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quinta-feira, 8 de abril de 2010

Impressões sobre a Cidade Maravilhosa











Aproveitando uma promoção da Tam, marquei uma viagem com a família para o Rio de Janeiro no período do feriado da Páscoa. Ou pelo menos, parte dele, já que só conseguimos preços promocionais saindo de João Pessoa na sexta-feira e voltando na terça-feira. Beleza, eu não tenho trabalho, Adriana tirou dois dias de folga e minha mãe aproveitou para compensar dois dias de férias que ela devia. Passagens compradas, hora de marcar o hotel. Há muito tempo que minha família faz uso da Bancorbrás, um serviço pago, que lhe dá direito a 7 diárias durante o ano para você utilizar nos hotéis cadastrados. Fomos então procurar os hotéis cadastrados no Rio de Janeiro e, para nossa surpresa, nenhuma vaga para o feriado. Conseguimos apenas as diárias a partir do domingo e acabando na terça-feira. Pronto! E agora? Na sexta e no sábado onde vamos dormir? Ligações foram feitas para conhecidos que foram atrás de pousadas, apartamentos e hotéis para ver se achavam alguma coisa até que, finalmente, achamos um hotel com um preço razoável e com uma hospedagem de qualidade. Para realizar os nossos passeios, contratamos uma van que passaria todos os dias com a gente nos mostrando todos os lugares onde queríamos viajar. Pronto, a viagem finalmente poderia ser realizada...e foi! Na sexta-feira, assim que chegamos, fomos à Niterói. No sábado fomos para Petrópolis. No domingo e segunda-feira ficamos pela cidade do Rio de Janeiro, onde visitamos o shopping da Barra, Pão de Açúcar, Corcovado, Confeitaria Colombo, Maracanã e passamos por vários pontos turísticos. Entre todas estas atividades que realizamos nesse período e diante de todas as pessoas com quem tivemos que lidar, entre cariocas e paulistas, ficou a sensação "não troco minha João Pessoa pelo Rio de Janeiro". As situações que lidamos e as impressões do atendimento:
- Ao tentarmos contratar uma van com uma mulher que já havia prestado serviço à minha família em janeiro deste ano, ela superfaturou o valor, cobrando absurdamente mais caro, além de demonstrar uma arrogância ao falarmos por telefone;
- A recepcionista do hotel não entendia que ficaríamos durante dois dias apenas no hotel e, por não entender, respondia de maneira muito arrogante também;
- Em Niterói, minha avó achou um cachorro de uma moradora feio e esta deu uma resposta muito fria, como se não levasse em consideração que se tratava de uma idosa e pessoas nesta condição falam o que pensam sem intenção de magoar;
- No shopping da B0arra, tive os piores atendimentos possíveis, nunca vi funcionários tão desrespeitosos e mal treinados. Queriam me enrolar cobrando acima do valor do produto e quando reclamei, recebi troco errado, ocasionando outra reclamação e resultando em um troco todo em moedas. Quando meu sogro tentou cobrar por uma água que ele já havia comprado e eles não queriam fornecer dizendo que "havia acabado", ele recebeu um comentário de uma funcionária o chamando de "abusado" por cobrar algo que era do seu direito;
- No Pão de Açúcar, nossas carteiras paraibanas foram recusadas. Descontos apenas para os moradores do Rio de Janeiro. Além do que, escadas e mais escadas, impedindo o acesso dos portadores de necessidades especiais;
- Em Petrópolis, minha avó não teve direito a fila preferencial, tendo que enfrentar 1h de fila e ao chegarmos no caixa, uma idosa passou na nossa frente;
- No aeroporto do Rio e São Paulo, nenhuma informação correta. As pessoas são soltas ali e para se obter uma informação completa e correta, não foram menos de 5 pessoas requisitadas para responder.
Diante disto, fiquei com a sensação de que, o Rio de Janeiro, sede da copa do mundo em 2014 e olimpíadas em 2016, está muito aquém de ter um atendimento considerado adequado para receber eventos deste porte. Não sei se esta indiferença pode ser respondida pelo fato de sermos nordestinos, mas o despreparo ficou visível em todos os pontos. E para completar, presenciamos a maior enchente da história moderna do Rio de Janeiro, fator este que deixou brasileiros e estrangeiros preocupados com a estrutura oferecida pela cidade. Caos, era o que se via de estrutura física e pessoal.
Maravilhosa mesmo é a nossa cidade! Que bom estar em casa!


quarta-feira, 31 de março de 2010

Quem disse que não pode ser publicado? Eu publico!



