aqueles que sabem do que estou falando


Não há palavras a serem ditas, nem conforto que chegue sem ser no tempo certo. Nós somos impacientes, mas o que é o tempo que a gente espera comparado à eternidade? Nosso sofrimento só leva o tempo das feridas cicatrizarem e quem sabe no fim teremos sorte de só ter a lembrança que um dia caímos, mas soubemos nos recuperar. Hoje nem vejo mais as cicatrizes que tinha das minhas quedas na infância, nem marcas de catapora tenho mais. Peço e acredito um dia não enxergar as da minha alma e do meu coração. Essas feridas que ainda estão abertas, mas um dia hão de se curar.

Se não acreditar nisso, de que vale ter fé? De que valeu o amor que a gente sentiu e o bem que desejou? Ninguém nunca negou que amar é fácil. Amar no seu sentido completo é para poucos, porque da complexidade os simplistas fogem e não há nada mais complexo que o amor verdadeiro. Porque a gente nem sempre entende o que ele nos reserva, nem sempre compreende o bem querer mesmo quando o mal insiste em prevalecer e quase sempre fecha os olhos para os erros e perdoa. Perdoa porque estar perto é melhor do que longe, porque se houveram erros é porque precisávamos aprender, para crescer e evoluir moralmente e, principalmente, porque todos merecem uma segunda chance para mostrar que aprenderam com os erros cometidos e dessa vez podem mostrar seus acertos.

Antes errantes conscientes que perfeitos iludíveis.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Inconstâncias

Eu bem que tento falar de coisas boas, mas...
Sabe quando você vê um rosto conhecido e não reconhece mais aquela pessoa? E não digo no sentido literal, mas sim você não reconhecer mais como a pessoa que você um dia conheceu.
Não sei se devo ter mais paciência com pessoas que insistem em permanecer nos erros. Que volta e meia reconhece que agiu errado, mas quando se menos espera, volta a errar do mesmo jeito e nas mesmas coisas. Por que eu devo aturar as constantes inconstâncias? Muda de comportamento de acordo com as novas "amizades", novos namoros, novos lugares frequentados. Resulta tudo em novo caráter, novos valores, novo comportamento. Qual a essência desse ser? Será que o pacote de valores que um dia eu conheci são verdadeiros ou não passou de uma ausência de personalidade vivida naquele momento?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Tudo no seu tempo



A gente vive sonhando e planejando os caminhos que devemos seguir para conquistar cada sonho. Sonha, planeja, se esforça e concretiza...mas foi no tempo certo? Por que muitas vezes conseguimos o que queríamos e não nos sentimos plenamente satisfeitos? A gente se encaixa e aceita do jeito que veio, ou antes do tempo ou depois do tempo que planejamos, mas por que não temos a sensação de realização caso não aconteça na hora que queríamos? Às vezes eu acho que a plenitude não existe para ser alcançada. Aquilo que hoje a gente acredita ser o baú de tesouros, quando conseguimos não passa de uns trocados. E eu não acredito que sejamos todos seres ingratos, por não nos sentirmos satisfeitos e realizados com a concretização de um sonho. Numa perspectiva diferente, somos seres insaciáveis propositalmente com o intuito de sempre estarmos melhorando e buscando novos propósitos, novas realizações. Sonho é uma denominação dada para um anseio ou um ponto que se pretende chegar, para dali em diante almejar um novo ponto ainda mais longe, antes improvável de se alcançar sem a realização do sonho anterior. Nossos planos e ações consequentes são parcelas de um somatório, inclusive os espaços vazios quando não estamos sonhando ou agindo, estamos apenas esperando. E o que fazer para preencher esses espaços vazios de maneira a somar e não estacionar no tempo? Devemos fazer as coisas que sempre queríamos mas faltava tempo? Ou aproveitar mais a companhia de alguém? Ou devemos persistir num antigo sonho enquanto ele não é concretizado, mesmo que seja numa questão de tempo? Estou num espaço vazio ansiando para não torná-lo inútil ou estacionado no tempo.

