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quinta-feira, 8 de julho de 2010

Nada disso me surpreende

Nos últimos meses todos os olhares se voltaram para um único assunto: futebol!


Como um país inteiro volta todas as suas atenções para um único tema? E mesmo com a eliminação do Brasil na copa do mundo, ainda estapam as principais capas de jornais e páginas na web notícias de futebol, agora, com a acusação de sequestro seguido de morte da "amante" do goleiro Bruno do Flamengo.


Não posso deixar de comentar o quanto me revolto com a hipocrisia dos brasileiros. Transformaram o futebol no principal produto do país, em que homens e mulheres se veem atraídos para fazer parte dessa indústria. Vestem a camisa verde e amarela e torcem para que o Brasil seja campeão do mundo, movimentando o mercado do futebol e gerando para as contas do já milionários mais alguns milhões. Mas se sentem estarrecidos e tecem críticas, como se estivessem de fora de toda essa situação, quando vêm à tona esses escândalos envolvendo jogadores. Ora, de quem é a culpa disso tudo?


Um país que fala em educação, mas cada vez mais é consolidado que se você é pobre e falta aula para jogar futebol, você pode se tornar jogador e ser milionário! E se você é mulher, você pode sair com jogadores de futebol, engravidar e garantir o seu sustento para o resto da vida!


É somente culpa dos pais daqueles jogadores que não deram a educação necessária e não ensinaram o que era certo e errado?! Ponham a mão na consciência! São vocês, brasileiros, que transformaram esses marginais em ídolos! São vocês, brasileiros, que pagam as contas deles! São vocês, brasileiros, que tornam esse "mundo" atrativo para todos! São vocês, brasileiras, que começam a achar os feios bonitos só porque têm dinheiro e querem fazer filhos com eles! São vocês, brasileiros, que não se incomodam com o português errado falado nas entrevistas! São vocês, brasileiros, que não se incomodam de dar dinheiro para um semi-analfabeto e se contentam com a mixaria que recebem!


Alguns dias atrás estavam todos orgulhosos com o futebol e hoje se envergonham dele. Hipócritas! Ao menos assumam a culpa nisso tudo!