É, meu artigo não foi aceito pelo EnEo, evento promovido pela Anpad. Três avaliadores julgaram não estar apto para apresentação. Um chegou a dizer, em um português escrito de maneira muito errada, que o estudo não se classificaria como pesquisa exploratória pois o tema é muito estudado e existem muitos resultados de pesquisa que poderiam ser usados no comparativo com os obtidos na minha. (Estudos estes que, curiosamente, eu não encontrei em lugar nenhum no momento que estava buscando bibliografia que sustentasse meu trabalho)
Em contrapartida, os outros dois avaliadores disseram tratar-se de um "tema relevante, com questões interessantes e merecedoras de investigação", bem como julgou que o "trabalho está bem elaborado e é atual". Embora, não tenha sido aceito, por opiniões que divergem de acordo com o "achômetro" de cada avaliador.
Diante disto, eu estendo a toalha. Após 5 avaliações negativas (somando as 2 avaliações do EnAnpad ano passado) me deixei convencer que o artigo não estava bom mesmo!

Se eles não publicam, ao menos eu publico. Resumo do artigo:

O constante aumento da especialização do trabalho tem promovido, cada vez mais, o enfoque mais específico, por parte das empresas, em suas atividades principais. Por o mercado ser discriminatório, a qualidade e excelência numa organização são garantias de vantagens competitivas perante os concorrentes. Nas instituições públicas não cabe essa competitividade, no entanto, é extremamente importante que estas se mantenham atualizadas com as tendências do mercado, para que não se tornem obsoletas e acarretem graves conseqüências para a população. Diante da realidade organizacional e financeira vivenciada pelas organizações públicas em geral, buscam-se insistentemente práticas de gestão, muitas vezes inspiradas no setor privado. Uma delas é a terceirização, que visa subcontratar um empregado destinado a desenvolver atividades não prioritárias para a organização contratante. Ao introduzir tais práticas numa organização burocrática, o mínimo esperado são mudanças consideráveis na cultura organizacional, principalmente se tratando dos indivíduos que dela fazem parte. Em paralelo a este aumento da competitividade e modernização, a busca por melhorias nas condições de trabalho vem tomando grandes proporções também. Dessa forma, tem influenciado estudos que procuram identificar causas de fatores impactantes na qualidade de vida dos trabalhadores e na execução de suas atividades. Tais estudos comprovam que essa prática tem provocado diversos problemas que afetam diretamente a saúde de pessoas que vivem nessas situações, uma vez que elas normalmente não são consideradas parte da equipe e, talvez por isto, não se envolvam com a cultura da organização. As organizações exigem um profissional competitivo e polivalente, no entanto, não oferecem suportes organizacionais responsáveis por promoverem a saúde no trabalho. Neste sentido, pretendeu-se, a partir deste trabalho, identificar a incidência de alguns impactos psicológicos e/ou sociais sobre trabalhadores terceirizados pela organização estudada, a qual se denomina “Organização A”. Assim, a partir de um estudo de caso, procedeu-se uma pesquisa descritiva, sob uma abordagem qualitativa, na qual foram realizadas entrevistas junto a alguns terceirizados e seus superiores, e mediante alocação de respostas equivalentes em categorias, a fim de deter dados mais concisos para a pesquisa, obteve-se como resultado, a constatação de estresse e síndrome de Burnout, como principais fatores psicológicos, bem como sentimentos de discriminação e conflitos interpessoais, como impactos sociais, decorrentes de atitudes de humilhação e desvalorização, provenientes da condição de subcontratados destes em questão.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Existem duas palavras que abrem muitas portas: PUXE e EMPURRE


A mais pura verdade!
Além do sentido literal, posso dar outro entendimento para a frase no que se refere às oportunidades da vida. Como?

