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domingo, 17 de maio de 2009

A novela mexicana da minha vida

Só me restou esse espaço...
Me tranquei no meu mundinho e só me sinto à vontade pra falar aqui.
Removi as fotos do mural e coloquei outras no lugar, tentando representar o que deveria fazer com a minha vida.
Com o pensamento egoísta que não sai da minha cabeça:
"Não desista de mim..."

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Carta de Amor

Quem nunca escreveu uma carta de amor? Eu escrevi mas nunca enviei...Na verdade, o meu sonho era receber de alguém. Mas como toda pré-adolescência traumática, nunca recebi, apenas escrevi.

3 de Julho de 1999, sábado

Não vou começar essa carta como as outras qualquer.
Até porque não sei o que vou escrever. Ninguém imagina o quanto é difícil escrever uma carta, ainda mais quando fala de sentimentos.
Ainda não sei o que estou sentindo por você, talvez seja só um amor de adolescência (o que é bem provável) ou não.
Na verdade é que eu gosto de você, e é só isso que eu consigo entender. Tudo perde sentido, só o que faz sentido sou eu e você.
Não sei ainda os meus sentimentos, é tanto que não consigo nem falar, nem escrever sobre ele, só consigo senti-lo.
Sou capaz de enfrentar a pior fera do mundo (meu pai) para conservá-lo.
Toda noite esse sentimento me pega e eu só consigo ver você.
Ainda não sei o que você sente por mim, acho até que eu estou exagerando.
Na verdade vou ser bem direta, que é do que eu entendo mesmo.
Gosto de você e não me interessa o que você sente por mim.
Adoraria continuar, mas tudo o que eu sinto já escrevi.
Não quero que você pense que estou correndo atrás de você, e me chame de oferecida.
Na verdade eu não estou pedindo para você ficar comigo ou que goste de mim. Eu só quis expressar meus sentimentos.
Não sei com que cara eu vou te olhar amanhã, acho até que nunca vai dar certo. Só daria se você gostasse de mim de verdade.
Mesmo sem saber o que acha vivo sem você.
Até que um dia acabará.

Ass: Sara


Texto copiado da minha agenda, exatamente como escrevi, com os erros gramaticais e tudo. kkkkkkkkkk
Ninguém merece essas coisas...adolescente sofre tanto à toa!!!

Boas memórias!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Vai saber...

Eu fico me perguntando: Não me permito ter a plena felicidade porque sou exigente demais e não me contento com o que tenho de bom, ou realmente existe algo melhor reservado para mim e eu não corro atrás por medo de perder o que tenho?

Não consigo enxergar se eu estou errada, se faço cobranças infundadas, se o que eu desejo existe mesmo ou é uma criação de perfeição da minha mente.

Acho que a felicidade plena não é mesmo desse mundo!

terça-feira, 28 de abril de 2009

Cruzando os dedos

Ai ai ai...enviei hoje para o evento nacional da Associação Nacional de pós-graduação e pesquisa em Administração, o maior evento de administração, um artigo com o tema da minha monografia. Estou cruzando os dedos para ser um dos artigos selecionados para participar do evento, a ser realizado em 19 a 23 de setembro, em São Paulo.
Se Deus quiser ele há de ser selecionado!

Se o meu destino for o mestrado, que as portas comecem a se abrir!

http://www.anpad.org.br/

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Qualquer título conta...

Não sei ao certo que título colocar para essa postagem...simplesmente senti uma necessidade enorme de escrever aqui hoje, sem ter sequer um assunto em mente, somente a vontade de escrever.
Em meio ao que está acontecendo no presente momento da minha vida, cabe um relato dos últimos acontecimentos.
Conclui o curso!!! E...

Parou por aí.

Esta preocupação já me assombrava antes mesmo do fim...não esperava o quanto angustiante ela poderia ser.
Acabou e ainda me sinto perdida quanto o que quero. Não construi nada sólido durante o curso, não me envolvi da maneira que poderia ter me envolvido, não deixei minha marca de contribuição, de fato, não preparei o solo para a minha carreira futura, resultado: estou aqui, na mesma. Com um diploma na mão (assim que a coordenação liberar uma declaração para que eu posso ir na codesc mandar fazer, para ficar pronto depois de 40 dias ou mais) e nenhuma bagagem nas costas. Tantos já exercendo seus cargos de analistas, contratados, trabalhando...e eu me acabando de comer em casa, perambulando no orkut e msn. E pior, sabendo que preciso fazer alguma coisa, mas o quê? Bem queria o mestrado, mas minhas esperanças estão sumindo...