domingo, 4 de julho de 2010

Me arriscando na cozinha

Para fugir do tema de concurso dos meus últimos posts, vou falar de comida um pouquinho. Estranhamente venho alimentando uma curiosidade culinária e de vez em quando me pego em supermercados olhando as revistas sobre o assunto. Já comprei uma latinha que continha 100 receitas de massa que me custou R$ 30, mas acabei sem perceber que eram receitas de outros países e a maioria dos ingredientes não encontramos tão facilmente por aqui. Algumas dessas receitas até encontramos boa parte dos ingredientes, mas definitivamente, não condizem com o paladar brasileiro. A única que me arrisquei a fazer foi um frango frito com molho japonês, servido com uma massa de espaguete caseira com extrato de tomate e pimenta. Não ficou das mais gostosas! O molho de tomate puro é insosso e a pimenta tirou a capacidade de degustar qualquer outro ingrediente que tinha na receita.
Mas ainda acreditando que posso fazer alguma coisa, decidi fazer um pudim de chocolate. Este era simples, básico, não era possível que eu não acertasse fazer. Tinha experimentado um na casa de uma amiga e se ela, que nada entende de cozinha, havia acertado fazer e tinha ficado uma delícia, por que eu não acertaria? Sozinha, num dia de sábado, sujando metade da cozinha, consegui fazer um pudim delicioso. É bem verdade que a aparência ficou horrível, mas o gosto compensava.
Inspirada no meu sucesso na cozinha que até agora incluem no patamar dos mais bem sucedidos o musse de limão e o mais recente pudim de chocolate, decidi me arriscar em algo maior: empadão de frango. Vi a receita numa revista, cuja capa me atraiu por conter uma sobremesa de limão com morango, mas que acabou me surpreendendo com 52 receitas de outras coisas, incluindo essa de empadão de frango. Me custou R$ 1,99, bem mais em conta do que as 100 receitas inúteis que havia comprado anteriormente. Decidi que iria fazer o empadão de frango e levaria para a casa de Longo no dia do jogo de estreia do Brasil na copa do mundo, onde estariam boa parte dos nossos amigos e todos poderiam experimentar o meu sucesso ou fracasso na cozinha. Será que eu não sou confiante? Não bastasse não ter experiência nenhuma com a culinária ainda faço outras pessoas experimentarem o que nunca tentei fazer!!! Achei melhor testar fazer em casa dois dias antes, assim saberia se valeria a pena fazer outras pessoas provarem daquilo. Com a ajuda de mainha e uns pitacos de vovó, consegui fazer o empadão e, para a minha surpresa e de todos, ficou bonito e muito gostoso! Fiquei tão orgulhosa e confiante que no dia da estreia do jogo do Brasil, decidi fazer sozinha sem a ajuda de ninguém. Com muita calma, cortei todos os ingredientes, refoguei, fiz a massa do empadão e, tudo corria bem, o cheiro estava bom, já tinha forrado o recipiente com a massa, colocado o recheio... então, quando fui colocar o restante da massa para cobrir, decidi que queria ela bem fininha e tinha que passar o rolo para amassá-la. Coloquei a farinha para a massa não pregar, pus a massa em cima, coloquei mais farinha no rolo e fui amassar, na hora de tirar, cadê a massa sair inteira?! Começou a se despedaçar e não tinha um pedaço sequer que tivesse pelo menos o tamanho da palma de uma mão. Como eu ia cobrir um recipiente que era grande e tinha capacidade de servir no mínimo 10 fatias da receita?! Tentei de todas as formas com a massa estraçalhada em pedaços cobrir todo o empadão, mas ela simplesmente não rendia e não cobriu nem a metade do recipiente, havia passado do ponto por conta da farinha que coloquei para afiná-la. Em meio ao desespero, quase chorando, desejei tanto que vovó e mainha estivessem ali para me dizer o que fazer. Decidi que tinha que fazer mais massa e dessa vez não deixaria passar do ponto. Foi o que fiz e assim cobri o restante do empadão. Com duas cores diferentes, coloquei o empadão no forno e rezei para que ninguém notasse a "emenda" depois de assado.
Para minha felicidade, minhas preces foram atendidas e ao retirar do forno, ele estava com uma ótima aparência e com um cheiro muito bom. Levei para a casa de Longo, assistimos o jogo e quando todos pareciam não querer se arriscar a experimentar o empadão, obriguei Longo a retirar o primeiro pedaço (já que ele era o anfitrião) assim todos seguiriam ele. O bichinho, com a barriga cheia atendeu "meu pedido" e experimentou o empadão, comprovando que estava muito bom. Todos confiaram e decidiram experimentar...aí foi só alegria! "Foi Sara que fez mesmo?" "ficou muito bom!" "qual a receita?"
Após uma batalha, empadão de frango ultrapassa o musse de limão e o pudim de chocolate e assume a primeira colocação. Vamos esperar minha próxima aventura na cozinha!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Bons ventos chegando

Fiz duas descobertas recentemente que trouxeram novo gás para os meus estudos, ou pelo menos, abriram uma brecha naquilo que parecia tão distante e se tornou algo mais provável e possível de acontecer.
A primeira se trata do concurso da Caern, o qual eu já havia dado como perdido (embora realmente esteja) por não ter passado pelo ponto de corte por conta de uma questão. Voilà! Descobri meses depois do concurso que alguma questão foi anulada e eu fui classificada. Tá certo que a colocação foi 100ª e pouco e só foram chamados para a segunda fase até a 65ª colocação, mas o que importa foi ter pelo menos tido uma nota melhor que mais de 500 concorrentes e ter me classificado, e saber que 5 questões fizeram a diferença mas numa próxima prova eu posso acertar.
A segunda foi ainda mais incrível! Sabe aqueles concursos que uma questão errada anula uma certa e você percebe que seu desempenho podia ter sido muito melhor se tivesse deixado algumas questões em branco, ainda mais quando estava concorrendo a apenas 2 vagas e, de tanto desânimo após corrigir a prova, você se desilude de toda e qualquer esperança de passar?! Foi o que aconteceu no concurso do MTE (local onde eu estagiava) em 2008. Nem procurei saber quem tinha se classificado, eu ainda estava terminando o curso e nem dava taaanta importância assim pelo resultado de um concurso, além do mais, costumam divulgar apenas as notas dos convocados, então eu sequer sabia como havia me saído nesta prova. Eis que esta semana, me bateu a curiosidade de ir atrás de resultados antigos, depois de descobrir o da Caern quase sem querer e, acabei indo atrás do concurso do MTE. Até que remexendo em e-mails antigos, achei número de inscrição dessa prova e consegui observar o meu "desempenho detalhado" e para a minha surpresa: colocação 12º! Como é que pode depois de 2 anos do concurso eu não fazer ideia de que tinha chegado tão perto de passar em um?! E ainda consegui alimentar uma esperança, lá longe, bem remota, quase sem vida, de que ainda posso sonhar em ser chamada nesse porque a validade é de 2 anos podendo ser prorrogada por igual período (2012). Quem sabe esses 10 na minha frente não já passaram em outros concursos e vão desistir de assumir esse? Eu soube ainda, que foram chamados os 2 primeiros mas um já saiu porque passou num concurso melhor, ou seja, já são 9 na minha frente! kkkkk
Eu deveria mudar o título desse blog para "as aventuras e desventuras de uma concurseira", porque esse assuntinho está sendo minha única inspiração para escrever aqui. Semana que vem estou partindo para mais uma prova em Recife. Domingo fiz a prova do DPU (não foi boa) e hoje me inscrevi no concurso da Eletrobrás! Ainda estou a espera das aulas do cursinho para o Banco do Brasil começarem e que o edital saia ainda este mês, tendo em vista que aproveitando essa maré de "sorte", fui sorteada com a bolsa para assistir aula desse cursinho de graça! Uhu!
Espero que tudo seja indício de que coisas boas estão por vir e do fim de um longo período de desemprego! As fotos são pra relembrar o começo desse perrengue e que eu espero que esteja perto do fim!!!
Boa semana!