PUXE (trazendo para perto de mim tudo que me faz crescer, que me deixa mais perto das oportunidades):

- Conhecimento nunca é demais. Sempre é oportuno ir além da sua área, além do seu idioma, além da sua cultura, além do seu bairro, cidade, estado, país;
- Confiança. Acreditar em mim, na minha capacidade. Saber o que estou alcançando e até onde posso chegar. Acreditar nos que acreditam em mim;
- Pessoas. Saber em quem posso confiar e trazê-las mais para perto. Quem reconhece e me oferece oportunidades de crescer, não de regredir.

EMPURRE (afastando tudo que retarda meu crescimento, que me deixa mais distante das oportunidades):

- Preguiça. Tirar da cabeça que as oportunidades vão surgir batendo na minha porta. Ninguém sabe do que sou capaz se eu não for atrás.
- Desânimo. Saber que irão existir circunstâncias favoráveis, mas nem sempre vou conseguir aproveitá-las e não posso me deixar abater.
- Insegurança. Não posso me deixar convencer de que eu não vou conseguir o que quero. Não há conquista sem esforço e o que é merecedor vem com a luta.

Dito isso, mais um concurso desperdiçado! Acho que a leitura aqui já está ficando chata, para vocês!!!
"Vamo pra frente"!

terça-feira, 16 de março de 2010

"Na luta por emprego", capítulo 857482938279382

Ainda, na mesma luta por um emprego, comecei mais uma semana de forma produtiva. Está certo que, um tanto quanto atrasada, mas ainda em tempo de estudar para o concurso que irei prestar no próximo domingo (21/03) para a Funasa. Seria, além de merecedor, muita coincidência se eu passasse neste concurso para o meu primeiro emprego no mesmo local onde realizei o meu primeiro estágio e fui tirada injustamente, após uma seleção honesta, antes do término do meu contrato. Não vou mentir que em meio aos meus devaneios, nos quais já me imagino empossada no cargo de Administradora, já imaginei o meu risinho sarcástico ao encontrar as mesmas pessoas que não souberam me valorizar lá dentro, só que agora na posição digna de servidora, não mais como uma simples estagiária. É óbvio que quem me conhece sabe que eu não teria coragem de fazer isso, mas internamente, estaria feliz da vida em poder dar a volta por cima da melhor forma possível e da maneira mais justa e merecedora.
Bom, enquanto isso não passa de um sonho, fica a torcida para que eu consiga este emprego. No caso, para que eu mereça e faça valer os esforços.
Por outro lado, realizei minha primeira prova on-line em um trainee (palmas)! Finalmente fui chamada para algum. Apesar do que, a prova foi difícil e acho pouco provável ter um bom resultado, mas fiquei mais motivada só em ter sido selecionada para esta etapa. Fica mais uma torcida aqui!
Quero aproveitar o espaço para agradecer aos leitores, por seus comentários e até mesmo para aqueles que não comentam mas não deixam de visitar o blog. É gratificante saber que alguém disponibiliza um tempo para ler sobre as dificuldades que enfrento e as minhas singelas vitórias, das quais gosto de comemorá-las e compartilhá-las com vocês! Não deixem de visitar e de comentar, se possível!
Obrigada e boa semana!

sexta-feira, 5 de março de 2010

O que vocês acham deste tema para um artigo?

Como a dificuldade em conseguir o primeiro emprego influencia na escolha pelo concurso público?
Em que momento as empresas privadas estão perdendo mão-de-obra qualificada para o serviço público?