Incrivelmente, diante desse questionamento todo, nem sobrou espaço para me dar conta que acabou...que durante 4 anos dediquei tempo, cabeça, esforço físico e mental, me desdobrei para fazer os trabalhos e estar na universidade a tempo de pegar a primeira lista de presença e quando acabou de verdade, não tive tempo nem para prestar atenção no que estava acontecendo.
Agora me pego, olhando para as fotos daquelas pessoas, que me fizeram companhia durante este tempo e percebo que nunca mais seremos os mesmos. Os cabelos não são mais os mesmos, as conversas passam longe do que eram e de que valeu ter aquelas pessoas presentes todos os dias no meu caminho e agora ver que elas se afastam de mim? Que contribuição eu deixei para elas e quais elas deixaram para mim? Soa tudo tão vago...como se estivesse incompleto.
Foi uma turma tão boa. Foram tantas histórias divertidas e engraçadas. Foram tantas angústias compartilhadas, parece algo repetitivo de dizer, mas fica esse reconhecimento em nossos corações, fica a saudade.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Disfunções amorosas

Deveria existir um livro de receitas para cada ocasião da nossa vida. Assim todo mundo que precisasse, consultaria o livro e tudo se resolveria. Assim, ninguém cometeria mais erros e as pessoas não se magoariam tanto.

Essa receita não existe, muito menos as relações descritas em livros e relatadas em filmes, nem tão pouco as histórias de amor são perfeitinhas. O amor que causa suspiros e tremedeira nas pernas, logo se perde com a convivência constante. E as promessas não passam de promessas. Os elogios se perdem quando as roupas começam a ser repetidas. A maquiagem não esconde mais as imperfeições do rosto. O sorriso não alegra mais o dia.

Não pensem que estou descrente do amor, pelo contrário, acho que aprendi com a vivência a ter uma nova visão a respeito. O amor que eu conheço não foi à primeira vista...nem foi uma paixão arrebatadora. Nasceu da forma mais simples e comum...da amizade. De conversas sobre assuntos em comum ou das diferenças transformadas em aprendizado, simultaneamente compartilhado. Do amadurecimento de ambos. Das carências saciadas. Do companheirismo revelado.

Embora, muito cobro do amor, mesmo sem saber se devo. Acredito naquele sentimento exalado por todas as partes do corpo...do olhar apaixonado, do toque delicado, dos sussurros no ouvido, das mãos entrelaçadas, dos soprinhos no cangote. Queria não perder de vista os elogios antes citados, as letras de músicas escritas, os e-mails divertidos e as experiências do dia compartilhadas. Mas quem sou eu para falar alguma coisa? Uma mal agradecida, por certo.

Por que a gente deixa de valorizar as coisas que mais têm sentido em troca dos pormenores? Ô coisinha complicada...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Pra quando você precisar...

Vou escrever aqui o que não vou conseguir dizer pessoalmente a uma pessoa que gosto muito.
Hoje, mais do que nunca, consigo ver com clareza certas provações pelas quais passamos na vida. O quanto os diferentes temperamentos dos seres humanos, possuem sua explicação ao nos depararmos com as diversas situações da vida. Aquele mais racional, sabe agir de forma certa e inequívoca nos momentos em que mais precisamos de soluções. Aquele mais emocional, sabe dar carinho e atenção quando se está carente e sozinho. Aquele mais paciente, sabe passar a calma que todos precisam nos momentos de tensão. E cada pessoa tem tal característica, como prova de que tem força pra enfrentar aquilo que a vida espera que você seja capaz.

Eu sei, que a paciência, bondade e ternura que essa pessoa sempre teve por característica, tem sua explicação pra existir. De uma maneira ou de outra, a vida que se tinha antes não será mais a mesma, mas acredito que agora se inicie o propósito a que acarreta a tua existência.
Nas dificuldades que há de enfrentar, saiba que você tem muita força de reserva que você ainda está pra descobrir e muita responsabilidade com as pessoas que te rodeiam e te amam.