Tudo no seu tempo.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sim, isso também me afeta!


Às vezes eu queria ter o dom de dizer as palavras certas, na hora certa para as pessoas que estão precisando, mesmo que elas não peçam. Mas elas acabam sendo ditas apenas em pensamento, seja por uma falta de abertura ou pelo fato de que se forem ditas, podem não sair da forma como foram pensadas. Eu não sei se isso acontece com vocês, mas comigo, por exemplo, a fala distorce a maneira como a ideia foi concebida e termina não expressando da maneira correta o pensamento. Talvez por isso eu me identifique com a escrita - esta escrita moderna, com um teclado na minha frente e um blog à disposição - porque meus dedos obedecem à minha linha de raciocínio exatamente como fora concebida, sem empecilhos de ambientes ou das emoções refletidas em uma voz embargada.

[...]

Me remonto à época em que era criança, em que família significava feriados reunidos, tios e pais conversando e curtindo suas próprias companhias e os primos brincando de todas as brincadeiras que podíamos imaginar. Meus primos eram meus amigos dos fins de semana, férias e feriados, com quem eu poderia viajar e sempre seriam minhas companhias em reuniões familiares, sem ter obrigações escolares envolvendo nossas relações. Nós dormíamos juntos, tomávamos banho juntos e brincávamos juntos. Meus tios traziam presentes nos aniversários, me abraçavam e não tinham inibições de demonstrações de afeto e a minha família era unida e feliz. Ao menos na minha fantasia infantil, tudo era perfeito.
Mas com o passar do tempo, meus primos já não me viam com tanta freqüência e meus tios já não compareciam nos meus aniversários. Nós não viajávamos mais juntos e quanto mais eu amadurecia mais aquela antiga convivência e ideia de família unida e feliz se distanciava. Antes as palavras de admiração e companhia desfrutada, se tornavam em ofensas e brigas familiares. Eu ainda era uma criança amadurecendo quando tive que conviver com os desentendimentos e a mudança brusca da minha realidade até então conhecida. Por que me castigavam com a ausência dos meus tão queridos primos? E por que meus tios já não me passavam aquele carinho da época que eu era mais nova? Agora falavam de maneira sem graça, com abraços vazios, esperando que eu não notasse a indiferença que ali pairava. Sempre me perguntei o porquê de não ter o afeto de todos, sabendo que eles tinham com outros primos e o porquê deles se privarem da minha companhia, sem ao menos me conhecer direito e saber a adulta que estava me tornando. Por que não me deram a oportunidade de mostrar que eu faço parte da família e sou diretamente afetadas por suas (in)decisões?
Hoje, tenho a maturidade para entender tanta coisa que se passou e ainda se passa e sinto pena, do quanto se perdeu e ainda é perdido no tempo. Das relações desperdiçadas e dos julgamentos superficiais de uma realidade tão complexa. Lamento as ideias que se formaram, das interpretações tão distanciadas do sentido original das ações. Lamento o amor sendo perdido em meio a coisas sem importância real. E lamento, principalmente, uma existência familiar que deveria ter sido vivida e foi deixada de lado pelas intrigas.
Mas como tudo serve de aprendizado para o nosso crescimento, compreendo certas atitudes antes incompreendidas e admiro a consistência dos meus pais e os valores que aprendi na minha jornada de amadurecimento. Essa minha família - pai, mãe e irmã - pode contar com minha compreensão e amor para toda a vida. Agradeço todos os dias a oportunidade de convívio diário com pessoas tão maravilhosas e aprendo com seus gestos tudo o que há de bom.

Que bom que meus instrumentos de comunicação me servem tão bem quando preciso externar tudo o que sinto!