Pensei nisso porque, cada vez mais, os jovens são os mais interessados em partir para uma carreira pública ao invés de entrar nas longas filas por emprego entre as empresas privadas. E este fato não se deve apenas ao fato de que o emprego público traz a tão sonhada estabilidade, mas ao fato das dificuldades impostas pelas empresas na hora de recrutar e selecionar os seus profissionais. Eu tiro como exemplo Longo, desde que se formou tem feito provas on-line para seleção de trainee e em quase todas, foi selecionado para a fase presencial das dinâmicas. No entanto, ainda não foi lhe dada a vaga para nenhum trainee dos quais participou da seleção, pois ele é recusado na fase das dinâmicas ou dos painéis. Uma recrutadora chegou a dizer que ele tinha sido o candidato que eles mais tinham gostado, mas acabou não selecionando porque ele deveria ter falado um pouco mais na dinâmica. Depois, ele soube que dos 30 candidatos que haviam participado da mesma seleção, nenhum foi selecionado. Não podemos esquecer da vaga para estágio na Ambev, que no último momento ele foi eliminado por ser novo demais. Em uma outra seleção de trainee, a candidata escolhida foi uma jovem que havia morado no exterior, falava três idiomas, já tinha curso de pós-graduação e já havia trabalhado em outras empresas. Ora, a função de trainee não é pegar um profissional com uma gama de qualidades e treiná-lo para uma determinada função? A lógica não seria contratar um profissional já moldado e com grandes experiências nas costas! Se for pensar assim, nunca que um recém-formado vai ter oportunidade no mercado de trabalho porque grande parte da empresa não quer dar a oportunidade.
Eu me pergunto, quanto dessas técnicas de recrutamento e seleção precisam ser revistas, para que se possa reconhecer as qualidades e aptidões em um profissional, sem exigir tamanha perfeição. Enquanto isso, a alternativa para os jovens de qualidade está sendo o serviço público, em que a conquista do emprego depende unicamente dos seus méritos e dos seus esforços, sem depender da boa vontade de alguém em não enxergar um mínimo defeito que por ventura você venha a ter e te "impeça" de assumir um cargo.

Preciso de opiniões a respeito do tema! Será que seria uma boa desenvolvê-lo?!


segunda-feira, 1 de março de 2010

Não sei...

Mais uma semana começa...

Não sei ao certo porque comecei esse post hoje, não sei que caminhos minhas palavras vão tomar, mas precisava vir aqui falar para alguém o que estou sentindo.
Não sei se vocês já se indagaram se certos pensamentos são seus mesmo ou se parece que alguém está pensando coisas em seu lugar? Coisas que usualmente você não pensaria?! Minha cabeça é uma fábrica que não tem descanso em feriados e finais de semana, todos os meus neurônios trabalham dia e noite, madrugada e tarde, sem parar, produzindo pensamentos reflexivos, pensamentos bestas, pensamentos estranhos, pensamentos e mais pensamentos que eu não distingo mais os verdadeiros dos ilusórios.
São tantas dúvidas agora, tantas que meu comportamento foi se modificando, minhas atitudes são influenciadas por essas ideias que nem sei ao certo se são minhas de verdade. Estou sendo convencida que não sou tanto quanto eu achava que era.
Não tenho domínio do meu presente e não consigo esperar nada do futuro. Não consigo fazer planos...

Quando tinha 11 anos, fazia brincadeiras sobre o futuro; o que eu quero ser? onde vou morar? com quantos anos vou casar? vou ter quantos filhos? e sonhava sobre a minha vida, a vida que eu queria ter. Tinha em mente cada detalhe de como seria meu primeiro beijo, de como seria o homem certo para mim, de como eu seria como namorada, esposa, mãe. De como as pessoas me olhariam com respeito no trabalho, de como seria reconhecida no que eu faria. Nunca fui a melhor em alguma coisa, mas sempre acreditei ser melhor do que muitos e que um dia alguém, além de mim, enxergaria isso.

Mais uma semana começa...