Me admira a sua postura como ser humano, como amiga e como filha. Ser filha não é apenas aprender com os pais, mas demonstrar para eles todas as lições de amor, justiça e benevolência nos momentos em que mais precisa-se.

E eu vou estar aqui, quando precisar!

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Histórias de verão...

Nada como esta época do ano para vivermos momentos marcantes que irão render histórias por muito tempo. Capítulo de hoje: Acaú
Um final de semana numa casa de praia, com a companhia dos amigos, sombra e água fresca...o sol, a praia, a redinha na volta da praia depois do almoço, jogos e conversas jogadas fora...cenário perfeito!
Claro, que a realidade não foi tão perfeita assim, com algumas distorções, embora não tenha significado tanto, a ponto de ter posto o final de semana por água abaixo, pelo contrário, fizeram a diferença e tornaram a viagem mais divertida.
Primeiro que, a ideia de estarmos reunidos, só os amigos, sem os pais por perto é bastante atrativa, no entanto, o que acarreta são certas responsabilidades de cuidar de uma casa, ou seja, cozinhar, ajeitar a casa, entre outros fatores. Nós, jovens espertos, levamos a invenção mais engenhosa do homem: a comida congelada. Claro que calculamos de maneira equivocada a quantidade de comida e achamos que duas tortas de frango seriam suficientes pra 2 dias de almoço.
Na hora de gastar, estudantes semi-remunerados procuram sempre o mais barato..."pra quê comprar suco pronto se a gente pode comprar umas laranjas e fazer um?"
Teria dado certo se houvesse um Philips Juicer Walita (Valita?)...ou um espremedor de laranja...se não for desejar demais, as laranjas poderiam ter suco ao menos...
Nada como a engenhosidade da mente humana e alguns dispostos a não se render às tentações do refrigerante e, obviamente, com a ajuda de pessoas que raciocinam melhor do que a gente, ao sugerir um liquidificador ao invés de ficarmos espremendo com a mão laranjas sem suco e alguns limões pra render mais um pouquinho o suco e...voilá...temos um SUCO! (vale salientar que ficou uma delícia mesmo com alguns protestos de uns e outros com nojo do suco ter sido espremido, boa parte, com a mão e, alguns bagaços terem caído no lixo...mas não foi usado...)
Segundo que, graças a Deus e ao tio de Georgina que decidiu ir também, o nosso cálculo de comida para o almoço não rendeu um final de semana passando fome, com mais três casais à nossa disposição, a comida foi bastante farta. Obviamente que esta ideia atrativa de ter alguém cozinhando lasanha no primeiro dia e arrumadinho no segundo dia, sem contar com o churrasco, teve seu lado negativo. Não contavam com a astúcia de Chapolin Colorado e muito menos de duas "adoráveis" garotinhas, filhas de um dos casais, para salvar o nosso final de semana (no caso de Chapolin) ou aterrorizar (garotinhas)...com a sorte que a gente tem, não foi dessa vez que Chapolin Colorado esteve presente, mais precisamente, uma garotinha sim...uma garotinha chorona...chorona é pouco pra quem não podia perder a mãe de vista e abria um berreiro...berreiro? Pff...berreiro é pouco...aquela gargante pequena, embora poderosa, produzia sons agudos e estridentes, nunca antes ouvidos. Muito parecido com o zunido que fica no nosso ouvido após termos ficado perto das caixas de som num show, ou quando pegamos o interfone no momento em que o porteiro apita chamando, ou quando tentávamos conectar a internet após a meia noite com a internet discada, ou quando os golfinhos tentam se comunicar com outros golfinhos, ou quando Mariah Carey canta dando seus gritinhos...enfim, nada se compara àquele choro desesperado que nos envolveu durante todo o final de semana.
Obviamente que, a comida farta gera sujeira farta..pratos sujos e talheres sujos...tentei fugir dessa responsabilidade, mas no último almoço recebi uma forte indireta e tive que lavar os pratos também...kkkkkkkkk...sem problemas!!!
Terceiro que, as minhas companhias, com exceção de uma, incrivelmente haviam ido para uma casa de praia mas tinham nojo da praia...COMO É QUE PODE? Eu acostumada a passar o dia de biquini, ir à praia de manhã e depois das 3h, me deparei com uma galera que ao tomar banho de mar tinha que correr pra tirar o sal imediatamente...aff!
Só restava passar a tarde jogando. Perfil e Uno fizeram a alegria da molecada.
Com algumas pérolas no perfil:
- Diga aos jogadores que eu sou a Tatuagem! ¬¬
- Você disse a resposta, a gente vai adivinhar o quê?
ou no uno:
- Quem sou eu?
Ao ficar com uma carta, durante 3 rodadas seguidas, ao invés do uno ouvimos:
- Toma Georgina, puxa duas!
Regadas a algumas crises de riso...enfim...foi divertido!
Que pena que foi só um final de semana, com algumas brigas pela música a ser ouvida no percurso, com alguns fedores não identificados na areia da praia, com esquecimento de comida e uma parada pra tomar sorvete na volta, mas que valeu muito à pena!
Quando será a próxima? Depois de Julho quando a ponta do triângulo voltar de viagem...
Bjin