terça-feira, 11 de maio de 2010

Mais uma vez...

Estou sem muito tempo para a net por conta da proximidade do concurso da Caixa!
Nem cheguei a comentar que Longo está de volta! Infelizmente, não se sabe ao certo o que o mercado de trabalho quer hoje em dia, se é um profissional qualificado, se quer um capacho para obedecer os mandados dos chefes, se quer aquele que fala tudo que vem em mente, se quer o que se mostra mais comedido, prudente. Enfim, você fica à mercê das divergências de opiniões e acaba se tornando um profissional que tem que estudar previamente o comportamento que a empresa adota, para também adotá-lo, e só assim poder ser aceito. Essa história de "seja você mesmo", "aja com naturalidade" não parece estar se encaixando nos parâmetros que venho acompanhando ultimamente. O que eu vejo é uma transformação de "profissional qualificado" para meros "artistas", que decoram suas falas antes da entrevista, sabe exatamente qual personagem deve assumir para ser ingressado no mercado de trabalho. "Dão o sangue", "vestem a camisa", porque quem emprega não quer saber o que você pensa ou deixa de pensar sobre isso ou aquilo, embora estejam cada vez mais exigentes quanto ao profissional que quer empregar. Ora, que ironia! Somos obrigados a estudar, estudar, estudar, tornarmos mais inteligentes, mas ao conquistar o emprego, se conquistar, devemos nos portar como burros de carga ou até mesmo, permitir que outro "artista" tome o nosso lugar de merecimento.

Só sei que nada sei! Já está virando até chato só comentar sobre esse assunto, mas infelizmente, não consigo aceitar que certas coisas aconteçam sem ao menos expressar minha indignação. Será preciso outra Revolução Industrial para garantirmos maior proteção aos trabalhadores e aos que esperam por trabalho?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mente relaxada...mente sã!

Em caráter explicativo, fica a constatação de mais uma reprovação em concurso. Dessa vez, minha classificação foi tomada por uma única questão que eu deixei de acertar. Uma única questão a mais, fez a diferença!

O que fazer? Apelar para achar alguma brecha em que eu posso dar entrada em um recurso ou deixar para lá e seguir em frente? Fiz a opção de seguir em frente e já pensar no concurso da Caixa. Embora, não consigo deixar de sentir revolta com o fato de um
analfabeto ter conseguido passar em um concurso e eu não!


Quem sou eu para questionar os desígnios da vida?! Já fui convencida de que com a sorte não posso contar. E até onde consta, nada veio até mim com facilidade, sequer me dou ao luxo de lidar com situações simples. É tudo sempre muito complexo.



A minha tentativa agora está sendo não me afobar. Não pensar demais nas coisas que ainda estão por vir e acabar me precipitando nas emoções.

Tranquilidade para fazer uma coisa de cada vez e esperar, ter paciência! Sem pressa, as coisas surgem com mais clareza.