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Torcida para o EnEO

Essa semana vi meus olhinhos brilharem com uma nova oportunidade de publicação para o meu artigo sobre a monografia! Tentei, mais uma vez, enviá-lo para um evento organizado pela Anpad (Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração), o EnEo (Encontro de Estudos Organizacionais) e estou no aguardo de uma resposta para a sua aceitação ou não. É um evento menor que o EnAnpad, porém de mesma qualidade, apenas direcionado unicamente à área de assuntos organizacionais. Embora, ainda esteja planejando enviar mais um trabalho para o EnAnpad (Encontro da Anpad) deste ano, seja como co-autoria no trabalho de Longuinho, ou com um ensaio teórico que tenho em mente.
Justo nesta semana que me instiguei a produzir algo e ir atrás de publicações, eis que mainha surge com um livro de trabalhos publicados pelo grupo de estudo da minha professora inspiradora em estudos comportamentais, Mary Yale. Pode ser meio viagem da minha cabeça, mas serviu de incentivo, como se o livro de autoria tão próxima tivesse emitido efeito motivador para que eu acordasse e pudesse enxergar: "ei, não é tão difícil ser um pesquisador! Você pode chegar lá"! Bastava apenas que alguém acreditasse que é possível. Foi então que juntei as palavras animadoras de Dorinha, minha eterna orientadora,
"Vamos enviar o teu artigo para submissão no EnEO, pois ele está ótimo!Sempre te disse isto; o tema é muito pertinente!"
com as de Mary Yale no quarto período do curso "você escreve muito bem", com as de Fátima Marreiro "tem perfil acadêmico" e por fim com as da professora Sandra Leandro, ao participar da minha banca "deveria investir no meio acadêmico, pois apesar da aparência tímida, demonstra confiança no que apresenta e escreve como pesquisador, para seguir neste meio", para ganhar forças e acreditar que é possível para mim.
Bastava saber que alguém acredita ou em algum momento acreditou na minha capacidade para me encher de confiança. E saber que mesmo que não seja aceito, mais uma vez o meu trabalho em um evento importante, não diminui minha capacidade produtiva e eu vou continuar tentando em outros eventos.

Alguém tem que dar o pontapé inicial se quer ter sua capacidade reconhecida e, esse alguém só pode ser eu, do contrário o mundo não enxergará minhas qualidades. Mas se alguém puder dar uma forcinha e um incentivo, não vai atrapalhar em nada, só vai me encher de força de vontade e credibilidade.





terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ô coisinha tão bonitinha do pai...

O título não se relaciona com o conteúdo da postagem! Somente foi a primeira coisa que veio na minha mente quando decidi começar a escrever este post.
Gentemm...estes últimos dias foram bastante nostálgicos...
A história começou quando Longuinho disse que ainda tinha um vídeo cassete, com pouco mais de 2 anos de uso, que estava encostado há mais de 5 anos, porque assim que foi comprado já estava sendo disseminada a onda do dvd player. E não bastasse isso, o vídeo cassete ultra moderno, possuía uma fita de limpagem que permitiria que as minhas fitas velhas e mofadas tivessem a oportunidade de serem vistas. E além disso, ainda tinha a fita adaptadora pra passar as fitas pequenas que eram usadas na máquina filmadora da gente! Fechou! Era só o que a gente precisava para dar umas risadas relembrando a infância feliz que tivemos!!!
As festas nos parques de rua em Caicó, minhas apresentações de São João na Lourdinas, a primeira Eucaristia de Adriana (com toda chatice digna de uma apresentação na capela da Lourdinas, com direito a interpretações teatrais e dancinhas com as mãos - igualmente confundidas com as palmas dos surdos - toda vez que se ouvia "glória" ou "aleluia" nas músicas), competições da natação em Belém/PA, Fortaleza/CE e Natal/RN, farofa na praia de Coqueirinho, festa de formatura/colação/missa/culto da formatura de mainha em Engenharia Civil, entre outras! Que coisa mais engraçada rever o que a gente viveu em tempos tão remotos, há mais de 15 anos atrás. Quando o povo tinha cabelos e os que tinham eram ainda escuros!
Eu sei que virou uma febre entre a família e não faltam oportunidades de nos reunirmos na sala para assistirmos mais uma vez estas fitas e sentir saudades de como já fomos felizes e nossas vidas eram tão mais fáceis!
Eita lêlê, se eu me imaginasse naquela época que viveria do jeito que estou agora. Sem meu emprego na globo e sem minha banda de rock nacional...por isso que eu era feliz e não sabia!!!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

2009 já foi...