- Quem sou eu?

sábado, 3 de janeiro de 2009

Feliz 2009

Nooossa...quanto tempo sem visitar esse espacinho aqui!
Voltando com todo gás nesse ano que se inicia. Só peço a Deus e desejo que seja um ano bem melhor que o 2008, mais proveitoso em todos os sentidos.
Que eu saiba o que fazer depois de março, quando o curso acabar.
Que a saúde volte a reinar na minha casa.
Que o cruzeiro seja ótimo.
Que eu continue com minhas antigas amizades e faça novas.
Que eu emagreça só na barriga.
Que eu volte pra aula de dança de salão.
Que eu volte pro inglês.
Que eu finalmente aprenda a andar feito gente, de patins.
Por que não que, eu, finalmente, aprenda a andar de bicicleta?
Que eu passe no mestrado.
Que eu ganhe um dinheirinho, não precisa ser muito, só o suficiente pra eu juntar na minha humilde continha bancária.
Que o flamengo seja campeão brasileiro.
Que o vasco perca do campinense.
Que eu volte para a academia.
Que eu passe mais um ano, muito feliz, ao lado de Longuinho.
Que eu seja útil pra alguma coisa.
Que mainha não compre mais pão no pão de açúcar.
Que painho me deixe pegar mais no carro...e eu não bata nunca.
Que o meu celular não quebre.
Que eu tenha crédito pra falar a hora que eu quiser.
Que eu compre um travesseiro melhor.

Enfim, um 2009 com pelo menos um terço disso aí!

Bjin

sábado, 18 de outubro de 2008

Meu mundinho interno

Mais uma vez me vejo precisando desse espaço aqui. Tinha escrito um post inteiro e não sei ao certo que tecla apertei, tudo sumiu e o que ficou salvo no rascunho automático não passou de uma página inteira em branco. Vou tentar recuperar o que havia escrito com base na minha memória.

Estou vivendo uma fase de extrema incompreensão do que se passa comigo. Não entendo minhas emoções nem consigo me definir. Só agora me dei conta que, se nem eu mesma me compreendo, imagine a percepção que estão tendo de mim? Não consigo me comunicar com o mundo externo.
As palavras não saem, parece que meu cérebro não consegue fazer uma conexão da minha mente com o meu corpo. Fora do meu organismo o silêncio predomina, mas na minha cabeça um turbilhão de palavras me consomem numa velocidade e compreensão jamais entendida por quem observa o meu semblante sem expressão.
No meio de tantas palavras em minha mente, não consigo ouvir aquela voz que me define: "Você é Sara, estudante de administração", "você gosta de praia" ou "você gosta de frio", ao invés disso o que ouço é "você realmente gosta de praia?", "você está fazendo a coisa certa?", "é isso que você quer pra sua vida?". Nada me responde, tudo me deixa na dúvida, insegura.
Eu me vejo cada vez mais fechada em meu mundo e distante do mundo externo e costumava culpar a todos que me cercam pela minha inibição, quando na verdade, só eu sou responsável pelo que se passa em mim. Por que não falo mais do que fico calada, se ao falar me sinto aliviada em expressar o que se passa dentro de mim? Por que não rio mais do que choro, se a sensação de alegria é tão mais gostosa e apreciada. Por que não danço, se a música provoca uma sensação de libertação e expressão das minhas emoções?

Queria tanto conversar e compartilhar o que penso com alguém, mas nada sai, nem linguagem corporal.

Preciso silenciar e ouvir o que se passa dentro de mim. Preciso de um tempo só pra mim, mas queria tanto um abraço.