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Passei no concurso do Banco do Brasil


E mais um entra para o hall de aprovados para se juntar com o concurso da Caixa! Agora está virando minha especialidade passar em concursos para banco, primeiro Caixa agora Banco do Brasil (BB). Espero não estar sendo minha especialidade também passar e não ser chamada. Mas vou manter o pensamento positivo já que o BB tem mostrado serviço e nos últimos concursos tem convocado todo o seu quadro de reserva. É só ter paciência e esperar!
Enquanto isso, como boa profissional no ramo dos concursos, concurseira não pode parar de estudar, segunda-feira começo meu grupo de estudos de matemática (eu e Bebel) para o concurso do INSS. E espero criar coragem para estudar Direito Previdenciário.

Enquanto isso, dediquei meu tempo às artes dos livros e cinema e fica a dica para vocês!

Livros:
- A sombra do Vento (recomendo)
- O milagre (romance de Nicholas Sparks menos meloso que Diário de uma paixão e Um amor para recordar - recomendo mais ou menos)
- O testamento (para quem gostou de O código da Vinci, esse tem um enredo mais fraquinho, mas tem mais ação e personagens que O Código - recomendo)

Filmes:
- Rio (recomendo muito, inclusive a trilha sonora)
- A garota da capa vermelha (não recomendo muito não, mas é bonzinho pra entreter. Fica melhor se você não gastar para assistir no cinema)
- Como você sabe (do mesmo autor de Melhor Impossível - recomendo)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A sociedade dos livros mortos



Não é irônico como somos tão dependentes das tecnologias atuais e deixamos nossas vidas girarem em torno delas, mas ao mesmo tempo elas se mostram tão frágeis e suscetíveis a falhas, diante de fenômenos tão costumeiros como a chuva?!
Me intriga o fato de dedicarmos tanto tempo a elas e não termos o mesmo retorno. Mesmo com os avanços diários, elas ainda não conseguem estar 100% presentes. Então, por que ser tão dependente disso? Querendo me desvencilhar dessa prisão tecnológica, dediquei meu tempo vago a ler livros. ÓÓÓÓÓÓ...livros? Isso ainda existe? Sim, caros leitores, ao que tudo indica, alguém tenta se comunicar com os outros e entreter o mundo por meio de páginas contendo letrinhas cuja junção formam frases e ideias. Não é brilhante? E não me refiro a livros de estudos para concurso ou de algum autor de administração, muito menos aqueles de auto-ajuda ou "como ganhar seu primeiro milhão". Me refiro a livros que têm o intuito somente de entreter, de proporcionar o conhecimento de diferentes culturas, daqueles que não impõem o pensamento do autor e sim nos leva a pensar, a refletir e tirar nossas próprias conclusões. Por mais que eu goste do cinema e televisão, não há nada como os livros. Acho incrível como por meio de palavras, conseguimos visualizar um contexto, um lugar, os personagens e até nos identificarmos com tudo isso como se estivéssemos vendo de perto. Eu acho que posso me comparar a um deficiente visual, que apesar de não enxergar consegue entender uma realidade, mesmo sem nunca ter visto, só com os outros sentidos. Assim como nos livros, eu vejo sem nunca ter visto e acabo achando que conheço o que desconheço.
Só fico me perguntando o motivo pelo qual não me interessava por livros antes. Acho que porque livro era ligado ao colégio e prova e vestibular e literatura e eu sempre odiei literatura. Porque a literatura que a gente estuda, são dos" tempos de outrora" e minha professora se esforçava para explicar aqueles poemas desconexos que só faziam sentido para quem os tinha feito. Tédio! Me desculpem os poetas, respeito todo tipo de expressão artística, mas de fato, não me identifico com poemas. Prefiro algo mais direto, que explique os sentimentos sem prolixidade e palavras em desuso. Também não compreendo como em plena juventude nos empurram uma literatura tão antiga e distante da nossa realidade atual. Para uma criança/adolescente como eu, era como tentar decifrar as parábolas de Jesus. Acredito que na época em que foram escritas, as pessoas entendiam com mais facilidade, porque estavam inseridas naquele contexto, mas hoje estamos em outra época, outra linguagem, outras formas de se expressar. Que fique bem claro que não me oponho aos autores ou aos "tempos de outrora", pelo contrário, adoro histórias do passado, me oponho aos responsáveis por eu ter me afastado da literatura por tanto tempo, pelo simples fato de não terem me mostrado que ela ia além daquilo ali. Pelo menos algo se salva dessa época, meu gosto pelas histórias em quadrinhos. Acho que por ser a única a falar a minha linguagem.
Hoje, não tão velha, mas com idade suficiente para entender os livros, aprendi a respeitá-los e valorizá-los, principalmente os autores pela criatividade e por me carregar a este mundo imaginário.