Mas por favor, "cara lá de cima", que desse ano não passe! Lidar com o desemprego está me consumindo todos os resquícios da minha mente sã! Dê 10 centavos de cabimento a esta criatura que vos fala e libera uma vaga de emprego! Assim seja!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Pausa para pensar...

O que faz uma trajetória de vida se tornar uma existência brilhante?
São tantas as notícias ruins que vemos na mídia que, às vezes, parece que as coisas boas deixaram de existir e, que a ideia de seres bondosos e benevolentes fazem parte de um passado remoto, tratado apenas nas escrituras religiosas. No entanto, ao pensarmos nas histórias das civilizações antecessoras, as guerras, as penas de morte, os duelos, a honra, foram todos demarcados por atitudes de violência. Então, o que muda na nossa percepção de vida atual? Ao invés de buscarmos em exemplos de bons comportamentos e em atitudes caridosas, os verdadeiros caminhos de instrução, nos baseamos nos exemplos negativos como forma de "correção" de comportamento.
Sabe-se que, quando pequenos, o castigo foi nosso aliado na formação do caráter e na conduta moral, a fim de aprendermos a distinguir o que é certo e errado, os bons costumes dos maus costumes. Tal atitude é lovável e adequada para o nível intelectual que uma criança detém, mas venhamos e convenhamos, depois de adultos crescidos, com opiniões e caráter formulados, por que ainda nos atemos a viver com base no castigo? Com a ideia de que é através de um mau comportamento que aprendemos um bom comportamento?
O que tem acontecido é que a carapuça tem servido para os seres de boa fé como os seres de má fé. Ao nos depararmos com as notícias sobre violência, tanto nos horrorizamos com o que vemos e aprendemos as consequências de atitudes maléficas, como os bandidinhos, aprendem formas de agir com malícia com outras pessoas. Por que levar o mal para todas as casas, ao invés de levar o bem? Se quem reproduz a violência não sabe ao certo que público está atingindo, por que não pecar pelo bem, se o bem é sempre o bem, afinal?
E cada vez mais, temos a sensação de que as pessoas boas estão sumindo. Não estão! Estão aí, com suas existências maravilhosas, levando amor a quem precisa, e, não sentadas em casa, aterrorizadas com o mundo.
Se lançarmos um olhar mais bondoso e só emanarmos pensamentos positivos para as pessoas, o mal não há de vir bater à nossa porta. A gente colhe o que planta. E a sociedade tem colhido o que tem plantado.
E com um olhar mais atento, afirmo: "eu conheço uma existência maravilhosa, que só foi amor, caridade e humildade durante sua vida" e a reconheço como um exemplo de vida! É nela que quero me espelhar e com ela quero aprender!
E você, com quem quer aprender?

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Porque dormir faz bem!



Vocês já pararam para pensar no efeito que dormir tem sobre vocês? Sim, dormir mesmo, fechar os olhinhos e se desligar por algum tempo da realidade. Desde que li isto num livro de uma neurocientista, pude observar na prática as melhorias que o meu sono tem me proporcionado. Alguns de você jamais perceberam, mas todos, certamente, já ouviram alguém falar: Nada como uma boa noite de sono!

Façam o teste! Quando você está com tantos problemas e não consegue encontrar a solução, quando sua cabeça martela sem parar algo que o tormenta e te deixa triste, ou quando você enxerga um problemão onde ninguém mais enxerga; durma! Quando acordar, note que o problema parece menor, sua cabeça parece vazia e você não escuta mais aquela vozinha incansável falando sem parar. Suas lágrimas já secaram e você por um instante esquece porque tinha chorado tanto. Daí você consegue enxergar as coisas com mais clareza, consegue ver o lado que você antes não conseguia. Começa a se dar conta das palavras que você usou numa conversa e os efeitos que elas podem ter tido na outra pessoa e, quase sempre, se arrepende do que falou. Ou mesmo, se antes você não conseguia admitir um fato e parecia quase impossível aceitá-lo, depois do sono você já se pergunta: "por que eu não aceitava isso mesmo?"

Quase sempre você esquece por que sentiu tanta raiva, por que tudo parecia tão difícil, por que não se achava a solução para os problemas! E não digo isso só do sono durante a noite, faça o teste de 15 minutinhos depois de uma discussão, ou depois de algo que o fez chorar; tem o mesmo efeito!

Agora, só posso desejar, bom sono para vocês!!!

sábado, 17 de abril de 2010

Com o olhar no horizonte...