Demorei mas voltei! Já que minha última postagem foi em 2009, cabe uma síntese dos acontecimentos e, como tradição, uma reflexão sobre tudo o que aconteceu.
Em 2009 me graduei em Administração, após quase 4 anos de curso; conheci Fernando de Noronha/PE e Rio de Janeiro/RJ; bati o carro pela primeira vez (no pilar e no muro da minha garagem); completei 3 anos de namoro; fiz uma endoscopia (deixa eu curtir esse momento); fiz a prova da ANPAD; passei mal com vodka; cuidei de gente que passou mal com vodka e foi parar no hospital; chorei com algumas brigas; entrei em um curso de conversação em inglês; comecei a estudar francês; fiz uma dieta e emagreci mais de 2kg; engordei mais de 2kg nas festas de fim de ano; fiz alguns concursos mas não passei em nenhum; desisti de tentar o mestrado; fui chamada pra ser madrinha de um casamento; chorei de saudade; chorei pelas perdas, conheci pessoas novas e novas pessoas, mudei o visual; completei 23 anos; entre tantos outros acontecimentos.
Considero que foi um ano abençoado para minha família (mãe, pai e irmã), não sofremos com doenças, com perdas e separações; continuamos unidos! Vi meus avós antes tão fortes agora fragilizados pela idade avançada e percebi que não nos resta muito tempo juntos neste plano. Apesar de, para o mercado de trabalho, não ter mais o valor que tinha antigamente, considero uma vitória a minha graduação em Administração, pois me formei com dignidade, no tempo certo, sem reprovações no currículo. Sinto muito saber da minha capacidade e não ter reconhecimento, nem por parte dos colegas nem dos profissionais afora. Vejo ex-colegas que se "davam bem" às custas dos outros tendo oportunidades de crescimento, enquanto outros de qualidade estão sendo deixados pra trás. Estou sofrendo a triste realidade do desemprego!
Diante disto, me restam as reflexões: O que eu fiz de bom e ruim? Quais ações me trouxeram para a realidade em que me encontro? O que fiz para o próximo? O que fiz para minha família? Como lidei com os meus sentimentos?
Me pergunto isso agora para que seja possível traçar novos objetivos para este ano. Renovo minhas esperanças e me encho de energias para começar, por mais um ano, novas batalhas e poder colher bons frutos que espero serem reconhecidos no meu "Balanço de 2010".

E vamos para frente!

domingo, 22 de novembro de 2009

Matéria interessante sobre o coma

Hoje, incrivelmente, consegui me dedicar a um momento de cultura útil na internet e achei algumas reportagens interessantes que merecem ser comentadas.
Não sei se vocês tiveram a oportunidade de ver uma entrevista que saiu na Época neste sábado, ou se viu a matéria pelo site G1, sobre uma menina que vive em coma há 11 anos, após um acidente com o ralo da piscina. Caso não tenha visto, assistam o vídeo abaixo contando a história de Flavia.
Em síntese, refere-se a uma menina, hoje com 22 anos, que aos 10 anos de idade, ao tomar banho na piscina do seu condomínio, teve seus cabelos sugados pela bomba de sucção para limpeza, localizada no fundo da piscina. Ela manteve-se presa ao ralo por alguns minutos e por consequência sofreu um afogamento que provocou a morte de alguns neurônios, permanecendo em coma irreversível desde então.
Sei que apenas em citar esta história ela já toca de alguma forma. Já provoca ao menos um sentimento de piedade por esta família e um desconforto por uma tragédia abater uma família comum. Mas além do aspecto solidário que senti ao me deparar com a notícia, tanto por esta família ter sofrido essa tragédia, quanto pela luta da mãe por justiça, algo mais intrigante me motivou a este post: o fato dela ainda estar viva.
O que mantém uma pessoa viva por 11 anos em coma? Num estado em que pouco se sabe como o paciente está se sentindo. Onde ele está? Por que essa menina abre os olhos todos os dias e fecha-os à noite? Eu acho incrível esses mistérios da vida em que não se sabe o real sentido em manter-se viva dessa forma.
E cada vez me vejo pequena diante dessas situações e frustrada por não conseguir, ou não ter recursos suficientes que me expliquem, qual a essência de uma vida assim! Ao mesmo tempo que sinto um peso nas costas, por considerar minha responsabilidade muito maior que a dessa menina. Se ainda tenho pernas, braços e órgãos controlados pela minha mente cognitiva, preciso descobrir como melhor utilizá-los e não sei direito por onde começar.

Ê lê lê...minha cabeça viaja demais. Ao menos fica aqui um pouco da minha solidariedade e desejo de paz pra essa família.

Até já!