Boa leitura!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Cessa mais um ciclo. Pronta para o próximo!

De volta, depois de um tempo reclusa e dedicada a outras atividades menos frívolas. Além do mais, com vocabulário mais rebuscado em virtude do longo período imersa em estudos e leituras, embora com a mesma ausência de fatos marcantes na minha vida rotineira.
Como já sabem, ou ao menos eu espero que os meus (poucos) leitores saibam, desde o começo do ano estava me dedicando ao concurso do Banco do Brasil. Fiz duas provas: uma para região da Paraíba, outra para a do Rio Grande do Norte. A primeira, quase passei (literalmente) para meu desgosto e decepção. E esta foi tão grande que nem ânimo tive para tentar escrever algo aqui, porque, apesar de ter nas últimas publicações uma enxurrada de lamentações e histórias de concursos, não quis escrever mais uma vez sobre a decepção de ter chegado tão perto e não ter conseguido. De certo modo, acho que isso me cansa e cansa quem ainda se dedica a perder tempo lendo o meu blog. A segunda prova, prestei ontem em Natal e gostei, mas como nada que acontece na minha vida é tranquilo, já sei que todos que prestaram a prova gostaram também e isso significa que devo acertar mais questões e errar o mínimo possível.
No entanto, não quero ficar me lamentando aqui. Estou tentando recuperar a minha confiança, abalada pelas últimas derrotas sofridas. Tento me conter e não me revoltar com os aprovados do concurso que nem sabem escrever, embora não consiga evitar meus olhos ardendo ao olhar recados com erros de português que parecem atentar contra a minha inteligência. Me seguro para não me rebelar ao pensar que estes seres ignorantes estão numa posição melhor que a minha e sequer entendem da própria língua. Eu sei que o fato de você cometer erros em português não significa que você não seja inteligente, mas ao menos se esforce para olhar no dicionário como se escreve antes de sair publicando coisas para todos verem e não me fazerem sentir vergonha alheia. "Você", no caso, não é você, meu leitor! "Você" seria alguém que passou no concurso e não sabe português, com quem eu supostamente estaria falando.
Mas enfim, eu disse que não queria me rebelar mas fica evidente que certos acontecimentos não "descem redondo" como cerveja desce para alguns.
O importante é que não há nada como um dia atrás do outro. Quando você acha que daqui para frente as coisas serão insuportáveis e muito mais difíceis, você encontra forças no apoio de outras pessoas que acreditam em você quando nem você acredita mais. Quero agradecer àqueles que estiveram comigo desde o resultado do último concurso até o dia da última prova (ontem), porque foram responsáveis por melhorarem o meu humor e minha auto-estima. Mesmo que nenhum deles tenha feito terapia comigo, sequer falaram sobre a minha derrota, mas me fizeram sentir bem com suas energias positivas e seu bom humor e, me fizeram esquecer dos meus medos e preocupações de não conseguir superar minhas próprias expectativas.
Se isso irá surtir efeito numa possível aprovação do concurso, eu não sei, mas já surtiu efeito em me reerguer e querer novamente fazer novos planos para o futuro.

Uma boa semana de folga para mim e uma boa semana de atividades para vocês!