Quem nunca se sentiu inseguro com o seu futuro, levante a mão!

Sabe aquela sensação de impotência, de ver as coisas longe do alcance de suas mãos, em que se tem que apelar pelo tempo, para que ele resolva tudo e ponha as coisas no devido lugar?

Só que o tempo não contava com minha impaciência. O meu desejo de ter o controle sobre as coisas que dizem respeito a minha vida, a minha ânsia em ir atrás do que eu quero e ver o resultado imediato. E junte a isso o fato de não ter controle sobre as suas emoções! Sentir o coração apertado por ter seu amor longe, sem ter aquela presença reconfortante ao seu lado para o que precisar. Muito ruim!

A incerteza sobre o que pode acontecer. E a ideia de ter que refazer os seus planos.

Ah se fosse só o problema de manter um namoro à distância! Conhecendo a minha cabeça, o simples é sempre complexo!!!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Impressões sobre a Cidade Maravilhosa











Aproveitando uma promoção da Tam, marquei uma viagem com a família para o Rio de Janeiro no período do feriado da Páscoa. Ou pelo menos, parte dele, já que só conseguimos preços promocionais saindo de João Pessoa na sexta-feira e voltando na terça-feira. Beleza, eu não tenho trabalho, Adriana tirou dois dias de folga e minha mãe aproveitou para compensar dois dias de férias que ela devia. Passagens compradas, hora de marcar o hotel. Há muito tempo que minha família faz uso da Bancorbrás, um serviço pago, que lhe dá direito a 7 diárias durante o ano para você utilizar nos hotéis cadastrados. Fomos então procurar os hotéis cadastrados no Rio de Janeiro e, para nossa surpresa, nenhuma vaga para o feriado. Conseguimos apenas as diárias a partir do domingo e acabando na terça-feira. Pronto! E agora? Na sexta e no sábado onde vamos dormir? Ligações foram feitas para conhecidos que foram atrás de pousadas, apartamentos e hotéis para ver se achavam alguma coisa até que, finalmente, achamos um hotel com um preço razoável e com uma hospedagem de qualidade. Para realizar os nossos passeios, contratamos uma van que passaria todos os dias com a gente nos mostrando todos os lugares onde queríamos viajar. Pronto, a viagem finalmente poderia ser realizada...e foi! Na sexta-feira, assim que chegamos, fomos à Niterói. No sábado fomos para Petrópolis. No domingo e segunda-feira ficamos pela cidade do Rio de Janeiro, onde visitamos o shopping da Barra, Pão de Açúcar, Corcovado, Confeitaria Colombo, Maracanã e passamos por vários pontos turísticos. Entre todas estas atividades que realizamos nesse período e diante de todas as pessoas com quem tivemos que lidar, entre cariocas e paulistas, ficou a sensação "não troco minha João Pessoa pelo Rio de Janeiro". As situações que lidamos e as impressões do atendimento:
- Ao tentarmos contratar uma van com uma mulher que já havia prestado serviço à minha família em janeiro deste ano, ela superfaturou o valor, cobrando absurdamente mais caro, além de demonstrar uma arrogância ao falarmos por telefone;
- A recepcionista do hotel não entendia que ficaríamos durante dois dias apenas no hotel e, por não entender, respondia de maneira muito arrogante também;
- Em Niterói, minha avó achou um cachorro de uma moradora feio e esta deu uma resposta muito fria, como se não levasse em consideração que se tratava de uma idosa e pessoas nesta condição falam o que pensam sem intenção de magoar;
- No shopping da B0arra, tive os piores atendimentos possíveis, nunca vi funcionários tão desrespeitosos e mal treinados. Queriam me enrolar cobrando acima do valor do produto e quando reclamei, recebi troco errado, ocasionando outra reclamação e resultando em um troco todo em moedas. Quando meu sogro tentou cobrar por uma água que ele já havia comprado e eles não queriam fornecer dizendo que "havia acabado", ele recebeu um comentário de uma funcionária o chamando de "abusado" por cobrar algo que era do seu direito;
- No Pão de Açúcar, nossas carteiras paraibanas foram recusadas. Descontos apenas para os moradores do Rio de Janeiro. Além do que, escadas e mais escadas, impedindo o acesso dos portadores de necessidades especiais;
- Em Petrópolis, minha avó não teve direito a fila preferencial, tendo que enfrentar 1h de fila e ao chegarmos no caixa, uma idosa passou na nossa frente;
- No aeroporto do Rio e São Paulo, nenhuma informação correta. As pessoas são soltas ali e para se obter uma informação completa e correta, não foram menos de 5 pessoas requisitadas para responder.
Diante disto, fiquei com a sensação de que, o Rio de Janeiro, sede da copa do mundo em 2014 e olimpíadas em 2016, está muito aquém de ter um atendimento considerado adequado para receber eventos deste porte. Não sei se esta indiferença pode ser respondida pelo fato de sermos nordestinos, mas o despreparo ficou visível em todos os pontos. E para completar, presenciamos a maior enchente da história moderna do Rio de Janeiro, fator este que deixou brasileiros e estrangeiros preocupados com a estrutura oferecida pela cidade. Caos, era o que se via de estrutura física e pessoal.
Maravilhosa mesmo é a nossa cidade! Que bom estar em casa!


quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem disse que não pode ser publicado? Eu publico!



É, meu artigo não foi aceito pelo EnEo, evento promovido pela Anpad. Três avaliadores julgaram não estar apto para apresentação. Um chegou a dizer, em um português escrito de maneira muito errada, que o estudo não se classificaria como pesquisa exploratória pois o tema é muito estudado e existem muitos resultados de pesquisa que poderiam ser usados no comparativo com os obtidos na minha. (Estudos estes que, curiosamente, eu não encontrei em lugar nenhum no momento que estava buscando bibliografia que sustentasse meu trabalho)
Em contrapartida, os outros dois avaliadores disseram tratar-se de um "tema relevante, com questões interessantes e merecedoras de investigação", bem como julgou que o "trabalho está bem elaborado e é atual". Embora, não tenha sido aceito, por opiniões que divergem de acordo com o "achômetro" de cada avaliador.
Diante disto, eu estendo a toalha. Após 5 avaliações negativas (somando as 2 avaliações do EnAnpad ano passado) me deixei convencer que o artigo não estava bom mesmo!

Se eles não publicam, ao menos eu publico. Resumo do artigo:

O constante aumento da especialização do trabalho tem promovido, cada vez mais, o enfoque mais específico, por parte das empresas, em suas atividades principais. Por o mercado ser discriminatório, a qualidade e excelência numa organização são garantias de vantagens competitivas perante os concorrentes. Nas instituições públicas não cabe essa competitividade, no entanto, é extremamente importante que estas se mantenham atualizadas com as tendências do mercado, para que não se tornem obsoletas e acarretem graves conseqüências para a população. Diante da realidade organizacional e financeira vivenciada pelas organizações públicas em geral, buscam-se insistentemente práticas de gestão, muitas vezes inspiradas no setor privado. Uma delas é a terceirização, que visa subcontratar um empregado destinado a desenvolver atividades não prioritárias para a organização contratante. Ao introduzir tais práticas numa organização burocrática, o mínimo esperado são mudanças consideráveis na cultura organizacional, principalmente se tratando dos indivíduos que dela fazem parte. Em paralelo a este aumento da competitividade e modernização, a busca por melhorias nas condições de trabalho vem tomando grandes proporções também. Dessa forma, tem influenciado estudos que procuram identificar causas de fatores impactantes na qualidade de vida dos trabalhadores e na execução de suas atividades. Tais estudos comprovam que essa prática tem provocado diversos problemas que afetam diretamente a saúde de pessoas que vivem nessas situações, uma vez que elas normalmente não são consideradas parte da equipe e, talvez por isto, não se envolvam com a cultura da organização. As organizações exigem um profissional competitivo e polivalente, no entanto, não oferecem suportes organizacionais responsáveis por promoverem a saúde no trabalho. Neste sentido, pretendeu-se, a partir deste trabalho, identificar a incidência de alguns impactos psicológicos e/ou sociais sobre trabalhadores terceirizados pela organização estudada, a qual se denomina “Organização A”. Assim, a partir de um estudo de caso, procedeu-se uma pesquisa descritiva, sob uma abordagem qualitativa, na qual foram realizadas entrevistas junto a alguns terceirizados e seus superiores, e mediante alocação de respostas equivalentes em categorias, a fim de deter dados mais concisos para a pesquisa, obteve-se como resultado, a constatação de estresse e síndrome de Burnout, como principais fatores psicológicos, bem como sentimentos de discriminação e conflitos interpessoais, como impactos sociais, decorrentes de atitudes de humilhação e desvalorização, provenientes da condição de subcontratados destes em questão.